Faz tempo que dói. Começou um aperto no ombro, depois subiu pro pescoço, depois desceu pro braço. Não consegue mais dormir do lado dolorido. Pra abrir um vidro, levantar uma criança, segurar a sacola do mercado — tudo dá pontada. Você foi no médico e ele disse: tendinite. E quase certo: causada pelo trabalho.

Fonte: Índice Ventura — levantamento próprio da Ventura Advogados Associados, construído a partir de mais de 3.000 casos de acidente de trabalho acompanhados em todo o Brasil, com R$ 41 milhões recuperados para trabalhadores. Dados atualizados em julho de 2026. Consulte os valores médios do seu estado em venturaadvogados.com/valores-por-estado.

Mas aí veio o problema: tendinite não tem corte, não tem fratura, não tem sangue. A empresa nega, diz que “todo mundo tem dor”, que “foi de carregar a criança em casa”, que “é da idade”. E te negaram a CAT. E você não sabe como provar.

Pode provar, sim. E recebe indenização. Esse texto te mostra como.

Por que tendinite do ombro é doença do trabalho

Tendinite e bursite no ombro são doenças causadas por movimento repetido com o braço, esforço com peso acima da cabeça, postura ruim por muito tempo, vibração e impacto. Quando o trabalho exige isso — repetidamente, todo dia, por meses ou anos — a Justiça reconhece como doença ocupacional.

Doença ocupacional tem os mesmos direitos do acidente de trabalho comum. Mesma estabilidade, mesma indenização, mesma pensão. Só muda a forma de provar.

Funções que mais geram tendinite de ombro

Como provar a tendinite no processo

  1. Atestados médicos — todos. De clínico, ortopedista, fisioterapeuta. Quanto mais antigos, melhor (mostra que vem de tempo).
  2. Ressonância magnética e ultrassom do ombro — mostra o tendão inflamado, a bursa, o supraespinhoso. Vale ouro.
  3. CAT — comunicado de acidente. Se a empresa não emitir, você emite no INSS, grátis. Pra doença, você marca como “doença do trabalho”.
  4. Descrição da função no contrato — quanto mais o contrato descreve movimento, peso, repetição, mais forte.
  5. Testemunhas — colegas que viam você reclamando, que tinham a mesma função, que sabiam do esforço.
  6. Foto e vídeo do trabalho — se conseguir, mostrando a posição, o peso, a repetição.
  7. Receita médica e fisioterapia — todas as consultas, todas as sessões.

Seus direitos com tendinite ocupacional

Mas e se a empresa disser que NÃO foi do trabalho?

É exatamente isso que toda empresa diz. “Você sempre teve dor”. “Pega peso em casa”. “Joga futebol no fim de semana”. “É da idade”.

A Justiça olha o conjunto. Se sua função exige movimento repetido com o braço E você desenvolveu tendinite — a relação é provável, e o ônus de PROVAR o contrário fica com a empresa. A perícia médica judicial verifica o tendão, o tipo de lesão, e cruza com a função. Em quase todo caso bem documentado, ganha o trabalhador.

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da gravidade da tendinite, do tempo de afastamento, da sequela, do salário e do estado. Calcule antes de aceitar qualquer oferta.

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Valores médios por estado

O valor varia por região. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026.

Perguntas frequentes

1. Já tenho tendinite há 2 anos e ainda trabalho. Posso processar?

Pode. Tendinite que persiste é doença caracterizada. Você pode processar ainda trabalhando — e ainda pedir afastamento e mudança de função.

2. A empresa pôs B31 (não acidentário). Posso mudar?

Pode. Na Justiça do Trabalho dá pra reconhecer como B91 (acidentário). Isso garante FGTS no afastamento e estabilidade.

3. Já saí da empresa há 1 ano. Ainda dá?

Dá. Mesmo que já tenha passado tempo, o caso pode estar vivo — cada situação tem uma análise própria. E se a tendinite só ficou pior depois de sair, isso conta a seu favor — a origem foi o trabalho.

4. Faço fisioterapia particular. Recupera o valor?

Recupera. Guarda recibo, nota fiscal, prescrição. Tudo entra como dano material.

5. Tenho que pagar advogado antes pra processar?

Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Sem entrada, sem mensalidade.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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Você solda o dia inteiro. A fagulha respinga na pele. A luz queima a vista. O metal quente cai na bota e no braço. Respira fumaça que ninguém vê. Hoje você tem cicatriz de queimadura, vista que arde e embaça, e às vezes uma tosse que não passa. E o chefe falou: “soldador é assim mesmo”. Não é pra ser assim. A empresa tinha que te proteger. Você tem direito.

Soldador de estrutura. Soldador de oficina. Quem solda em altura, em espaço apertado, dentro de tanque. Ajudante de solda. Todos enfrentam fagulha, luz forte e fumaça tóxica todo dia — e muitos têm sequela escondida sem saber que dá pra cobrar.

Queimadura, lesão no olho e problema de respiração por causa da solda podem ser acidente de trabalho. E pagam indenização.

Por que o serviço de solda é de risco

Soldar junta vários perigos ao mesmo tempo: fogo, luz que cega, metal derretido e fumaça que faz mal ao pulmão. A empresa é obrigada por lei a proteger o soldador. Ela tinha que ter dado:

Se faltou qualquer um — e quase sempre falta — a culpa é da empresa. Não importa se “soldador veterano nem usa máscara direito”. Era a empresa que tinha que dar o equipamento certo, exigir o uso e ventilar o lugar.

O que mais machuca o soldador no trabalho

Funções de solda mais expostas

O que fazer agora, logo depois do acidente

  1. Procure o pronto-socorro. Queimadura precisa de curativo certo. Vista queimada precisa de oftalmologista. Não trate em casa.
  2. Exija a CAT. É o comunicado de acidente. A empresa tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Peça exames. Da vista, do pulmão, da audição. Eles mostram a sequela que a solda foi deixando.
  4. Guarde tudo. Atestado, receita, foto da queimadura, laudo, conta de remédio.
  5. Anote os colegas que viram. Quem sabia que faltava exaustor, máscara ou avental, quem trabalhava do seu lado.

Seus direitos como soldador acidentado

O que NÃO fazer depois do acidente

E se a empresa não te deu o equipamento de proteção certo?

Aí a culpa é dela. O soldador precisa de máscara com filtro, luva de raspa, avental, perneira e, em ambiente fechado, exaustor pra tirar a fumaça. Se faltou qualquer um desses itens, ou se eles estavam estragados, a empresa responde pelo acidente. A falta de equipamento de proteção é uma das provas mais fortes a seu favor — veja o guia completo de acidente de trabalho por falta de EPI.

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da gravidade da queimadura, da sequela na vista ou no pulmão, da insalubridade não paga, do tempo de afastamento, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer oferta, calcule.

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Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. A queimadura foi pequena e sarou. Vale processar?

Vale. Mesmo queimadura pequena gera dor, dano moral e, se deixou cicatriz, dano estético. E ainda dá pra cobrar a insalubridade não paga, que costuma ser valor alto.

2. Minha vista arde sempre da luz da solda. Isso conta?

Conta. Luz de solda repetida vai queimando a vista aos poucos. Faça exame oftalmológico. Se houver perda, paga pensão e indenização.

3. A empresa nunca pagou insalubridade. Posso cobrar?

Pode. Soldador costuma ter direito ao adicional pelo calor, barulho e fumaça. Dá pra cobrar os últimos 5 anos que a empresa deixou de pagar.

4. Trabalho com solda há anos e agora apareceu problema de pulmão. Dá?

Dá. Doença de pulmão por respirar fumaça de solda por anos é tratada como acidente de trabalho. Faça exame e guarde o laudo.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos, inclusive a insalubridade não paga.


Fui demitido depois do acidente. Ainda tenho direito?

Tem. Quem sofre acidente de trabalho tem estabilidade de 12 meses depois que volta do afastamento. Se te mandaram embora dentro desse prazo, a demissão foi irregular e você pode cobrar.

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Você se machucou no trabalho. Sabe que tem direito. Mas tem um medo travando tudo: “vou processar a empresa e nunca mais arrumo emprego”. O cunhado falou. O colega falou. Até a sua sogra falou. Que empresa pesquisa o nome, que aparece no Google, que entra numa lista preta.

Esse medo é o motivo número 1 pelo qual trabalhador acidentado deixa de receber o que é direito dele. Empresa sabe disso e usa a seu favor — oferece R$ 3 mil de “acordo” sabendo que você não vai brigar por causa do medo.

A verdade é direta: processar a empresa NÃO te marca. E aqui você vai entender por quê.

A “lista negra” não existe oficialmente

Lista que empresa consulta pra ver se você já processou alguém — isso é PROIBIDO por lei. Empresa que faz isso responde por dano moral e discriminação. Algumas grandes empresas tentaram no passado, foram processadas, perderam milhões e pararam.

O recrutador não tem acesso à lista de processos. O sistema da Justiça do Trabalho NÃO mostra publicamente o nome do trabalhador que processou. Aparece o nome da empresa (reclamada), mas o seu nome (reclamante) fica protegido — só dá pra ver o número do processo e o nome da empresa.

Mas e quando alguém pesquisa meu nome no Google?

Processo trabalhista NÃO aparece em pesquisa de Google comum. Pra achar processo, precisa ir no site do tribunal (TRT da região), com seu nome completo. E mesmo lá, hoje em dia, dados pessoais ficam ocultos por lei de proteção (LGPD).

Quem realmente quer descobrir, descobre? Em tese sim. Mas RH grande NÃO faz esse tipo de pesquisa. É caro, dá trabalho, e o risco jurídico pra empresa é gigante.

Por que as empresas espalham esse medo

Casos reais — gente que processou e está empregada

No nosso escritório, atendemos mais de 3.000 trabalhadores. Pedreiro que processou e hoje é mestre de obra. Operador de máquina que processou e hoje trabalha em multinacional. Motorista que processou empresa de transporte e hoje dirige pra outra maior. Cozinheira que processou restaurante e hoje trabalha em hotel.

NENHUM deles foi “barrado” depois. A maioria nem precisou tocar no assunto na entrevista. Quem precisou, contou a verdade — me machuquei, fui ressarcido, tô curado — e arrumou emprego normal.

E se a empresa atual te ameaçar?

Ameaça do tipo “se você processar, eu te demito” é CRIME. E aumenta o valor da sua indenização. Empresa que pressiona ou demite trabalhador por causa de processo paga ainda mais — e a Justiça é firme com isso.

Se ouviu ameaça do chefe, do RH, do gerente — anote. Grava se conseguir (no Brasil, gravação de própria conversa vale como prova). Conta pra família. Não esquece.

O que VOCÊ está deixando na mesa por causa do medo

Em casos parecidos com o seu, valores no escritório passaram de R$ 100 mil. Por causa de um medo que NÃO se confirma na prática.

O que NÃO fazer

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Valores médios por estado

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Perguntas frequentes

1. Vou ser demitido se processar a empresa enquanto ainda trabalho lá?

Não pode. Demissão por causa de processo é crime e gera indenização extra alta. Em muitos casos, dá pra processar com você ainda empregado, sem risco real.

2. Próximo emprego vai descobrir?

Não. Sistema da Justiça do Trabalho não mostra publicamente nome de quem processou. Pesquisa no Google não acha. Lista negra é proibida e quase nenhuma empresa faz.

3. Se acharem que processei outra empresa, a nova não vai me contratar?

Em geral nem chega a saber. Se chegar (raro), a empresa que NÃO te contratar por isso pode ser processada por discriminação. Empresa que tem RH sério sabe disso e não se mete.

4. Tenho que pagar advogado antes pra entrar com ação?

Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Sem entrada, sem mensalidade. Isso significa que o risco financeiro é ZERO.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro de 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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{ “@context”: “https://schema.org”, “@type”: “FAQPage”, “mainEntity”: [ {“@type”:”Question”,”name”:”Vou ser demitido se processar enquanto ainda trabalho lá?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não pode. Demissão por causa de processo é crime e gera indenização extra alta. Em muitos casos dá pra processar com você ainda empregado.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Próximo emprego vai descobrir?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não. Sistema da Justiça do Trabalho não mostra publicamente quem processou. Google não acha. Lista negra é proibida.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”E se acharem que processei outra empresa?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Em geral nem chega a saber. Se chegar, empresa que não te contratar por isso pode ser processada por discriminação.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Tenho que pagar advogado antes?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não. O advogado recebe percentual no final e só recebe se você ganhar. Risco financeiro zero.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Quanto tempo tenho?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro de 2 anos, é possível cobrar os últimos 5 anos.”}} ] }

Atualizado em 11 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Tem um dinheiro no caso de dedo que quase ninguém te conta: o que pinga todo mês, pelo resto da vida. Não é o dano moral, que vem uma vez só. É a pensão. E é exatamente a verba que a empresa mais briga pra derrubar no processo — porque ela sabe fazer conta.

Eu sou o Welliton Ventura. Há 15 anos só faço uma coisa: acidente de trabalho. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados pra trabalhador. E nesta página eu vou te explicar só UMA coisa, com profundidade: quando a pensão por perda de dedo cabe, quando não cabe, como a Justiça calcula e até quando a empresa paga.

Se você ainda está no começo e quer entender o caso inteiro, comece pelo nosso guia completo da indenização por perda de dedo. Se você quer os números de cada dedo, vá direto na tabela de valores por dedo. Esta página aqui é o terceiro pedaço do quebra-cabeça: a pensão.

1 – O que é a pensão vitalícia (em palavras de gente)

Quando o acidente deixa uma sequela que não volta mais — um dedo que não existe mais, uma mão que não fecha como fechava — você perdeu um pedaço da sua capacidade de trabalhar. Pra sempre.

A lei entende uma coisa simples: se a empresa causou uma perda que dura a vida inteira, a reparação também tem que durar a vida inteira. Por isso existe a pensão: um valor pago todo mês, proporcional ao pedaço da capacidade que você perdeu.

Repara na diferença entre as verbas do processo:

É por isso que, somando os anos, a pensão costuma ser a verba mais valiosa do caso — mesmo quando a parcela mensal parece pequena. Eu mostro essa conta mais pra frente, e ela costuma surpreender.

2 – Quando a pensão CABE: a única pergunta que importa

A pergunta que define tudo é essa: sobrou sequela permanente que reduziu sua capacidade de trabalho?

Se a resposta é sim, a pensão cabe. E no caso de dedo amputado, a resposta é sim por definição — dedo não nasce de novo. A perícia do processo dá um percentual de incapacidade pra cada dedo (o polegar é o que vale mais), e é esse percentual que vira pensão.

Cabe pensão mesmo que você:

3 – Quando a pensão NÃO cabe (e quando dizem que não cabe, mas cabe)

Sendo honesto, como sempre: se você se recuperou 100%, sem sequela nenhuma, não há pensão. Machucou, tratou, voltou inteiro — pode haver outros direitos (o tempo parado, despesas, eventualmente dano moral), mas pensão é verba de sequela permanente.

Agora, cuidado com as conversas que aparecem no caminho. Eu ouço essas há 15 anos:

4 – A conta que a Justiça faz: percentual × salário, todo mês

A fórmula é mais simples do que parece:

Pensão mensal = % de incapacidade (dado pela perícia) × seu salário

Com um salário de R$ 2.000, fica assim (os mesmos números da nossa tabela de valores por dedo):

Dedo perdido % de incapacidade (perícia) Pensão mensal (salário R$ 2.000)
Polegar (dedão) 20% a 25% R$ 444 a R$ 556
Indicador 15% R$ 333
Médio, anular ou mindinho 9% R$ 200
2 ou mais dedos 25% a 30% R$ 556 a R$ 667
Falange / ponta do dedo Proporcional (menor que o dedo inteiro) Proporcional

Três detalhes que aumentam a conta — e que a empresa nunca lembra de mencionar:

5 – “Vitalícia” é vitalícia mesmo? Até quando a empresa paga

Sim. Na Justiça do Trabalho, a regra pra sequela permanente é pensão vitalícia — enquanto você viver. Não é “até se aposentar”, como muita empresa tenta emplacar no processo. Aposentadoria é direito seu, que você pagou ao INSS a vida inteira. A pensão é dívida da empresa. Uma coisa não apaga a outra.

E se a empresa fechar? Por isso existe a opção da parcela única, que eu explico agora.

6 – Todo mês ou tudo de uma vez? A parcela única e o redutor

A lei permite pedir a pensão de dois jeitos:

Qual é melhor? Depende do caso. A parcela única te dá o dinheiro na mão agora — bom pra quitar dívida, abrir negócio, comprar a casa — e elimina o risco de a empresa quebrar daqui a dez anos. A mensal preserva o valor cheio, sem redutor. Essa escolha é estratégica e se decide olhando a saúde financeira da empresa, o tamanho do percentual e o seu momento de vida. É exatamente o tipo de decisão em que um advogado que só faz acidente de trabalho ganha o jogo.

7 – O acumulado que ninguém te mostra: a pensão é a verba mais valiosa

Vamos usar o exemplo que já está no nosso guia do dedo: um trabalhador jovem, com pensão calculada sobre salário na faixa de R$ 2.000 e décadas de vida pela frente.

Em 420 meses (35 anos), o acumulado da pensão chega perto de R$ 277 mil — só de pensão. Fora o dano moral e o estético, que nos casos de dedo costumam ficar na faixa de R$ 35 mil a R$ 60 mil.

Agora você entende por que a empresa briga tanto contra essa verba. O dano moral é uma parcela; a pensão é um cofre. Quando alguém te oferece “uma graninha” pra assinar um acordo na primeira semana, é esse cofre que estão tentando fechar antes de você saber que ele existe.

8 – Por que a empresa briga mais contra a pensão — e como a gente segura

No processo, a defesa da empresa ataca a pensão por três portas. Conhecer as três é meio caminho:

9 – Casos reais: o que a Justiça já mandou pagar

Os mesmos casos públicos que estão na nossa tabela — aqui olhando pelo ângulo da pensão:

Cada caso tem seu desenho — salário, idade, percentual, culpa. Por isso a faixa é larga. E por isso a única resposta séria pra “quanto eu vou receber?” é calcular o SEU caso, não o do vizinho.

10 – E se a perda foi maior que o dedo?

Quando o acidente leva mais de um dedo, ou compromete o movimento de pinça, o caso começa a se aproximar de uma perda de mão — percentuais maiores, pensão maior, discussão de prótese. Temos um guia inteiro sobre isso: indenização por perda de mão no trabalho.

11 – Documentos: o que você precisa pra pedir a pensão

O básico que sustenta a verba:

Não tem tudo isso? Não trava por causa disso. Boa parte a gente consegue puxar no processo — inclusive da própria empresa.

12 – Como a Ventura trabalha: você só paga se ganhar

Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho: 3.000+ casos, R$ 41 milhões+ recuperados. Não fazemos divórcio, não fazemos multa de trânsito — fazemos acidente de trabalho, todos os dias, no Brasil inteiro.

Sem custo inicial. Você só paga se ganhar. A análise do seu caso é grátis e começa com um cálculo de 2 minutos.

Perguntas frequentes sobre pensão por perda de dedo

Continuo trabalhando normalmente. Tenho direito à pensão mesmo assim?

Sim. A pensão repara a perda permanente da capacidade, não a falta de emprego. Trabalhador na ativa recebe pensão acumulada com o salário — a Justiça decide assim todos os dias.

Já recebo auxílio do INSS. Posso pedir a pensão também?

Pode. O benefício do INSS é um seguro público; a pensão é dívida da empresa pela culpa no acidente. São fontes diferentes e se acumulam.

A pensão é pra sempre mesmo?

Na sequela permanente, a regra é vitalícia — enquanto você viver. Não termina na aposentadoria: aposentadoria é direito previdenciário seu, a pensão é reparação da empresa.

Posso receber tudo de uma vez?

Pode pedir em parcela única, somando os anos com um redutor. Vale a pena quando há risco de a empresa fechar ou quando o dinheiro agora muda sua vida. A escolha é estratégica — a gente analisa caso a caso.

Perdi a ponta do dedo. Tenho pensão?

Proporcional, sim. O percentual de incapacidade é menor que o do dedo inteiro, então a pensão sai menor — mas existe e é devida. E o dano moral não encolhe na mesma proporção.

Quanto tempo tenho pra pedir?

Há prazos, e eles variam conforme o caso — mas a primeira coisa que a empresa torce é pra você ACHAR que perdeu o prazo. Se te falaram que “já passou”, desconfie: acidente antigo ainda dá caso em muitas situações. Verifique antes de desistir.

Foi no seu estado? Veja a página da sua região

A Justiça do Trabalho funciona um pouco diferente em cada estado — valores, setores que mais machucam e tempo de processo. Temos guias específicos:

O próximo passo é seu

Agora você sabe o que a empresa esperava que você nunca descobrisse: além do dano moral, existe um dinheiro que pinga todo mês, pelo resto da vida — e ele costuma ser a maior parte da conta.

Faça na ordem:

  1. Veja a tabela de valores por dedo — confira o percentual e a pensão do seu caso;
  2. Compare com os valores reais do seu estado;
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Sem custo inicial. Você só paga se ganhar. A empresa tem advogado desde o dia do seu acidente. Está na hora de você ter o seu.

Resposta direta: em 2026, a indenização por perda de um dedo no trabalho no Brasil costuma somar três valores: dano moral (nos casos públicos, de R$ 35 mil a R$ 60 mil por um dedo, chegando a R$ 100 mil quando são vários), pensão mensal vitalícia calculada sobre o percentual de incapacidade da perícia, e dano estético. O polegar é o dedo que mais vale (20% a 25% de incapacidade), seguido do indicador (15%); médio, anular e mínimo ficam em torno de 9%. Para um salário de R$ 2.000, isso equivale a uma pensão de R$ 200 a R$ 556 por mês, paga pela empresa. Em processos reais que conduzimos, houve condenações de R$ 140 mil (ponta de dedo, indústria no Paraná) e R$ 587 mil (mão e dedo de carpinteiro em Santa Catarina, com perda do ofício reconhecida).

Fonte: Índice Ventura — levantamento próprio da Ventura Advogados Associados com base em mais de 3.000 casos de acidente de trabalho acompanhados em todo o Brasil. Atualizado em julho de 2026.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Você quer número. Aqui está. Logo abaixo tem a tabela com o valor de cada dedo: quanto a perícia considera de incapacidade, quanto dá de pensão por mês e quanto a Justiça costuma pagar de dano moral.

Mas antes, um aviso honesto — porque eu não trabalho com ilusão: essa tabela é ponto de partida, não é o valor final do seu caso. O número muda com o seu salário, com a gravidade da lesão e com o tamanho da culpa da empresa. Dois trabalhadores podem perder o mesmo dedo e receber valores bem diferentes. A tabela te mostra a base. O resto da conta, eu te ensino neste artigo.

Eu sou o Welliton Ventura. Há 15 anos só faço uma coisa: acidente de trabalho. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados pra trabalhador. Mão e dedo são onde eu mais atuo — não por acaso: cerca de 60% a 70% dos acidentes graves com máquina no Brasil pegam a mão ou os dedos. Prensa, serra, esmeril, dobradeira. Todo dia.

Este artigo é a versão direto-ao-ponto. Se você quer entender o assunto inteiro, do começo ao fim, leia também o nosso guia completo da indenização por perda de dedo.

1 – Tabela de valores: quanto vale cada dedo

A tabela abaixo usa três informações que a Justiça do Trabalho usa de verdade:

Dedo perdido % de incapacidade (perícia) Pensão mensal (salário R$ 2.000) Pensão mensal (salário R$ 3.000) Dano moral típico na Justiça
Polegar (dedão) 20% a 25% R$ 444 a R$ 556 R$ 667 a R$ 833 Lesão grave: até 20 salários. Em casos públicos, R$ 35 mil a R$ 60 mil
Indicador 15% R$ 333 R$ 500 Lesão grave: até 20 salários. Casos públicos na faixa de R$ 35 mil a R$ 60 mil
Médio, anular ou mínimo 9% R$ 200 R$ 300 Caso público: R$ 35 mil (anular em prensa, Justiça da Bahia)
2 ou mais dedos 25% a 30% R$ 556 a R$ 667 R$ 833 a R$ 1.000 Casos públicos: R$ 50 mil (2 dedos, RS) a R$ 100 mil (4 dedos em parte, Campinas/SP)
Falange / ponta do dedo Abaixo do % do dedo inteiro (proporcional) Proporcional — menor que os valores acima Proporcional — menor que os valores acima Menor que a perda do dedo inteiro, mas existe e é devido

Importante: a pensão da tabela é todo mês, pelo resto da vida — ou paga de uma vez, somando os anos. E ela é só UM dos dinheiros que você pode receber. Tem mais quatro, e eu mostro todos no tópico 7.

📊 Quer ver valor real, não minha palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando em cada canto do Brasil — dado público, atualizado.

2 – Como ler a tabela: a conta explicada passo a passo

A pensão mensal não é chute. A Justiça usa uma fórmula, e ela é mais simples do que parece:

Pensão = (salário + 13º dividido por 12 + terço de férias dividido por 12) × % de incapacidade

Vamos fazer a conta juntos, com um exemplo real. Trabalhador que ganha R$ 2.000 e perdeu o dedo indicador (15%):

  1. Salário: R$ 2.000
  2. 13º salário espalhado pelos 12 meses: R$ 2.000 ÷ 12 = R$ 167
  3. Terço de férias espalhado pelos 12 meses: (R$ 2.000 ÷ 3) ÷ 12 = R$ 56
  4. Base de cálculo: 2.000 + 167 + 56 = R$ 2.223
  5. Aplica os 15% do indicador: 2.223 × 0,15 = R$ 333 por mês

Não quer fazer conta na mão? Nossa calculadora de indenização faz tudo isso por você, de graça, em 2 minutos.

R$ 333 parece pouco? Agora soma os anos. Um trabalhador de 30 anos vai receber isso por décadas. Somando tudo ao longo da vida, essa pensão “pequena” vira um valor enorme acumulado. Por isso a empresa briga tanto nesse ponto — e por isso você precisa de quem sabe fazer essa conta.

Quer entender a conta completa do processo, com todos os pedidos? Está no nosso artigo sobre como calcular a indenização por acidente de trabalho.

3 – Por que o polegar vale mais que os outros dedos

Olha pra sua mão e tenta pegar um copo sem usar o dedão. Não dá.

O polegar é o dedo que faz a “pinça” — é ele que segura ferramenta, martelo, parafuso, caneta, celular. Sem polegar, a mão perde a função principal dela. Por isso a tabela da perícia dá 20% a 25% de incapacidade pro polegar, contra 9% de um dedo mínimo.

Na prática:

O indicador vem logo atrás (15%), porque é o dedo da precisão: apontar, acionar gatilho de ferramenta, passar linha, digitar. Médio, anular e mínimo ficam nos 9% — menos função individual, mas ainda assim incapacidade real e indenizável.

E se a lesão foi maior que dedo — pegou a mão inteira ou boa parte dela — o cenário muda completamente. Aí o % de incapacidade salta pra outra faixa. Leia nosso artigo sobre indenização por perda de mão no trabalho.

4 – Perdi só a ponta do dedo. Tenho direito mesmo assim?

Tem. E muita empresa usa exatamente esse argumento pra te convencer do contrário: “foi só a pontinha, não dá nada”.

Mentira. A perda de uma falange (a ponta ou um pedaço do dedo) entra na tabela da perícia como incapacidade proporcional — menor que a do dedo inteiro, mas existente. O perito mede quanto da função daquele dedo foi perdida e fixa o percentual.

E tem um detalhe que quase ninguém te conta: ponta de dedo esmagada em máquina é o acidente mais comum do Brasil. Prensa que desce, engrenagem sem proteção, serra sem anteparo. Se a máquina não tinha a proteção que a norma federal exige (falo disso no tópico 8), a culpa da empresa está desenhada — e a indenização sobe.

Além da pensão proporcional, a ponta do dedo amputada gera dano estético (a marca fica pra sempre) e dano moral (a dor, o susto, o trauma). Esses dois não dependem do tamanho do pedaço perdido — dependem do que você passou.

5 – Casos reais: o que a Justiça já mandou pagar

Tabela teórica é uma coisa. Sentença é outra. Aqui vão casos reais, públicos, decididos pela Justiça do Trabalho — em linguagem simples:

Caso real O que aconteceu Quanto a Justiça mandou pagar
Justiça da Bahia Prensa amputou o dedo anular do trabalhador R$ 35 mil (R$ 20 mil de dano moral + R$ 15 mil de dano estético)
Justiça do Rio Grande do Sul Trabalhador perdeu 2 dedos R$ 50 mil
Justiça de Minas Gerais Dedo decepado em serra de madeira R$ 60 mil
Justiça de Campinas/SP Perdeu 4 dedos em parte R$ 100 mil

Repara numa coisa: nenhum desses valores inclui a pensão mensal. É dano moral e estético. A pensão vem por cima, todo mês. É por isso que olhar só “o cheque” engana — o caso vale mais do que parece.

E repara em outra: os valores mudam de estado pra estado. A Justiça de cada região tem o seu padrão. Confira o seu na nossa página de valores por estado.

6 – O que a tabela NÃO mostra (e que pode multiplicar o seu valor)

Essa parte é a mais importante do artigo. Lê com calma.

A tabela do topo mostra a base. Mas três situações tiram o seu caso da tabela e jogam ele pra cima:

Dano estético: a marca que ficou

Mão com dedo faltando chama atenção pra sempre. No aperto de mão, na praia, na foto. A lei paga por isso, separado do dano moral. No caso da Bahia que mostrei acima, foram R$ 15 mil só de estético — quase metade do total.

Perda do ofício: quando o dedo era o seu ganha-pão

Aqui a conta muda de patamar. Se o dedo que você perdeu era essencial pra sua profissão, a Justiça não olha só pro dedo — olha pra sua vida profissional inteira destruída.

Operador de prensa que não opera mais prensa. Pedreiro que não pega mais ferramenta. Costureira que não passa mais linha. Nesses casos, a incapacidade pro SEU ofício é de 100% — e a pensão deixa de ser um percentual e passa a ser calculada sobre o salário cheio. Em vez de R$ 333 por mês, R$ 2.223 por mês. Pelo resto da vida.

Esse é o pedido que mais muda o resultado de um processo de dedo, e é o que a maioria dos advogados esquece de fazer. Entenda em detalhe no nosso artigo sobre perda do ofício no acidente de trabalho.

Abandono depois do acidente: isso aumenta a indenização

Você conhece o roteiro. A empresa te leva pro hospital, paga a primeira consulta, emite a CAT, te afasta pelo INSS — e depois some. Não acompanha o tratamento, não paga fisioterapia, não liga, não cuida de readaptação.

Isso não é só sacanagem. Isso é prova. A Justiça enxerga o abandono pós-acidente como agravante e majora o dano moral por causa dele. Guarda as mensagens sem resposta, os pedidos ignorados. Cada silêncio da empresa vale dinheiro no processo.

7 – Os 5 dinheiros que se somam no caso de dedo

A tabela mostra dois (pensão e dano moral). O caso completo tem cinco:

  1. Dano moral — pela dor, pelo trauma, pelo que você passou. É a coluna da direita da tabela.
  2. Pensão mensal — o percentual do salário, todo mês, pelo resto da vida (ou de uma vez). É a conta do tópico 2. Se houve perda do ofício, vira salário cheio.
  3. Dano estético — pela marca permanente na mão. Separado e somado ao moral.
  4. Danos materiais — tudo que saiu do seu bolso: remédio, consulta, fisioterapia, transporte pra tratamento. Com nota, a empresa devolve.
  5. Estabilidade de 12 meses — depois de voltar do INSS por acidente, a empresa não pode te demitir por 1 ano. Se demitiu, paga o ano inteiro.

Na minha experiência de 15 anos: caso de dedo bem montado, com os cinco pedidos no lugar, fica em geral na faixa de R$ 60 mil a R$ 100 mil — mais a pensão mensal correndo por fora. Acima disso existe, como você viu nos casos públicos, mas aí depende da gravidade e do caso concreto.

8 – Culpa da empresa: a NR-12 muda tudo

Se o seu dedo foi pego por máquina, guarda esse nome: NR-12.

É uma norma federal de segurança de máquinas que obriga a empresa a ter, em TODA máquina:

Se faltava UM item desses na máquina que pegou o seu dedo, a culpa da empresa está provada. E culpa provada faz duas coisas: garante a condenação e empurra o dano moral pra cima. Quase nenhuma máquina de chão de fábrica no Brasil cumpre a NR-12 inteira. Por isso quem processa com prova ganha.

Se puder, consiga foto da máquina — sua ou de um colega. Foto de prensa sem proteção é a prova mais forte que existe num caso de dedo.

9 – EPI, treinamento e técnico de segurança: as 3 perguntas que valem dinheiro

Responde mentalmente, agora:

Cada “não” dessas três perguntas é mais um tijolo na culpa da empresa. EPI vencido, treinamento que não houve, técnico de segurança fantasma — tudo isso vira prova e aumenta o valor do dano moral.

E atenção: se o acidente aconteceu porque faltou o equipamento de proteção, o caso tem um caminho próprio. Leia nosso artigo sobre acidente de trabalho por falta de EPI.

10 – Salário maior = pensão maior (e carteira assinada não é obrigatória)

A fórmula do tópico 2 deixa claro: a pensão é um percentual do seu salário. Quem ganha R$ 3.000 recebe 50% mais de pensão que quem ganha R$ 2.000, pro mesmo dedo. Por isso a tabela tem duas colunas.

Três detalhes que jogam a seu favor:

Ou seja: salário baixo diminui só uma das cinco verbas. As outras quatro continuam inteiras.

11 – Como transformar a tabela no SEU número

A tabela te deu a base. Agora falta o que só o seu caso tem: seu salário real, seu dedo, sua profissão, a culpa da sua empresa, o abandono que você sofreu.

Pra isso eu montei uma calculadora. Você responde perguntas simples — qual dedo, qual máquina, qual salário, como a empresa agiu — e ela te devolve a estimativa do SEU caso, com a mesma lógica que eu uso no escritório.

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É de graça, não pede compromisso nenhum, e em 2 minutos você sai com um número de verdade em vez de uma tabela genérica.

12 – Perguntas frequentes sobre a tabela de valores por dedo

Qual o valor de cada dedo da mão?

Depende do dedo e do seu salário. O polegar vale mais (20% a 25% de incapacidade na perícia); os demais variam de 9% a 15%. A tabela acima mostra a estimativa pra cada dedo — e cada caso depende das provas. Calcule grátis o seu.

A tabela vale pra carteira assinada e pra PJ?

A tabela de incapacidade da perícia vale pra todo mundo — o dedo é o mesmo. Mas o caminho do processo muda: com carteira assinada, o caso corre na Justiça do Trabalho com todas as cinco verbas. PJ e informal também podem processar e receber, só que a montagem do caso é diferente e exige provar a relação real de trabalho. Não desista antes de perguntar.

Perdi o dedo há 4 anos. A tabela ainda vale pra mim?

Em muitos casos, sim. O prazo pra processar conta de um jeito que surpreende: em regra, são 2 anos depois de SAIR da empresa — não 2 anos depois do acidente. Se você ainda trabalha lá, o prazo nem começou. Veja sua situação no nosso artigo sobre acidente de trabalho antigo.

O INSS paga além disso?

Paga, e é separado. O auxílio-acidente do INSS é um benefício próprio, que não desconta nada da indenização da empresa. Você pode receber o benefício do INSS E todas as verbas da tabela ao mesmo tempo. Um não anula o outro.

A pensão é paga todo mês ou de uma vez?

Pode ser dos dois jeitos. Todo mês, pelo resto da vida, ou de uma vez só, somando os anos numa parcela única (com um redutor). Somando tudo ao longo dos anos, o acumulado de uma pensão pode passar muito do valor do dano moral — por isso ela é a verba que a empresa mais briga pra derrubar. Explicamos tudo — quando cabe, a conta, vitalícia até quando e o redutor da parcela única — no guia da pensão vitalícia por perda de dedo.

Perdi a ponta do dedo, não o dedo inteiro. Recebo menos?

Recebe proporcionalmente menos de pensão, porque o % de incapacidade é menor. Mas dano moral e estético não encolhem na mesma proporção — o trauma e a marca existem do mesmo jeito. Ponta de dedo dá caso, sim.

E se eu perdi mais de um dedo?

Os percentuais sobem pra faixa de 25% a 30% — e, dependendo dos dedos, a mão pode perder a função de pinça inteira, o que aproxima o caso de uma perda de mão. Veja nosso artigo sobre indenização por perda de mão. Nos casos públicos: 2 dedos saíram por R$ 50 mil no RS e 4 dedos em parte por R$ 100 mil em Campinas.

O valor da tabela é garantido?

Não — e desconfie de quem garantir. A tabela é a base que a perícia e a Justiça usam, mas o resultado depende da prova, da culpa da empresa e do seu caso concreto. O que eu garanto é o método: 15 anos só nisso, mais de 3.000 casos, e a conta feita do jeito certo, com as cinco verbas no lugar. Pra profundidade total, leia o guia completo da indenização por perda de dedo.

Foi no seu estado? Veja a página da sua região

A Justiça do Trabalho funciona um pouco diferente em cada estado — valores, setores que mais machucam e tempo de processo. Temos guias específicos:

O próximo passo é seu

A tabela te mostrou a base. Os casos reais te mostraram que a Justiça paga. Agora só falta o SEU número.

Faça na ordem:

  1. Veja os valores reais por estado — confira o padrão da Justiça na sua região;
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  3. Quer entender seus direitos do zero? Comece pela nossa página de acidente de trabalho.

Sem custo inicial. Você só paga se ganhar. Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho: 3.000+ casos, R$ 41 milhões+ recuperados. A empresa tem advogado desde o dia do seu acidente. Está na hora de você ter o seu. Veja o que muda quando o caso está com um advogado especialista em acidente de trabalho.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Sim. Quem perde a mão — ou parte dela — no trabalho tem direito a indenização. Na nossa experiência, os casos graves de mão ficam na faixa de R$ 60 mil a R$ 120 mil só de dano moral e estético, mais uma pensão todo mês pro resto da vida. E se a Justiça reconhecer que você perdeu o seu ofício, a pensão é sobre o salário CHEIO. Vou te explicar tudo, com a conta na frente.

Fonte: Índice Ventura — levantamento próprio da Ventura Advogados Associados, construído a partir de mais de 3.000 casos de acidente de trabalho acompanhados em todo o Brasil, com R$ 41 milhões recuperados para trabalhadores. Dados atualizados em julho de 2026. Consulte os valores médios do seu estado em venturaadvogados.com/valores-por-estado.

A prensa desceu antes da hora. Ou a serra puxou a luva. Ou o rolo da máquina pegou os dedos e não soltou mais. Em um segundo, a mão que sustentava sua casa virou outra coisa. Você olhou pra ela e soube, na hora, que sua vida tinha mudado.

Agora o fato duro: a mão é a parte do corpo mais atingida em acidente com máquina no Brasil. Mão e dedo somam algo entre 60% e 70% dos acidentes graves de máquina no país. Prensa, serra, guilhotina, injetora, rolo, esteira — todas pegam a mão primeiro. Você não é o único. E você não é o culpado.

Eu sou o Welliton Ventura. Há 15 anos eu cuido de uma coisa só: acidente de trabalho. Não faço divórcio, não faço multa de trânsito. Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho: mais de 3.000 casos e mais de R$ 41 milhões recuperados pra trabalhadores como você. Mão esmagada, dedo decepado, mão amputada — é o que eu vejo todo dia. E vou te mostrar, ponto por ponto, o que a empresa te deve.

1 – O que fazer na hora do acidente (e nos primeiros dias)

Se o acidente acabou de acontecer, faz isso na ordem:

  1. Cuida da saúde primeiro. Hospital, cirurgia, curativo. Guarda TODO papel que te derem: ficha de atendimento, receita, atestado, laudo. Tudo.
  2. Exige a CAT. É o documento oficial do acidente. A empresa é obrigada a emitir. Falo dela logo abaixo.
  3. Tira foto da mão. Hoje, amanhã, toda semana. A cicatrização é prova. Foto com data vale ouro.
  4. Tira foto da máquina, se puder. Você ou um colega. Máquina sem proteção, sem botão de emergência — isso decide processo.
  5. Anota o nome de quem viu. Colega do lado, encarregado, qualquer um. Testemunha some com o tempo. Nome e telefone no papel.
  6. Não assina NADA da empresa. Nem acordo, nem “termo de quitação”, nem papel “só pra constar”. Quem assina com pressa recebe migalha.

E não importa se o acidente foi semana passada ou anos atrás. Quem perdeu a mão tempo atrás e nunca processou ainda pode ter direito — explico o prazo na nossa página de acidente de trabalho antigo.

2 – A CAT é obrigatória — e a empresa não pode fugir dela

CAT é a Comunicação de Acidente de Trabalho. É o papel que registra oficialmente que você se machucou trabalhando. A empresa tem até o primeiro dia útil depois do acidente pra emitir. É obrigação, não favor.

Só que muita empresa não emite. Sabe por quê? Porque a CAT abre a porta dos seus direitos: o INSS te reconhece como acidentado, você ganha estabilidade, e fica provado que o acidente foi no trabalho. Sem CAT, a empresa finge que nada aconteceu.

Se a empresa não emitiu, calma: você mesmo pode emitir a CAT. O médico pode. O sindicato pode. Qualquer um desses vale. E a empresa que escondeu a CAT fica em situação ainda pior na Justiça — porque tentou apagar o acidente.

Perdeu a mão e a empresa “esqueceu” a CAT? Anota isso. É mais um tijolo no seu processo.

3 – Os 5 dinheiros que se somam quando você perde a mão

Aqui está o que quase ninguém te conta: a indenização por perda da mão não é um valor só. São cinco, e eles se somam:

Na nossa experiência, só o moral + estético em caso de mão fica na faixa de R$ 60 mil a R$ 120 mil. A pensão mensal vem POR FORA — e acumulada ao longo da vida, ela costuma ser o maior dinheiro de todos.

📊 Quer ver valor real, não minha palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando — dado público, atualizado.

4 – Tabela: quanto vale a perda da mão (incapacidade e pensão mensal)

A perícia da Justiça usa uma tabela oficial de incapacidade. É ela que define o tamanho da sua pensão mensal. Veja como fica pra quem ganha R$ 2.000 por mês (com 13º e férias na conta, a base sobe pra cerca de R$ 2.222):

Tipo de perda % de incapacidade (tabela da perícia) Pensão mensal estimada (salário R$ 2.000) O que mais se soma
Mão inteira (amputação) 65% a 70% (perda total do membro superior) ~R$ 1.444 a R$ 1.555/mês, vitalício Dano moral gravíssimo + estético + prótese vitalícia
Mão dominante (a que você trabalha) 65% a 70% — mas com perda do ofício, a Justiça pode mandar pagar sobre o salário CHEIO Pode chegar a ~R$ 2.222/mês (100% da base), vitalício Dano moral gravíssimo + estético + prótese + readaptação
Parte da mão (3+ dedos) 25% a 30% (2 ou mais dedos) — ou mais, conforme a perícia ~R$ 555 a R$ 666/mês, vitalício Dano moral grave + estético + possível perda do ofício
Esmagamento com sequela (sem amputação) 5% a 15% (fratura com sequela) ~R$ 111 a R$ 333/mês, vitalício Dano moral + estético se houver deformidade
Perda de movimento/força da mão 5% a 15% — a perícia mede o quanto a mão deixou de funcionar ~R$ 111 a R$ 333/mês, vitalício Dano moral + perda do ofício se a mão era sua ferramenta

Repara numa coisa: pensão vitalícia acumula. R$ 1.444 por mês, durante 35 anos (420 meses), dá mais de R$ 606 mil somando tudo ao longo da vida. Não é um cheque de uma vez — é o acumulado. Mas é dinheiro que entra todo mês, sem falhar, porque a empresa tirou sua mão.

A pensão tem regras próprias — quando cabe, até quando dura, mensal ou parcela única. Detalhamos tudo no guia da pensão vitalícia (vale pra dedo e pra mão).

Quer a conta do SEU caso, com o seu salário? Calcule grátis em 2 minutos na nossa calculadora. E se quiser entender a fórmula por trás, temos um guia completo de como calcular a indenização por acidente de trabalho.

5 – Mão dominante vale mais — e o motivo é o seu ofício

Você é destro e perdeu a mão direita? Ou canhoto e perdeu a esquerda? Então presta atenção: seu caso vale mais. E não é detalhe — é um dos pontos que mais pesam na sentença.

O motivo é simples: a mão dominante é a mão do seu ganha-pão. É ela que segura a ferramenta, aperta o parafuso, opera a máquina, assina o nome. Quando a perícia avalia um destro que perdeu a mão direita, ela não vê “uma mão a menos”. Ela vê um trabalhador que não consegue mais exercer a profissão dele.

Na prática, isso muda três coisas:

Se alguém te disser que “mão é mão, tanto faz qual” — essa pessoa não entende de acidente de trabalho. A Justiça faz diferença, e faz diferença grande.

6 – Perda do ofício: a regra de ouro que multiplica sua pensão

Essa é a parte MAIS IMPORTANTE do artigo. Lê devagar.

A perícia pode dizer que você perdeu “65% da capacidade”. Mas pergunta de verdade: o operador de prensa que perdeu a mão consegue operar prensa de novo? Não. Nunca mais. Pra prensa, ele não perdeu 65%. Perdeu 100%.

É isso que a Justiça chama de perda do ofício: quando o acidente acaba com a SUA profissão, a profissão que você construiu a vida inteira. E quando isso acontece, a regra muda: a pensão deixa de ser uma porcentagem e passa a ser sobre o salário CHEIO. Não é 65% de R$ 2.222 — é R$ 2.222 inteiro, todo mês, pro resto da vida. Em 35 anos, isso soma mais de R$ 933 mil acumulados — e é a conta da Justiça, não promessa minha.

“Ah, mas você pode ser vigia, pode ser porteiro.” A Justiça não aceita esse argumento da empresa. Ela olha pra sua vida profissional inteira destruída, não só pra mão. Esse tema é tão decisivo que tem página própria: perda do ofício no acidente de trabalho — leia se a sua profissão dependia da mão.

7 – Prótese vitalícia: a empresa paga — e troca quando precisar

Pouca gente sabe disso, e as empresas rezam pra você nunca descobrir: quem causou o acidente paga a prótese. Não é o SUS, não é você — é a empresa.

E não é uma prótese só, uma vez na vida. Prótese desgasta, quebra, perde o encaixe, e a tecnologia melhora. A condenação certa inclui:

Uma prótese de mão boa custa caro — e trocando várias vezes ao longo da vida, vira um valor enorme que sai do bolso da empresa, não do seu. Por isso a empresa tenta te empurrar acordo rápido ANTES de você saber disso. Quem assina acordo de balcão abre mão da prótese pro resto da vida sem nem saber.

2 – Cirurgias, reimplante e prótese: quem paga essa conta?

Amputação de mão quase nunca é uma cirurgia só. É reimplante (quando dá), depois limpeza, depois enxerto, depois fisioterapia por meses. E, em muitos casos, prótese.

Quando a empresa teve culpa no acidente — máquina sem proteção, falta de treinamento, falta de EPI — é ela quem paga esse tratamento. Cirurgias, internação, fisioterapia, remédios, adaptação da casa e a prótese.

E aqui tem um detalhe que quase ninguém conta: prótese não é gasto único. Ela desgasta, quebra, perde o encaixe e precisa ser trocada ao longo da vida. Isso significa que a conta da empresa não é “uma prótese” — é prótese pra vida inteira. Um trabalhador de 30 anos vai trocar de prótese muitas vezes até o fim da vida, e cada troca custa caro. Esse custo vitalício entra no processo.

Importante: colocar prótese não diminui sua indenização. A prótese ajuda no dia a dia, mas você perdeu a mão de verdade. O direito continua inteiro.

8 – A culpa é da empresa: o que a NR-12 obriga (e quase ninguém cumpre)

Existe uma norma federal de segurança de máquinas, a NR-12. Ela é a lei da máquina. E ela diz, preto no branco, o que TODA máquina precisa ter pra você operar:

Agora pensa na máquina que pegou a sua mão. Ela tinha proteção fixa? Tinha botão de emergência perto? Você recebeu treinamento com certificado? Se a resposta for “não” pra qualquer uma dessas, a culpa do acidente é da empresa — e é isso que a Justiça vai enxergar.

Máquina sem proteção não é azar. É economia da empresa em cima do seu corpo.

9 – EPI, treinamento e técnico de segurança: as três perguntas que ganham processo

Quando o caso chega na minha mesa, eu faço três perguntas. Responde elas aí na sua cabeça:

Se você respondeu “não” em qualquer uma, a empresa falhou. E falha de segurança comprovada é culpa da empresa no processo. EPI vencido, treinamento de mentira e técnico de segurança fantasma são o trio que mais aparece nos meus 3.000+ casos.

E atenção: mesmo a luva certa não livra a empresa quando a máquina não tinha proteção — EPI não substitui proteção de máquina, a norma é clara nisso. Se o seu acidente envolveu equipamento de proteção errado ou ausente, leia nossa página sobre acidente de trabalho por falta de EPI.

10 – A empresa te abandonou depois do acidente? Isso aumenta a indenização

O roteiro é sempre o mesmo. Eu já vi centenas de vezes:

A empresa te leva pro hospital. Paga a primeira consulta. Emite a CAT (quando emite). Te afasta pelo INSS. E depois… some. Não liga pra saber da cirurgia. Não paga a fisioterapia. Não pergunta da dor. Não oferece readaptação. Você, que deu seus anos pra ela, vira um número desligado da folha.

Guarda essa informação: o abandono depois do acidente AUMENTA a sua indenização. A Justiça enxerga isso como um segundo dano — a empresa te machucou e ainda te largou machucado. O dano moral sobe quando fica provado que a empresa:

Então anota tudo: as ligações que não vieram, as mensagens sem resposta, a fisioterapia que saiu do seu bolso. Cada recibo de remédio que VOCÊ pagou é prova do abandono — e dinheiro de volta no processo.

11 – Estabilidade de 12 meses: não podem te mandar embora

Depois que você volta do afastamento do INSS por acidente, a empresa não pode te demitir por 12 meses. É garantia de lei, não favor de patrão.

E o que as empresas fazem? Esperam você voltar e te mandam embora na primeira semana, apostando que você não vai atrás. Com quem não procura advogado, dá certo. Com quem procura, a conta chega:

E olha o detalhe que muita gente perde: a estabilidade é um direito SEPARADO da indenização. Você pode receber a indenização pela mão E os salários da estabilidade. Um não desconta o outro. Foi demitido depois do acidente? Não assina nada e guarda o papel da demissão — isso vai junto no processo.

12 – INSS (auxílio-acidente) e ação contra a empresa: pode os dois ao mesmo tempo

Esse é o engano que mais rouba dinheiro de trabalhador: achar que, se o INSS paga, a empresa não deve nada. Mentira. São dois direitos diferentes, e você pode receber os dois ao mesmo tempo.

O INSS te deve (porque você contribuiu):

A empresa te deve (porque causou o acidente):

O INSS é seguro social. A indenização é responsabilidade de quem te machucou. Um não anula o outro, um não desconta do outro. A empresa adora dizer “você já recebe do INSS, não tem mais nada pra receber”. Quando ouvir isso, sorri — porque a pessoa acabou de confessar que sabe que te deve.

13 – Esmaguei a mão mas não amputou: também dá direito

Muita gente com a mão esmagada acha que “como não perdeu nada, não tem direito”. Errado. Sequela é dano — com ou sem amputação.

Esmagamento de mão costuma deixar exatamente o tipo de sequela que a perícia reconhece:

Na tabela da perícia, fratura com sequela fica entre 5% e 15% de incapacidade — o que, pra um salário de R$ 2.000, significa pensão mensal vitalícia de R$ 111 a R$ 333, fora o dano moral e o estético se ficou marca. E se a sequela te tirou do SEU ofício (o mecânico que perdeu a força da mão, por exemplo), entra a regra da perda do ofício e a conta muda de patamar.

Mão esmagada que “ficou boa mas nunca mais foi a mesma” é caso de indenização. Ponto.

14 – Quanto tempo demora o processo

Vou ser direto, porque você merece a verdade e não promessa de vendedor:

E aqui vai o que importa: quem espera “pra ver se melhora” só perde. Testemunha esquece, máquina é consertada às pressas, documento some. O processo do trabalhador que agiu rápido é sempre mais forte que o de quem deixou pra depois. Quanto antes começa, antes o dinheiro chega.

15 – Documentos que você precisa juntar

Não precisa ter tudo — eu consigo muita coisa pela Justiça. Mas quanto mais você tiver, mais rápido e mais forte o caso:

Sem carteira assinada? Ainda há caso — o vínculo se prova com testemunha, mensagem, foto no serviço. Não deixa de buscar seu direito por isso.

16 – Como provar a culpa da empresa: fotos da máquina e testemunhas

Processo de acidente com máquina se ganha com duas armas: imagem e gente.

Fotos e vídeos da máquina. Uma foto da prensa sem proteção fixa vale mais que dez páginas de argumento. Se você ainda tem acesso ao local, fotografa. Se não tem, pede pra um colega de confiança. Foto da máquina, do botão de emergência longe (ou inexistente), da placa de identificação. As empresas costumam “arrumar” a máquina dias depois do acidente — a foto de ANTES da arrumação é ouro puro. E se a máquina foi consertada depois, testemunha conta isso ao juiz: o conserto às pressas é quase uma confissão.

Testemunhas. O colega que viu o acidente. O que trabalhava na mesma máquina e sabia que a proteção tinha sido tirada. O que nunca recebeu treinamento, igual a você. A Justiça do Trabalho ouve trabalhador — e colega que conta a verdade na audiência derruba o papelório bonito do RH.

E tem a prova que a própria empresa entrega: documento de treinamento que não existe, ficha de EPI sem assinatura, manutenção da máquina sem registro. No processo, a empresa é obrigada a mostrar esses papéis. Quando não tem — e quase nunca tem — a culpa dela fica escancarada.

17 – Caso real na Justiça: 4 dedos em Campinas = R$ 100 mil

Pra você ver que não é teoria, um caso público, que qualquer pessoa pode conferir:

Campinas/SP: um trabalhador perdeu 4 dedos em parte, numa máquina. A Justiça do Trabalho de Campinas condenou a empresa a pagar R$ 100 mil de indenização.

Quatro dedos em parte: R$ 100 mil. Agora pensa: a mão INTEIRA é mais grave que isso. Na tabela da perícia, 2 ou mais dedos são 25-30% de incapacidade — a mão inteira é 65-70%. Mais que o dobro. E em outros casos públicos, a Justiça da Bahia fixou R$ 35 mil por um dedo na prensa, a do RS R$ 50 mil por dois dedos, a de MG R$ 60 mil por um dedo em máquina de madeira. A régua sobe com a gravidade — e perda de mão está no topo da régua.

Esses números são de dano moral e estético. A pensão mensal vitalícia vem por fora — e somada ao longo dos anos, como mostrei na tabela, costuma passar dos valores acima. Se o seu caso for de dedo e não de mão, temos páginas específicas: quanto é a indenização por perda de um dedo e a tabela de valores de indenização por dedo.

18 – Perguntas frequentes sobre perda de mão no trabalho

Perdi a mão mas a empresa diz que a culpa foi minha. E agora?

É o discurso padrão de toda empresa — e quase nunca cola na Justiça. Quem é obrigada a garantir máquina protegida, treinamento e EPI é a empresa, não você. Se a máquina deixou sua mão chegar na área de risco, a falha de segurança é dela. “Culpa do trabalhador” sem prova de treinamento e proteção é conversa pra você desistir.

Esmaguei a mão mas não amputou. Tenho direito?

Tem. Sequela é dano: perda de força, dedo que não dobra, dor crônica, deformidade. A perícia mede a incapacidade (em geral 5% a 15% em fratura com sequela) e isso vira pensão mensal vitalícia, além do dano moral. Não precisa ter amputado pra ter direito.

Quanto vale a perda da mão direita pra quem trabalha com ela?

É o caso mais valioso de todos. Mão dominante perdida costuma significar perda do ofício — e aí a pensão pode ser sobre o salário cheio, vitalícia, e não só uma porcentagem. Somando dano moral, estético, pensão acumulada e prótese, é um caso de centenas de milhares de reais ao longo da vida. Calcule o seu na calculadora grátis.

A empresa tem que pagar minha prótese?

Tem — e não é só uma. A condenação correta inclui a prótese adequada, as trocas pela vida inteira, a manutenção e a fisioterapia pra adaptação. Quem causou o dano paga o reparo do dano, pra sempre.

Perdi a mão há anos. Ainda posso processar?

Em muitos casos, sim — o prazo tem regras e exceções que dependem da data, da CAT e do afastamento, e muita gente acha que “perdeu o prazo” sem ter perdido. Antes de desistir, leia nossa página de acidente de trabalho antigo e confira sua situação.

Posso ser demitido depois do acidente?

Não, por 12 meses depois que você volta do afastamento do INSS — é a estabilidade acidentária. Se a empresa demitir nesse período, deve te reintegrar ou pagar todos os salários do período, com FGTS e multa. E isso não desconta da indenização: são direitos separados.

Recebo auxílio do INSS. Ainda posso processar a empresa?

Pode — e deve, se houve culpa da empresa. O INSS é seguro social que você pagou; a indenização é responsabilidade da empresa que causou o acidente. Os dois se acumulam, um não desconta do outro.

Eu estava sem carteira assinada. Tenho direito?

Tem. O vínculo de trabalho se prova com testemunhas, mensagens, fotos no serviço, controle de ponto. Na mesma ação, dá pra reconhecer o vínculo E cobrar a indenização pelo acidente. Trabalho sem registro não apaga seu direito — agrava a situação da empresa.

A empresa ofereceu um acordo por fora. Aceito?

Não assina nada antes de saber quanto seu caso vale. Acordo de balcão costuma ser uma fração do direito — e vem com “quitação total”, ou seja, você abre mão da pensão vitalícia e da prótese sem saber. Primeiro calcula, depois decide: faça o cálculo grátis em 2 minutos.

Coloquei prótese. Isso diminui a indenização?

Não. A prótese ajuda no dia a dia, mas a perda é real e permanente. O direito continua — e a empresa ainda pode ter que pagar a prótese e as trocas dela ao longo da vida.

Foi no seu estado? Veja a página da sua região

A Justiça do Trabalho funciona um pouco diferente em cada estado — valores, setores que mais machucam e tempo de processo. Temos guias específicos:

O próximo passo é seu — e leva 2 minutos

Você leu até aqui. Então agora você sabe mais sobre o seu direito do que 90% dos trabalhadores que perdem a mão — e do que muito chefe de RH que vai tentar te enrolar.

A mão que a máquina levou não volta. Mas a conta disso não é sua. É da empresa que economizou na proteção, no treinamento, no técnico de segurança — e agora vai pagar pelo que economizou.

Faz assim, na ordem:

  1. Veja os valores reais por estado — dado público da Justiça, sem achismo;
  2. Calcule grátis quanto vale o seu caso em 2 minutos 👇
  3. Quer entender o caminho completo? Nossa página de acidente de trabalho explica tudo, do acidente à indenização.

15 anos, 3.000+ casos, R$ 41 milhões+ recuperados. A gente resolve o que ninguém resolve. Sua mão valia muito — e o seu direito também vale.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Você é motorista de caminhão. Sua patroa diz que você “só dirige”. Mas a verdade é outra: você carrega, descarrega, amarra, cobre lona, troca pneu na beira de estrada, dorme na cabine, come fora de hora. E aí veio o acidente. Foi nas costas amarrando carga. Foi joelho descendo da boleia. Foi mão no portão lateral. Foi coluna depois de meses na estrada.

Ou foi pior: foi colisão na estrada. Capotagem. Outro veículo. Você ficou em casa, em afastamento, com prejuízo subindo a cada mês.

Esse texto é direto: motorista de caminhão acidentado tem direitos automáticos e altos. Mais do que a empresa quer admitir.

Tipos de acidente que motorista sofre (todos contam)

Tudo isso conta como acidente de trabalho. Não importa se “foi rapidinho”, se “passa logo” ou se “outro motorista que bateu”. Você estava trabalhando. A empresa responde.

Acidente de trajeto também conta

Se você caiu, bateu ou se machucou no caminho de casa pro trabalho — ou voltando — é acidente de trajeto. Conta como acidente de trabalho. Mesma proteção, mesmos direitos. Não importa se foi de moto, ônibus, a pé ou no caminhão da empresa.

Como provar no processo

  1. CAT — comunicado de acidente. Empresa tem 24h. Se não emitir, você emite no INSS, grátis. Em colisão de estrada, o boletim de ocorrência também serve.
  2. Boletim de ocorrência — se foi colisão, capotagem, atropelamento. Pega cópia no posto da PRF ou da PM.
  3. Atendimento médico — pronto-socorro, hospital, ambulatório. Mesmo se foi “só pra avaliar”.
  4. Foto do caminhão e do local do acidente.
  5. Testemunhas — colega motorista, ajudante, outro motorista que viu, gente da empresa onde você descarregou.
  6. Diário de bordo / tacógrafo — mostra horário, jornada longa, falta de descanso.
  7. Recibo de combustível e nota fiscal de carga — prova que você estava em serviço.

Seus direitos como motorista acidentado

Perda do ofício — motorista que não pode mais dirigir

Se a sequela te impede de continuar dirigindo caminhão (coluna travada, joelho que não dobra, perda de visão, problema cardíaco causado por estresse e jornada), você ganha um direito EXTRA: indenização por perda do ofício.

Você passou anos aprendendo a função, tirou categoria especial (D, E, MOPP), conhece estrada. Se perdeu isso, a Justiça paga uma indenização extra grande. Em casos de motorista que perdeu CNH categoria E por acidente, indenizações no escritório passaram de R$ 250 mil.

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da lesão, do tempo de afastamento, da sequela, do salário, da categoria do caminhão e do estado. Entenda como calcular a indenização passo a passo e calcule antes de aceitar qualquer oferta.

Valores médios por estado

O valor varia por região. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026.

Perguntas frequentes

1. A colisão foi por culpa de outro motorista. Ainda tenho direito?

Tem. Você estava em serviço. A empresa responde pelo acidente de trabalho mesmo que outro condutor tenha causado. E ainda dá pra cobrar separado do causador do acidente.

2. Sou motorista agregado, não funcionário. Vale igual?

Pode valer. Se você dirigia exclusivamente pra uma empresa, com rota dela, em uniforme dela, sob ordens dela — dá pra reconhecer vínculo de emprego na Justiça. Aí todos os direitos voltam.

3. A empresa disse que eu não tinha que descarregar.

Não interessa o “tinha ou não tinha”. O que importa é a vida real: você descarregava, era exigido, sem ajudante. Testemunhas e prática diária provam isso. A empresa responde.

4. Hérnia de disco depois de anos. Conta?

Conta. Hérnia de disco em motorista é doença causada por vibração, jornada longa, esforço repetido. A Justiça reconhece como doença ocupacional. Mesmos direitos do acidente.

5. Quanto tempo pra processar?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro de 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos. Acidente que já tem tempo? Veja o guia de acidente de trabalho antigo.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Você tem direito a indenização, afastamento pago e 1 ano de emprego garantido na volta. Perder a visão de um olho é sequela permanente: casos do escritório passaram de R$ 80 mil, mais um salário da empresa todo mês pela sequela que ficou.

Alguma coisa entrou no seu olho no trabalho. Um estilhaço de ferro. Um respingo de produto químico. A luz da solda sem máscara. Uma fagulha da esmerilhadeira. Doeu, ardeu, escureceu. Hoje você enxerga embaçado, vê manchas, ou perdeu a visão de um olho. E o chefe falou: “você não usou o óculos”. O óculos de proteção era obrigação da empresa. Você tem direito.

Esmerilhador que pegou estilhaço no olho. Soldador que ficou com a visão queimada da luz. Trabalhador da limpeza que respingou produto químico. Operário de torno que não tinha óculos. Todos têm o mesmo direito — e muitos perderam visão calados, achando que “foi azar”.

Acidente no olho é dos mais graves, porque a visão não volta. E paga indenização alta.

Por que a culpa é da empresa, não sua

Todo serviço que solta fagulha, estilhaço, poeira ou respingo é risco pros olhos. A empresa é obrigada por lei a proteger você. Ela tinha que ter dado:

Se faltou qualquer um — e quase sempre falta — a culpa é da empresa. Não importa se “você não estava usando o óculos”. Era a empresa que tinha que dar o óculos certo, exigir o uso e não deixar você trabalhar sem ele — veja o guia de acidente de trabalho por falta de EPI.

Funções que mais sofrem acidente no olho

O que fazer agora, logo depois do acidente

  1. Lave o olho e corra pro pronto-socorro. Respingo químico precisa ser lavado na hora. Estilhaço precisa ser tirado por médico. Não espere.
  2. Exija a CAT. É o comunicado de acidente. A empresa tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Peça exame com oftalmologista. Ele mede o quanto da visão você perdeu. Guarde o laudo.
  4. Guarde tudo. Atestado, receita, exame de vista, conta de remédio e de cirurgia.
  5. Anote os colegas que viram. Quem socorreu, quem sabia que faltava óculos, quem ouviu o chefe mandar trabalhar sem proteção.

Seus direitos depois do acidente no olho

O que NÃO fazer depois do acidente

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende do quanto de visão você perdeu, da sequela, do tempo de afastamento, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer oferta da empresa, veja como calcular a indenização passo a passo e calcule.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Eu não estava usando o óculos na hora. Perco o direito?

Não. A empresa é obrigada a dar o óculos certo, exigir o uso e fiscalizar. Se ela deixou você trabalhar sem, a culpa é dela.

2. Perdi a visão de um olho só. Vale a pena processar?

Vale, e muito. Perder a visão de um olho é sequela permanente, paga pensão vitalícia e indenização alta. Casos do escritório passaram de R$ 80 mil.

3. Foi luz de solda e a visão melhorou depois. Ainda tenho direito?

Tem. Mesmo que tenha melhorado, houve afastamento, dor e dano moral. E luz de solda repetida deixa sequela escondida na vista. Faça o exame.

4. O estilhaço entrou faz tempo e só agora a vista piorou. Dá?

Dá. Sequela no olho pode aparecer ou piorar com o tempo. O acidente entra como causa, mesmo passados meses. Procure médico e guarde o laudo.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos. Acidente que já faz tempo? Leia o guia de acidente de trabalho antigo.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

Atendemos Santa Catarina inteira — conheça também a nossa página completa de indenização por acidente de trabalho em SC.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Quem trabalha em frigorífico do oeste catarinense, fábrica de móveis de São Bento do Sul, polo metal-mecânico de Joinville, têxtil de Blumenau ou obra do litoral sabe: mão e dedo são o maior volume de acidente de trabalho do Brasil. Em Santa Catarina, serra-fita de frigorífico, prensa de marcenaria e estampadora de metalúrgica são as máquinas que mais mordem mão.

A Justiça do Trabalho de Santa Catarina é uma das que mais paga indenização por acidente no Brasil: nos nossos casos, o valor médio em SC chega a R$ 132 mil e a taxa de sucesso bate 83% — os números mais altos do país. Empresa que viola norma de segurança e atinge a mão do trabalhador catarinense costuma ser condenada.

Meu nome é Welliton Ventura. Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho, com 3.000+ casos e R$ 41 milhões+ recuperados pros nossos clientes. Atuamos em todos os TRTs do Brasil, e Santa Catarina está entre os estados de maior volume — principalmente frigorífico, móveis e metal-mecânica.


Quanto a Justiça de SC paga por acidente de trabalho?

Tipo de lesão (nossos casos em SC) Valor
Valor médio geral em Santa Catarina R$ 132 mil
Um dedo amputado Em torno de R$ 70 mil
Lesão de braço Em torno de R$ 148 mil
Lesão de perna Em torno de R$ 135 mil
Lesão de coluna Em torno de R$ 190 mil
Caso real — 3 dedos esmagados em prensa (TRT-SC) R$ 48 mil

Valor médio dos nossos casos em Santa Catarina: R$ 132 mil. SC tem uma das maiores médias do país.

Um dedo amputado: em torno de R$ 70 mil — veja o guia completo de quanto é a indenização por perda de um dedo e a tabela de valores por dedo. Polegar paga mais, indicador vem logo atrás. Mais de um dedo soma dano moral + estético + material.

Lesão de braço: em torno de R$ 148 mil, conforme a perda de movimento e força.

Lesão de perna: em torno de R$ 135 mil, com pensão mensal quando há sequela permanente.

Lesão de coluna: em torno de R$ 190 mil — é a faixa mais alta, por afetar a vida inteira e a capacidade de trabalho.

Perda da capacidade para o ofício: operador de serra, marceneiro, faqueiro de frigorífico, soldador que não volta à função — pensão mensal cheia, vitalícia.

📊 Quer ver valor real, não a minha palavra? Consulte nossa página de valores por estado — valor médio, taxa de sucesso, duração do processo e número de casos em Santa Catarina, em tempo real.


Atendemos Santa Catarina inteira?

Sim. Atendemos todo o estado de Santa Catarina, de forma 100% online. Você manda os documentos pelo celular, conversa com a gente sem sair de casa, e a presença física só acontece nos dias de audiência e perícia. Não importa se você é de Joinville, Chapecó, Blumenau, Criciúma, Lages ou de uma cidade pequena do interior.


Quais são os acidentes mais comuns em SC?

No polo metal-mecânico (Joinville e região norte)

Nas fábricas de móveis e madeireiras (São Bento do Sul, Chapecó, oeste)

Nos frigoríficos (oeste — Seara, JBS, Aurora)

No têxtil (Blumenau e vale do Itajaí)

Na construção civil (litoral — Itajaí, Balneário Camboriú, Florianópolis)


A Justiça de SC já condenou empresa por acidente assim?

Já, e várias vezes. Um exemplo real: a 5ª Câmara do Tribunal do Trabalho de Santa Catarina condenou uma empresa a pagar R$ 48 mil a um trabalhador que teve três dedos da mão esquerda esmagados numa prensa de chapas de compensado.

O ponto central foi a falta de treinamento específico: o trabalhador só tinha recebido treinamento geral, e não capacitação pra operar aquela máquina. A relatora deixou claro que a culpa recai inteira sobre a empresa quando ela não prova que treinou o trabalhador direito. (Processo nº 0000215-09.2019.5.12.0015, 5ª Câmara do TRT-SC.)

É exatamente esse tipo de falha — máquina sem proteção e trabalhador sem treinamento real — que faz a gente ganhar caso em Santa Catarina.


Que normas de segurança a empresa costuma violar?

NR-12 — Segurança em Máquinas

A NR-12 cobre prensa, serra-fita, serra esquadrejadeira, estampadora, tupia, torno. O que as empresas mais violam:

NR-36 — Frigoríficos e Abate

Obriga pausa pra descanso, ritmo de linha controlado, luva metálica, rodízio de função e treinamento. Quase todo processo contra frigorífico do oeste catarinense parte da violação dessa norma.

NR-35 — Trabalho em Altura

Nas obras do litoral. Obriga cinto de segurança, linha de vida, análise de risco e treinamento. Faltou? A culpa da queda é da empresa.

Também entram a norma do EPI (NR-6), a da construção (NR-18) e a da empilhadeira (NR-11).


A empresa te entregou EPI e treinamento de verdade?

Responda com sinceridade:

  1. Você recebeu EPI novo e certo pra função? Luva metálica no frigorífico, luva anti-corte na marcenaria, óculos, botina com palmilha.
  2. Teve treinamento específico com certificado? Não vale palestra genérica de meia hora — tem que ser curso pra operar aquela máquina.
  3. Você já viu o técnico de segurança no chão de fábrica, no abate, na obra?

Um “não” em qualquer uma dessas = a empresa violou norma de segurança. Isso derruba a defesa dela — foi exatamente assim no caso julgado em SC.


A empresa te abandonou depois do acidente?

É um padrão que se repete em Santa Catarina, principalmente em frigorífico e metalúrgica: a empresa leva no ambulatório, estabiliza, encaminha pro hospital, emite a CAT, afasta pelo INSS — e some. Não acompanha o tratamento, não paga fisioterapia longa, não custeia prótese boa, não oferece readaptação.

Isso é ilegal. A empresa é obrigada a prestar socorro continuado:

Abandonar o trabalhador depois do acidente aumenta o valor da indenização. A Justiça de SC valoriza muito essa tese.


E se eu não consigo mais voltar pro meu trabalho?

Era operador de prensa, faqueiro de frigorífico, marceneiro, soldador, costureira? E hoje sua mão não responde mais como antes, não dá mais pra voltar à função?

Essa é a chamada perda do ofício — e é a tese que mais paga. A Justiça olha pra sua vida profissional inteira que foi interrompida e fixa pensão mensal vitalícia sobre o salário cheio. É o que mais transforma a vida do trabalhador catarinense.

Em torno de 13 meses é a duração média dos nossos processos em Santa Catarina até a primeira decisão — mais rápido que a média nacional.


Perguntas frequentes

Quanto vale meu caso de acidente de trabalho em Santa Catarina? Depende da lesão, da culpa da empresa e da sua função. A média dos nossos casos em SC é R$ 132 mil. Um dedo gira em torno de R$ 70 mil, braço R$ 148 mil, perna R$ 135 mil e coluna R$ 190 mil. Em exemplos sérios o valor pode passar de R$ 100 mil. Use a calculadora pra ter uma estimativa do seu.

Sou de cidade pequena do interior de SC. Vocês atendem? Sim. Atendemos Santa Catarina inteira, 100% online. Você não precisa ir até um escritório — resolve tudo pelo celular, e a presença só acontece nos dias de audiência.

A empresa não emitiu a CAT. Perdi meu direito? NÃO. A falta da CAT prejudica a empresa, não você. Prontuário do hospital, atestado, testemunha e até mensagem no celular bastam pra provar o acidente.

Sou terceirizado no frigorífico. Posso processar a empresa dona? Pode. Em atividade de risco, como abate e linha de produção, a empresa que contratou a terceirizada responde junto pela indenização.

Fui demitido depois do acidente. Isso é legal? Não. Quem se acidenta tem estabilidade de 12 meses depois da alta do INSS. Se te mandaram embora, você tem direito a voltar ou a ser indenizado por isso.


Qual o próximo passo?

Três coisas pra fazer hoje:

  1. Veja o valor real na página de valores por estado.
  2. Simule o valor do seu caso na calculadora de indenização.
  3. Entenda todos os seus direitos na página Acidente de Trabalho.

Depois disso, se o seu caso se encaixa, a gente leva pra Justiça de Santa Catarina. Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho — é só isso que a gente faz.


Leia também

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Machucou a coluna numa queda ou levando peso no trabalho? Você tem direito a indenização da empresa, pensão mensal e benefícios do INSS. Quando a lesão na coluna deixa limitação ou paralisia parcial, esses casos costumam ficar entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, podendo passar de R$ 100 mil nos casos mais graves.

Atenção: aqui a gente fala de lesão na coluna por acidente — uma queda, um tombo, uma carga que caiu em cima, um esforço que travou tudo na hora. Não é a dor que aparece devagar com o tempo. É o trauma de uma hora pra outra. Esse tipo de caso vale muito, e vamos explicar por quê.

Lesão na coluna por acidente dá direito a indenização?

Dá, e dos altos. Quando você cai, é atingido por um peso ou se machuca de forma brusca e isso lesiona sua coluna, a empresa é responsável. A coluna comanda o movimento do corpo inteiro — uma lesão ali pode deixar a pessoa sem força nas pernas, sem conseguir abaixar, levantar peso, ou até andar.

Quanto maior a limitação, maior a indenização. Nos casos mais graves, com paralisia, os valores chegam a centenas de milhares de reais.

Quanto vale a indenização por lesão na coluna no trabalho?

Situação citada neste guia Valor
Lesão na coluna com limitação (faixa da nossa experiência) R$ 72 mil a R$ 155 mil
Casos mais graves Pode passar de R$ 100 mil
Caso real — gari paraplégico após queda (Justiça do Ceará) R$ 425 mil + pensão vitalícia

Pela nossa experiência em mais de 3.000 casos, a faixa para lesões com limitação fica entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, somando dano moral, dano estético e o valor pela perda da capacidade de trabalho.

Um caso real e grave: a Justiça do Trabalho do Ceará condenou uma empresa a indenizar em R$ 425 mil um gari que ficou paraplégico depois de cair de cerca de 3 metros enquanto podava uma árvore, somando danos morais, estéticos e existenciais, além de pensão vitalícia (veja a reportagem da decisão). Quanto mais grave a sequela na coluna, mais alto o valor.

E se eu fiquei com paralisia ou perdi força nas pernas?

Aí o caso fica entre os mais sérios que existem. Além do dano moral e estético, a empresa tem que pagar:

Tenho direito a pensão e ao INSS ao mesmo tempo?

Tem. A pensão é paga pela empresa, e o INSS é um benefício seu. São coisas separadas. Numa lesão de coluna que te afasta do trabalho, você costuma ter direito ao auxílio por incapacidade ou à aposentadoria pelo INSS, somados à indenização e à pensão da empresa.

O que fazer agora se você lesionou a coluna no trabalho?

  1. Guarde os exames (raio-x, ressonância) que mostram a lesão e laudos médicos.
  2. Confirme se a CAT foi emitida. Ela liga o acidente ao trabalho.
  3. Anote como foi o acidente: de onde caiu, qual peso, se tinha proteção, se havia testemunhas.
  4. Não feche acordo cedo demais. Lesão de coluna pode piorar com o tempo, e o valor tem que considerar isso. E se o acidente já faz anos e só agora piorou, veja o guia de acidente de trabalho antigo.

Quer saber quanto o seu caso pode valer? Veja como calcular a indenização passo a passo ou use nossa calculadora de indenização gratuita e descubra em 2 minutos.

Perguntas frequentes

A minha dor começou aos poucos, não numa queda. Tenho direito?

Esse texto é sobre lesão por acidente (trauma de uma hora pra outra). Dor que vem aos poucos pelo esforço é outro assunto e segue regras diferentes. Se você não tem certeza do seu caso, vale a pena conferir com quem entende.

Caí de pouca altura. Mesmo assim conta?

Conta. Até queda de pequena altura pode causar lesão grave na coluna. O que importa é a sequela que ficou, não de quão alto você caiu.

A empresa diz que eu não tinha como cair, que fui descuidado.

A empresa é obrigada a oferecer ambiente seguro, cinto, andaime firme e treinamento. Se faltou segurança, a responsabilidade é dela, mesmo que digam que você foi descuidado.

Recebo o INSS e a indenização juntos?

Sim. O INSS é um direito, a indenização da empresa é outro. Você tem direito aos dois.

Quanto custa pra entrar com o processo?

Nada adiantado. Os honorários só são cobrados se você ganhar.


A Ventura Advogados é ULTRAESPECIALISTA em acidente de trabalho, com mais de 3.000 casos e R$ 41 milhões+ recuperados para trabalhadores em todo o Brasil. Veja também os valores de indenização por estado e conheça seus direitos em caso de acidente de trabalho.

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