Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Vigilante assaltado ou baleado recebe da empresa mesmo que ela diga que fez tudo certo — segurança é trabalho de risco, e quem lucra com o risco paga a conta. A indenização pela dor vai de R$ 30 mil a R$ 500 mil, mais o benefício do acidente (código 91) e 1 ano de emprego garantido.

Você é vigilante de banco, agência, supermercado, condomínio, transporte de valores. Trabalha 12 horas exposto a quem chega armado, sem aviso, com a missão de levar o dinheiro ou os bens.

Aí aconteceu: assalto, troca de tiros, você foi baleado, ou colega foi baleado e você presenciou. PTSD, sequela, em alguns casos morte.

Vigilante tem regras especiais. Atividade de risco = responsabilidade objetiva da empresa. Indenização vai além do trabalhador comum.

A jurisprudência do STF e TST: vigilante = atividade de risco

STF e TST reconheceram em vários precedentes que vigilante exerce atividade de risco inerente (Art. 927, parágrafo único, CC). Isso significa: empresa responde por acidentes mesmo sem culpa específica. Basta o nexo causal entre a função e o dano. Não importa se a empresa fez tudo certo (treinamento, EPI, equipamento). O risco é da atividade, e a empresa que se beneficia da atividade arca com os riscos.

Os 5 cofres do vigilante baleado

Verba Faixa de valor
Dano moral — ferimento sem sequela permanente R$ 30 mil a R$ 100 mil
Dano moral — ferimento grave (paralisia, perda de função) R$ 100 mil a R$ 300 mil
Dano moral — PTSD severo com incapacidade permanente R$ 200 mil a R$ 500 mil
Dano estético (cicatriz de bala, cirurgia) R$ 20 mil a R$ 80 mil

1. Auxílio-doença acidentário (B91) — durante todo o afastamento.
2. Dano moral — R$ 30-100 mil em ferimento sem sequela permanente; R$ 100-300 mil em ferimento grave (paralisia, perda de função); R$ 200-500 mil em PTSD severo com incapacidade permanente.
3. Dano estético — pela cicatriz de bala, cirurgia, em geral R$ 20-80 mil.
4. Pensão vitalícia (Art. 950 CC) se houver perda do ofício — vigilante baleado raramente volta à mesma função.
5. Estabilidade de 12 meses + dano material (cirurgias, fisioterapia, plano de saúde, transporte adaptado se houver paralisia).

Casos com ofensa a colega ou cliente

Vigilante que presencia colega/cliente baleado e desenvolve PTSD severo também tem direito. A jurisprudência reconhece dano moral por vitimação secundária em ambiente extremamente traumático.
Não precisa ter sido alvejado pessoalmente. Já recebemos R$ 80 mil + estabilidade + pensão proporcional pra vigilante que viu colega morrer no assalto e não conseguiu mais voltar a operar arma.

Em caso de morte: família recebe

1. Pensão por morte do INSS (vitalícia para viúva conforme idade e tempo de casamento).
2. Pensão civil da empresa (Art. 948 CC) — vitalícia para viúva, filhos até 25 anos.
3. Dano moral familiar — atividade de risco majora os valores. Baseline R$ 200-500 mil por dependente em vigilante baleado.
4. Soma típica: R$ 800 mil a R$ 2 milhões em casos com clara prova de violação de protocolos de segurança da empresa. Veja o guia completo de morte no trabalho.

O que fazer agora

O primeiro passo é simples. Calcule sua indenização na calculadora (2 minutos) ou fale comigo direto. Para ver quanto a Justiça vem condenando no seu estado, consulte os valores por estado. E entenda como calcular a indenização por acidente de trabalho passo a passo.

Perguntas frequentes

Empresa diz que fui imprudente, não segui protocolo. Perco o direito?

Não. Atividade de risco é responsabilidade objetiva — não cabe discussão de culpa do vigilante. Reduz o valor (concorrente) em casos específicos, mas não zera.

Sou vigilante terceirizado, contratado por empresa de segurança que presta serviço pra banco. Banco também responde?

Sim. Em terceirização, banco responde solidariamente em caso de acidente grave (Súmula 331 TST + jurisprudência consolidada para atividade de risco).

Foi PTSD sem ferimento físico. Vale igual?

Vale. Transtorno de Estresse Pós-Traumático é doença ocupacional reconhecida em vigilantes. Laudo psiquiátrico + nexo com o evento traumático = direito completo.

Estou afastado pelo INSS B91 há 6 meses. Posso entrar com ação?

Pode. Não precisa esperar voltar. Inclusive durante o afastamento empresa fica nervosa e oferece acordo melhor.

Quanto tempo até receber?

Tutela de urgência libera 30-50% em 60-120 dias. Acordo em 4-8 meses. Sentença em 12-18 meses. Casos com atividade de risco clara aceleram.

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Dr. Welliton Ventura

Dr. Welliton Ventura

ULTRA Especialista em Acidente de Trabalho

Advogado com atuação exclusiva em acidente de trabalho e doenças ocupacionais. Mais de 3.000 casos atendidos, 85% de vitórias e nota 5.0 no Google. Atendimento humanizado, 100% digital e sem custo inicial.