Recebeu alta do INSS mas ainda não consegue trabalhar? Respira. A alta do perito não te obriga a estar curado. Você pode pedir prorrogação, passar por nova perícia e ainda responsabilizar a empresa pelo acidente. Só uma coisa: não assine nada e não force o retorno ao trabalho sem uma avaliação médica de verdade.

O que é a “alta forçada” do INSS?

É quando o perito do INSS diz que você está “apto” para voltar ao trabalho — mas o seu corpo diz o contrário. A dor continua. O movimento não voltou. Seu próprio médico fala que você precisa de mais tempo. Mesmo assim, o benefício é cortado.

Isso tem nome no meio jurídico: alta programada, ou “alta forçada”. O INSS já marca uma data de fim do benefício logo na concessão. Chegou a data, acabou o pagamento — mesmo que você não tenha melhorado.

E o pânico é real. Você fica sem benefício e sem condição de voltar. A empresa cobra retorno. A conta chega. Muita gente volta a trabalhar com dor por medo de perder o emprego. Não faça isso antes de conhecer seus direitos.

E você não está sozinho nessa briga. Segundo o relatório Justiça em Números do CNJ (2024), o benefício por incapacidade temporária foi o assunto mais levado à Justiça Federal, com mais de 741 mil processos novos em um único ano. Ou seja: o INSS erra muito nessas altas. E muita gente consegue reverter.

Recebi alta mas continuo com dor: quais os meus 3 caminhos?

Você tem três portas. A ordem importa — principalmente a primeira, que tem prazo.

1. Pedido de Prorrogação (PP) — ANTES da data da alta

Se você ainda está dentro do benefício e a data da alta está chegando, peça a prorrogação. O pedido é feito nos 15 dias ANTES do fim do benefício, pelo Meu INSS ou pelo telefone 135.

Enquanto o INSS analisa a prorrogação, o benefício continua sendo pago. Por isso essa é sempre a primeira jogada.

2. Recurso administrativo

A perícia negou a prorrogação? Ou você perdeu o prazo do PP? Ainda dá para recorrer dentro do próprio INSS. O recurso vai para o Conselho de Recursos da Previdência Social e o prazo é de 30 dias depois da decisão.

O ponto fraco: o recurso demora. E enquanto ele corre, você fica sem receber. Serve para não deixar o direito morrer, mas quase nunca resolve a urgência de quem está sem renda.

3. Ação judicial

É o caminho mais forte. Na Justiça, quem te examina não é o perito do INSS — é um perito independente, nomeado pelo juiz. E o juiz pode mandar o INSS restabelecer o benefício com urgência, por liminar, antes mesmo do fim do processo. Pode ainda mandar pagar os meses que ficaram para trás.

Não é aventura. Como você viu no número do CNJ acima, centenas de milhares de segurados fazem isso todo ano. Quando a documentação médica é boa, a chance de reverter uma alta errada é grande.

Importante: se o seu afastamento foi por acidente de trabalho, o benefício certo é o auxílio-doença acidentário, o famoso B91 — e não o B31 comum. Essa letra muda tudo, como você vai ver agora.

Posso ser demitido logo depois da alta?

Se você recebeu o benefício acidentário (B91), não. A lei garante estabilidade de 12 meses no emprego, contados a partir da alta do INSS. Nesse período, a empresa não pode te demitir sem justa causa.

Ou seja: a alta não é o fim da proteção. É o começo de um ano inteiro de estabilidade.

E se a empresa demitir mesmo assim? Ela paga. Você pode exigir a reintegração ao emprego ou uma indenização com todos os salários e direitos desses 12 meses. Guarde a carta de demissão, os holerites e qualquer mensagem da empresa. Tudo isso vira prova.

Atenção a uma pegadinha comum: se o seu afastamento saiu como B31 (auxílio comum) mesmo tendo sido acidente ou doença do trabalho, dá para pedir a conversão para B91 — e resgatar a estabilidade. Empresa que não emite a CAT costuma “empurrar” o trabalhador para o B31 justamente para fugir disso.

A empresa tem que me aceitar de volta em função compatível?

Tem. Se você voltou com limitação — não aguenta peso, não fica em pé o dia todo, perdeu força na mão — a empresa deve te colocar em uma função compatível com a sua condição. Isso se chama readaptação.

O que a empresa NÃO pode fazer:

Se acontecer qualquer uma dessas, anote datas, guarde mensagens e converse com um advogado. Forçar o trabalhador lesionado a trabalhar além do que pode gera indenização — e agrava o caso da empresa na Justiça.

E nunca assine documento que diga que você está “plenamente recuperado” ou pedido de demissão. Na dúvida, não assine. Leve para alguém de confiança ler primeiro.

A alta do INSS acaba com a indenização contra a empresa?

Não. E esse é o ponto que mais confunde o trabalhador.

São duas brigas separadas. O benefício do INSS é uma coisa: proteção previdenciária enquanto você não pode trabalhar. A indenização contra a empresa é outra: reparação pelo acidente que ela causou ou deixou acontecer — falta de EPI, máquina sem proteção, pressão por produção, falta de treinamento.

O perito do INSS te dar alta não apaga nada disso. A sequela continua lá. O acidente continua tendo acontecido. Você pode processar a empresa mesmo recebendo — ou tendo recebido — benefício do INSS. Uma coisa não anula a outra.

A indenização pode incluir dano moral, dano estético (cicatriz, amputação, deformidade), pensão pela perda de capacidade e reembolso de gastos com tratamento. Os valores variam bastante conforme a gravidade e a região — veja quanto pagam as indenizações por acidente de trabalho em cada estado.

Aqui na Ventura somos ultraespecialistas em acidente de trabalho, com mais de 3.000 casos conduzidos. E uma coisa a gente vê todo dia: trabalhador que aceitou a alta calado e deixou para trás uma indenização que mudaria a vida da família.

Perguntas frequentes

Perdi o prazo do pedido de prorrogação. Perdi tudo?

Não. Você ainda pode fazer um novo pedido de benefício, recorrer no INSS ou entrar na Justiça pedindo o restabelecimento. E a indenização contra a empresa não depende de prazo do INSS. O que não dá é para ficar parado: quanto antes agir, melhor.

Posso trabalhar enquanto brigo contra a alta?

Se você voltar a trabalhar normalmente, o INSS entende que você está apto — e isso enfraquece o pedido. Se não tem condição, não force. Se precisar voltar por necessidade, avise seu médico, documente a dor e as limitações, e fale com um advogado antes.

Quantas vezes posso pedir prorrogação?

Pela regra atual do INSS, o segurado pode fazer até três pedidos de prorrogação do mesmo benefício. Negou ou esgotou os pedidos e você segue sem condição de trabalhar? O caminho vira o recurso ou a ação judicial.

A perícia judicial é diferente da perícia do INSS?

Sim, e muito. O perito judicial não é funcionário do INSS: é um médico nomeado pelo juiz. A avaliação costuma ser mais demorada e mais completa, e o seu advogado pode apresentar quesitos, laudos e exames. É por isso que tanta alta errada cai na Justiça.

Tive alta, mas fiquei com sequela permanente. E agora?

Sequela permanente pode dar direito ao auxílio-acidente — um valor mensal pago pelo INSS como compensação, mesmo com você trabalhando. E é um dos pontos mais fortes da indenização contra a empresa. Guarde todos os laudos que descrevem a sequela.

Descubra quanto vale o seu caso

A alta do INSS não apaga o seu acidente. Se você ficou com dor, limitação ou sequela, pode ter direito a uma indenização que a empresa deve — e que ninguém vai te oferecer de graça.

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Você estava repondo a gôndola, empurrando o carrinho de carga ou saindo da câmara fria. O piso estava molhado — da lavagem, do freezer vazando, do produto derrubado que ninguém secou. Não tinha placa, não tinha cone. Você escorregou e caiu com peso na mão: fratura no punho, no cotovelo, no tornozelo, pancada na coluna ou na cabeça. E o gerente disse: “foi descuido seu”. Não foi. Você tem direito. Queda com fratura e sequela costuma pagar entre R$ 38 mil e R$ 105 mil de indenização, mais o benefício do acidente (código 91) e 1 ano de emprego garantido.

Repositor de supermercado e atacarejo. Operador de loja carregando caixa. Açougueiro e peixeiro no setor sempre molhado. Funcionário da padaria do mercado. Estoquista no depósito com piso liso. Todos têm o mesmo direito — e queda em piso molhado é um dos acidentes mais comuns do comércio, e um dos mais abafados: a empresa trata como “tombinho” e manda voltar pro turno.

Por que a culpa é do mercado, não sua

Piso escorregadio é risco conhecido de todo mercado. A empresa era obrigada a ter:

Se não tinha placa, se o freezer vazava há semanas, se ninguém nunca te deu bota antiderrapante — a culpa é da empresa. Não importa se você “estava com pressa”: a pressa era pra dar conta da reposição que o mercado cobrava.

Quedas de mercado que mais machucam

Seus direitos depois da queda

Queda com fratura e sequela costuma ficar entre R$ 38 mil e R$ 105 mil — lesão de coluna vale mais. E dá pra buscar tudo isso mesmo recebendo o benefício do INSS — veja o post posso processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

A rede não pode te marcar nem te colocar em lista suja do comércio — isso é proibido e gera mais indenização. Você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar.

O que NÃO fazer depois do acidente

E repare numa outra coisa: depois da queda, o mercado pagou sua fisioterapia? Acompanhou seu tratamento? Ou só cobrou a data da volta? A lei obriga a empresa a acompanhar o seu tratamento até o fim — consulta, fisioterapia, remédio, readaptação. Quando ela te leva pro hospital no dia e depois some, esse abandono é mais um erro dela que aumenta a indenização. Juiz valoriza muito esse ponto.

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da lesão, da sequela, do tempo parado, do seu salário e do estado. Antes de aceitar o “tombinho” do gerente, calcule.

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O que fazer agora, passo a passo

  1. Procure atendimento médico na hora — mesmo que “pareça só uma torção”. Fratura pequena sem tratar vira sequela grande.
  2. Exija a CAT. É o papel do acidente. O mercado tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Fotografe o local na hora. A poça, a falta de placa, o freezer vazando. As câmeras do mercado também gravaram — a Justiça pode mandar entregar as imagens, mas elas se apagam rápido.
  4. Guarde os papéis. Radiografia, atestado, receita, comprovante de fisioterapia.
  5. Anote quem viu. O colega, o cliente que ajudou, quem sabia que aquele canto vivia molhado.
  6. Fique de olho no prazo. Você tem até 2 anos depois de sair do mercado pra entrar com a ação.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas rápidas

O gerente disse que “foi só um tombo” e nem quis emitir a CAT. E agora? Você emite a CAT sozinho, de graça, no site do INSS. E a recusa do mercado pesa contra ele no processo.

Quebrei o punho e colou torto. Tenho direito a mais? Tem. Punho que colou torto ou perdeu movimento é sequela permanente — paga dano estético e pode pagar pensão todo mês.

As câmeras do mercado gravaram a queda. Como eu consigo as imagens? No processo, a Justiça pode obrigar o mercado a entregar. Por isso é importante agir rápido — as gravações costumam ser apagadas em 30 a 90 dias.

Quanto tempo tenho pra entrar com a ação? Até 2 anos depois de sair do mercado. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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Mandaram você descer no poço, limpar a fossa, entrar no tanque ou na caixa de gordura. Ninguém mediu o ar antes. Lá embaixo, o gás — que não tem cheiro ou que você para de sentir em segundos — derrubou você sem aviso. Quem sai vivo de intoxicação em espaço confinado costuma sair com sequela no pulmão, no coração ou na memória. Você tem direito. Intoxicação com sequela costuma pagar entre R$ 82 mil e R$ 250 mil de indenização, mais o benefício do acidente (código 91) e 1 ano de emprego garantido.

Poceiro. Limpador de fossa e caixa de gordura. Trabalhador de saneamento na galeria de esgoto. Soldador dentro de tanque. Ajudante mandado “só descer pra pegar a ferramenta”. Todos têm o mesmo direito — e espaço confinado é o tipo de acidente que mais mata o socorrista junto: o colega que desce pra ajudar sem proteção morre também.

Por que a culpa é da empresa, não sua

Entrar em poço, fossa, tanque ou galeria é trabalho em espaço confinado — uma das atividades mais regradas da lei de segurança. A empresa era obrigada a ter:

Se você desceu sem medição, sem cinto, sem vigia — a culpa é da empresa. Não existe “descida rapidinha” em espaço confinado. É exatamente na rapidinha que o gás mata.

Onde esse acidente mais acontece

Seus direitos depois da intoxicação

Intoxicação com sequela costuma ficar entre R$ 82 mil e R$ 250 mil. E quando o trabalhador morre no espaço confinado, a família tem direito a indenização por pessoa mais pensão — o caminho está no post indenização por morte no trabalho. Se o serviço era por diária, sem registro, o direito continua: acidente de trabalho sem carteira assinada.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

A empresa não pode te marcar nem te perseguir — isso é proibido e gera mais indenização. Você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar.

E um alerta pra quem continua no mesmo serviço: se a empresa não mudou nada depois do acidente — segue mandando gente descer sem medição e sem vigia — isso pode ser denunciado e vira prova de que o descaso é regra, não exceção. Guarde essa informação com as testemunhas.

O que NÃO fazer depois do acidente

E repare numa outra coisa: depois da intoxicação, a empresa acompanhou seus exames de pulmão? Pagou o pneumologista? Ou disse que “já passou”? A lei obriga a empresa a acompanhar o seu tratamento até o fim — consulta, fisioterapia, remédio, readaptação. Quando ela te leva pro hospital no dia e depois some, esse abandono é mais um erro dela que aumenta a indenização. Juiz valoriza muito esse ponto.

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da sequela, do tempo internado, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer acordo da empresa, calcule.

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O que fazer agora, passo a passo

  1. Hospital e exames completos. Intoxicação por gás deixa dano no pulmão, no coração e no cérebro que só exame mostra — e que piora se não tratar.
  2. Exija a CAT. É o papel do acidente. A empresa tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Guarde a prova de que não houve medição. Pergunte se existe a permissão de entrada por escrito — se não existe, é porque não foi feita.
  4. Guarde os papéis. Laudo da internação, exames de sangue e pulmão, receitas.
  5. Anote quem viu. Quem te içou, quem desceu junto, quem sabia que nunca se media o ar.
  6. Fique de olho no prazo. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra entrar com a ação.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas rápidas

Desci pra socorrer um colega e passei mal também. Tenho direito? Tem, igualzinho. Você foi exposto ao mesmo risco pela mesma falta de segurança. O socorrista intoxicado é vítima do mesmo acidente.

Saí andando do poço, mas fico sem ar até hoje. Conta? Conta. Sequela respiratória aparece e piora depois. Faça os exames e guarde os laudos — falta de ar permanente paga indenização e pensão.

Era serviço de diária pra um empreiteiro. Quem responde? O empreiteiro e, em muitos casos, quem contratou o serviço dele. Os dois podem responder juntos.

Quanto tempo tenho pra entrar com a ação? Até 2 anos depois de sair do serviço. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


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Ele foi trabalhar como todo dia — e a máquina que ele operava tirou a vida dele. A prensa sem sensor. A esteira sem parada de emergência. O misturador que ligou com ele dentro. Se você é a esposa, a mãe ou o filho, saiba antes de tudo: morte em máquina sem proteção quase nunca é “fatalidade” — é falha da empresa, e a família tem direitos que costumam somar mais de R$ 500 mil: de R$ 60 mil a R$ 120 mil de indenização pra cada familiar, mais pensão mensal pelo que ele traria pra casa.

Existe uma norma de segurança de máquinas (a NR-12) que obriga toda empresa a ter proteção, sensor e parada de emergência em cada máquina perigosa. Quando um trabalhador morre numa máquina, a primeira pergunta da Justiça é: essa norma foi cumprida? Na imensa maioria dos casos, não foi.

Quem responde pela morte — pode ser mais gente que a empresa

Pra família, isso importa por um motivo prático: quanto mais responsáveis, mais garantia de que a indenização será paga de verdade.

Os direitos da família

Cada parcela está explicada no post indenização por morte no trabalho. E se ele trabalhava sem registro, os direitos continuam — veja acidente de trabalho sem carteira assinada.

A prova está na máquina — e ela some rápido

Depois de uma morte, é comum a empresa correr pra instalar a proteção que nunca existiu, consertar o sensor, pintar, treinar todo mundo às pressas. Por isso a família precisa agir logo: o boletim de ocorrência, o laudo da perícia da polícia e a fiscalização do trabalho registram como a máquina estava NO DIA. Esses papéis valem ouro no processo — e a família tem direito de pedir cópia de todos.

Um detalhe que muita família não sabe: a ação corre na Justiça do Trabalho, que costuma andar mais rápido que a Justiça comum, e as audiências podem ser online. Cada dependente — viúva, cada filho — recebe a sua parte como direito próprio, sem esperar inventário.

Erros que custam caro à família

E repare no comportamento da empresa depois da morte: ela procurou a família? Garantiu alguma renda pra casa? Quando a empresa que falhou na proteção ainda abandona a viúva e os filhos, esse descaso pesa na condenação. A Justiça enxerga o abandono como parte do dano.

Veja quanto a sua família deve exigir

O valor depende de quantos dependiam dele, do salário, da idade e de como o acidente aconteceu. A calculadora é gratuita e a família não paga nada pra começar — o advogado só recebe se a família ganhar.

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O que a família deve fazer, passo a passo

  1. Peça cópia do boletim de ocorrência e do laudo da perícia. Eles descrevem a máquina como estava no dia — a prova central do caso.
  2. Confirme se a CAT foi emitida. Se a empresa não emitiu, a família emite direto no INSS, de graça.
  3. Fale com os colegas dele. Quem trabalhava na mesma máquina sabe o que faltava — sensor desligado, proteção removida, cobrança de produção.
  4. Guarde documentos dele. Carteira de trabalho, holerites, certidões de casamento e nascimento dos filhos.
  5. Peça a pensão por morte no INSS — direito que anda separado do processo.
  6. Não assine acordo nem quitação sem orientação. O prazo pra ação é, em regra, de até 2 anos — mas a prova se perde muito antes.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas rápidas

A empresa diz que ele “operou errado” a máquina. Isso livra ela? Não. Máquina protegida não mata nem quando o operador erra — é pra isso que a proteção existe. Jogar a culpa no morto é a defesa mais comum e a que a Justiça menos aceita.

Ele era terceirizado. A fábrica grande também paga? Em regra sim. Quem se beneficiava do trabalho dele responde junto com a empresa que o contratou.

O processo criminal contra o patrão atrasa a indenização da família? Não. São processos separados. A ação da família corre na Justiça do Trabalho independente do criminal.

Quanto tempo a família tem pra agir? Em regra, até 2 anos. Mas a prova da máquina some rápido — quanto antes, mais forte o caso.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e famílias e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online, com o respeito que o momento da sua família exige.

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O INSS negou seu benefício depois do acidente de trabalho? Respira. A negativa não é o fim. Você tem 30 dias para entrar com recurso, direito a nova perícia e ainda pode levar o caso à Justiça. Muita negativa cai depois — inclusive porque o INSS nega quase metade de tudo o que recebe.

Neste guia, a gente explica por que isso acontece, quanto tempo você tem, como recorrer pelo celular e o que muda (ou não muda) na sua indenização contra a empresa.

Por que o INSS nega mesmo com acidente comprovado?

Essa é a pergunta que mais escutamos. O trabalhador quebrou a mão na máquina, tem CAT, tem atestado, tem foto do acidente. E mesmo assim recebe um “indeferido” no aplicativo.

A verdade é dura: negar virou rotina. Segundo dados do próprio INSS divulgados em 2026, cerca de 51% de todos os pedidos foram negados no primeiro semestre — mais de 4,3 milhões de negativas em seis meses. Nos benefícios por incapacidade, o motivo mais comum é a perícia dizer que “não foi comprovada a incapacidade”.

Os motivos mais frequentes na prática:

Ou seja: a negativa quase nunca significa que você não tem direito. Significa que o pedido chegou fraco — ou que a perícia errou. E os dois problemas têm conserto.

Quanto tempo tenho para recorrer?

30 dias. Esse é o prazo do recurso administrativo, contado a partir do dia em que você toma ciência da negativa. Segundo o portal Gov.br (2026), o recurso ordinário é julgado pela Junta de Recursos do CRPS — o Conselho de Recursos da Previdência Social — e pode ser feito inteiro pela internet, sem ir a nenhuma agência.

Fique atento a dois pontos:

E se o recurso na Junta também for negado, você ainda tem mais 30 dias para o recurso especial, julgado pelas Câmaras do CRPS. Ou seja: são várias portas antes de qualquer coisa acabar.

Como fazer o recurso pelo Meu INSS?

Dá pra fazer pelo celular, de casa. Passo a passo:

Um aviso honesto: o CRPS tem até 365 dias para julgar o recurso, segundo o próprio Gov.br. Pode demorar. É exatamente por isso que muita gente escolhe outro caminho — o da Justiça. Falamos dele agora.

Vale mais recorrer ou entrar na Justiça?

Depende do seu caso. Mas dá pra simplificar assim:

E tem um detalhe que quase ninguém conta: você não é obrigado a esperar o recurso terminar para ir à Justiça. Basta ter a negativa em mãos. Ela já prova que você pediu e o INSS recusou — é o que a Justiça exige.

Nosso conselho de quem já viu milhares de casos: se a sequela é séria e está te impedindo de trabalhar, não gaste um ano esperando o CRPS. Procure orientação e avalie a via judicial logo. Cada mês parado é um mês sem renda.

A negativa do INSS afeta minha indenização contra a empresa?

Não. E essa é talvez a informação mais importante deste texto.

São dois caminhos independentes:

O INSS negar seu benefício não apaga o acidente e não tira seu direito de processar a empresa. A indenização depende de outra coisa: provar que houve o acidente, que ficou sequela e que o trabalho causou aquilo. Isso se prova com testemunhas, fotos, CAT, laudos — dentro do processo trabalhista, com perícia própria.

O contrário também vale: receber o benefício não te impede de processar. Explicamos isso em detalhe aqui: posso processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS?

E os valores dessas indenizações variam bastante pelo Brasil. Se quiser ter uma noção do que a Justiça vem pagando na sua região, veja nosso levantamento de valores de indenização por estado.

Perguntas frequentes

O INSS negou meu auxílio. Perdi o direito para sempre?

Não. Você pode recorrer em 30 dias, fazer um pedido novo com documentos melhores ou entrar na Justiça. A negativa é só uma etapa — e cai com frequência quando o caso é bem documentado.

Preciso de advogado para fazer o recurso no Meu INSS?

Não é obrigatório. O recurso administrativo você consegue fazer sozinho pelo aplicativo. Já a ação na Justiça e a indenização contra a empresa pedem acompanhamento de quem entende do assunto — ali cada documento e cada prazo pesam no resultado.

A perícia disse que estou “apto”, mas eu não consigo trabalhar. E agora?

Acontece todo dia. Junte laudo atualizado do seu médico, exames de imagem e um relatório descrevendo suas limitações. Com isso, recorra ou vá à Justiça — lá a perícia é feita por um perito do juiz, não do INSS.

A empresa não emitiu a CAT. Isso atrapalha?

Atrapalha, mas tem solução. A CAT pode ser emitida por você mesmo, pelo sindicato ou pelo médico que te atendeu — a lei permite. E a falta dela não impede a indenização contra a empresa; pelo contrário, pode até pesar contra o patrão, que descumpriu uma obrigação.

Enquanto o recurso corre, fico sem receber nada?

Em regra, sim — o recurso não paga por si só. Por isso avaliamos caso a caso se vale mais esperar ou já entrar na Justiça, onde é possível pedir decisão urgente quando a situação é grave.

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Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho: já são 3.000+ casos atendidos em todo o Brasil. Se o INSS te negou, isso não diminui em nada o valor da sua indenização contra a empresa — e você pode descobrir esse valor agora, grátis, em 2 minutos.

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A perícia do INSS é o exame com um médico do governo que decide se você recebe benefício depois do acidente de trabalho — e qual benefício. Ela define seu dinheiro, sua estabilidade e seu FGTS. Segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (OIT/MPT, 2025), o Brasil registrou 8,8 milhões de acidentes de trabalho entre 2012 e 2024.

Você não está sozinho nessa fila. Se a sua perícia já está marcada, respira. Este guia mostra o passo a passo, o que levar e os erros que derrubam benefício todo dia. É o tipo de conversa que temos com trabalhador acidentado toda semana aqui no escritório — já passamos por mais de 3.000 casos como o seu.

Como funciona a perícia do INSS depois de um acidente de trabalho?

Funciona assim: você se machucou e ficou mais de 15 dias sem conseguir trabalhar. A partir do 16º dia, quem paga não é mais a empresa. É o INSS. Mas o INSS só paga depois que um médico dele olha você. Esse exame é a perícia.

No dia marcado, você vai até a agência do INSS. Chega com antecedência. Entra numa sala com o médico perito. Ele lê seus documentos, faz perguntas sobre o acidente e sobre a dor, e examina a região machucada. Tudo isso dura pouco. Muitas vezes, menos de 15 minutos.

E é aí que mora o perigo. O perito não te conhece. Ele não viu o acidente. Ele não sabe da sua noite mal dormida. Ele só vê o que está na papelada e o que você mostra ali, naquele momento. Perícia não é consulta de tratamento. É uma avaliação que decide se o benefício sai ou não — e de que tipo. Essa diferença de tipo muda tudo, como você vai ver mais abaixo. Para entender o cenário completo, veja os 4 benefícios do INSS em acidente de trabalho.

O que levar no dia da perícia?

Perícia se ganha com papel. O perito acredita em documento, não em palavra. Leve tudo, mesmo que ache repetido:

Organize tudo numa pasta, do mais recente para o mais antigo. Perito com pressa lê o que está por cima. Facilite a vida dele — a seu favor.

O que NÃO dizer na perícia?

Aqui é onde muito trabalhador honesto perde o benefício. Não é mentir. É não se derrubar sozinho. Veja os erros que vemos se repetir:

Perícia deu B31 em vez de B91: por que isso te prejudica?

Essa é a pegadinha mais cara da perícia. Os dois benefícios pagam parecido por mês. Mas são mundos diferentes.

O B31 é o auxílio-doença comum. O INSS diz: “você está doente, mas isso não tem a ver com o trabalho”. Você recebe enquanto está afastado e pronto. Acabou o benefício, a empresa pode te mandar embora no dia seguinte.

O B91 é o auxílio-doença acidentário. O INSS reconhece: “você se machucou por causa do trabalho”. E isso muda sua vida:

E aqui vai o alerta: o perito pode dar B31 num caso que é claramente de acidente. Acontece quando falta a CAT, quando o trabalhador não fala que foi no serviço, ou por avaliação apressada. Muita gente recebe o B31, vê dinheiro caindo na conta e acha que está tudo certo. Não está. Você está perdendo estabilidade e FGTS calado. Entenda em detalhe o que é o B91 e quanto ele paga — e se recebeu B31 num caso de acidente, dá para pedir a conversão.

E se o perito negar?

Primeiro: negativa de perícia não é o fim. É comum — e tem saída.

Você pode entrar com recurso administrativo no prazo de 30 dias, pelo Meu INSS. Pode também fazer um pedido de reconsideração com documentos novos, como um laudo mais completo do seu médico. E se o INSS insistir no erro, dá para entrar na Justiça. Lá, quem examina você é um perito judicial, que costuma olhar o caso com mais calma.

Importante: benefício negado ou cortado cedo demais não apaga seus outros direitos. A indenização contra a empresa é um caminho separado, que corre na Justiça do Trabalho. Trabalhador com sequela de acidente pode ter direito a valores que variam bastante pelo país — veja os valores de indenização por estado. Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho: é só isso que fazemos, o dia inteiro, todos os dias.

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora a perícia do INSS?

O exame em si é rápido: em geral de 10 a 20 minutos. O que demora é a fila para conseguir a data. Por isso, agende assim que completar os 15 dias de afastamento e chegue com todos os documentos prontos.

Posso levar acompanhante na perícia?

Pode, e em muitos casos vale a pena. Se você tem dificuldade para andar, falar ou lembrar detalhes, o acompanhante ajuda. A entrada dele na sala depende do perito, mas ele pode esperar do lado de fora com seus documentos organizados.

O que acontece se eu faltar na perícia?

O pedido pode ser arquivado e o benefício, negado por falta. Se tiver um motivo justo — internação, por exemplo — dá para justificar e remarcar. Mas evite: faltar atrasa tudo em semanas ou meses.

A empresa fica sabendo do resultado da perícia?

Ela fica sabendo do seu afastamento e do tipo de benefício, porque isso afeta as obrigações dela — como o FGTS no B91. Mas o benefício é um direito seu. A empresa não pode te punir por buscar o INSS.

Recebi B31, mas meu caso é acidente de trabalho. E agora?

Você pode pedir a conversão do B31 em B91, provando a ligação entre o machucado e o trabalho — com CAT, laudos e relatórios. A conversão garante estabilidade de 12 meses e FGTS do período. Um advogado que vive disso acelera muito esse caminho.

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A porta da câmara fria fechou e travou com você dentro. A 20 graus negativos, o corpo aguenta pouco: em minutos vêm o tremor, a dormência, a confusão. Você gritou, bateu na porta — e ninguém dava por sua falta, porque você trabalhava sozinho no turno. Quando te acharam, já estava em hipotermia. Você tem direito. Hipotermia com sequela costuma pagar entre R$ 38 mil e R$ 120 mil de indenização — congelamento de dedos com amputação passa disso — mais o benefício do acidente (código 91) e 1 ano de emprego garantido.

Operador de câmara fria de frigorífico. Estoquista de distribuidora de congelados. Açougueiro do supermercado que entra e sai da câmara o dia todo. Ajudante de sorveteria industrial. Todos têm o mesmo direito — e câmara fria com trava por fora e sem alarme por dentro é armadilha montada pela própria empresa.

Por que a culpa é da empresa, não sua

Trabalho em frio artificial tem regra própria na lei de segurança (inclusive a norma específica de frigoríficos). A empresa era obrigada a ter:

Se a abertura interna estava quebrada, se não tinha alarme, se você trabalhava sozinho e sem japona adequada — a culpa é da empresa. Câmara fria segura não prende ninguém.

Acidentes e doenças do frio que mais acontecem

Seus direitos depois do acidente no frio

Se o congelamento levou dedos, veja a tabela de valores de indenização por dedo — amputação por frio paga igual amputação por máquina.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

O frigorífico não pode te marcar no setor — isso é proibido e gera mais indenização. Você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar. E dá pra processar recebendo o benefício — veja o post posso processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

O que NÃO fazer depois do acidente

E repare numa outra coisa: depois do acidente, a empresa acompanhou seus exames? Pagou o tratamento dos dedos congelados? Ou só te devolveu pra câmara? A lei obriga a empresa a acompanhar o seu tratamento até o fim — consulta, fisioterapia, remédio, readaptação. Quando ela te leva pro hospital no dia e depois some, esse abandono é mais um erro dela que aumenta a indenização. Juiz valoriza muito esse ponto.

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende do tempo preso, da sequela, do adicional nunca pago, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer acordo do RH, calcule.

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O que fazer agora, passo a passo

  1. Procure o hospital na hora. Hipotermia e congelamento têm dano que evolui nas horas seguintes — não vá “se esquentar em casa”.
  2. Exija a CAT. É o papel do acidente. A empresa tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Fotografe a câmara. A trava interna quebrada, a falta de alarme, a japona rasgada que te davam.
  4. Guarde os papéis. Atestado, laudo, receita — e os cartões de ponto, que mostram quanto tempo você passava no frio sem pausa.
  5. Anote quem viu. Quem te achou, quem sabia da trava quebrada, quem também trabalhava sem pausa térmica.
  6. Fique de olho no prazo. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra entrar com a ação.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas rápidas

Fiquei preso pouco tempo e “só” passei mal. Tenho direito? Tem. O pavor de ficar preso numa câmara fria é dano moral por si só. Se ficou trauma, insônia ou medo de ambiente fechado, o valor sobe.

Nunca recebi adicional por trabalhar no frio. Posso cobrar junto? Pode. O adicional dos últimos 5 anos entra na mesma ação, com reflexo em férias, 13º e FGTS.

Meus dedos ficaram dormentes pra sempre depois do congelamento. Isso conta? Conta. Dormência permanente é sequela: paga indenização e pode pagar pensão, porque reduz sua capacidade de trabalho.

Quanto tempo tenho pra entrar com a ação? Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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A panela virou. O molde tinha umidade e o metal explodiu. A escória espirrou no vazamento. Metal líquido a mais de mil graus não queima como água quente: ele gruda, atravessa a roupa comum e derrete a pele até o osso. Você ficou com o braço, o peito ou a perna marcada pra sempre. E a fundição disse que “respingar faz parte”. Não faz. Você tem direito. Queimadura grave por metal líquido costuma pagar entre R$ 80 mil e R$ 250 mil de indenização, mais o benefício do acidente (código 91) e 1 ano de emprego garantido.

Forneiro no vazamento da corrida. Operador de panela de alumínio, ferro ou aço. Ajudante que trabalha ao lado do forno de indução. Rebarbador atingido pela peça ainda incandescente. Todos têm o mesmo direito — e fundição é um dos ambientes mais perigosos da indústria brasileira.

Por que a culpa é da fundição, não sua

Trabalho com metal líquido tem proteção obrigatória por lei. A empresa tinha que dar e manter:

Se você trabalhava de uniforme comum, se o molde estava úmido, se a panela vazava — a culpa é da empresa. Respingo de metal era risco conhecido e controlável. Quando queima alguém, é porque economizaram na proteção.

Acidentes de fundição que mais acontecem

Seus direitos depois da queimadura

Queimadura grave costuma ficar entre R$ 80 mil e R$ 250 mil. A Justiça já condenou fundição em caso igual. E se a sequela te tirou do ofício de forneiro, entra ainda a pensão até morrer pela perda do ofício.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

A empresa não pode te marcar na indústria da região — isso é proibido e gera mais indenização. Você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar. E processar não mexe no benefício — veja o post posso processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

O que NÃO fazer depois do acidente

E repare numa outra coisa: depois da queimadura, a fundição pagou o enxerto? A malha compressiva? A cirurgia reparadora que ainda falta? A lei obriga a empresa a acompanhar o seu tratamento até o fim — consulta, fisioterapia, remédio, readaptação. Quando ela te leva pro hospital no dia e depois some, esse abandono é mais um erro dela que aumenta a indenização. Juiz valoriza muito esse ponto.

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende do grau da queimadura, do tamanho e do lugar da cicatriz, do tempo parado, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer acordo do RH, calcule.

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O que fazer agora, passo a passo

  1. Hospital na hora. Queimadura de metal é sempre profunda — precisa de centro de queimados, não de curativo simples.
  2. Exija a CAT. É o papel do acidente. A empresa tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Guarde o uniforme queimado e fotografe. Roupa comum derretida é a prova de que faltou a vestimenta certa.
  4. Fotografe a queimadura desde o início e durante todo o tratamento — enxerto, curativo, cicatriz.
  5. Anote quem viu. Quem socorreu, quem sabia da panela trincada, quem também trabalhava sem roupa aluminizada.
  6. Fique de olho no prazo. Você tem até 2 anos depois de sair da fundição pra entrar com a ação.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas rápidas

A empresa deu o uniforme, mas era de brim comum. Conta contra ela? Conta. Pra metal líquido a lei exige vestimenta específica contra calor e respingo. Uniforme comum é o mesmo que nada.

A queimadura foi na perna, ninguém vê. O dano estético vale menos? Vale um pouco menos que no rosto, mas paga do mesmo jeito. Cicatriz é sua, à vista ou não — e a dor e a limitação contam igual.

Preciso de mais uma cirurgia de enxerto no futuro. Quem paga? A empresa pode ser condenada a custear as cirurgias futuras. Por isso é importante deixar isso registrado no processo.

Quanto tempo tenho pra entrar com a ação? Até 2 anos depois de sair da fundição. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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Você estava embaixo do carro, trocando o escapamento ou olhando a suspensão. O elevador cedeu. O braço de apoio escorregou. O carro de uma tonelada e meia desceu em cima de você. Quem sobrevive a isso sai com fratura grave, esmagamento, coluna ou bacia quebrada. E o dono da oficina ainda falou: “o elevador nunca deu problema”. Você tem direito. Esmagamento por queda de veículo costuma pagar entre R$ 82 mil e R$ 225 mil de indenização, dependendo da sequela, mais o benefício do acidente (código 91) e 1 ano de emprego garantido.

Mecânico embaixo do elevador que desceu sozinho. Borracheiro com o carro apoiado só no macaco. Ajudante prensado quando o cavalete cedeu. Lavador atingido pelo carro que escorregou da rampa. Todos têm o mesmo direito — e elevador de oficina sem manutenção é das falhas mais graves que existem, porque o risco é morte.

Por que a culpa é da oficina, não sua

Elevador automotivo é equipamento de içamento — a norma de segurança de máquinas (a NR-12) cobra duro. A oficina era obrigada a ter:

Se o elevador vazava óleo há meses, se a trava não funcionava, se não existia cavalete na oficina — a culpa é da empresa. Não importa se você posicionou o carro: equipamento revisado não desce sozinho, e a manutenção era obrigação do dono.

Acidentes de oficina que mais esmagam

Seus direitos depois do esmagamento

Esmagamento com sequela costuma ficar entre R$ 82 mil e R$ 225 mil. E se você não voltar a aguentar o serviço de mecânico — não deita mais embaixo de carro, não faz mais força — a Justiça reconhece a perda do ofício: pensão mensal até morrer, além da indenização.

Oficina pequena costuma contratar sem registro. Sem carteira o direito continua o mesmo — veja o post acidente de trabalho sem carteira assinada.

Vale lembrar: quem escapou por pouco também tem direito. Se o carro caiu do seu lado e você se machucou correndo ou foi atingido de raspão, o susto e a lesão contam. E se o acidente matou um colega na sua frente, o trauma de presenciar também pode entrar na conta do seu caso.

O que NÃO fazer depois do acidente

E repare numa outra coisa: depois do acidente, a oficina acompanhou suas cirurgias? Pagou a fisioterapia? Ou sumiu depois da primeira semana? A lei obriga a empresa a acompanhar o seu tratamento até o fim — consulta, fisioterapia, remédio, readaptação. Quando ela te leva pro hospital no dia e depois some, esse abandono é mais um erro dela que aumenta a indenização. Juiz valoriza muito esse ponto.

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da gravidade do esmagamento, da sequela, do tempo parado, do seu salário e do estado. Você não paga nada pra começar — o advogado só recebe se você ganhar. Antes de aceitar qualquer oferta do dono da oficina, calcule.

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O que fazer agora, passo a passo

  1. Hospital primeiro. Esmagamento tem lesão interna que só exame mostra. Não recuse a ambulância.
  2. Exija a CAT. É o papel do acidente. A oficina tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Peça pra alguém fotografar o elevador. O vazamento de óleo, a trava quebrada, a falta de cavalete — antes que consertem tudo.
  4. Guarde os papéis. Radiografia, tomografia, laudo das cirurgias, receitas, contas.
  5. Anote quem viu. O colega que tirou o carro de cima, quem sabia que o elevador falhava, o cliente que estava na oficina.
  6. Fique de olho no prazo. Você tem até 2 anos depois de sair da oficina pra entrar com a ação.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas rápidas

Fui eu que subi o carro no elevador. A culpa é minha? Não. Elevador com manutenção em dia não desce sozinho. A obrigação de manter o equipamento seguro e de te treinar era do dono da oficina.

A oficina é pequena e o dono diz que não tem como pagar. Adianta processar? Adianta. A Justiça tem meios de cobrar: parcelamento, bens, sócios. E o valor do seu caso não muda pelo tamanho da oficina.

Escapei com fratura na perna, já colou. Ainda tenho direito? Tem. O tempo parado, a dor e o risco de morte pagam dano moral. E qualquer limitação que ficou — dor, força menor, manqueira — soma na conta.

Quanto tempo tenho pra entrar com a ação? Até 2 anos depois de sair da oficina. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


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Pedreiro vive do corpo. Do braço que levanta o saco de cimento, da coluna que aguenta o dia inteiro agachado, da mão que segura a colher e o prumo. Aí veio o acidente — a queda, a hérnia, a mão esmagada — e o médico avisou: “você não pode mais pegar peso”. Pra um pedreiro, isso é o fim do ofício. E é exatamente por isso que a lei garante mais do que a indenização: quando a sequela te impede de exercer a SUA profissão, você tem direito a uma pensão mensal ATÉ MORRER, paga pela empresa. Somando indenização e sequela de coluna, os casos costumam ficar entre R$ 105 mil e R$ 225 mil — mais a pensão todo mês. Quase ninguém sabe. Quase ninguém cobra.

Não importa se você ainda consegue “fazer alguma coisa leve”. A Justiça não olha só pro que sobrou: olha pro ofício que você perdeu. Pedreiro que não assenta mais tijolo perdeu 100% da profissão dele — mesmo que amanhã trabalhe de porteiro ganhando metade.

O que é a perda do ofício (a tese que muda o valor do caso)

A lei garante pensão pra quem ficou incapaz pra profissão que exercia. Na prática:

A Justiça já condenou construtora em caso igual: pedreiro com coluna operada, sem poder pegar peso, recebeu indenização mais pensão mensal vitalícia.

Sequelas que tiram o pedreiro do ofício

Todos os seus direitos, somados

E atenção: muito pedreiro trabalha de diária, sem registro. Isso não tira nenhum desses direitos — a Justiça reconhece o vínculo pela realidade, não pelo papel. Veja o post acidente de trabalho sem carteira assinada.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Construtora não pode te marcar nas obras da região — isso é proibido e gera mais indenização. Você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar. E processar não mexe no benefício do INSS — veja posso processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

O que NÃO fazer depois do acidente

E repare numa outra coisa: depois da lesão, a construtora te readaptou de verdade ou te encostou esperando você desistir? A lei obriga a empresa a acompanhar o seu tratamento até o fim — consulta, fisioterapia, remédio, readaptação. Quando ela te leva pro hospital no dia e depois some, esse abandono é mais um erro dela que aumenta a indenização. Juiz valoriza muito esse ponto.

Veja quanto vale o seu caso

A conta depende do seu salário, da sua idade e da sequela. Pedreiro novo com sequela de coluna tem um dos casos que mais valem no acidente de trabalho. Calcule antes de aceitar qualquer proposta.

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O que fazer agora, passo a passo

  1. Junte a prova do seu ofício e do seu ganho. Carteira com a função, holerites, recibos de empreitada, testemunhas — isso define o tamanho da pensão.
  2. Guarde os laudos médicos que dizem o que você não pode mais fazer. Esse papel é o coração do caso.
  3. Exija a CAT do acidente, se ainda não foi emitida. Sem CAT, você mesmo emite no INSS, de graça.
  4. Continue o tratamento e guarde tudo — radiografia, tomografia, fisioterapia, receita.
  5. Não assine acordo sem saber o valor da pensão vitalícia. É ela que a empresa quer evitar.
  6. Fique de olho no prazo. Até 2 anos depois de sair da empresa pra entrar com a ação.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas rápidas

Consigo fazer serviço leve. Mesmo assim recebo a pensão? Sim. A pensão é pela perda da SUA profissão de pedreiro. Se você não pega mais peso, o ofício foi perdido — trabalhar de outra coisa não cancela o direito.

Minha lesão foi aparecendo aos poucos (coluna, hérnia). Vale igual? Vale. Doença causada pelo trabalho pesado é tratada como acidente de trabalho. O que importa é provar que veio do serviço.

Trabalhava de diária, sem registro. Tenho direito à pensão? Tem. A Justiça reconhece o vínculo pela realidade do trabalho. A falta de registro ainda pesa contra o patrão.

A pensão pode ser paga de uma vez só? Pode. A Justiça permite converter a pensão vitalícia em pagamento único — útil pra quitar dívida ou montar um negócio.


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