Meu marido foi trabalhar e não voltou. O que a família tem direito?

Se você tá lendo isso, muito provavelmente acabou de passar pela pior coisa que pode acontecer.

O marido, o filho, o pai saiu de casa pra trabalhar. Não voltou.

E agora você fica com uma coisa que ninguém te explica direito: a família continua precisando comer. Os filhos precisam da escola. A conta do aluguel chega. O velório custa.

A empresa ligou, pediu desculpas, ofereceu R$ 5 mil “pra ajudar com o enterro” e sumiu.

Eu vou te dizer uma coisa agora, e presta atenção: você tem MUITO mais direito do que pensa. E a empresa sabe disso.

A família recebe 5 coisas. Não é só pensão do INSS.

A maioria das viúvas só recebe a pensão do INSS e acha que é isso. Não é.

Quem morre no trabalho, a família tem direito a CINCO coisas separadas:

1. Pensão do INSS — essa é a que todo mundo conhece. Vem do governo. Viúva e filhos menores recebem.

2. Pensão da empresa — todo mês, pro resto da vida da família

Essa aqui quase ninguém sabe. A empresa tem que pagar um salário todo mês pra viúva e pros filhos menores. Calculado em cima do que o trabalhador ganhava. Vai até o dia que ele se aposentaria (uns 74-78 anos).

Se o trabalhador ganhava R$ 2.500 e morreu com 35 anos, a empresa vai pagar R$ 1.500 a R$ 2.500 todo mês, por 40 anos. Dá pra converter em um valor único à vista — e fica na casa dos R$ 500 mil a R$ 1 milhão.

3. Indenização pela dor e sofrimento

A família também recebe uma grana separada pelo sofrimento. Varia de R$ 100 mil a R$ 500 mil dependendo do caso, da idade do trabalhador, de quem depende dele.

4. Reembolso do velório e do caixão

A empresa tem que devolver tudo que a família gastou no funeral. Guarda os recibos.

5. Saldo de FGTS + indenização trabalhista

Todo o FGTS que tava na conta do falecido. Mais verbas trabalhistas que não foram pagas (13º proporcional, férias, etc).

Quer fazer a conta do que sua família tem direito? Usa a calculadora de morte no trabalho. Leva 2 minutos. É de graça.

Quanto a Justiça já mandou empresas pagarem

Não é conversa. Tem caso real pra você conferir:

  • Soldador que caiu de 15m em obra — família recebeu R$ 350 mil + pensão mensal
  • Motorista morto no serviço — viúva e 2 filhos recebem pensão vitalícia de 66% do salário
  • Operador de caldeira em explosão — família recebeu acima de R$ 800 mil consolidado
  • Eletricista eletrocutado — dano moral de R$ 200 mil + pensão pros 3 filhos até 25 anos

A faixa vai de R$ 200 mil a mais de R$ 1 milhão, dependendo da idade do trabalhador, dos dependentes, da gravidade da negligência da empresa.

“Foi um acidente, foi uma fatalidade”

É isso que a empresa vai te dizer. “Ninguém queria isso”. “Foi uma fatalidade”. “A gente também tá sofrendo”.

Mentira.

Na imensa maioria dos casos, a morte aconteceu porque:

  • Não deram EPI (capacete, cinto de segurança, luva, bota)
  • Não treinaram direito
  • Colocaram ele pra fazer serviço de altura sem cinto
  • Não tinham sinalização
  • Máquina sem proteção
  • Carga sem amarração
  • Fio elétrico exposto
  • Ambiente sem ventilação, com gases tóxicos

Uma coisa dessas é SUFICIENTE pra Justiça mandar a empresa pagar. E a empresa sabe. Por isso oferece R$ 5 mil pra família e sai correndo, esperando que vocês não processem.

A empresa paga mesmo dizendo que não teve culpa

Essa é a parte mais importante.

Se o trabalhador tava fazendo serviço perigoso — máquina, altura, eletricidade, carga — a LEI diz que a empresa responde MESMO se não teve culpa.

Não precisa provar que a empresa foi negligente. Não precisa provar nada. Basta provar que ele trabalhava ali. Que aquilo era perigoso. E que morreu fazendo o serviço.

A Justiça tá do lado da família. Sempre.

Mas tem prazo. 2 anos.

Aqui é importante. Você tem 2 anos da data da morte pra entrar com o processo.

Parece muito, mas o tempo passa rápido. E tem gente que ainda tá em luto depois de 1 ano. Deixa pra lá. Perde a chance.

Se já passou 1 ano e meio e você ainda não fez nada, fala comigo AGORA. Dá tempo mas a gente tem que correr.

“E se a empresa ofereceu um acordo?”

Escuta: nunca assina nada que a empresa te oferece sem antes mostrar pra um advogado.

A empresa oferece 10% do que a família tem direito. Coloca ali “plena e rasa quitação de todos os direitos” e a família acha que tá ajudando. Tá sendo enganada.

Já assinou? Em alguns casos dá pra desfazer. Mas tem que ser rápido. Fala comigo.

No seu estado a conta pode ser diferente

Cada estado tem uma média diferente. SP e Campinas costumam pagar mais. Minas é mais conservador. Rio Grande do Sul varia.

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Faz isso AGORA, na ordem

  1. Guarda o certificado de óbito. Tira várias cópias.
  2. Pede o B.O. na delegacia (se foi acidente com polícia no local).
  3. Pede o papel do acidente (CAT) pra empresa. Se recusar, anota isso — conta muito no processo.
  4. Guarda contracheques dos últimos meses, carteira assinada, FGTS.
  5. Recibos do funeral — todos, sem exceção.
  6. Não assina NADA que a empresa te mandar sem mostrar pra um advogado.
  7. Fala comigo pelo WhatsApp. A análise é grátis. A gente não tem pressa pra te cobrar nada. Só pega o caso se tiver certeza que você tem direito.

Sem custo inicial. Sem cadastro. Só pago se ganhar o processo da família.

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As perguntas que toda família me faz

“Mas meu marido tava sem carteira assinada. Ainda tem direito?”

Tem. Mesmo sem carteira, se ele trabalhava ali todo dia, tinha horário, recebia — a Justiça reconhece o vínculo de emprego. E aí a família tem todos os direitos do mesmo jeito. Não acha que “já era” só porque não tinha registro.

“E se foi culpa dele? Não usou o EPI, desrespeitou a regra?”

Mesmo assim a empresa paga. A empresa é obrigada a treinar, a fiscalizar, a punir quem não usa. Se ele não usou o EPI, é porque a empresa deixou acontecer. Responsabilidade é da empresa.

“Ele morreu indo pro trabalho. A empresa paga?”

Depende. Se ele tava no transporte da empresa ou no horário de expediente, paga sim. Se foi em moto/carro próprio fora do horário, a situação é mais difícil — mas vale avaliar caso a caso.

“Quem recebe? Eu ou os filhos?”

A viúva (ou companheira, se tinha união estável) e os filhos menores. Em alguns casos pai e mãe dele também (se dependiam dele). Dividimos no processo.

“Quanto demora?”

Entramos com a ação em 10 dias. Quando a empresa vê que vai perder feio, ela faz acordo em 4 a 8 meses. Se for briga longa, 2 a 3 anos.

“Quanto custa um advogado agora, se a família tá sem dinheiro?”

Aqui você não paga nada agora. Nem um centavo. Se eu ganhar, eu tiro minha parte do que a Justiça mandar a empresa pagar. Se eu perder, vocês não devem nada. É assim pra quem precisa e não tem como pagar. Eu entendo.

Sua família merece receber o que é de direito

Eu sei que é difícil pensar nisso agora. Dinheiro não traz ninguém de volta. Eu entendo.

Mas os filhos dele precisam crescer. A escola precisa ser paga. A conta de luz chega do mesmo jeito.

A empresa fez o dinheiro com o trabalho dele. Agora tem que pagar o que é justo.

Não deixa pra depois. Fala comigo. Análise grátis, sem compromisso.

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Dr. Welliton Ventura, advogado especialista em acidente de trabalho
Dr. Welliton VenturaAdvogado · OAB/PA 18.667-B

Especialista em acidente de trabalho ha 15 anos. Atuo em todos os 24 TRTs do Brasil. Mais de 3.000 trabalhadores atendidos em casos de amputacao, fratura, perda do oficio, doenca ocupacional e morte no trabalho. Atendimento 100% digital.

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Perguntas Frequentes

Qual o valor da indenização por morte no trabalho?

Os valores variam conforme o caso, mas a jurisprudência do TST fixa danos morais entre R$ 100.000 e R$ 500.000 para cada familiar. Soma-se a pensão mensal vitalícia, despesas funerárias, lucros cessantes e demais danos materiais comprovados nos autos do processo.

A empresa sempre paga indenização por morte no trabalho?

Não. A indenização depende da comprovação de culpa do empregador (negligência, imprudência ou imperícia) ou da atividade de risco que aplique responsabilidade objetiva. Sem culpa, restam apenas os direitos trabalhistas e os benefícios previdenciários pagos pelo INSS aos dependentes.

Quanto tempo demora um processo por morte no trabalho?

Em média, processos por morte no trabalho duram entre 3 e 5 anos, considerando primeira instância e recursos. A duração depende da complexidade da prova pericial, do número de testemunhas e do congestionamento dos tribunais. Acordos podem encurtar significativamente o tempo.

Cônjuge e filhos recebem indenizações separadas?

Sim. Cada familiar tem direito a indenização individual por danos morais, pois o sofrimento é personalíssimo. Cônjuge, filhos, pais e irmãos podem pleitear valores próprios. A pensão mensal indenizatória, porém, é única e dividida entre os dependentes econômicos.

Indenização por morte tem imposto de renda?

Não. Indenizações por danos morais, materiais e estéticos são isentas de imposto de renda, conforme jurisprudência do STJ (Súmula 498) e a Receita Federal. A pensão mensal indenizatória também é isenta por ter natureza reparatória, não remuneratória.

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