Lucas tinha 20 anos quando entrou na fazenda de café do empregador G.R.G., em Belmonte, no sul da Bahia, para trabalhar como volante da agricultura. Cortava, colhia, limpava o café como qualquer trabalhador rural da região. Em 12 de junho de 2024 — exatamente um ano depois da contratação — estava limpando o excesso de café numa carrocinha próxima a uma máquina colhedora. A máquina engoliu o braço esquerdo dele.

Amputação completa. Vinte anos. O braço ficou no chão do cafezal.

Lucas não vai mais jogar vôlei, não vai mais lutar, não vai mais fazer metade das atividades que a gente toma como óbvias aos 20 anos. Perdeu o braço por culpa de uma máquina colhedora sem proteção de emergência, num serviço que o fazendeiro sabia ser perigoso e não tinha treinado o rapaz a fazer.

Acidente em agropecuária assim eu resolvo há 15 anos. Fazenda, maquinário pesado, empregador pessoa física — o padrão se repete: sem treinamento, sem EPI, sem proteção na máquina, sem plano de prevenção. Aqui eu conto o que fechamos no acordo do caso do Lucas e o que você pode esperar se passou por algo parecido.

O que aconteceu com Lucas

Colhedora de café é máquina grande, com rolos que puxam os galhos da planta e debulham os grãos. Lado onde os rolos giram = área de risco máximo. A NR-31 (trabalho rural) e a NR-12 (máquinas) obrigam proteção ativa em torno dessa área: carenagem física, botão de parada de emergência no raio do trabalhador, treinamento específico antes de operar.

Lucas estava próximo da máquina, limpando uma carrocinha, quando o braço foi puxado pelos rolos. A máquina não tinha dispositivo de parada emergencial ao alcance dele. O braço ficou amputado na articulação do ombro.

A CAT foi emitida (mesmo sendo empregador pessoa física). A lesão consolidou como CID-10 S48.0 — Amputação Traumática da articulação do ombro. Um jovem de 20 anos sem braço esquerdo — sequela permanente, irreversível, com impacto psicológico grave (o que está explícito no laudo e no pedido inicial).

A partir daí, entramos com rescisão indireta — o contrato foi encerrado por culpa grave do empregador, que colocou o trabalhador em máquina sem proteção sem treinamento.

Por que o fazendeiro pagou

Três pontos sustentaram o caso:

1. NR-31 (trabalho rural) descumprida. A Norma Regulamentadora 31 obriga avaliação prévia de risco, treinamento específico em maquinário agrícola, fornecimento de EPI adequado e condições de segurança no campo. O fazendeiro G.R.G. não tinha nada disso para o Lucas. Trabalhador volante, contratado informalmente, colocado direto na lavoura ao lado de máquina pesada. Violação direta.

2. NR-12 (proteção de máquina). A colhedora de café é maquinário industrial. Item 12.38 da NR-12 obriga dispositivo de proteção na área de risco e parada de emergência acessível. A máquina do caso do Lucas não tinha. Isso configura responsabilidade objetiva — o fazendeiro responde pelo acidente independente de “culpa do trabalhador”.

3. Atividade de risco + empregador pessoa física. Lavoura com maquinário pesado é atividade de risco (art. 927, parágrafo único, Código Civil). O empregador responde objetivamente. Pessoa física empregadora responde com patrimônio pessoal — fazenda, veículos, contas. Não tem escudo de pessoa jurídica.

O que a Justiça decidiu: R$ 400 mil em acordo

Na petição inicial, pedimos R$ 1.425.935,56:

  • R$ 1.136.150,91 de dano material (pensão vitalícia — jovem de 20 anos com 45+ anos produtivos pela frente)
  • R$ 150.000,00 de dano moral
  • R$ 100.000,00 de dano estético
  • R$ 39.784,65 em verbas rescisórias + estabilidade acidentária

O resultado foi R$ 400.000 em acordo, pago em parcela única.

Acordo vale 28% do pedido inicial. Parece pouco, mas tem racionalidade: empregador pessoa física, fazenda de porte médio, sem grande patrimônio visível. Pedir R$ 1,4 milhão em juízo poderia levar mais três, quatro anos de execução com risco de não receber nada. R$ 400 mil pago na hora foi a decisão do Lucas — dinheiro no bolso, vida pra recomeçar.

Se isso aconteceu com você na Bahia

Se você é trabalhador rural, volante da agricultura, operador de máquina agrícola em fazenda — na Bahia ou em qualquer outro estado — e perdeu membro, sofreu amputação, teve fratura grave em serviço:

  • Chances acima de 85% de ganhar indenização quando você tem as provas que o Lucas tinha: CAT, foto da lesão, documentação médica com CID-10, prova do vínculo (mesmo informal — carteira, depósito, testemunha, WhatsApp).
  • Prazo de 5 anos para processar. Se a sequela se agravou com o tempo, o prazo pode ser maior — já derrubamos prescrição em caso de 2015.
  • Zero custo inicial. Honorário de êxito.
  • Empregador pessoa física também responde. Fazenda, patrimônio pessoal — tudo entra na execução.
  • Atendimento em todo Brasil, audiência por vídeo, sem necessidade de se deslocar.

Primeiro passo: calcule sua indenização. Depois fale direto comigo para discutir.

Para ver quanto a Justiça do Trabalho da Bahia e outros estados condena em casos de acidente rural, consulte a página de valores por estado.

Perguntas frequentes sobre acidente em fazenda / agricultura na Bahia

1. Trabalhei sem carteira assinada. Tenho direito?

Sim. Relação de emprego se prova por outras formas: testemunhas, depósitos em conta, WhatsApp pedindo serviço, fotos no local, comprovantes de viagem. Trabalho informal em fazenda é a regra, não a exceção, e a Justiça do Trabalho reconhece.

2. Empregador é pessoa física (fazendeiro). Ele tem como pagar?

Sim. Pessoa física responde com patrimônio pessoal — fazenda, gado, veículos, contas bancárias. Já executamos fazendeiro por R$ 400 mil em pagamento único. Empresa pessoa jurídica pode fechar portas; pessoa física carrega o patrimônio com ela.

3. Eu estava usando a máquina do jeito errado. Mesmo assim ganho?

Sim. Responsabilidade objetiva em atividade de risco significa: a empresa responde mesmo se houver culpa do trabalhador, porque a obrigação dela é impedir o acidente, não reagir depois. Máquina sem parada de emergência, sem proteção = responsabilidade da empresa.

4. Não tenho foto do acidente. Consigo provar?

Sim. Testemunhas, documentação médica com CID, CAT (que a empresa emitir ou que você emitir pelo Meu INSS), prontuário hospitalar, sua declaração na audiência. Caso de amputação é provado pela própria lesão.

5. Quanto o advogado cobra?

Zero na frente. Honorário de êxito — percentual do que você ganhar, ao final. Se você perder, não paga nada.

{ “@context”: “https://schema.org”, “@type”: “FAQPage”, “mainEntity”: [ { “@type”: “Question”, “name”: “Trabalhei sem carteira assinada. Tenho direito?”, “acceptedAnswer”: { “@type”: “Answer”, “text”: “Sim. Relação de emprego se prova por outras formas: testemunhas, depósitos em conta, WhatsApp pedindo serviço, fotos no local, comprovantes de viagem. Trabalho informal em fazenda é a regra, não a exceção, e a Justiça do Trabalho reconhece.” } }, { “@type”: “Question”, “name”: “Empregador é pessoa física (fazendeiro). Ele tem como pagar?”, “acceptedAnswer”: { “@type”: “Answer”, “text”: “Sim. Pessoa física responde com patrimônio pessoal — fazenda, gado, veículos, contas bancárias. Já executamos fazendeiro por R$ 400 mil em pagamento único. Empresa pessoa jurídica pode fechar portas; pessoa física carrega o patrimônio com ela.” } }, { “@type”: “Question”, “name”: “Eu estava usando a máquina do jeito errado. Mesmo assim ganho?”, “acceptedAnswer”: { “@type”: “Answer”, “text”: “Sim. Responsabilidade objetiva em atividade de risco significa: a empresa responde mesmo se houver culpa do trabalhador, porque a obrigação dela é impedir o acidente, não reagir depois. Máquina sem parada de emergência, sem proteção = responsabilidade da empresa.” } }, { “@type”: “Question”, “name”: “Não tenho foto do acidente. Consigo provar?”, “acceptedAnswer”: { “@type”: “Answer”, “text”: “Sim. Testemunhas, documentação médica com CID, CAT (que a empresa emitir ou que você emitir pelo Meu INSS), prontuário hospitalar, sua declaração na audiência. Caso de amputação é provado pela própria lesão.” } }, { “@type”: “Question”, “name”: “Quanto o advogado cobra?”, “acceptedAnswer”: { “@type”: “Answer”, “text”: “Zero na frente. Honorário de êxito — percentual do que você ganhar, ao final. Se você perder, não paga nada.” } } ] }

📌 Perdeu a capacidade de exercer sua profissão? Quando o acidente reduz de forma permanente sua capacidade de trabalhar no que sempre fez, existe uma indenização específica por Perda do Ofício — cumulativa com INSS, verbas trabalhistas e dano moral. Casos costumam ficar entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões. Ver detalhes e calcular →

Dr. Welliton Ventura, advogado especialista em acidente de trabalho
Dr. Welliton VenturaAdvogado · OAB/PA 18.667-B

Especialista em acidente de trabalho ha 15 anos. Atuo em todos os 24 TRTs do Brasil. Mais de 3.000 trabalhadores atendidos em casos de amputacao, fratura, perda do oficio, doenca ocupacional e morte no trabalho. Atendimento 100% digital.

Calcular sua indenizacao · Saber mais

Sofreu um acidente de trabalho?

Calcule agora quanto você pode receber. Grátis, sem compromisso.

Calcular indenização
Dr. Welliton Ventura

Dr. Welliton Ventura

ULTRA Especialista em Acidente de Trabalho

Advogado com atuação exclusiva em acidente de trabalho e doenças ocupacionais. Mais de 3.000 casos atendidos, 85% de vitórias e nota 5.0 no Google. Atendimento humanizado, 100% digital e sem custo inicial.