Amputação de perna no trabalho dá direito a indenização?
Sim. Quem perde a perna num acidente de trabalho tem direito a uma indenização alta — e a uma pensão pro resto da vida. Num caso real nosso, o trabalhador recebeu mais de R$ 700 mil, mesmo o acidente sendo antigo, de quase 10 anos atrás. Perder uma perna tira parte da sua capacidade de trabalhar pra sempre, e a Justiça reconhece isso com indenização pela dor, pensão mensal e até o pagamento da prótese.
Se você ou alguém da sua família passou por isso, este texto explica de forma simples o que dá pra receber — e por que mesmo um acidente de muitos anos atrás ainda pode virar um processo ganho.
Por que a amputação de perna vale tanto?
A perna é o que te mantém de pé e em movimento. Quando ela é amputada, você perde parte da sua capacidade de trabalhar — e isso não volta. Por isso a indenização costuma ser uma das mais altas dentro dos acidentes de trabalho.
Em geral, um trabalhador que perde a perna no serviço tem direito a:
- Indenização pela dor e pelo sofrimento (o chamado dano moral) — pela perda do membro e pela mudança na sua vida.
- Pensão mensal, muitas vezes pro resto da vida — porque a sua capacidade de ganhar dinheiro diminuiu.
- Pagamento da prótese e dos tratamentos que você vai precisar.
- Indenização pelo prejuízo estético — pela marca que ficou no seu corpo.
Para se ter uma ideia, lesões na perna na nossa experiência costumam ficar na faixa de R$ 72 mil a R$ 155 mil. Mas quando é amputação grande, com pensão vitalícia e prótese, o valor sobe muito — como o caso de mais de R$ 700 mil que contamos abaixo.
🏆 Caso real Ventura Advogados — vitória de mais de R$ 700 mil
O seu Everaldo era operador de trator. Em 2015, um galho furou o tornozelo dele no serviço. Ele tratou por 8 anos sem melhorar e, em 2023, teve o pé e parte da perna esquerda amputados.
O acidente tinha quase 10 anos. Muita gente diria que “já passou o prazo”. Mas nós derrotamos a prescrição: a pensão é um direito que se renova mês a mês (é um direito de sustento, como comida), e a conta do prazo vale a partir da hora em que a perda ficou definitiva — ou seja, da amputação, não do galho de 2015.
Resultado: sentença de mais de R$ 700 mil. Processo público, CNJ 0001421-09.2024.5.23.0005 (Justiça do Trabalho de Mato Grosso). É a prova de que acidente antigo não é caso perdido.
E se o meu acidente foi há muitos anos?
Esse é o medo mais comum — e o que mais faz gente boa perder dinheiro por achar que “já era”. Não é bem assim.
Como aconteceu com o seu Everaldo, quando o acidente vai piorando com o tempo e só termina em amputação anos depois, a contagem do prazo costuma valer a partir do momento em que a perda ficou definitiva, e não do dia do acidente lá atrás. Além disso, a pensão é um direito que se renova todo mês.
Por isso a regra de ouro é simples: não desista sem antes mostrar o seu caso pra quem entende. O que parece perdido pode estar dentro do prazo. Veja mais detalhes na nossa página sobre acidente de trabalho antigo.
De quem é a culpa quando a máquina amputa a perna?
Na maioria das amputações com máquina ou equipamento (trator, esteira, prensa, serra), a empresa tem responsabilidade. Existem regras de segurança obrigatórias — a máquina precisa de proteção, sensores e parada de emergência, e o trabalhador precisa ser treinado.
Quando o trator, a colheitadeira ou a máquina não tinha a proteção certa, ou quando faltou treinamento e EPI, a empresa responde pelo acidente. No caso do seu Everaldo, foi exatamente isso: trabalho com máquina sem a segurança que a lei exige.
Guarde tudo o que puder: a CAT (comunicação do acidente), fotos do local e da máquina, laudos médicos, nomes de colegas que viram o que aconteceu. Isso fortalece muito o seu processo.
Quanto pode valer o seu caso?
Cada caso é único — o valor depende da sua idade, do seu salário, do tamanho da perda e da culpa da empresa. Mas dá pra ter uma ideia em poucos minutos.
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Perguntas frequentes
Perdi a perna no trabalho. Tenho mesmo direito a indenização?
Sim. Quem tem a perna amputada num acidente de trabalho tem direito a indenização pela dor, pensão mensal (muitas vezes pra sempre) e ao pagamento da prótese. É uma das indenizações mais altas dentro dos acidentes.
E se o acidente foi há muitos anos? Ainda dá pra processar?
Pode dar, sim. Quando o acidente vai piorando e só termina em amputação anos depois, a contagem do prazo costuma valer a partir da hora da amputação, não do dia do acidente original. Num caso nosso, ganhamos mais de R$ 700 mil mesmo com o acidente tendo quase 10 anos. Não desista antes de mostrar o caso pra quem entende.
Recebo uma indenização só ou também uma pensão todo mês?
Normalmente os dois. Tem a indenização pela dor e pelo sofrimento, paga de uma vez, e a pensão mensal, porque a sua capacidade de trabalhar diminuiu. Em muitos casos a pensão é pro resto da vida.
A empresa tem que pagar a minha prótese?
Sim, quando a empresa teve responsabilidade no acidente. Além da indenização e da pensão, ela pode ser obrigada a pagar a prótese e os tratamentos que você vai precisar.
Vou ter que pagar advogado adiantado?
Não. Você só paga se ganhar. A primeira conversa é de graça.
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