Atualizado em 5 de julho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Sim. Quem perde um dedo no trabalho tem direito a indenização — e não é um dinheiro só, são até 5 valores diferentes que se somam. Na maioria dos casos que a Justiça vem pagando, o total fica na faixa de R$ 60 mil a R$ 120 mil, fora a pensão mensal que pode durar a vida inteira. Vou te mostrar a conta inteira, dedo por dedo.

E sobre esse dinheiro que pinga todo mês: temos um guia inteiro só sobre a pensão vitalícia por perda de dedo — quando cabe, a conta e a parcela única.

Imagina a cena, porque ela se repete todo dia no Brasil: o operário tá na prensa, na serra, na injetora. Faz o mesmo movimento há meses. Num segundo de distração — ou porque a máquina não tinha proteção nenhuma — a mão entra onde não devia. Quando ele olha, falta um pedaço do dedo. Ou o dedo inteiro. A primeira coisa que pensa não é em indenização. É: “e agora, como eu vou trabalhar?”

Agora o fato duro: mão e dedo são cerca de 60% a 70% dos acidentes graves com máquina no Brasil. Só de amputação de dedo da mão, são 135 mil pessoas por ano, segundo a própria Previdência Social. Dá 370 por dia. 15 por hora. E menos de 10% processam a empresa. O resto acredita na conversa do patrão de que “foi culpa sua” e sai de mãos vazias.

E o estrago costuma ser pra sempre: só em 2024, 9.315 trabalhadores ficaram com incapacidade permanente por acidente no Brasil, segundo o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho (AEAT), divulgado em dezembro de 2025 pela Previdência Social — e a perda de dedo é uma das sequelas mais comuns.

Eu sou o Welliton Ventura. Há 15 anos eu só faço uma coisa: acidente de trabalho. Somos ULTRAESPECIALISTAS nisso — mais de 3.000 casos atendidos e R$ 41 milhões recuperados pra trabalhador. Dedo amputado em máquina é o tipo de caso que mais chega aqui. Então presta atenção, porque vou te entregar nesse texto o que a empresa torce pra você nunca descobrir.

1 – O que fazer na hora, ainda no dia do acidente

Se o acidente acabou de acontecer (ou aconteceu há pouco tempo), a ordem é essa:

  1. Cuida da saúde primeiro. Hospital, cirurgia, curativo. Guarda TODOS os papéis: ficha de atendimento, receita, atestado, exame. Cada papel desses vale dinheiro no processo.
  2. Não assina nada que a empresa te der. Acordo de papelzinho, termo de “quitação”, recibo de ajuda. Eles oferecem 10% do que você tem direito e dizem “aceita logo, senão você não vê nada”. É mentira.
  3. Tira foto de tudo. Da mão, da máquina, do lugar. Se não puder voltar lá, pede pra um colega. Foto de máquina sem proteção é ouro no processo.
  4. Anota o nome de quem viu. Testemunha é uma das provas mais fortes na Justiça do Trabalho.
  5. Exige a CAT — o papel oficial do acidente. Vou te explicar agora por que isso é tão importante.

E se o seu acidente foi há mais tempo, calma: dependendo do caso, ainda dá pra correr atrás. Tem uma página inteira aqui no site explicando o acidente de trabalho antigo e até quando você ainda pode processar.

2 – CAT: o papel que a empresa é obrigada a emitir (e muitas escondem)

CAT é a Comunicação de Acidente de Trabalho. É o documento oficial que avisa o INSS que você se machucou trabalhando. A empresa é obrigada por lei a emitir a CAT até o primeiro dia útil depois do acidente.

Só que muita empresa não emite. Sabe por quê? Porque a CAT é a prova número 1 de que o acidente existiu. Sem CAT, fica mais fácil pra empresa dizer depois que “você se machucou em casa”.

Se a empresa não emitiu, grava isso: você mesmo pode emitir a CAT. O sindicato pode. O médico pode. Até a sua família pode. E quando a empresa esconde a CAT, isso pesa CONTRA ela no processo — o juiz entende que ela tentou abafar o acidente.

Foi o que aconteceu com o Lucas, que vou te contar mais pra frente: a madeireira escondeu a CAT — e isso ajudou a derrubar a empresa na Justiça.

3 – Os 5 dinheiros diferentes que se somam (não é um cheque só)

A maioria dos trabalhadores pensa que indenização é “um valor”. Não é. Quem perde um dedo no trabalho pode acumular cinco valores diferentes, todos ao mesmo tempo:

  • 1. Dano moral — pela dor, pelo susto, pelo trauma de ver o próprio dedo na máquina. A Justiça costuma medir em salários: caso leve vai até 3 salários, médio até 5, grave até 20, gravíssimo até 50 salários. Amputação de dedo quase sempre entra como grave.
  • 2. Dano estético — pela marca que ficou. A mão nunca mais vai ser igual, e todo mundo vê. É um valor SEPARADO do dano moral, e se soma a ele.
  • 3. Pensão mensal — se você perdeu parte da capacidade de trabalhar, a empresa paga um valor todo mês, proporcional à perda. Pode ser vitalício. Pode ser pago de uma vez. Vou fazer a conta na tabela logo abaixo.
  • 4. Gastos do tratamento — remédio, fisioterapia, consulta, transporte pro hospital, prótese. Tudo que você gastou (e ainda vai gastar), a empresa devolve.
  • 5. Auxílio-acidente do INSS — esse não vem da empresa, vem do INSS: um benefício mensal pra quem ficou com sequela permanente que reduz a capacidade. É pago além do seu salário, até a aposentadoria. E NÃO desconta da indenização da empresa: é direito em cima de direito.

Entendeu por que aceitar o “acordinho” da empresa é jogar dinheiro fora? Eles oferecem um valor pensando só no item 1 — e torcem pra você nunca descobrir os outros quatro.

📊 Quer ver valor real, não minha palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando — dado público, atualizado.

4 – Quanto vale cada dedo? Veja a tabela completa

Cada dedo tem um percentual de incapacidade na perícia — o polegar é o que vale mais — e é esse percentual que define a pensão e puxa o dano moral. Pra não repetir tudo aqui: montamos uma página só com isso, dedo por dedo, com faixa de valores, pensão por salário e casos reais.

Veja a tabela completa de valores por dedo →

5 – Dedo por dedo: por que o polegar vale mais

A perícia não trata todos os dedos igual. E faz sentido: cada dedo tem uma função diferente na mão. Vou te explicar um por um.

Polegar: o dedo que segura tudo

O polegar é o dedo da pinça. É ele que faz você segurar martelo, colher de pedreiro, parafuso, caneta. Sem polegar, a mão vira quase um gancho. Por isso a perícia dá 20% a 25% de incapacidade só pra ele — quase o triplo de um dedo comum. Pedreiro, mecânico, carpinteiro que perde o polegar quase sempre entra também na discussão de perda do ofício.

Indicador: o dedo da precisão

É o dedo que aponta, que aperta gatilho de furadeira, que guia a linha da costura, que digita. A perícia dá 15%. Costureira, soldador, montador que perde o indicador perde junto a precisão do trabalho — e isso a Justiça enxerga.

Dedo médio: força de pegada

Vale 9% na tabela da perícia. É o dedo mais comprido e ajuda na força de fechar a mão. Quem trabalha pendurado em ferramenta pesada sente falta dele todo dia.

Anular: o mais pego pelas prensas

Também 9%. Foi um anular amputado numa prensa que rendeu R$ 35 mil na Justiça da Bahia (R$ 20 mil de moral + R$ 15 mil de estético). Detalhe: além do trabalho, é o dedo da aliança — e o dano estético pesa nisso também.

Mínimo (mindinho): parece pouco, não é

Os mesmos 9%. Muita gente acha que mindinho “não conta”. Conta. Ele fecha a pegada da mão — sem ele, segurar cabo de ferramenta com força fica difícil. E o direito à indenização é igual ao de qualquer dedo.

2 ou mais dedos: a conta multiplica

Quando a máquina leva mais de um dedo, a perícia soma a perda: 25% a 30% de incapacidade, ou mais. A Justiça do RS pagou R$ 50 mil por 2 dedos. Em Campinas/SP, um trabalhador que perdeu 4 dedos em parte recebeu R$ 100 mil. E quando a perda compromete a mão inteira, o caso muda de categoria — temos uma página só sobre indenização por perda de mão no trabalho.

6 – Perdi só a ponta do dedo (falange). Também tenho direito?

Tem. E essa é a dúvida que mais chega aqui no escritório.

O dedo é dividido em pedaços — as falanges. Perder uma falange, perder a ponta, perder “só um pedacinho” é amputação do mesmo jeito. O que muda é o percentual: a perícia mede quanto daquele dedo se foi e quanto isso afeta a sua mão, e define um % menor que o do dedo inteiro.

Menor não é zero. Você continua tendo direito a:

  • Dano moral (o susto e a dor foram reais);
  • Dano estético (a marca tá lá, todo mundo vê);
  • Pensão proporcional ao % que a perícia apurar;
  • Gastos do tratamento;
  • Auxílio-acidente do INSS, se ficou sequela que atrapalha o trabalho.

O patrão adora dizer “ah, foi só a pontinha, nem dá nada”. Dá. O Lucas, do caso que vou te contar, não perdeu os dedos inteiros — sobrou 1/3 de cada um dos 3 dedos. Recebeu R$ 400 mil. Ponta de dedo é caso, sim.

7 – A culpa é da empresa: a NR-12 destrói a defesa dela

“Mas o patrão disse que a culpa foi minha.” Escuta o que vou te dizer: não interessa. A empresa paga do mesmo jeito.

Se você operava máquina, serra, prensa, qualquer equipamento perigoso, a lei entende que o risco é da atividade — e quem coloca você nesse risco responde por ele. Mesmo que você tenha vacilado. Mesmo com pressa. Mesmo sem seguir o procedimento. Quando o patrão fala “foi culpa sua”, ele tá mentindo pra você não processar.

E aqui entra a arma que usamos em todo caso de dedo em máquina: existe uma norma federal de segurança de máquinas, a NR-12, que obriga a empresa a ter em TODA máquina:

  1. Proteção fixa nas partes que mexem — aquela grade ou tampa que impede a mão de entrar;
  2. Sensor ou cortina de luz que para a máquina quando a mão chega perto;
  3. Botão de parada de emergência ao alcance, pra apertar no susto;
  4. Manual em português, disponível pra quem opera;
  5. Treinamento de verdade pra aquela máquina específica — a própria norma exige capacitação formal, com carga horária e certificado, não “2 horinhas no primeiro dia”;
  6. Inspeção periódica documentada, com papel assinado.

Se faltava UM item desses na máquina que pegou o seu dedo, a empresa tá perdida no processo. E vou te contar um segredo de quem faz isso há 15 anos: quase nenhuma empresa do Brasil cumpre todos. Por isso ganha quem processa.

8 – EPI, treinamento e técnico de segurança: as 3 perguntas que valem dinheiro

Responde mentalmente, com sinceridade:

Você chegou a VER o técnico de segurança no chão de fábrica? Não no papel, não no quadro de avisos — andando do seu lado, olhando a máquina, corrigindo risco?

Você recebeu treinamento de verdade pra operar AQUELA máquina? Com instrutor, com prática, com certificado? Ou te mostraram o botão de ligar e falaram “se vira”?

Você ganhou o EPI certo, novo, do tamanho certo? Ou uma luva velha, furada, que já tinha passado por três funcionários antes de você?

Se você respondeu “não” pra qualquer uma dessas, anota: cada “não” desses aumenta a culpa da empresa e, com ela, o valor da sua indenização. EPI vencido, treinamento de mentira e técnico de segurança fantasma são as três provas que mais usamos pra dobrar o valor do dano moral. Tem um artigo inteiro aqui sobre acidente de trabalho por falta de EPI — lê depois, principalmente se a sua luva era de “faz de conta”.

9 – A empresa te abandonou depois do acidente? Isso AUMENTA a indenização

O roteiro é sempre o mesmo, e você talvez tenha vivido ele: a empresa te leva pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT, te encosta no INSS — e depois some.

Não liga pra saber como você tá. Não acompanha o tratamento. Não paga fisioterapia. Não oferece readaptação. Não pergunta se a prótese serviu. Você que se vire com o SUS e com a fila do INSS, enquanto a vaga “te espera” (até não esperar mais).

Guarda isso: esse abandono é mais dinheiro no seu processo. A Justiça entende que empresa que abandona o acidentado agrava o sofrimento dele — e manda pagar dano moral maior por isso. Chama-se dano moral majorado: a empresa errou no acidente E errou de novo depois dele.

Então anota tudo: mensagem que você mandou e ninguém respondeu, fisioterapia que saiu do seu bolso, consulta que você pagou. Cada comprovante de abandono vira valor na sentença.

10 – Perda do ofício: quando o dedo acaba com a profissão, a conta muda tudo

Essa é a parte MAIS importante do texto. Lê devagar.

Os percentuais da tabela (9%, 15%, 25%) medem a perda pra um trabalhador “genérico”. Mas a Justiça olha pra OUTRA coisa também: o que esse dedo significava pro SEU trabalho.

  • Operador de prensa que não consegue mais operar prensa;
  • Pedreiro que não segura mais colher nem pega tijolo;
  • Costureira que não passa mais linha na agulha;
  • Soldador que perdeu a firmeza da mão;
  • Motorista que não troca mais marcha direito.

Nesses casos, não interessa se a tabela diz 9% ou 15%. Pro SEU ofício, a perda foi de 100%. A Justiça olha pra sua vida profissional inteira destruída, não só pro dedo. E aí a pensão não é calculada sobre um pedacinho do salário — é calculada sobre o salário cheio, todo mês, podendo ir até o fim da vida.

É a diferença entre receber R$ 200 por mês e receber R$ 2.000 por mês pelo resto da vida. Somando os anos, a diferença passa fácil de centenas de milhares de reais — sempre como acumulado ao longo do tempo, com a conta na frente.

Esse tema é tão grande que tem página própria: perda do ofício no acidente de trabalho. Se o seu caso é esse, lê com atenção.

11 – Estabilidade de 12 meses: não podem te mandar embora

Depois que você volta do INSS por acidente de trabalho, a empresa NÃO PODE te demitir por 12 meses. É lei. Não é favor, não é “boa vontade do RH”.

Se demitiu mesmo assim, ela tem que:

  • Te pegar de volta no emprego, OU
  • Pagar TODOS os salários desses 12 meses,
  • + o FGTS de todo esse período,
  • + a multa de 40% em cima do FGTS.

E por que tanta empresa demite mesmo sabendo disso? Porque dá certo com quem não procura advogado. O trabalhador aceita, assina a rescisão, vai embora achando que “é assim mesmo”. Não é. Se te mandaram embora dentro do prazo da estabilidade, esse dinheiro entra no SEU processo — junto com a indenização do dedo.

12 – Quanto tempo demora pra receber?

Vou te falar a real, sem enrolação:

  • Entrada da ação: com os documentos na mão, a ação entra em mais ou menos 10 dias.
  • Se a empresa fizer acordo: quando ela percebe que vai perder (e com NR-12 descumprida ela percebe rápido), o acordo sai em 3 a 6 meses. Foi o caso do Lucas.
  • Se a empresa brigar até o fim: 1 ano e meio a 3 anos, contando perícia e recursos.

A fase mais demorada costuma ser a perícia médica — é nela que sai o % de incapacidade da tabela lá de cima. Por isso a gente prepara o caso pra perícia desde o dia 1: laudo bom é dinheiro na conta.

E o que mais acelera: caso bem montado assusta a empresa. Empresa assustada faz acordo bom, com tudo dentro, em poucos meses — é esse cenário que a gente persegue.

13 – Documentos: o que você precisa juntar

Não precisa ter tudo. Mas quanto mais desses você tiver, mais forte o caso:

  • CAT — se a empresa não emitiu, a gente emite;
  • Papéis do hospital — ficha de atendimento, laudo, receita, atestado, exame de imagem;
  • Carteira de trabalho ou contrato — pra provar o vínculo e o salário;
  • Fotos da mão — de logo depois do acidente e de agora;
  • Fotos ou vídeo da máquina — principalmente se ela não tinha proteção;
  • Nome e telefone de testemunhas — colegas que viram o acidente ou que sabem como era a máquina;
  • Comprovantes de gastos — remédio, fisioterapia, transporte, prótese;
  • Papéis do INSS — carta de concessão do benefício, alta, perícia.

Tá faltando metade dessa lista? Manda o que tiver. Em 15 anos, a gente aprendeu a buscar o resto — testemunha, fiscalização antiga, histórico de acidentes na mesma máquina. Documento que falta se constrói.

14 – Dá pra processar a empresa trabalhando lá, registrado?

Dá. E essa dúvida segura mais gente do que qualquer outra.

“Ah, mas se eu processar, eles me mandam embora.” Primeiro: depois de acidente com afastamento, você tem os 12 meses de estabilidade. Segundo: se demitirem por causa do processo, isso vira MAIS indenização — demissão de vingança é ilegal. Terceiro: processar é direito seu.

E tem o ponto que quase ninguém sabe: o prazo pra processar é de 2 anos depois que você SAI da empresa — não 2 anos depois do acidente. Enquanto você tá registrado lá, o relógio nem começou a correr pra valer. Tem trabalhador que se machucou há 5, 8 anos, continua na firma e ainda pode processar. Se esse é o seu caso, lê a página de acidente de trabalho antigo.

Na prática, muito cliente nosso processa trabalhando. A audiência é por vídeo e o processo corre fora da empresa. Quem passa vergonha é o patrão explicando pro juiz por que a máquina não tinha proteção — não você.

15 – Caso real: o Lucas perdeu 3 dedos e recebeu R$ 400 mil

Agora a história que prova tudo que eu falei até aqui.

Dia 23 de janeiro de 2024, o Lucas tava trabalhando numa serra na madeireira, no interior do Paraná. Servente de obras. Ganhava R$ 1.922 por mês. Tinha 2 meses de carteira assinada.

A serra pegou a mão direita dele. Levou 3 dedos: indicador, médio e anular. Sobrou 1/3 de cada um. O Lucas é destro — nunca mais conseguiu pegar em pá, em tijolo, em ferramenta. A vida dele era isso.

E sabe o que a empresa fez? Nada. Não emitiu a CAT. Fingiu que nada aconteceu. Deixou ele pra lá — o abandono clássico do bloco 9 desse texto.

Ele chegou aqui achando que não tinha direito a nada. Achando que ia ser mandado embora e pronto. Olha o que o caso dele tinha, na prática: máquina sem proteção (NR-12 estourada), sem treinamento de verdade, CAT escondida, abandono total depois do acidente e perda do ofício — servente que não segura mais ferramenta.

Entrei com a ação. 6 meses depois, R$ 400.000 no banco. Processo número 0000153-47.2024.5.09.0024 — é público, pode conferir você mesmo.

Dois recados desse caso. Primeiro: salário baixo e pouco tempo de registro NÃO diminuem o direito — o Lucas ganhava menos de 2 mil e tinha 2 meses de carteira. Segundo: R$ 400 mil não é promessa pro seu caso; é o que ESSE caso, com essa gravidade e essas provas, pagou. O seu caso tem a conta dele — e é exatamente essa conta que a gente faz de graça na calculadora de indenização por acidente de trabalho.

16 – Como a Ventura trabalha: você só paga se ganhar

Funciona assim, simples e na ordem:

  1. Você calcula seu caso na calculadora (2 minutos, de graça) ou manda os dados pela página de acidente de trabalho;
  2. A gente analisa de verdade. Se tiver caso, te falamos o caminho. Se não tiver, te falamos na hora — ninguém aqui vive de te enrolar;
  3. Tudo 100% digital. Documento por foto, audiência por vídeo, atendimento nos 27 estados. Você não sai de casa;
  4. Sem custo inicial. Zero. Não tem consulta paga, não tem “taxa de entrada”. Nosso honorário sai do que a Justiça mandar a empresa pagar — se eu perder, você não me deve nada. O risco é meu. E eu só pego caso que eu acredito.

São 15 anos fazendo SÓ acidente de trabalho. Mais de 3.000 casos, R$ 41 milhões recuperados. Dedo em máquina é o nosso dia a dia — a gente sabe onde a empresa erra antes de ela abrir a boca na audiência. E se o seu caso for mais grave que um dedo — uma mão inteira, ou um acidente fatal na família — também temos páginas específicas: perda de mão no trabalho e morte no trabalho.

17 – Perguntas frequentes sobre indenização por perda de dedo

Perdi só a ponta do dedo. Tenho direito mesmo assim?

Tem. Perder a ponta (falange) é amputação do mesmo jeito — o que muda é o percentual de incapacidade, que a perícia define menor que o do dedo inteiro. Você mantém direito a dano moral, estético, pensão proporcional, gastos e auxílio-acidente do INSS se ficou sequela.

A empresa pagou o hospital. Ainda posso processar?

Pode. Pagar o hospital é obrigação mínima, não quita NADA da indenização. Dano moral, estético, pensão e estabilidade continuam todos de pé. Aliás, se depois do hospital a empresa sumiu, esse abandono ainda aumenta o valor do dano moral. Só não assina nenhum termo de “quitação” que te oferecerem.

Quanto tempo eu tenho pra processar?

Em regra, 2 anos depois que você sai da empresa — não 2 anos depois do acidente. Se você ainda trabalha lá, o prazo nem começou a correr pra valer. Acidente de anos atrás ainda pode virar processo: veja a página de acidente antigo antes de desistir.

Preciso sair do emprego pra processar?

Não. Dá pra processar trabalhando registrado, e muita gente faz. Você tem 12 meses de estabilidade depois do retorno do INSS, e demissão de vingança por causa do processo é ilegal — vira mais indenização. O processo corre fora da empresa, com audiência por vídeo.

Quanto custa o advogado?

Aqui, nada agora. Você não adianta um centavo. Se ganharmos, o honorário sai de um percentual do que a Justiça mandar a empresa pagar. Se perdermos, você não deve nada — o risco é nosso. Por isso só pegamos caso em que acreditamos.

Qual dedo gera a maior indenização?

O polegar. A perícia dá a ele 20% a 25% de incapacidade — quase o triplo de um dedo comum (9%) — porque é o dedo que segura tudo. Indicador vem em seguida, com 15%. E 2 ou mais dedos somam 25% a 30%, como nos casos de R$ 50 mil (RS) e R$ 100 mil (Campinas/SP).

Meu salário era baixo. Vou receber pouco?

Não funciona assim. O dano moral e o estético dependem da gravidade da lesão e da culpa da empresa, não do seu contracheque. O Lucas ganhava R$ 1.922 e recebeu R$ 400 mil (processo público). Só a pensão mensal usa o salário como base de cálculo.

A empresa é pequena. Vai ter dinheiro pra pagar?

Vai. A madeireira do Lucas era pequena, do interior, e pagou R$ 400 mil. Empresa tem seguro, tem imóvel, tem frota, tem conta — a Justiça pega onde tiver. Em alguns casos, dá pra alcançar até os bens pessoais do dono.

Perder dedo dá direito a algum benefício do INSS?

Geralmente não dá aposentadoria, porque a perda não incapacita totalmente. Mas dá direito ao auxílio-acidente: um valor mensal pago pelo INSS por causa da sequela permanente, que você recebe trabalhando, até se aposentar. E ele NÃO desconta da indenização da empresa — são direitos separados que se somam.

Foi no seu estado? Veja a página da sua região

A Justiça do Trabalho funciona um pouco diferente em cada estado — valores, setores que mais machucam e tempo de processo. Temos guias específicos:

Não deixa a empresa ficar com o que é seu

O Lucas achava que não tinha direito a nada. Hoje tem R$ 400 mil no banco e recomeçou a vida. A diferença entre ele e quem fica de mãos vazias foi uma decisão: procurar quem é ULTRAESPECIALISTA nisso.

Você já sabe a tabela, sabe os 5 dinheiros, sabe que a NR-12 joga a culpa na empresa. Falta um passo:

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Perguntas Frequentes

Qual o valor da indenização por perda de um dedo no trabalho?

O valor varia entre R$ 20.000 e R$ 100.000, dependendo do dedo amputado, do grau de culpa, do salário e das sequelas. Polegar e indicador geram indenizações maiores. Soma-se danos morais, estéticos, materiais e pensão mensal proporcional à perda da capacidade laborativa.

Como é calculada a indenização por amputação de dedo?

O cálculo considera o salário do trabalhador, o percentual de incapacidade pela tabela SUSEP, o grau de culpa do empregador, a idade e a expectativa de vida. Inclui dano moral, estético, material e pensão mensal vitalícia equivalente ao percentual de redução da capacidade.

Perda de dedo dá direito à aposentadoria?

Geralmente não gera aposentadoria por invalidez, pois não incapacita totalmente. O trabalhador tem direito ao auxílio-acidente (50% do salário de benefício) pago pelo INSS de forma vitalícia, até a aposentadoria, além de indenizações da empresa em caso de culpa.

Qual o dedo que gera maior indenização?

O polegar gera a maior indenização por representar 25% da funcionalidade da mão, seguido pelo indicador (15%). Pela tabela SUSEP, a perda do polegar pode chegar a 18% do capital segurado. Os valores variam de R$ 30.000 a R$ 150.000, dependendo do caso.

Quanto tempo demora um processo por perda de dedo?

Em média, processos trabalhistas por acidente de trabalho com amputação duram entre 2 e 4 anos, considerando primeira instância e recursos. Pode ser mais rápido com acordo nas audiências. A perícia médica e técnica é a fase mais demorada do processo.

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Dr. Welliton Ventura

Dr. Welliton Ventura

ULTRA Especialista em Acidente de Trabalho

Advogado com atuação exclusiva em acidente de trabalho e doenças ocupacionais. Mais de 3.000 casos atendidos, 85% de vitórias e nota 5.0 no Google. Atendimento humanizado, 100% digital e sem custo inicial.