Seu marido, filho ou irmão se foi. E a família sabe o que ninguém da empresa quer admitir: ele estava sendo destruído no trabalho. Chefe gritando todo dia, ameaças, exposição na frente dos colegas, humilhação por meta, perseguição. Ele chegava em casa quebrado. Não dormia. Chorava em silêncio. E não aguentou.

A primeira pergunta que vem é se a empresa pode ser responsabilizada. Resposta: sim. Quando um trabalhador se perde por causa de assédio moral, a empresa responde — e a família tem direito a indenização, pensão e reconhecimento da morte como acidente de trabalho.

Não é fácil falar disso. Mas é importante a família saber: você não está sozinha, e tem direitos.

Quando a perda é considerada acidente de trabalho

A Justiça do Trabalho reconhece a morte como acidente quando existe ligação clara entre o sofrimento no serviço e o estado mental que levou ao desfecho. Os sinais que mostram esse vínculo:

Direitos da família

1. Pensão por morte do INSS

Esposa/companheira, filhos menores e dependentes recebem. Pode pedir como acidente de trabalho — não só morte comum — pra ganhar benefícios mais amplos.

2. Indenização da empresa por dano moral

Esposa, filhos, pais, irmãos próximos entram com ação. Valor depende da prova do assédio, da culpa da empresa e do grau de parentesco. Em casos comprovados, costuma passar de R$ 300 mil pra família próxima junta.

3. Pensão mensal vitalícia

Empresa paga uma pensão mensal pra família por anos, calculada com base no salário dele, pra cobrir o sustento que ele traria pra casa.

4. FGTS, verbas rescisórias, seguro de vida (se a empresa tinha)

Tudo isso entra. Família puxa.

Como provar o caso

  1. Testemunhas — colegas de trabalho que viram o assédio. Mesmo que tenham medo, muitos topam depor.
  2. Mensagens, áudios, e-mails — que ele recebia ou que mandava pra alguém contando o que passava. Procure no celular dele, no WhatsApp, no e-mail.
  3. Atestados de psiquiatra ou psicólogo — anotações que ligam o quadro ao trabalho.
  4. Receitas de remédio — antidepressivo, ansiolítico, indução do sono.
  5. Boletim de ocorrência — se houve registro policial de alguma ameaça ou assédio.
  6. Histórico de afastamentos pelo INSS por questão emocional.
  7. Bilhetes, cartas, depoimentos de família — em alguns casos a Justiça aceita relato familiar como prova auxiliar.

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

Cada caso desses tem cálculo próprio. Depende da prova do assédio, do tempo de empresa, do salário, do estado, da família dependente. Antes de aceitar qualquer valor, calcule.

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Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Ele já tinha depressão antes de entrar na empresa. Ainda tem direito?

Tem. Se a empresa agravou um quadro que já existia (assédio em cima de quem já estava fragilizado), responde do mesmo jeito. Médico perito identifica o agravamento.

2. A empresa diz que não houve assédio — só “cobrança normal”. É verdade?

É a defesa padrão. Não significa que seja verdade. Testemunhas, mensagens, padrão de comportamento do chefe — tudo isso é juntado e analisado. Em muitos casos o que a empresa chama de “cobrança” era assédio claro.

3. Ninguém na empresa vai querer depor por medo. O que faço?

Muito comum. Mas geralmente algumas testemunhas topam — principalmente quem já saiu da empresa. Ex-funcionário que sofreu o mesmo costuma falar. O advogado ajuda a encontrar.

4. Tenho que pagar advogado antes pra entrar com o processo?

Não. Advogado recebe percentual no final. Família não paga nada se não ganhar.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois da morte. Mas quanto mais cedo, melhor — testemunha some, mensagem some.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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Você levantou aquela carga e sentiu o joelho estalar. Ou caiu da escada e torceu feio. Ou anos de ajoelhar no piso (pedreiro, marceneiro, mecânico, frigorista) e o joelho não aguentou mais. Hoje você não dobra direito, sobe escada com dor, e a empresa fala que “é da idade”.

Não é da idade. Lesão de menisco, ligamento cruzado, condromalácia, bursite e artrose precoce no joelho de quem trabalha pesado é acidente de trabalho. E paga indenização, FGTS, estabilidade e em muitos casos pensão mensal vitalícia.

Tipos de lesão no joelho que pagam

Profissões mais afetadas

Como provar que foi o trabalho

  1. Ressonância magnética do joelho — mostra a lesão exata (menisco, ligamento, cartilagem).
  2. Laudo médico ortopedista — descrevendo a lesão e ligando à atividade.
  3. CAT — comunicado de acidente. Empresa deve emitir em 24h. Se não emitir, você emite no INSS.
  4. Histórico de função — quanto tempo na profissão, o que fazia.
  5. Testemunhas — colegas que viram a queda ou que sabem que você sempre fazia tal serviço.
  6. Atestados anteriores — afastamentos curtos por dor no joelho ao longo dos anos.

Seus direitos

1. Auxílio acidentário B91

Garante FGTS do tempo afastado e estabilidade no emprego. A empresa quase sempre coloca como B31 (comum) — você pode corrigir.

2. Estabilidade de 12 meses depois da alta

Se ficou mais de 15 dias afastado, a empresa não pode te demitir por 12 meses. Se demitir, paga indenização cheia.

3. Indenização por dano moral

Pela dor, pelo sofrimento, pelo medo de não voltar a trabalhar.

4. Indenização por dano material

Remédio, fisioterapia, joelheira, cirurgia que você pagou ou vai pagar. Diferença entre seu salário e o que o INSS pagou.

5. Pensão mensal vitalícia (se ficou sequela)

Se você não consegue mais voltar pra mesma função (perda da capacidade), a empresa paga pensão mensal pra sempre. Calculada com base no salário e no percentual de perda da função.

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

Lesão de joelho paga valor diferente conforme tipo (menisco, ligamento, artrose), tempo de afastamento, sequela final, salário e estado. Antes de aceitar qualquer oferta, calcule.

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Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Já fiz cirurgia particular. Posso processar?

Pode, e ainda cobra os gastos da cirurgia da empresa. Guarde nota, recibo, exame, laudo.

2. A empresa diz que não cabe CAT porque “não teve acidente”. É verdade?

Mentira. Lesão por esforço ou desgaste no joelho ao longo do tempo também é acidente de trabalho — chama “doença ocupacional” ou “acidente típico evolutivo”. CAT precisa ser emitida do mesmo jeito.

3. Caí em casa, mas o joelho já estava ruim do trabalho. Posso processar?

Pode. Se a queda em casa só “estourou” uma lesão que já vinha sendo causada pelo trabalho, conta como acidente de trabalho. Médico perito identifica isso.

4. Tenho que pagar advogado antes pra entrar com o processo?

Não. Advogado recebe percentual no final, só se você ganhar.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


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Você estava abastecendo e o combustível pegou fogo. Uma faísca, um carro com problema, um cliente fumando, um vazamento. A bomba explodiu, a roupa queimou, a pele queimou. Ou você respirou vapor de gasolina o dia todo e começou a passar mal. O dono do posto disse: “graças a Deus não foi pior”. Foi grave sim. Você se acidentou no trabalho. E você tem direito.

Frentista que se queimou numa labareda da bomba. Funcionário que respirou vapor de combustível e teve tontura e enjoo todo dia. Quem ajudou a apagar fogo de um carro no posto. Quem se cortou ou caiu correndo de uma explosão. Trabalhar com combustível é um dos serviços mais perigosos que existe. E muitos frentistas nunca cobram, porque acham que “faz parte do trabalho”.

Explosão e queimadura no posto é acidente de trabalho grave. E paga indenização alta.

O que conta como acidente no posto

Qualquer coisa que te machuca trabalhando com combustível conta como acidente. A explosão da bomba. A labareda que queimou a mão ou o rosto. A queda fugindo do fogo. O vapor de gasolina que você respira todo dia e que faz mal pro corpo. Até o susto e o trauma de ver fogo perto de você conta.

Queimadura é uma das lesões que mais paga, porque deixa marca, dói muito e muitas vezes precisa de cirurgia e enxerto de pele. E respirar combustível por anos pode dar problema no sangue, no fígado e no pulmão.

Tipos de acidente do frentista

O que a empresa era obrigada a fazer

O posto é obrigado a dar pra você:

Se faltou qualquer um, a culpa é da empresa. E o adicional de periculosidade você pode cobrar mesmo que nunca tenha tido acidente.

Como provar o acidente no processo

  1. Atendimento médico — pronto-socorro no dia da queimadura. Isso prova a gravidade e a data.
  2. CAT — comunicado de acidente. A empresa tem 24h pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, grátis.
  3. Foto da queimadura — tira foto da lesão em todas as fases (fresca e cicatrizando).
  4. Testemunhas — colega, cliente, quem viu a explosão e o fogo.
  5. Boletim de ocorrência ou registro do corpo de bombeiros — se vieram apagar.
  6. Foto do local — extintor vazio, bomba sem manutenção, sem placa de aviso.

Seus direitos depois do acidente

O que NÃO fazer depois do acidente

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da gravidade da queimadura, da marca que ficou, do tempo de afastamento, do seu salário e do estado. Casos de queimadura grave chegam a até R$ 100 mil. Antes de aceitar qualquer oferta do posto, calcule.

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Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. A queimadura foi leve e já sarou. Ainda tenho direito?

Tem. Queimadura é acidente mesmo que sare. Se ficou qualquer marca, ainda dá pra pedir dano estético. E o dano moral pela dor e pelo susto paga de qualquer jeito.

2. A explosão foi por causa de um cliente fumando. A culpa é minha?

Não. O posto é responsável por ter placa de proibição, extintor, treinamento e equipamento seguro. Se o posto não preveniu o risco, a culpa é dele.

3. Eu recebo periculosidade. Posso cobrar mesmo assim?

Pode. A periculosidade é por trabalhar perto do perigo. A indenização é por causa do acidente que aconteceu. São coisas diferentes, você tem direito às duas.

4. Respiro gasolina há anos e ando passando mal. Isso conta?

Conta. Respirar vapor de combustível por anos pode dar problema no sangue, fígado e pulmão. Isso é doença do trabalho. Faça exame e guarde o resultado.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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Você se acidentou, está pensando em entrar com processo, e a primeira pergunta é essa: “quanto tempo eu vou esperar pra receber?”. Justa pergunta. Você tem conta pra pagar, família pra sustentar, INSS apertado. Não dá pra esperar 10 anos.

Resposta direta, baseada nos casos que o nosso escritório acompanha: a maioria dos processos de acidente de trabalho fecha entre 8 meses e 2 anos. Tem caso que fecha em 4 meses (acordo rápido). Tem caso que arrasta 3, 4 anos (empresa briga até o fim). Mas o meio é esse.

As 3 fases do processo

Fase 1 — Entrada do processo até primeira audiência (2 a 6 meses)

O advogado entra com a ação. A Justiça marca uma audiência inicial — chama de “audiência de conciliação”. Você vai (em pessoa ou online), o juiz pergunta se as duas partes querem fazer acordo. Se sim, fecha aqui. Se não, vai pra próxima fase.

Muito caso de acidente fecha aqui mesmo, em 4 a 6 meses, com acordo bom. Empresa não quer pagar perícia + audiências = oferece valor cheio.

Fase 2 — Perícia médica e audiência de instrução (3 a 8 meses)

Se não houve acordo, o juiz manda fazer perícia médica. Um médico nomeado pela Justiça examina você (em pessoa ou pelos seus exames), e diz o tamanho da sequela. Em paralelo, marca uma segunda audiência onde testemunhas vão depor.

Essa fase é a mais demorada — depende do agendamento da perícia. Em capital pode ser 2-3 meses. Em cidade pequena às vezes mais rápido. Depois da perícia, o juiz lê tudo e dá a sentença.

Fase 3 — Sentença e pagamento (3 a 18 meses)

O juiz julga: empresa paga R$ X. A empresa pode aceitar e pagar (mais rápido) ou recorrer pra instância superior (mais lento). Depois que a sentença “transita em julgado” (não tem mais recurso), começa a fase de pagamento. Empresa paga em 30 dias ou tem seu patrimônio bloqueado.

O que faz o processo demorar MAIS

O que faz o processo demorar MENOS

Vou receber tudo no fim ou em parcelas?

Geralmente em uma parcela só, no fim. Mas tem duas situações que pagam DURANTE o processo:

E se eu não conseguir esperar?

Tem como antecipar valor em alguns casos:

Atenção: existe gente oferecendo “antecipação de processo” — empresa privada que te dá dinheiro hoje e cobra 50%, 70% do valor depois. CUIDADO. Em quase todo caso, é mau negócio. Conversa com seu advogado antes de aceitar qualquer coisa desse tipo.

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

Antes de entrar com processo, vale saber quanto seu caso pode pagar — pra decidir se compensa entrar e quanto vale aceitar de acordo. Cálculo grátis em 2 minutos.

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Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Em quanto tempo a Justiça paga depois da sentença?

Depois que a sentença não tem mais recurso, a empresa tem 30 dias pra pagar. Se não paga, o juiz manda bloquear conta. Em geral o dinheiro cai entre 30 e 90 dias depois da sentença final.

2. Posso acompanhar o processo pela internet?

Pode. Todo processo trabalhista é online — você pega o número e acompanha pelo site do Tribunal. Seu advogado também te envia atualizações.

3. Se eu morar longe, preciso viajar pras audiências?

Hoje a maioria das audiências é online (videochamada). Só algumas exigem presença. Pra perícia médica, geralmente precisa estar em pessoa.

4. Empresa faliu durante o processo — perdi tudo?

Não necessariamente. Pode haver bens da empresa pra leilão, ou sócios podem responder em alguns casos. Vale lutar até o fim.

5. Quanto tempo tenho pra ENTRAR com o processo?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


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Você estava costurando e a agulha furou seu dedo. Atravessou a unha, atravessou o osso, quebrou dentro. Ou a máquina prendeu seu dedo. Ou a tesoura industrial cortou. Doeu, sangrou, inchou. O encarregado disse: “põe um esparadrapo e volta pra meta”. Não é esparadrapo. Você se acidentou no trabalho. E você tem direito.

Costureira de confecção que furou o dedo na máquina reta. Operadora de overloque que prendeu a mão. Cortadora que se cortou na tesoura elétrica. Auxiliar que passou a mão onde não devia. Toda mulher (e homem) da indústria têxtil já se machucou ou viu alguém se machucar. E quase ninguém cobra, porque acha que “é normal do serviço”.

Não é normal. Agulha que fura a mão na costura é acidente de trabalho. E paga indenização.

O que conta como acidente na costura

Qualquer machucado na mão por causa da máquina ou da ferramenta de costura conta como acidente. A agulha que fura o dedo. A máquina que prende. A tesoura que corta. O ferro de passar que queima. Até a dor que vai juntando no punho de tanto costurar (a tal da tendinite e do túnel do carpo da costureira) entra como acidente.

E mesmo que pareça pequeno, a agulha pode deixar estrago grande: infeccionar, machucar o nervo do dedo, deixar o dedo torto, tirar a força, deixar formigamento pra sempre. Tudo isso é sequela. Tudo isso paga.

Lesões mais comuns na indústria têxtil

Funções que mais sofrem na confecção

Em todas essas funções, a empresa é obrigada a dar máquina com proteção (protetor de dedo na máquina reta), dedeira ou luva certa, treinamento e pausa pra descansar a mão. Se faltou qualquer um, a culpa é dela.

Como provar o acidente no processo

  1. Atendimento médico — pronto-socorro ou posto no dia. Mesmo se foi “só pra tirar a agulha”. Esse atendimento prova a data.
  2. CAT — comunicado de acidente. A empresa tem 24h pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, grátis.
  3. Raio-x do dedo — mostra a agulha quebrada ou o osso atingido.
  4. Testemunhas — colega de bancada que viu, que te socorreu, que sabia que a máquina estava sem proteção.
  5. Foto da máquina — sem o protetor de dedo, sem a proteção. Tira antes da empresa “consertar”.
  6. Atestados — todos, mesmo os de 1 dia.

Seus direitos depois do acidente

O que NÃO fazer depois do acidente

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da gravidade, do dedo atingido, do tempo de afastamento, da sequela, do seu salário e do estado. Casos de lesão de mão chegam a até R$ 100 mil. Antes de aceitar qualquer oferta da empresa, calcule.

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Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. A agulha só furou e saiu, fiquei boa rápido. Ainda tenho direito?

Tem. Furo de agulha é acidente mesmo que sare rápido. O importante é ter o atendimento médico do dia. Dano moral pela dor e pelo susto paga mesmo sem sequela.

2. A máquina não tinha proteção de dedo. A culpa é minha?

Não. A empresa é obrigada a colocar proteção na máquina, dar dedeira e treinar você. Se a máquina estava sem proteção, a culpa é da empresa.

3. Minha mão dói de tanto costurar, sem ter tido acidente. Posso cobrar?

Pode. Tendinite e túnel do carpo de tanto repetir o movimento na costura também são acidente de trabalho. CAT precisa ser emitida do mesmo jeito.

4. Trabalho por produção (meta). Isso muda alguma coisa?

Não muda o seu direito. Pelo contrário: meta apertada que força a mão a repetir rápido demais ajuda a provar que a empresa criou o risco.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


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{ “@context”: “https://schema.org”, “@type”: “FAQPage”, “mainEntity”: [ {“@type”:”Question”,”name”:”A agulha só furou e saiu, fiquei boa rápido. Ainda tenho direito?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Tem. Furo de agulha é acidente mesmo que sare rápido. O importante é ter o atendimento médico do dia. Dano moral paga mesmo sem sequela.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”A máquina não tinha proteção de dedo. A culpa é minha?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não. A empresa é obrigada a colocar proteção na máquina, dar dedeira e treinar. Se a máquina estava sem proteção, a culpa é da empresa.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Minha mão dói de tanto costurar, sem ter tido acidente. Posso cobrar?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Pode. Tendinite e túnel do carpo de tanto repetir o movimento na costura também são acidente de trabalho. CAT precisa ser emitida.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Trabalho por produção (meta). Isso muda alguma coisa?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não muda o seu direito. Meta apertada que força a mão a repetir rápido demais ajuda a provar que a empresa criou o risco.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, é possível cobrar os últimos 5 anos de direitos.”}} ] }

Você se machucou no trabalho. Operou, fez fisioterapia, voltou. Mas a mão não fecha mais como antes. A coluna não aguenta peso. O joelho trava. O ombro não sobe. E agora você não consegue mais fazer o serviço que sempre fez. O chefe fala: “ou você faz como antes, ou a gente resolve”. Calma. Você tem direito a ser readaptado. E tem direito de não perder salário por isso.

Pedreiro que não levanta mais saco de cimento. Operador de máquina que perdeu força na mão. Motorista que não fica mais sentado horas. Faxineira que não agacha mais. Todos voltaram do acidente sem conseguir fazer a mesma função. E muitos foram demitidos errado, porque não sabiam que tinham direito.

Readaptação não é favor da empresa. É um direito seu.

O que é readaptação de função

Readaptar é mudar você de função porque você não consegue mais fazer a antiga por causa do acidente. Em vez de te mandar embora, a empresa tem que te colocar em outro serviço que você consiga fazer, do jeito que seu corpo está agora.

Exemplo: o ajudante que carregava peso e machucou a coluna pode passar a fazer um serviço mais leve, sem carregar. O operador que perdeu força na mão pode ir pra uma função que não exija aquela força. A empresa é obrigada a tentar isso antes de pensar em mandar embora.

Funções que mais precisam de readaptação

O que diz a lei sobre o seu salário

Aqui está o que mais gente não sabe: quando a empresa te readapta por causa do acidente, ela não pode baixar o seu salário. Mesmo que a nova função seja “mais simples”, você continua recebendo o que recebia antes. Se baixaram seu salário, você cobra a diferença.

E mais: se você fazia hora extra, adicional de insalubridade, periculosidade ou outro extra, e perdeu isso por causa da readaptação, você pode cobrar a perda também.

E se a empresa não quiser readaptar

Muitas empresas, em vez de readaptar, preferem mandar embora ou empurrar o trabalhador a pedir demissão. Isso é errado. Se você se machucou no trabalho e não pode mais fazer a função antiga, a empresa precisa:

  1. Procurar outra função pra você dentro da empresa
  2. Manter o seu salário
  3. Respeitar a sua estabilidade no emprego
  4. Não te pressionar a pedir demissão

Se a empresa não fez nada disso e te mandou embora, você tem direito a indenização cheia, mais o reconhecimento do acidente.

Como provar que precisa de readaptação

  1. Laudo médico — do ortopedista, neuro ou do médico que te trata, dizendo que você não pode mais fazer aquele esforço.
  2. CAT — comunicado de acidente. Liga a lesão ao trabalho.
  3. Exames — ressonância, raio-x, eletroneuromiografia. Mostram a sequela.
  4. Atestados — todos, mesmo os curtos.
  5. Carteira de trabalho — mostra qual era a sua função antiga.
  6. Testemunhas — colegas que sabem o que você fazia e que viram você voltar limitado.

Seus direitos depois do acidente

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da gravidade da sequela, do quanto você perdeu da sua capacidade, do tempo de empresa, do seu salário e do estado. Casos de perda de função chegam a até R$ 100 mil. Antes de aceitar qualquer coisa da empresa, calcule.

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Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. A empresa mudou minha função e baixou meu salário. É certo?

Não. Quando a mudança de função é por causa do acidente, o salário tem que continuar igual. Você pode cobrar a diferença que perderam.

2. Voltei do afastamento mas não dou conta do serviço. O que faço?

Leve um laudo médico mostrando o que você não pode mais fazer. A empresa é obrigada a tentar te colocar em outra função que você consiga, sem baixar seu salário.

3. A empresa me demitiu porque eu não conseguia mais a função. Posso processar?

Pode. Se o acidente foi o motivo de você não conseguir mais a função, a empresa tinha que readaptar, não demitir. Demissão assim gera direito a indenização.

4. Estou readaptado, mas ainda assim posso receber pensão?

Pode. Se você perdeu parte da sua capacidade de trabalho pra sempre, recebe pensão mensal mesmo continuando empregado em outra função.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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Você respirou um cheiro forte e começou a passar mal. Tontura, dor de cabeça, enjoo, vômito, falta de ar, ardência nos olhos e na garganta. Pode ter sido vapor de solvente, gás de uma máquina, fumaça de tinta, cheiro de cola, poeira de produto, agrotóxico na lavoura. O chefe disse: “abre a janela que passa”. Não passa. Você se intoxicou no trabalho. E você tem direito.

Pintor que respirou solvente o dia inteiro. Faxineira que misturou água sanitária com outro produto e quase desmaiou. Trabalhador rural que pulverizou veneno sem máscara. Operador de fábrica que respirou gás de uma máquina vazando. Todos se intoxicaram trabalhando. E quase ninguém cobra, porque acha que “foi só um mal-estar”.

Intoxicação por produto químico no trabalho é acidente, mesmo quando você “melhorou no outro dia”. E paga indenização.

O que conta como intoxicação no trabalho

Qualquer produto químico que entrou no seu corpo durante o trabalho conta como acidente. Não importa se foi pelo nariz (respirando), pela boca (engolindo), pela pele ou pelos olhos. Não importa se foi de uma vez só (intoxicação aguda) ou aos poucos, mês após mês (intoxicação que vira doença).

Existem dois jeitos de se intoxicar trabalhando:

Os dois pagam indenização. O segundo é o mais perigoso, porque você só descobre quando já fez estrago.

Produtos que mais intoxicam o trabalhador

Em todos esses casos, a empresa é obrigada a dar máscara certa (respirador com filtro), luva, óculos, lugar arejado, treinamento e ficha de informação do produto. Se faltou qualquer um, a culpa é dela.

Funções que mais sofrem com produto químico

Como provar a intoxicação no processo

  1. Atendimento médico — pronto-socorro no dia que passou mal. Mesmo que tenha sido “só pra dar um soro”. Esse atendimento prova a data.
  2. CAT — comunicado de acidente. A empresa tem 24h pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, grátis.
  3. Nome do produto — tira foto do rótulo, do galão, da ficha do produto. Guarda.
  4. Testemunhas — colega que viu você passar mal, que sabia que não tinha máscara, que sentiu o mesmo cheiro.
  5. Exames de sangue — alguns produtos deixam marca no sangue. Faça logo.
  6. Foto do local — ambiente fechado, sem janela, sem exaustor, máscara faltando.

Seus direitos depois da intoxicação

O que NÃO fazer depois de se intoxicar

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende do produto, da gravidade, do tempo de afastamento, da sequela, do seu salário e do estado. Casos de intoxicação chegam a até R$ 100 mil. Antes de aceitar qualquer oferta da empresa, calcule.

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Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Passei mal mas melhorei no outro dia. Ainda posso processar?

Pode. Intoxicação é acidente mesmo que você melhore. O importante é ter o atendimento médico do dia. Dano moral pelo susto e pela saúde abalada paga mesmo sem sequela visível.

2. A empresa diz que eu não usei a máscara direito. Perco o direito?

Não. A empresa é responsável por dar a máscara certa, treinar você pra usar e fiscalizar. Se faltou treinamento ou a máscara era errada, a culpa é dela.

3. Respirei veneno na lavoura por anos. Posso cobrar?

Pode. Intoxicação que se junta ao longo dos anos também é acidente de trabalho. Se apareceu problema no fígado, sangue, pulmão ou nervos, o trabalho entra como causa.

4. Sou terceirizado. Cobro de quem?

Você cobra das duas: da empresa que te contratou (terceirizada) e da empresa onde você estava trabalhando (tomadora). As duas respondem juntas. Isso aumenta a chance de receber.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


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Faz tempo que dói. Começou um aperto no ombro, depois subiu pro pescoço, depois desceu pro braço. Não consegue mais dormir do lado dolorido. Pra abrir um vidro, levantar uma criança, segurar a sacola do mercado — tudo dá pontada. Você foi no médico e ele disse: tendinite. E quase certo: causada pelo trabalho.

Mas aí veio o problema: tendinite não tem corte, não tem fratura, não tem sangue. A empresa nega, diz que “todo mundo tem dor”, que “foi de carregar a criança em casa”, que “é da idade”. E te negaram a CAT. E você não sabe como provar.

Pode provar, sim. E recebe indenização. Esse texto te mostra como.

Por que tendinite do ombro é doença do trabalho

Tendinite e bursite no ombro são doenças causadas por movimento repetido com o braço, esforço com peso acima da cabeça, postura ruim por muito tempo, vibração e impacto. Quando o trabalho exige isso — repetidamente, todo dia, por meses ou anos — a Justiça reconhece como doença ocupacional.

Doença ocupacional tem os mesmos direitos do acidente de trabalho comum. Mesma estabilidade, mesma indenização, mesma pensão. Só muda a forma de provar.

Funções que mais geram tendinite de ombro

Como provar a tendinite no processo

  1. Atestados médicos — todos. De clínico, ortopedista, fisioterapeuta. Quanto mais antigos, melhor (mostra que vem de tempo).
  2. Ressonância magnética e ultrassom do ombro — mostra o tendão inflamado, a bursa, o supraespinhoso. Vale ouro.
  3. CAT — comunicado de acidente. Se a empresa não emitir, você emite no INSS, grátis. Pra doença, você marca como “doença do trabalho”.
  4. Descrição da função no contrato — quanto mais o contrato descreve movimento, peso, repetição, mais forte.
  5. Testemunhas — colegas que viam você reclamando, que tinham a mesma função, que sabiam do esforço.
  6. Foto e vídeo do trabalho — se conseguir, mostrando a posição, o peso, a repetição.
  7. Receita médica e fisioterapia — todas as consultas, todas as sessões.

Seus direitos com tendinite ocupacional

Mas e se a empresa disser que NÃO foi do trabalho?

É exatamente isso que toda empresa diz. “Você sempre teve dor”. “Pega peso em casa”. “Joga futebol no fim de semana”. “É da idade”.

A Justiça olha o conjunto. Se sua função exige movimento repetido com o braço E você desenvolveu tendinite — a relação é provável, e o ônus de PROVAR o contrário fica com a empresa. A perícia médica judicial verifica o tendão, o tipo de lesão, e cruza com a função. Em quase todo caso bem documentado, ganha o trabalhador.

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da gravidade da tendinite, do tempo de afastamento, da sequela, do salário e do estado. Calcule antes de aceitar qualquer oferta.

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Valores médios por estado

O valor varia por região. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026.

Perguntas frequentes

1. Já tenho tendinite há 2 anos e ainda trabalho. Posso processar?

Pode. Tendinite que persiste é doença caracterizada. Você pode processar ainda trabalhando — e ainda pedir afastamento e mudança de função.

2. A empresa pôs B31 (não acidentário). Posso mudar?

Pode. Na Justiça do Trabalho dá pra reconhecer como B91 (acidentário). Isso garante FGTS no afastamento e estabilidade.

3. Já saí da empresa há 1 ano. Ainda dá?

Dá. Mesmo que já tenha passado tempo, o caso pode estar vivo — cada situação tem uma análise própria. E se a tendinite só ficou pior depois de sair, isso conta a seu favor — a origem foi o trabalho.

4. Faço fisioterapia particular. Recupera o valor?

Recupera. Guarda recibo, nota fiscal, prescrição. Tudo entra como dano material.

5. Tenho que pagar advogado antes pra processar?

Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Sem entrada, sem mensalidade.


Sobre o Ventura Advogados

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{ “@context”: “https://schema.org”, “@type”: “FAQPage”, “mainEntity”: [ {“@type”:”Question”,”name”:”Já tenho tendinite há 2 anos e ainda trabalho. Posso processar?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Pode. Tendinite persistente é doença caracterizada. Você pode processar ainda trabalhando e pedir afastamento e mudança de função.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”A empresa pôs B31. Posso mudar para B91?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Pode. Na Justiça do Trabalho dá pra reconhecer como acidentário. Garante FGTS no afastamento e estabilidade.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Já saí da empresa há 1 ano. Ainda dá?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Dá. Mesmo que já tenha passado tempo, o caso pode estar vivo — cada situação tem uma análise própria. E se a tendinite só piorou depois de sair, isso conta a favor: a origem foi o trabalho.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Faço fisioterapia particular. Recupero o valor?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Recupera. Guarda recibo, nota e prescrição. Entra como dano material.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Tenho que pagar advogado antes?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não. O advogado recebe percentual no final e só recebe se você ganhar.”}} ] }

Você solda o dia inteiro. A fagulha respinga na pele. A luz queima a vista. O metal quente cai na bota e no braço. Respira fumaça que ninguém vê. Hoje você tem cicatriz de queimadura, vista que arde e embaça, e às vezes uma tosse que não passa. E o chefe falou: “soldador é assim mesmo”. Não é pra ser assim. A empresa tinha que te proteger. Você tem direito.

Soldador de estrutura. Soldador de oficina. Quem solda em altura, em espaço apertado, dentro de tanque. Ajudante de solda. Todos enfrentam fagulha, luz forte e fumaça tóxica todo dia — e muitos têm sequela escondida sem saber que dá pra cobrar.

Queimadura, lesão no olho e problema de respiração por causa da solda podem ser acidente de trabalho. E pagam indenização.

Por que o serviço de solda é de risco

Soldar junta vários perigos ao mesmo tempo: fogo, luz que cega, metal derretido e fumaça que faz mal ao pulmão. A empresa é obrigada por lei a proteger o soldador. Ela tinha que ter dado:

Se faltou qualquer um — e quase sempre falta — a culpa é da empresa. Não importa se “soldador veterano nem usa máscara direito”. Era a empresa que tinha que dar o equipamento certo, exigir o uso e ventilar o lugar.

O que mais machuca o soldador no trabalho

Funções de solda mais expostas

O que fazer agora, logo depois do acidente

  1. Procure o pronto-socorro. Queimadura precisa de curativo certo. Vista queimada precisa de oftalmologista. Não trate em casa.
  2. Exija a CAT. É o comunicado de acidente. A empresa tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Peça exames. Da vista, do pulmão, da audição. Eles mostram a sequela que a solda foi deixando.
  4. Guarde tudo. Atestado, receita, foto da queimadura, laudo, conta de remédio.
  5. Anote os colegas que viram. Quem sabia que faltava exaustor, máscara ou avental, quem trabalhava do seu lado.

Seus direitos como soldador acidentado

O que NÃO fazer depois do acidente

E se a empresa não te deu o equipamento de proteção certo?

Aí a culpa é dela. O soldador precisa de máscara com filtro, luva de raspa, avental, perneira e, em ambiente fechado, exaustor pra tirar a fumaça. Se faltou qualquer um desses itens, ou se eles estavam estragados, a empresa responde pelo acidente. A falta de equipamento de proteção é uma das provas mais fortes a seu favor — veja o guia completo de acidente de trabalho por falta de EPI.

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da gravidade da queimadura, da sequela na vista ou no pulmão, da insalubridade não paga, do tempo de afastamento, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer oferta, calcule.

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Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. A queimadura foi pequena e sarou. Vale processar?

Vale. Mesmo queimadura pequena gera dor, dano moral e, se deixou cicatriz, dano estético. E ainda dá pra cobrar a insalubridade não paga, que costuma ser valor alto.

2. Minha vista arde sempre da luz da solda. Isso conta?

Conta. Luz de solda repetida vai queimando a vista aos poucos. Faça exame oftalmológico. Se houver perda, paga pensão e indenização.

3. A empresa nunca pagou insalubridade. Posso cobrar?

Pode. Soldador costuma ter direito ao adicional pelo calor, barulho e fumaça. Dá pra cobrar os últimos 5 anos que a empresa deixou de pagar.

4. Trabalho com solda há anos e agora apareceu problema de pulmão. Dá?

Dá. Doença de pulmão por respirar fumaça de solda por anos é tratada como acidente de trabalho. Faça exame e guarde o laudo.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos, inclusive a insalubridade não paga.


Fui demitido depois do acidente. Ainda tenho direito?

Tem. Quem sofre acidente de trabalho tem estabilidade de 12 meses depois que volta do afastamento. Se te mandaram embora dentro desse prazo, a demissão foi irregular e você pode cobrar.

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Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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{ “@context”: “https://schema.org”, “@type”: “FAQPage”, “mainEntity”: [ {“@type”:”Question”,”name”:”A queimadura foi pequena e sarou. Vale processar?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Vale. Mesmo queimadura pequena gera dor, dano moral e, se deixou cicatriz, dano estético. E ainda dá pra cobrar a insalubridade não paga.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Minha vista arde sempre da luz da solda. Isso conta?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Conta. Luz de solda repetida vai queimando a vista aos poucos. Faça exame oftalmológico. Se houver perda, paga pensão e indenização.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”A empresa nunca pagou insalubridade. Posso cobrar?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Pode. Soldador costuma ter direito ao adicional pelo calor, barulho e fumaça. Dá pra cobrar os últimos 5 anos não pagos.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Trabalho com solda há anos e apareceu problema de pulmão. Dá?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Dá. Doença de pulmão por respirar fumaça de solda por anos é tratada como acidente de trabalho. Faça exame e guarde o laudo.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Quanto tempo tenho para entrar com a ação?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, é possível cobrar os últimos 5 anos de direitos, inclusive insalubridade não paga.”}} ] }

Você se machucou no trabalho. Sabe que tem direito. Mas tem um medo travando tudo: “vou processar a empresa e nunca mais arrumo emprego”. O cunhado falou. O colega falou. Até a sua sogra falou. Que empresa pesquisa o nome, que aparece no Google, que entra numa lista preta.

Esse medo é o motivo número 1 pelo qual trabalhador acidentado deixa de receber o que é direito dele. Empresa sabe disso e usa a seu favor — oferece R$ 3 mil de “acordo” sabendo que você não vai brigar por causa do medo.

A verdade é direta: processar a empresa NÃO te marca. E aqui você vai entender por quê.

A “lista negra” não existe oficialmente

Lista que empresa consulta pra ver se você já processou alguém — isso é PROIBIDO por lei. Empresa que faz isso responde por dano moral e discriminação. Algumas grandes empresas tentaram no passado, foram processadas, perderam milhões e pararam.

O recrutador não tem acesso à lista de processos. O sistema da Justiça do Trabalho NÃO mostra publicamente o nome do trabalhador que processou. Aparece o nome da empresa (reclamada), mas o seu nome (reclamante) fica protegido — só dá pra ver o número do processo e o nome da empresa.

Mas e quando alguém pesquisa meu nome no Google?

Processo trabalhista NÃO aparece em pesquisa de Google comum. Pra achar processo, precisa ir no site do tribunal (TRT da região), com seu nome completo. E mesmo lá, hoje em dia, dados pessoais ficam ocultos por lei de proteção (LGPD).

Quem realmente quer descobrir, descobre? Em tese sim. Mas RH grande NÃO faz esse tipo de pesquisa. É caro, dá trabalho, e o risco jurídico pra empresa é gigante.

Por que as empresas espalham esse medo

Casos reais — gente que processou e está empregada

No nosso escritório, atendemos mais de 3.000 trabalhadores. Pedreiro que processou e hoje é mestre de obra. Operador de máquina que processou e hoje trabalha em multinacional. Motorista que processou empresa de transporte e hoje dirige pra outra maior. Cozinheira que processou restaurante e hoje trabalha em hotel.

NENHUM deles foi “barrado” depois. A maioria nem precisou tocar no assunto na entrevista. Quem precisou, contou a verdade — me machuquei, fui ressarcido, tô curado — e arrumou emprego normal.

E se a empresa atual te ameaçar?

Ameaça do tipo “se você processar, eu te demito” é CRIME. E aumenta o valor da sua indenização. Empresa que pressiona ou demite trabalhador por causa de processo paga ainda mais — e a Justiça é firme com isso.

Se ouviu ameaça do chefe, do RH, do gerente — anote. Grava se conseguir (no Brasil, gravação de própria conversa vale como prova). Conta pra família. Não esquece.

O que VOCÊ está deixando na mesa por causa do medo

Em casos parecidos com o seu, valores no escritório passaram de R$ 100 mil. Por causa de um medo que NÃO se confirma na prática.

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

Calcule antes de aceitar qualquer proposta da empresa. Vai te dar coragem ver o número real.

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Perguntas frequentes

1. Vou ser demitido se processar a empresa enquanto ainda trabalho lá?

Não pode. Demissão por causa de processo é crime e gera indenização extra alta. Em muitos casos, dá pra processar com você ainda empregado, sem risco real.

2. Próximo emprego vai descobrir?

Não. Sistema da Justiça do Trabalho não mostra publicamente nome de quem processou. Pesquisa no Google não acha. Lista negra é proibida e quase nenhuma empresa faz.

3. Se acharem que processei outra empresa, a nova não vai me contratar?

Em geral nem chega a saber. Se chegar (raro), a empresa que NÃO te contratar por isso pode ser processada por discriminação. Empresa que tem RH sério sabe disso e não se mete.

4. Tenho que pagar advogado antes pra entrar com ação?

Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Sem entrada, sem mensalidade. Isso significa que o risco financeiro é ZERO.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro de 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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