Costureira com lesão na mão que não controla mais a agulha com precisão tem direito a indenização — e, se a lesão encerrar sua carreira na costura, também tem direito à pensão por perda do ofício, calculada sobre o salário cheio.

LER/DORT nas mãos e nos punhos, corte em máquina de costura industrial, tendinite crônica por movimento repetitivo: são as causas mais comuns de lesão que tiram de uma costureira exatamente o que o ofício exige — precisão fina e força de dedo constante.

Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados. Vou te explicar seus direitos.

Por que a mão da costureira é o ofício inteiro

Costurar exige controle fino de dedo, punho estável e repetição constante do mesmo movimento, hora após hora. Uma lesão que parece pequena — dedo que não fecha totalmente, dor crônica no punho, corte na ponta do dedo — pode ser o suficiente pra impedir a precisão que a costura exige. A Justiça já reconheceu casos assim como perda de ofício, mesmo sem amputação nenhuma.

Uma operadora de máquina industrial numa fábrica de móveis, por exemplo, perdeu a falange do dedo médio numa máquina e recebeu R$ 140 mil já pagos — mostra que a Justiça reconhece o valor real de lesões de precisão manual em trabalhadoras da indústria, mesmo em amputação parcial.

As causas mais comuns

Por que a culpa costuma ser da empresa

Seus direitos

📊 Quer ver valor real, não a nossa palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando em cada canto do Brasil — dado público, atualizado.

O que NÃO fazer

Passo a passo

  1. Trate a lesão e faça os exames indicados.
  2. Exija a CAT em 24 horas; LER/DORT também gera CAT.
  3. Descreva ao médico exatamente o que sua função exige de precisão manual.
  4. Guarde todo papel médico.
  5. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra processar.

O abandono depois do acidente também conta no processo

Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

Minha lesão é dor crônica, não um corte. Ainda conta como acidente de trabalho? Conta. LER/DORT por movimento repetitivo é equiparada a acidente de trabalho pela lei, com os mesmos direitos.

Ainda consigo costurar, só que mais devagar e com dor. Tenho direito? Tem. Redução de capacidade e dor crônica permanente geram indenização, mesmo sem impedir totalmente o trabalho.

A empresa disse que “toda costureira sente isso, é normal do ofício”. É verdade? Não. Dor crônica constante não é normal — é sinal de posto de trabalho sem ergonomia adequada, e isso é responsabilidade da empresa.

Quanto tempo tenho pra processar? Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrindo os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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Motorista que perdeu a CNH por causa de um acidente de trabalho tem direito a indenização — e, se dirigir era sua profissão, também tem direito à pensão por perda do ofício, porque sem a CNH você simplesmente não pode mais exercer a função que exercia.

Acidente de trânsito a serviço, lesão que gerou perda de visão ou de reflexo, exame toxicológico que acusou uso de remédio prescrito por causa de dor crônica do próprio acidente: existem vários caminhos pelos quais um acidente de trabalho tira a CNH de um motorista profissional.

Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados. Vou te explicar seus direitos.

Como um acidente de trabalho pode custar a CNH

Por que a culpa costuma ser da empresa

Seus direitos

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E se eu já fui readaptado pra outra função?

Se a empresa te colocou numa função de menor salário e menor qualificação — de motorista pra ajudante, por exemplo — essa diferença salarial e de status profissional também entra na conta da indenização. Perder a categoria profissional que você levou anos construindo tem valor reconhecido pela Justiça.

O que NÃO fazer

Guarde também o histórico de jornada dos dias anteriores ao acidente — escala, horários de saída e chegada, registro de ponto. Jornada estendida além do limite legal é um dos fatores que mais pesa contra transportadoras em processos desse tipo, e prova cansaço na hora do acidente.

Passo a passo

  1. Trate a lesão e guarde todo laudo relacionado à CNH.
  2. Exija a CAT em 24 horas.
  3. Guarde a comunicação do DETRAN sobre a cassação ou restrição da categoria.
  4. Anote testemunhas do acidente.
  5. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra processar.

O abandono depois do acidente também conta no processo

Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

Perdi só uma categoria da CNH (por exemplo, a categoria E), mas ainda posso dirigir carro pequeno. Tenho direito? Tem. Se você trabalhava especificamente como motorista de categoria E (carreta, caminhão) e perdeu essa categoria, a perda do ofício se aplica à sua profissão específica, mesmo podendo dirigir outros veículos.

O acidente foi na estrada, durante o trabalho, mas não envolveu outro veículo. Conta como acidente de trabalho? Conta. Qualquer acidente durante o exercício da função, incluindo mal súbito ao volante por condição gerada no trabalho, pode ser equiparado a acidente de trabalho.

Fui readaptado como ajudante, ganhando menos. Isso conta no processo? Conta. A diferença salarial e a perda de status profissional entram na conta da indenização.

Quanto tempo tenho pra processar? Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrindo os últimos 5 anos de direitos.


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Pedreiro que não pode mais pegar peso depois do acidente tem direito a indenização — e, se a lesão impedir de continuar na construção civil, também tem direito à pensão por perda do ofício, calculada sobre o salário cheio, não só sobre um percentual da lesão.

Queda de altura, betoneira, carga mal amarrada, esforço repetitivo carregando material: são as causas mais comuns de lesão que tira a força do pedreiro. E o problema não é só a dor — é não conseguir mais exercer a profissão que sustenta a casa.

Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados, boa parte deles com trabalhadores da construção civil.

Por que “não pegar mais peso” é motivo forte de indenização

A profissão de pedreiro exige força física constante — carregar bloco, saco de cimento, ferramenta pesada, subir em andaime com carga. Uma lesão nas costas, no ombro, no braço ou na mão que tira essa força não é “só uma dor” — é a perda da sua ferramenta de trabalho. A Justiça reconhece isso com a tese da perda do ofício: quando a lesão impede o exercício da profissão, a pensão passa a considerar o salário cheio.

As causas mais comuns na construção civil

Por que a culpa costuma ser da construtora

Seus direitos

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O que NÃO fazer

E fica de olho num detalhe que muita construtora esconde: ela era obrigada a ter técnico de segurança acompanhando a obra, com carga de trabalho e limite de peso definidos por norma. Se isso nunca existiu na sua obra, é mais uma prova de negligência que reforça seu processo.

Passo a passo

  1. Trate a lesão e faça os exames indicados (raio-x, ressonância).
  2. Exija a CAT em 24 horas.
  3. Descreva ao médico exatamente o que você não consegue mais fazer na obra.
  4. Guarde todo papel médico.
  5. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra processar.

O abandono depois do acidente também conta no processo

Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

A empresa me colocou pra fazer “serviço mais leve” na mesma obra. Isso encerra meu direito? Não. Se você ganha menos ou exerce função inferior à de pedreiro, isso é dano que pode ser cobrado junto com o resto.

Sou diarista, sem carteira assinada. Tenho direito mesmo assim? Tem. Trabalhar sem carteira assinada não retira seu direito à indenização por acidente de trabalho.

A lesão nas costas não foi de um acidente único, foi de anos carregando peso. Ainda conta? Conta. Lesão por esforço repetitivo ao longo do tempo também é reconhecida como doença ocupacional equiparada a acidente de trabalho.

Quanto tempo tenho pra processar? Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrindo os últimos 5 anos de direitos.


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Perda do ofício é o direito que reconhece que você não pode mais exercer a sua profissão depois do acidente — e ele multiplica o valor da sua indenização, porque a pensão deixa de ser calculada sobre um percentual da lesão e passa a ser sobre o salário cheio. Num caso real que acompanhamos, um carpinteiro pediu R$ 386 mil na Justiça e recebeu R$ 587 mil — quase o dobro — justamente porque a perícia reconheceu perda do ofício.

A maioria dos trabalhadores nunca ouviu falar desse direito. Pedreiro que não pega mais peso, soldador que não segura mais o maçarico firme, motorista que perdeu a CNH, costureira com a mão que não controla mais a agulha: todos podem se qualificar. Neste post explico o que é, como funciona a conta e quem tem direito.

Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados. Perda do ofício é uma das teses que mais aumenta o valor dos processos que eu acompanho.

O caso real: pediu R$ 386 mil, a Justiça deu R$ 587 mil

Um carpinteiro de Santa Catarina desdobrava madeira numa serra circular quando a trava de proteção falhou e a mão foi atingida — o dedo indicador ficou torto, sem voltar ao normal. Na ação, pediu R$ 386 mil considerando o percentual de incapacidade do dedo. A perícia do processo foi além: reconheceu que um carpinteiro sem o dedo funcionando direito não exerce mais o ofício de carpintaria com a mesma capacidade — e a Justiça condenou a empresa em R$ 587 mil, R$ 200 mil a mais do que tinha sido pedido.

O que é, na prática, “perda do ofício”

A lei (Código Civil, no artigo que trata de indenização por defeito que reduz a capacidade de trabalho) garante que, quando o acidente te impede de continuar exercendo a sua profissão específica — não qualquer trabalho, mas o ofício que você aprendeu e exercia — a pensão mensal deixa de ser um percentual pequeno da lesão e passa a considerar o salário cheio, muitas vezes pelo resto da vida.

A lógica é simples: um pedreiro que perde a força na mão pode até fazer “algum trabalho” no futuro, mas não vai mais ser pedreiro. A Justiça reconhece essa perda de identidade profissional, não só a lesão física em si.

Quem costuma se qualificar pra perda do ofício

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Como a pensão muda com a perda do ofício reconhecida

Sem perda do ofício reconhecida, a pensão costuma ser calculada sobre o percentual de incapacidade apontado pela perícia — por exemplo, 15% do salário se o laudo apontar 15% de perda de capacidade. Com a perda do ofício reconhecida, a base de cálculo passa a considerar o impacto real na sua vida profissional, podendo chegar a 100% do salário, todo mês, até o fim da vida ou até a idade da aposentadoria, dependendo do caso.

O que NÃO fazer

Passo a passo pra reconhecer a perda do ofício no seu caso

  1. Reúna prova de qual era exatamente sua função — carteira, ficha de registro, testemunhas.
  2. Descreva com detalhe o que a função exige fisicamente (peso, precisão, postura, tempo em pé).
  3. Descreva com detalhe o que você não consegue mais fazer hoje.
  4. Faça perícia médica completa, sem esconder limitações.
  5. Procure orientação jurídica especializada — essa tese exige argumentação técnica bem construída.

O abandono depois do acidente também conta no processo

Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

Fui readaptado pra outra função na mesma empresa. Ainda tenho direito à perda do ofício? Pode ter. Se a nova função é claramente inferior — menos salário, menos qualificação, menos futuro — a perda do ofício original ainda pode ser reconhecida.

Só perdi parte do movimento, não a mão inteira. Ainda dá pra pedir perda do ofício? Dá, se a limitação impedir de exercer a mesma profissão com a mesma qualidade — não precisa ser perda total do membro, como mostra o caso do carpinteiro com o dedo torto.

Como o perito “mede” perda do ofício? O perito avalia a lesão junto com a exigência real da sua profissão — não é só um número de tabela, é uma análise da sua capacidade de continuar exercendo aquele ofício específico.

Quanto tempo tenho pra processar pedindo perda do ofício? O mesmo prazo geral: até 2 anos depois de sair da empresa, cobrindo os últimos 5 anos de direitos.


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A empresa se recusou a abrir a CAT depois que você cortou o dedo? Você pode emitir a CAT sozinho, direto pelo INSS ou pelo sindicato, e a recusa da empresa não impede seu direito — na verdade, ela pode até virar prova de má-fé no seu processo.

CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho — é o documento que oficializa o acidente pro INSS e pra Justiça. Empresa que não emite geralmente está tentando esconder o acidente das estatísticas, fugir do seguro acidentário ou evitar que você tenha o benefício.

Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados. Vou te mostrar como emitir a CAT sozinho e seus direitos.

A CAT é obrigação da empresa — e ela tem 24 horas pra emitir

A lei diz que a empresa é obrigada a emitir a CAT em até 1 dia útil depois do acidente. Se o acidente resultar em morte, a comunicação tem que ser imediata. Se a empresa se recusa ou enrola, ela está descumprindo a lei — e isso não te tira o direito.

Como emitir a CAT sozinho, sem a empresa

O que levar pra emitir a CAT sozinho

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Por que a empresa não emite a CAT

Nenhum desses motivos é legítimo, e a recusa em emitir a CAT costuma pesar contra a empresa quando o caso vai pra Justiça — é mais um sinal de descaso que soma ao seu processo.

Seus direitos, com ou sem a CAT da empresa

O que NÃO fazer

Passo a passo

  1. Procure atendimento médico e guarde o atestado.
  2. Peça a CAT formalmente à empresa (WhatsApp ou e-mail, pra ficar registrado).
  3. Se recusarem, emita você mesmo pelo Meu INSS, pelo sindicato ou com ajuda do médico.
  4. Guarde cópia de tudo.
  5. Anote quem viu o acidente ou sabia do pedido de CAT negado.
  6. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra processar.

O abandono depois do acidente também conta no processo

Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

A empresa disse que “não foi acidente de trabalho, foi coisa sua”. E agora? Isso não impede você de emitir a CAT sozinho e de provar o acidente com atestado, testemunha e laudo médico.

Já se passaram alguns dias e a empresa não emitiu. Ainda dá tempo? Dá. Você pode emitir a CAT a qualquer momento depois do acidente — quanto antes, melhor pra reunir prova, mas não existe prazo curto que feche essa porta.

Sem CAT, o INSS nega o benefício acidentário automaticamente? Não necessariamente. O INSS pode reconhecer o nexo com o trabalho mesmo sem CAT da empresa, usando laudo médico e outras provas — mas ter a CAT facilita muito o processo.

A recusa da empresa em emitir CAT pode aumentar minha indenização? Pode contar como mais um elemento de descaso da empresa, somado aos outros fatos do processo.


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Voltou a trabalhar depois de perder o dedo e agora acha que perdeu o direito de processar? Não perdeu. Voltar ao trabalho não apaga a sequela nem o direito à indenização — você pode estar empregado, aposentado ou até já ter trocado de empresa, e ainda assim ter direito a cobrar.

Vimos casos de trabalhador que continuou na função mesmo com a mão machucada, por anos, até a lesão se agravar e virar amputação definitiva — e ainda assim conseguiu indenização alta, reconhecendo inclusive que a Justiça não tinha “prescrito” o direito por causa do tempo passado.

Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados. Vou te explicar por que voltar a trabalhar não tira seu direito.

O caso real: trabalhou anos com a lesão até a amputação final

Um operador de trator de lâmina de Mato Grosso sofreu um acidente na perna em 2015. Continuou trabalhando e tratando a lesão por 8 anos, até que em 2023 precisou amputar parte do pé e da perna. A empresa alegou que já tinha passado tempo demais (prescrição). A Justiça entendeu que o prazo só começa a contar de verdade quando a lesão se consolida — e condenou a empresa em mais de R$ 700 mil. Esse caso prova que continuar trabalhando, mesmo com sequela, não fecha a porta do seu direito.

Por que você continua tendo direito mesmo trabalhando normalmente

Situações comuns de quem voltou a trabalhar com sequela

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Seus direitos, mesmo já estando de volta ao trabalho

O que NÃO fazer

Passo a passo

  1. Reúna os documentos do acidente antigo, mesmo que tenha anos.
  2. Faça uma avaliação médica atual pra confirmar a sequela.
  3. Verifique a data exata em que a lesão se consolidou (piorou definitivamente).
  4. Procure orientação sobre o prazo — pode não ter prescrito.
  5. Anote quem viu o acidente na época, mesmo anos atrás.

O abandono depois do acidente também conta no processo

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Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

Já se passaram mais de 2 anos desde o acidente. Ainda tenho direito? Pode ter. Se a lesão se agravou com o tempo, o prazo pode contar a partir da consolidação, não do acidente original. Vale a pena avaliar seu caso específico.

Voltei pra mesma empresa, na mesma função. Isso prejudica meu processo? Não. Continuar trabalhando lá não retira seu direito — pode até reforçar que você fez esforço pra manter o emprego apesar da sequela.

Já saí da empresa há anos. Ainda posso processar? Pode, dentro do prazo de 2 anos contado da saída (ou da consolidação da lesão, se for depois). Vale verificar seu caso específico.

Fui readaptado e ganho menos hoje. Isso conta no processo? Conta. A diferença salarial por readaptação forçada é um dano que pode ser cobrado junto com o resto.


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Precisa de prótese de dedo ou de mão depois do acidente de trabalho? A resposta direta: a empresa é obrigada a pagar, seja o tratamento inicial, seja a prótese em si — e isso é separado da indenização por dano moral, estético e da pensão mensal.

Muito trabalhador acha que só o INSS cobre prótese, ou que precisa “se virar” sozinho depois da alta. Não é assim: quem causou o acidente por falta de segurança tem o dever de arcar com o tratamento até o fim, incluindo prótese e reabilitação.

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Quem paga a prótese: empresa, INSS ou os dois

O que a empresa é obrigada a pagar, na prática

Por lei, quem causou o acidente por falta de segurança tem obrigação de prestar socorro continuado — não é só levar você ao hospital no dia e sumir. Isso inclui:

Quando a empresa te leva pro hospital, paga a primeira consulta, emite a CAT (se emitir) e depois some — não acompanha o tratamento, não custeia fisioterapia, não ajuda na prótese — esse abandono é mais um erro dela, e a Justiça valoriza muito esse ponto no processo.

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Prótese e perda do ofício

Se você precisa de prótese porque perdeu dedo, mão ou parte do braço, e isso te impede de continuar na mesma profissão, existe a tese da perda do ofício — a pensão passa a ser calculada sobre o salário cheio, cobrindo inclusive prótese vitalícia como parte do dano material.

O que NÃO fazer

Passo a passo

  1. Trate a lesão e converse com o médico sobre a necessidade de prótese.
  2. Exija a CAT em 24 horas.
  3. Guarde orçamento de prótese e todo papel médico.
  4. Peça acompanhamento formal ao setor de segurança da empresa — e anote se ela negar.
  5. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra processar.

O abandono depois do acidente também conta no processo

Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

O INSS já me deu uma prótese básica. Ainda posso pedir uma melhor na Justiça? Pode. A indenização que a empresa deve pagar pode incluir o custo de reabilitação e prótese de melhor qualidade, separado do que o INSS fornece.

A empresa se ofereceu pra pagar a prótese, mas não quer falar de indenização. Devo aceitar só isso? Não sem calcular antes. Pagar tratamento é obrigação da empresa, não substitui dano moral, dano estético e pensão — que são direitos separados.

Preciso trocar a prótese de tempos em tempos. Quem paga as trocas futuras? Se a Justiça reconhecer o dano material com prótese vitalícia, as trocas futuras entram na conta da pensão ou da indenização fixada.

Quanto tempo tenho pra processar a empresa? Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrindo os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

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Machucou a mão que você mais usa pra trabalhar — a dominante? A Justiça costuma reconhecer indenização maior quando a sequela atinge a mão dominante, porque o impacto na sua capacidade de trabalhar é maior. Um caso público que acompanhamos, de um eletricista com lesão grave na mão esquerda dominante, terminou em R$ 688.910,56 de indenização, já paga.

Faz sentido: se você é destro e machuca a mão direita, ou é canhoto e machuca a esquerda, a perda de força e de precisão pesa muito mais no seu dia a dia de trabalho do que se fosse na outra mão.

Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados. Vou te mostrar o caso real e explicar por que isso pesa na conta.

O caso real: mão dominante com lesão de nervo, R$ 688 mil pagos

Um eletricista do Pará pediu que a empresa desligasse a chave antes de trocar um transformador. O encarregado negou. A rede foi religada com ele ainda no poste — descarga elétrica, queimaduras graves e lesão de nervo na mão esquerda, que era a mão dominante dele. A perícia constatou tremor constante, perda de força e limitação permanente de movimento. A Justiça confirmou duas vezes — na primeira decisão e na segunda instância — R$ 688.910,56 de indenização — já paga, processo encerrado.

Por que a mão dominante pesa mais na conta

A perícia trabalhista não olha só o tipo de lesão — olha também o impacto real na sua capacidade de trabalhar. Se a mão machucada é a que você usa pra escrever, segurar ferramenta, operar máquina e fazer força, a perda de função tem impacto maior na sua vida profissional. Isso costuma se refletir num percentual de incapacidade maior e, consequentemente, numa pensão maior.

Situações comuns de lesão na mão dominante

Seus direitos

📊 Quer ver valor real, não a nossa palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando em cada canto do Brasil — dado público, atualizado.

Quando a mão dominante machucada te impede de continuar na mesma profissão, entra também a tese da perda do ofício, com pensão sobre o salário cheio.

O que NÃO fazer

Passo a passo

  1. Trate a lesão e faça todos os exames indicados.
  2. Exija a CAT em 24 horas.
  3. Informe claramente ao médico qual mão é sua dominante.
  4. Guarde todo papel médico.
  5. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra processar.

O abandono depois do acidente também conta no processo

Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

Como a perícia sabe qual é minha mão dominante? Você informa no exame e o perito registra no laudo — é simples, mas importante não esquecer de mencionar.

Sou canhoto e machuquei a mão direita. Ainda pesa menos na conta? Pesa como lesão na mão não-dominante, salvo se você provar que usava muito a mão direita numa função específica do trabalho.

A empresa negou pedido de segurança antes do acidente. Isso muda o processo? Muda bastante. Provar que você pediu uma medida de segurança e foi negado reforça a responsabilidade da empresa e costuma aumentar o valor da indenização.

Quanto tempo tenho pra processar? Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrindo os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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Cortou o tendão da mão numa máquina, num vidro quebrado ou numa faca do trabalho? Lesão de tendão é sequela grave — mesmo sem amputação de dedo, ela costuma deixar a mão mais fraca ou com movimento limitado pro resto da vida, e isso gera indenização.

Tendão cortado é comum em quem trabalha com faca (açougueiro, cozinheiro), com vidro ou lâmina (vidraceiro, operador de máquina de corte) ou com ferramenta afiada em geral. E a recuperação, mesmo com cirurgia, raramente devolve 100% do movimento.

Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados. Vou te explicar seus direitos.

Por que corte de tendão é sequela grave

O tendão é o que conecta o músculo ao osso e permite o dedo dobrar. Quando corta, mesmo depois de cirurgia de reparo, é comum o dedo ficar com movimento limitado, sem força total ou travando ao dobrar. A perícia trabalhista mede esse grau de limitação e converte em percentual de incapacidade — igual faz com amputação, só que sem perder o dedo fisicamente.

As situações mais comuns de corte de tendão

Por que a culpa costuma ser da empresa

Seus direitos

📊 Quer ver valor real, não a nossa palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando em cada canto do Brasil — dado público, atualizado.

Se o corte no tendão te impede de continuar na mesma função — cortar carne, costurar, operar máquina fina — existe a tese da perda do ofício.

O que NÃO fazer

Também vale registrar se a cicatriz do corte ficou visível, se dói no frio ou se trava ao segurar objeto. Esses detalhes, que parecem pequenos no dia a dia, são exatamente o que o perito usa pra medir o grau de limitação permanente no laudo — e o que decide o valor final da pensão.

Passo a passo

  1. Faça a cirurgia de reparo e toda a fisioterapia indicada.
  2. Exija a CAT em 24 horas.
  3. Guarde todo laudo médico, do pronto-socorro até a alta.
  4. Anote quem viu o acidente.
  5. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra processar.

O abandono depois do acidente também conta no processo

Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

Fiz a cirurgia e recuperei quase todo o movimento. Ainda tenho direito? Tem, se restou qualquer limitação — força reduzida, amplitude menor de movimento ou dor ao esforço. É isso que a perícia mede.

O corte foi numa faca que eu mesmo trouxe de casa. Isso muda meu direito? Não muda o direito à indenização — a responsabilidade da empresa de garantir ambiente e ferramenta seguros é dela, e se ela deixou você trabalhar com faca própria, isso é agravante.

Cortei o tendão de um dedo só. Vale menos que amputação? O valor é proporcional à limitação real que ficou, avaliada por perícia — não existe uma regra fixa de “vale menos por não ter amputado”.

Quanto tempo tenho pra processar? Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrindo os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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A serra cortou seus dedos no trabalho? Num caso público de uma madeireira do Paraná, um trabalhador jovem perdeu 3 dedos numa serra e a Justiça condenou a empresa em R$ 400 mil. Serra circular, serra-fita e serra de madeira estão entre as máquinas que mais amputam dedo e mão no Brasil — e a culpa quase sempre é da falta de proteção, não sua.

Marceneiro, carpinteiro, madeireiro, açougueiro: todo mundo que trabalha perto de lâmina girando corre esse risco todo dia. E a maioria não processa porque acha que “trabalhar com serra é perigoso mesmo, faz parte”. Não faz. A lei exige proteção.

Sou o Welliton Ventura, ultraespecialista em acidente de trabalho há 15 anos. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados. Vou te mostrar o caso real e seus direitos.

O caso real: 3 dedos numa serra de madeireira, R$ 400 mil

Um trabalhador jovem de uma madeireira do interior do Paraná teve 3 dedos amputados operando uma serra sem a proteção que a norma exige. A Justiça do Trabalho reconheceu a gravidade da lesão e condenou a empresa em R$ 400 mil. Casos assim mostram que amputação múltipla numa serra tem valor alto — e que a Justiça reconhece isso quando a prova está bem montada.

Por que a culpa é da máquina, não do trabalhador

A NR-12 exige que toda serra circular ou serra-fita tenha proteção do disco ou da lâmina, dispositivo de parada de emergência ao alcance da mão e treinamento certificado pra quem opera. Se a serra que te cortou não tinha isso, ou se “a trava de proteção falhou” (motivo comum nesses acidentes), a responsabilidade é da empresa.

Seus direitos depois do corte de dedos na serra

Veja também a tabela de valores por dedo pra entender quanto vale cada dedo amputado.

📊 Quer ver valor real, não a nossa palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando em cada canto do Brasil — dado público, atualizado.

Marceneiro, carpinteiro e serrador que perdem dedos numa serra costumam se qualificar pra perda do ofício — a mão que segurava a madeira não segura mais do mesmo jeito, e a pensão passa a ser calculada sobre o salário cheio.

O que NÃO fazer

Passo a passo

  1. Trate a lesão — cirurgia, curativo, o que for preciso.
  2. Exija a CAT em 24 horas.
  3. Fotografe a serra sem proteção, se possível.
  4. Guarde todo papel médico.
  5. Anote quem viu o acidente.
  6. Você tem até 2 anos depois de sair da empresa pra processar.

O abandono depois do acidente também conta no processo

Muita gente sente que foi abandonada pela empresa depois do acidente. É um padrão que vemos direto: a empresa leva você pro hospital, paga a primeira consulta, às vezes emite a CAT — e depois some. Não liga pra saber como você está. Não paga fisioterapia. Não acompanha a reabilitação. Te devolve pro INSS e desaparece. Por lei, a empresa tem obrigação de prestar socorro continuado: pagar tratamento médico completo, fisioterapia, acompanhamento psicológico quando necessário e cuidar da sua readaptação até você voltar — ou indenizar direito pelo que não voltou. Quando a empresa abandona o trabalhador depois do acidente, isso vira mais um argumento no processo, e juiz valoriza muito esse ponto.

Dá medo de processar? Entenda por que você pode

Muito trabalhador não processa porque tem medo de “ficar marcado” no mercado, ou acha que processo é coisa de gente rica. Nenhum dos dois é verdade. A empresa não pode te marcar nem espalhar seu nome pra outras empresas — isso é proibido por lei e ainda gera mais indenização se acontecer. E você não paga nada pra começar: o advogado só recebe se você ganhar o processo. Dá até pra processar ainda trabalhando na mesma empresa, sem precisar pedir demissão — explicamos isso com detalhe no post sobre processar a empresa mesmo recebendo benefício do INSS.

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Perguntas frequentes

A serra era emprestada de outro setor, não era “minha” função. Isso muda alguma coisa? Muda a favor do seu caso. Te colocar numa máquina sem treinamento específico, fora da sua função registrada, é agravante.

Cortei o dedo mas não amputei totalmente. Tenho direito? Tem. Corte profundo com sequela — perda de sensibilidade, de movimento ou cicatriz — também gera indenização, mesmo sem amputação total.

A empresa disse que vai me indenizar “por fora”, sem processo. Devo aceitar? Não sem calcular antes. Acordo informal costuma ser bem menor do que o caso vale na Justiça, e não garante estabilidade nem benefício do INSS.

Quanto tempo tenho pra processar? Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrindo os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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