Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura
Perder o movimento do braço vale caro: em casos do nosso escritório, a indenização passou de R$ 120 mil. E quando a sequela é grave, a empresa ainda paga um salário todo mês pra vida toda — soma que já passou de R$ 500 mil.
Você sofreu o acidente. O braço ficou pendurado, sem força, sem movimento. O médico falou um nome que você nunca tinha ouvido: “lesão de plexo braquial”. Foi explicado mais ou menos assim: os nervos do braço foram arrancados ou estirados, e talvez você nunca mais use ele igual antes. Isso é uma das sequelas mais sérias de acidente de trabalho. E uma das que mais paga.
Motoqueiro entregador que caiu e bateu no ombro. Operador de máquina pesada que teve o braço puxado. Mecânico esmagado pelo motor. Trabalhador que caiu de altura e bateu o pescoço. Todos podem ter essa lesão. E todos têm direito a indenização e pensão pesada, porque a perda é pra sempre.
O que é a lesão de plexo braquial
O plexo braquial é um feixe de nervos que sai do pescoço e vai pro braço inteiro. Quando esses nervos são estirados, arrancados ou cortados, o braço perde força, perde movimento, perde sensibilidade. Em casos graves o braço fica completamente paralisado.
Recuperação total raramente acontece. A maioria fica com sequela permanente — movimento limitado, força reduzida, dor crônica. Isso significa: você não vai mais conseguir fazer o serviço de antes, vai ter limitação pra vida toda — é o que a Justiça chama de perda do ofício, e isso pesa muito no valor. E é isso que a indenização e a pensão repõem.
Acidentes que mais causam essa lesão
- Acidente de moto a trabalho — motoboy, entregador, motoqueiro de empresa
- Queda de altura — pedreiro, eletricista, pintor
- Esmagamento por máquina — operador industrial, mecânico
- Puxão violento — operador de guindaste, içamento
- Acidente com caminhão — motorista, ajudante de carga
- Atropelamento na obra ou no pátio
- Acidente com correia, esteira, polia industrial
- Choque elétrico com queda
Como provar a lesão e a gravidade
- Ressonância magnética e eletroneuromiografia — mostram o nervo lesado, o grau, o local. Guarde laudo e CD.
- CAT acidentária — a empresa é obrigada. Se não emitir, você emite no INSS, gratuito.
- Boletim de ocorrência — se foi acidente de trânsito ou com perícia.
- Atestados e relatórios médicos — todos. Cirurgia, fisioterapia, neurologista.
- Foto do braço, da posição, da limitação — vídeo curto mostrando que você não levanta, não pega objeto, não fecha a mão (quando a mão também perde função, veja o guia de indenização por perda de mão no trabalho).
- Testemunhas — colega que viu o acidente, que te socorreu.
Seus direitos com lesão de plexo braquial
- Auxílio-doença acidentário (B91) — INSS paga benefício longo (a recuperação demora meses ou anos). Tempo conta, FGTS continua.
- Aposentadoria por incapacidade — em muitos casos a sequela é tão grave que vira aposentadoria definitiva.
- Indenização por dano moral, estético e material — pela dor, pela impossibilidade de usar o braço, pelas cirurgias, fisioterapias, transporte. Em casos do escritório passou de R$ 120 mil.
- Pensão mensal vitalícia da empresa — esse é o ponto mais forte. Quando a sequela é grave (incapacidade total ou parcial alta), a empresa paga pensão por mês PRO RESTO DA SUA VIDA. Em casos graves do escritório, soma vitalícia projetada passou de R$ 500 mil.
- Estabilidade de 12 meses — depois da alta, a empresa não pode te demitir por 12 meses.
O que NÃO fazer
- Não aceite acordo no RH sem advogado. Empresa costuma oferecer R$ 10 mil, R$ 20 mil pra “encerrar”. Caso real do escritório (lesão de plexo) passou de R$ 200 mil em indenização, fora a pensão vitalícia. A diferença chega a meio milhão de reais ao longo da vida.
- Não desista da fisioterapia. Quanto mais tratamento, mais provas você tem. E pode melhorar de verdade.
- Não jogue fora exame, laudo, receita, atestado. Tudo é prova.
- Não assine pedido de demissão. Pedido de demissão tira todos os direitos.
Veja quanto vale o seu caso
| Situação citada neste guia | Valor |
|---|---|
| Indenização (dano moral, estético e material) — casos do escritório | Mais de R$ 120 mil |
| Caso real de lesão de plexo (vs oferta de R$ 10-20 mil do RH) | Mais de R$ 200 mil, fora a pensão |
| Pensão mensal vitalícia — soma projetada em casos graves | Mais de R$ 500 mil ao longo da vida |
Lesão de plexo braquial é dos casos que mais paga em acidente de trabalho. O valor depende do grau, do braço afetado, do salário, da idade, da capacidade restante. Antes de aceitar oferta, veja como calcular a indenização passo a passo e calcule.
Valores médios por estado
Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.
Perguntas frequentes
1. Como é calculada a pensão vitalícia?
É um percentual do seu último salário (varia conforme o grau de perda — perda total do braço gera percentual alto, perda parcial gera percentual menor). A empresa paga por mês até a sua morte. Soma ao longo da vida costuma ser muito alta.
2. A pensão pode ser paga em parcela única (pagamento em massa)?
Pode. Em muitos casos, o trabalhador prefere receber tudo de uma vez em vez de receber mensalmente. A Justiça aceita. O valor único costuma ser bem alto.
3. Eu era motoboy informal. A empresa responde?
Responde. A Justiça reconhece o vínculo na ação mesmo sem carteira. Os direitos passam a valer como se tivesse sido registrado.
4. Preciso pagar advogado antes pra entrar com o processo?
Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Não tem entrada, não tem mensalidade.
5. Já passei 1 ano depois do acidente. Ainda dá pra processar?
Dá. Tem até 2 anos depois de sair da empresa pra entrar com a ação. Dentro desses 2 anos, cobra os últimos 5 anos. Se o seu acidente já tem tempo, veja o guia de acidente de trabalho antigo.
Sobre o Ventura Advogados
Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.
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