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Quanto é a indenização por perda de um dedo?

Descubra quanto é a indenização por perda de um dedo, bem como o que é necessário para comprovar e requerer sua indenização.  

 

Qual o valor de uma indenização pela perda de um dedo?

 

 A resposta à pergunta não é exata. Isso porque, vários fatores influenciam diretamente no valor que será fixado como indenização. 

 

 Mas sem qualquer enrolação, uma amputação de UM DEDO pode gerar uma indenização trabalhista entre 60 a 120 mil reais.

 

Claro, que vai de cada caso, também precisa levar em consideração a profissão, o salário que recebia o trabalhador e por último sua idade, no dia do acidente.  

 

Por isso, é muito importante ter o acompanhamento de um bom advogado que pense em todos os detalhes importantes na hora de fixar uma indenização justa e adequada ao caso em questão.   

 

Além disso, há diversos tipos de indenizações que são aplicáveis de acordo com a forma como ocorreu o acidente, e ainda, segundo cada tipo de dano ocorrido em em decorrência do acidente de trabalho.  

 

Abaixo eu deixo um vídeo explicando como fazer esse cálculo:    

 

 

Quem perde um dedo tem direito a indenização?

 

 

 Sim. A questão de receber indenização por perder um dedo pode depender de vários fatores, incluindo a natureza do acidente ou lesão, o local onde ocorreu, as circunstâncias específicas e a legislação do país em questão.

 

Mesmo se a perda do dedo for resultado de negligência, imprudência ou responsabilidade de outra parte, ainda assim a vítima pode buscar indenização.  

 

No entanto, é fundamental consultar um advogado especializado para obter orientações específicas sobre o caso, pois as leis variam e podem envolver diferentes considerações, como responsabilidade civil e normas trabalhistas.   

 

O profissional poderá avaliar os detalhes do caso e fornecer orientações adequadas com base na legislação local.  

 

Tipos de indenizações 

 

Há vários tipos de indenizações, que serão devidas de acordo com a gravidade do acidente de trabalho.  

 

Em suma,  para saber quanto é a indenização por perda de um dedo sem antes analisar o caso concreto.

 

  • Indenização por danos morais;

  • Indenização por danos materiais;

  • Indenização por danos estéticos;

  • Indenização por danos existenciais;

  • Indenização por lucros cessantes.

 

 

 

Dano moral

 

  Além de ser responsável pelos danos materiais decorrentes do acidente, a empresa também é obrigada a responder pelo impacto emocional e sofrimento causado à vítima, ou seja, pelo dano moral.   

 

Nesse sentido, o dano moral, caracterizado como um prejuízo subjetivo que não pode ser mensurado, afeta a auto estima da pessoa atingida, sendo impossível quantificar o tamanho do sofrimento psicológico.  

 

Não há uma maneira de comprovar objetivamente que alguém sofreu dano moral, uma vez que não é possível medir o sofrimento de maneira tangível.   

 

Portanto, o simples fato do acidente já é suficiente para caracterizar esse tipo de dano, pois o sofrimento vai além das consequências físicas, afetando o sono, gerando pesadelos e provocando diversas situações emocionais adversas.  

 

Exemplos de situações que refletem o dano moral causado por um acidente de trabalho incluem o medo de se tornar inválido, a dificuldade em realizar atividades básicas, a humilhação de depender da assistência de outra pessoa.   

 

Além disso, há ainda a sensação de não ser mais produtivo e a dor de ser excluído dos colegas de trabalho após o ocorrido.  

 

Dado que é impossível quantificar o dano moral de forma precisa, determinar o valor da indenização torna-se desafiador.  

 

Logo, para fixar quanto é a indenização por perda de um dedo é necessário a análise precisa das circunstâncias do caso.  

 

Logo, o juiz, ao considerar diversos parâmetros, busca estabelecer um montante que puna a empresa, proporcione reparação à vítima e evite um enriquecimento indevido, buscando um equilíbrio justo no processo de compensação.  

 

 

Danos materiais

 

  A primeira compensação à qual você pode ter direito é a indenização por danos materiais, destinada a ressarcir os custos decorrentes do acidente.   

 

Isso porque, após um incidente desse tipo, é comum enfrentar despesas com medicamentos, consultas, exames, fisioterapia e por vezes, necessidade de próteses, todos os quais devem ser suportados pela empresa.   

 

No entanto, é crucial comprovar cada gasto, exigindo a apresentação de notas fiscais ou recibos.   

 

Por fim recomenda-se armazenar todas as notas fiscais em uma pasta, acompanhadas das receitas, e tirar fotos após cada compra para evitar a perda dessa documentação e possíveis complicações futuras.    

 

 

Indenização por danos estéticos

 

  Nesse sentido, sempre que um acidente resulta na perda de um membro, ocorre um dano estético devido à alteração na forma do corpo.   

 

Inclusive, até mesmo uma cicatriz pode ser considerada como dano estético, e o valor da indenização associada dependerá da gravidade da sequela.  

 

É evidente que a perda de um dedo, por exemplo, deve resultar em uma indenização de valor superior em comparação a uma simples cicatriz.   

 

Importante ressaltar que esse tipo de indenização por danos estéticos pode ser acumulado com outras compensações, como as relacionadas a danos morais e materiais.  

 

A base legal para a indenização por danos estéticos está prevista no artigo 223-C da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que visa proteger a imagem e a integridade física dos trabalhadores.   

 

Por fim, o valor dessa indenização segue os mesmos critérios estabelecidos para a indenização por danos morais.    

 

 

Indenização por danos existenciais

 

  A indenização por danos existenciais refere-se à compensação financeira concedida a uma pessoa que sofreu prejuízos fundamentais da sua existência.  

 

Tais como a qualidade de vida, bem-estar emocional, relações interpessoais, e o desenvolvimento pessoal e profissional.   

 

Ao contrário dos danos materiais, que envolvem perdas financeiras diretas, e dos danos morais, relacionados ao sofrimento psicológico, os danos existenciais estão ligados à essência da vida da pessoa.  

 

Exatamente, a indenização por danos existenciais reconhece que determinadas situações, como práticas abusivas no ambiente de trabalho, discriminação.  

 

Bem como, assédio ou eventos traumáticos, podem provocar efeitos significativos na vida de uma pessoa que vão além das repercussões imediatas nos aspectos financeiros ou emocionais.   

 

Essa forma de compensação busca abordar as consequências mais amplas e profundas que essas experiências podem ter na qualidade de vida, no bem-estar emocional e no desenvolvimento pessoal e profissional da vítima.  

 

Assim, a compensação por danos existenciais busca restaurar, dentro do possível, a harmonia e equilíbrio na vida da vítima, considerando as dimensões mais amplas de sua existência.  

 

Vale ressaltar que a legislação sobre danos existenciais pode variar entre jurisdições, e a avaliação desses danos muitas vezes envolve análise específica do caso por parte de profissionais do direito.  

 

 

Indenização por lucros cessantes

 

  Por fim, a indenização por lucros cessantes refere-se à compensação financeira concedida a uma parte prejudicada em decorrência da perda de lucros que razoavelmente poderiam ter sido obtidos se não tivesse ocorrido o evento danoso.   

 

Logo, essa forma de indenização busca restituir a parte lesada pelos ganhos financeiros que deixou de auferir devido ao dano causado pela ação ou omissão da outra parte.  

 

Os lucros cessantes podem surgir em diversas situações, como em casos de quebra de contrato, violação de direitos de propriedade intelectual, acidentes de trânsito, entre outros.   

 

Portanto, a ideia é compensar a perda de oportunidades econômicas que a parte prejudicada enfrenta devido ao ato ilícito ou à negligência de outra parte.  

 

A fixação do valor da indenização por lucros cessantes requer uma avaliação detalhada dos ganhos esperados, da probabilidade de obtenção desses ganhos e do nexo causal entre o evento danoso e a perda de oportunidades econômicas.   

 

Em muitos sistemas legais, a parte prejudicada precisa demonstrar, de maneira razoável, os lucros que teria obtido caso o dano não tivesse ocorrido.    

 

 

Auxílio Acidente INSS

 

O Auxílio Acidente previdenciário é um benefício concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Brasil.  

 

Ele é destinado a trabalhadores que sofreram acidentes resultando em sequelas permanentes, afetando sua capacidade laboral.  

 

Diferentemente do Auxílio-Doença, que se aplica quando há incapacidade temporária para o trabalho, o Auxílio Acidente é concedido mesmo quando o trabalhador pode retornar à atividade, porém de forma reduzida devido às sequelas.  

 

Essa assistência financeira busca compensar as limitações permanentes e auxiliar na adaptação às novas condições de trabalho, proporcionando suporte econômico diante das mudanças nas atividades trabalhistas.

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