Começou com uma dorzinha no ombro quando você levantava o braço. Hoje você não consegue mais pentear o cabelo, vestir camisa, dormir do lado. O médico falou em “lesão no manguito rotador” e mandou afastar. Esse problema, quando vem do trabalho, é acidente — e tem direito a indenização.

Pedreiro carregando saco de cimento. Pintor com rolo no teto o dia inteiro. Carregador de caminhão. Açougueiro desossando. Operador de máquina que fica horas com o braço suspenso. O ombro vai gastando, vai inflamando, até que um dia rasga. E muita gente só descobre na ressonância — depois de anos sentindo dor.

O que é a lesão no manguito rotador

O manguito rotador é um conjunto de 4 tendões no ombro. Eles seguram o braço no lugar e fazem você levantar, girar, puxar. Quando o trabalho exige peso, repetição, ou braço acima do ombro o tempo todo, esses tendões inflamam (tendinite), engrossam, e podem até rasgar (ruptura).

O sintoma começa fraco: dor à noite, dor pra levantar peso. Depois piora: você não consegue mais usar o braço normal. Em casos graves, vira sequela permanente — perda de força, perda de movimento, dor crônica que não vai embora.

Funções que mais causam lesão no ombro

  • Pedreiro e servente — carregar saco de cimento, areia, telha no ombro
  • Pintor — rolo e pincel no teto e parede alta o dia inteiro
  • Carregador de caminhão e estoquista — levantar caixa acima da cabeça
  • Açougueiro e desossador de frigorífico — desossa repetitiva, força com a faca
  • Soldador — braço suspenso segurando maçarico
  • Operador de prensa, esmeril, furadeira — vibração e força no ombro
  • Empacotador e separador de mercadoria — repetição constante
  • Motorista de caminhão — carregar e descarregar carga pesada
  • Cabeleireira — braço suspenso o dia inteiro cortando e secando
  • Mecânico — apertar parafuso, trocar peça em motor alto

Se sua função tem peso, repetição ou braço acima do ombro com frequência — o problema é do trabalho. A empresa tem responsabilidade.

Como provar que a lesão veio do trabalho

  1. Exame de imagem — ressonância magnética ou ultrassom mostrando a lesão. Guarde o laudo e o CD.
  2. Atestados e prontuário médico — todas as consultas, todos os afastamentos. Mesmo de 1 dia.
  3. CAT — comunicado de acidente de trabalho. Para doença ocupacional vale igual. Se a empresa não emitir, você emite pelo INSS, é gratuito.
  4. Testemunhas — colega que faz a mesma função e viu seu sofrimento no dia a dia.
  5. Foto do posto de trabalho — mostrar a altura, o peso, a repetição. Vídeo curto também ajuda.
  6. Tempo na função — quanto mais anos na mesma atividade, mais forte fica a prova.

Seus direitos quando a lesão é do trabalho

  • Auxílio-doença acidentário (B91) — o INSS paga benefício enquanto você está afastado, e esse tempo conta como tempo trabalhado. Continua depositando FGTS.
  • Estabilidade de 12 meses — se você ficou mais de 15 dias afastado, a empresa não pode te demitir por 12 meses depois da alta. Se demitir, paga indenização cheia.
  • Indenização por dano moral e material — pela dor, pelo sofrimento, pelos gastos com remédio, fisioterapia, consulta particular. Em casos do nosso escritório, passou de R$ 50 mil.
  • Pensão mensal vitalícia — se ficou sequela permanente (perda de movimento, perda de força), a empresa paga uma pensão por mês pro resto da sua vida.

O que NÃO fazer

  • Não aceite acordo no RH sem advogado. Empresa costuma oferecer R$ 5 mil, R$ 8 mil pra “encerrar”. Caso real do escritório passou de R$ 90 mil. Vale conferir antes.
  • Não trabalhe sentindo dor sem atestado. Cada dia sem registro médico é prova que você perde.
  • Não jogue fora ressonância, exame, receita. Tudo vira prova.
  • Não assine pedido de demissão. Se for pressionado, peça tempo pra pensar e procure orientação.

Veja quanto vale o seu caso

Cada lesão de ombro paga um valor diferente. Depende do grau, do tempo de afastamento, da sequela, do seu salário, do estado. Antes de aceitar qualquer oferta da empresa, calcule.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Lesão no ombro sem acidente “do dia” também conta?

Conta. A lesão por esforço repetitivo é tratada igual a acidente. Não precisa ter caído nem batido. O desgaste ao longo dos anos por causa do trabalho é o que importa.

2. A empresa disse que é problema de idade. E agora?

Resposta padrão de empresa pra fugir. Idade pode acelerar, mas é o trabalho repetitivo e o peso que causaram. A perícia médica analisa isso. Não desista.

3. Já operei o ombro. Ainda tenho direito?

Tem. Cirurgia não tira o direito — pelo contrário, prova que a lesão era séria. Guarde laudo da cirurgia, receita do pós-operatório, atestados todos.

4. Tenho que pagar advogado antes pra entrar com o processo?

Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Não tem entrada, não tem mensalidade.

5. Já saí da empresa faz 1 ano. Ainda posso processar?

Pode. Tem até 2 anos depois de sair da empresa pra entrar com a ação. Dentro disso, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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