O médico falou: lesão do plexo braquial. Você não entendeu na hora, mas com o tempo a realidade veio: o braço não responde mais. Não levanta. Não pega. Não sente. Em alguns casos, dor sem fim que acompanha o resto da vida.
Plexo braquial é o feixe de nervos que sai do pescoço e dá movimento e sensibilidade ao braço inteiro. Quando rompe (S14.3), na maioria dos casos não tem cirurgia que devolva o que era antes. É perda permanente, total ou parcial.
Aqui eu explico por que essa lesão paga das maiores indenizações em acidente de trabalho — e o que você precisa pra ganhar.
Quem pega: motoqueiro, operador, mecânico
Lesão do plexo braquial em acidente de trabalho costuma vir de:
1. Acidente de moto a serviço — motoboy, entregador, motorista de aplicativo em rota. Trauma de queda em alta velocidade.
2. Máquina industrial — operador prensa, torno, esmagamento de carga.
3. Construção civil — queda de altura, soterramento, esmagamento por carga.
4. Choque elétrico de alta tensão — eletricista, manutenção industrial.
Por que a indenização é alta
Plexo braquial é diagnóstico que praticamente garante perda do ofício — você não volta a operar máquina, dirigir profissionalmente, trabalhar com força. Isso ativa o Art. 950 CC (pensão vitalícia) com percentual alto: 50-100% da capacidade de trabalho perdida.
Convertida em parcela única, pensão vitalícia de pessoa de 30-40 anos costuma dar R$ 200-500 mil.
Soma com dano moral (perda do ofício gera dano moral majorado: R$ 80-200 mil), dano estético (cicatriz cirúrgica, postura alterada: R$ 30-80 mil), dano material (cirurgias futuras, fisioterapia vitalícia, prótese se houver, transporte adaptado).
Soma típica em casos reais
Já recebemos:
• R$ 380 mil em acordo — motoboy 28 anos, queda na rota, paralisia parcial do braço esquerdo, motoboy não dirige mais.
• R$ 460 mil em sentença — operador de prensa 42 anos, lesão por esmagamento, perda completa de função do braço dominante.
• R$ 720 mil em acordo — eletricista industrial 35 anos, choque de alta tensão, paralisia bilateral parcial.
Casos mais simples (paralisia parcial, recuperação parcial após cirurgia) ficam na faixa R$ 150-280 mil.
O que você precisa juntar
1. Laudo neurológico com CID S14.3 (ou mais específico: lesão de raízes C5-C6, C7, etc).
2. Eletroneuromiografia mostrando o grau e os ramos afetados.
3. Ressonância da coluna cervical e do plexo.
4. Laudos das cirurgias tentadas (microcirurgia de plexo, transferência tendinosa).
5. CAT — você emite no Meu INSS se a empresa não fez.
6. Boletim de ocorrência (se foi acidente de moto/trajeto).
7. Histórico funcional na empresa.
O que fazer agora
O primeiro passo é simples. Calcule sua indenização na calculadora (2 minutos) ou fale comigo direto. Para ver quanto a Justiça vem condenando no seu estado, consulte os valores por estado.
Perguntas frequentes
O médico falou que não volta mais. É verdade?
Plexo braquial completo (avulsão) raramente volta. Plexo parcial pode recuperar 30-60% da função após cirurgia + fisioterapia de 1-2 anos. Em qualquer dos casos, a perda permanente já garante a indenização — o que volta depois é bônus.
Caí da moto entregando comida pro app. Sou MEI/autônomo. Vale?
Vale. A jurisprudência crescente reconhece vínculo de emprego em motoboys de aplicativo, especialmente em rota ativa. Mesmo que a Justiça não declare vínculo, a Lei 14.297/2022 garante seguro acidente em entregadores de aplicativo. Vale processar.
Quanto tempo demora um caso desses?
Casos com lesão grave costumam ter acordo em 6-12 meses (empresa quer evitar exposição) ou sentença em 14-24 meses. Tutela de urgência pode adiantar 30-50% do valor já nos primeiros 60 dias se você ficou sem renda.
Empresa diz que culpa foi minha (passei sinal vermelho na moto). Perco?
Não. Mesmo com culpa concorrente, a empresa responde se exigia velocidade pra cumprir rota, se não treinou direção defensiva, se não fornecia EPI (capacete, jaqueta). Reduz o valor mas não zera. E em alguns casos eleva (negligência da empresa em fiscalizar).
Tenho prótese do braço. Empresa paga manutenção?
Sim. Prótese, manutenção, troca por desgaste (a cada 3-5 anos), fisioterapia perpétua, transporte adaptado, casa adaptada — tudo entra como dano material. Pagamento mensal vitalício ou parcela única majorada.
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