Cortou o tendão da mão numa máquina, num vidro quebrado ou numa faca do trabalho? Lesão de tendão é sequela grave — mesmo sem amputação de dedo, ela costuma deixar a mão mais fraca ou com movimento limitado pro resto da vida, e isso gera indenização.
Tendão cortado é comum em quem trabalha com faca (açougueiro, cozinheiro), com vidro ou lâmina (vidraceiro, operador de máquina de corte) ou com ferramenta afiada em geral. E a recuperação, mesmo com cirurgia, raramente devolve 100% do movimento.
Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados. Vou te explicar seus direitos.
Por que corte de tendão é sequela grave
O tendão é o que conecta o músculo ao osso e permite o dedo dobrar. Quando corta, mesmo depois de cirurgia de reparo, é comum o dedo ficar com movimento limitado, sem força total ou travando ao dobrar. A perícia trabalhista mede esse grau de limitação e converte em percentual de incapacidade — igual faz com amputação, só que sem perder o dedo fisicamente.
As situações mais comuns de corte de tendão
- Faca no açougue, na cozinha industrial ou no frigorífico
- Vidro ou lâmina quebrada na indústria
- Máquina de corte sem proteção — serra, guilhotina, disco
- Ferramenta afiada usada sem treinamento adequado
Por que a culpa costuma ser da empresa
- Você recebeu faca ou ferramenta afiada de verdade, ou tinha que “se virar” com o que tinha?
- A empresa fornecia luva de proteção contra corte, adequada pra função?
- Você recebeu treinamento sobre o jeito certo de manusear a ferramenta?
- O ritmo de produção exigido te forçava a trabalhar rápido demais?
Seus direitos
- Benefício acidentário do INSS (B91) se afastado mais de 15 dias
- 1 ano de estabilidade ao voltar
- Dano moral pela dor e pelo trauma
- Dano estético pela cicatriz
- Pensão mensal proporcional à limitação de movimento
📊 Quer ver valor real, não a nossa palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando em cada canto do Brasil — dado público, atualizado.
Se o corte no tendão te impede de continuar na mesma função — cortar carne, costurar, operar máquina fina — existe a tese da perda do ofício.
O que NÃO fazer
- Não diga que “foi falta de cuidado seu” — a empresa é responsável por fornecer ferramenta e treinamento adequados.
- Não assine acordo sem laudo do cirurgião sobre o grau de limitação que ficou.
- Não jogue fora atestado, laudo cirúrgico nem receituário de fisioterapia.
Também vale registrar se a cicatriz do corte ficou visível, se dói no frio ou se trava ao segurar objeto. Esses detalhes, que parecem pequenos no dia a dia, são exatamente o que o perito usa pra medir o grau de limitação permanente no laudo — e o que decide o valor final da pensão.
Passo a passo
- Faça a cirurgia de reparo e toda a fisioterapia indicada.
- Exija a CAT em 24 horas.
- Guarde todo laudo médico, do pronto-socorro até a alta.
- Anote quem viu o acidente.
- Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra processar.
O abandono depois do acidente também conta no processo
Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.
Dá medo de processar? Entenda por que você pode
Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.
Perguntas frequentes
Fiz a cirurgia e recuperei quase todo o movimento. Ainda tenho direito? Tem, se restou qualquer limitação — força reduzida, amplitude menor de movimento ou dor ao esforço. É isso que a perícia mede.
O corte foi numa faca que eu mesmo trouxe de casa. Isso muda meu direito? Não muda o direito à indenização — a responsabilidade da empresa de garantir ambiente e ferramenta seguros é dela, e se ela deixou você trabalhar com faca própria, isso é agravante.
Cortei o tendão de um dedo só. Vale menos que amputação? O valor é proporcional à limitação real que ficou, avaliada por perícia — não existe uma regra fixa de “vale menos por não ter amputado”.
Quanto tempo tenho pra processar? Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrindo os últimos 5 anos de direitos.
Sobre o Ventura Advogados
Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.
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