Faz tempo que dói. Começou um aperto no ombro, depois subiu pro pescoço, depois desceu pro braço. Não consegue mais dormir do lado dolorido. Pra abrir um vidro, levantar uma criança, segurar a sacola do mercado — tudo dá pontada. Você foi no médico e ele disse: tendinite. E quase certo: causada pelo trabalho.
Fonte: Índice Ventura — levantamento próprio da Ventura Advogados Associados, construído a partir de mais de 3.000 casos de acidente de trabalho acompanhados em todo o Brasil, com R$ 41 milhões recuperados para trabalhadores. Dados atualizados em julho de 2026. Consulte os valores médios do seu estado em venturaadvogados.com/valores-por-estado.
Mas aí veio o problema: tendinite não tem corte, não tem fratura, não tem sangue. A empresa nega, diz que “todo mundo tem dor”, que “foi de carregar a criança em casa”, que “é da idade”. E te negaram a CAT. E você não sabe como provar.
Pode provar, sim. E recebe indenização. Esse texto te mostra como.
Tendinite e bursite no ombro são doenças causadas por movimento repetido com o braço, esforço com peso acima da cabeça, postura ruim por muito tempo, vibração e impacto. Quando o trabalho exige isso — repetidamente, todo dia, por meses ou anos — a Justiça reconhece como doença ocupacional.
Doença ocupacional tem os mesmos direitos do acidente de trabalho comum. Mesma estabilidade, mesma indenização, mesma pensão. Só muda a forma de provar.
É exatamente isso que toda empresa diz. “Você sempre teve dor”. “Pega peso em casa”. “Joga futebol no fim de semana”. “É da idade”.
A Justiça olha o conjunto. Se sua função exige movimento repetido com o braço E você desenvolveu tendinite — a relação é provável, e o ônus de PROVAR o contrário fica com a empresa. A perícia médica judicial verifica o tendão, o tipo de lesão, e cruza com a função. Em quase todo caso bem documentado, ganha o trabalhador.
O valor depende da gravidade da tendinite, do tempo de afastamento, da sequela, do salário e do estado. Calcule antes de aceitar qualquer oferta.
O valor varia por região. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026.
Pode. Tendinite que persiste é doença caracterizada. Você pode processar ainda trabalhando — e ainda pedir afastamento e mudança de função.
Pode. Na Justiça do Trabalho dá pra reconhecer como B91 (acidentário). Isso garante FGTS no afastamento e estabilidade.
Dá. Mesmo que já tenha passado tempo, o caso pode estar vivo — cada situação tem uma análise própria. E se a tendinite só ficou pior depois de sair, isso conta a seu favor — a origem foi o trabalho.
Recupera. Guarda recibo, nota fiscal, prescrição. Tudo entra como dano material.
Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Sem entrada, sem mensalidade.
Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.
{ “@context”: “https://schema.org”, “@type”: “FAQPage”, “mainEntity”: [ {“@type”:”Question”,”name”:”Já tenho tendinite há 2 anos e ainda trabalho. Posso processar?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Pode. Tendinite persistente é doença caracterizada. Você pode processar ainda trabalhando e pedir afastamento e mudança de função.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”A empresa pôs B31. Posso mudar para B91?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Pode. Na Justiça do Trabalho dá pra reconhecer como acidentário. Garante FGTS no afastamento e estabilidade.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Já saí da empresa há 1 ano. Ainda dá?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Dá. Mesmo que já tenha passado tempo, o caso pode estar vivo — cada situação tem uma análise própria. E se a tendinite só piorou depois de sair, isso conta a favor: a origem foi o trabalho.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Faço fisioterapia particular. Recupero o valor?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Recupera. Guarda recibo, nota e prescrição. Entra como dano material.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Tenho que pagar advogado antes?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não. O advogado recebe percentual no final e só recebe se você ganhar.”}} ] }Você solda o dia inteiro. A fagulha respinga na pele. A luz queima a vista. O metal quente cai na bota e no braço. Respira fumaça que ninguém vê. Hoje você tem cicatriz de queimadura, vista que arde e embaça, e às vezes uma tosse que não passa. E o chefe falou: “soldador é assim mesmo”. Não é pra ser assim. A empresa tinha que te proteger. Você tem direito.
Soldador de estrutura. Soldador de oficina. Quem solda em altura, em espaço apertado, dentro de tanque. Ajudante de solda. Todos enfrentam fagulha, luz forte e fumaça tóxica todo dia — e muitos têm sequela escondida sem saber que dá pra cobrar.
Queimadura, lesão no olho e problema de respiração por causa da solda podem ser acidente de trabalho. E pagam indenização.
Soldar junta vários perigos ao mesmo tempo: fogo, luz que cega, metal derretido e fumaça que faz mal ao pulmão. A empresa é obrigada por lei a proteger o soldador. Ela tinha que ter dado:
Se faltou qualquer um — e quase sempre falta — a culpa é da empresa. Não importa se “soldador veterano nem usa máscara direito”. Era a empresa que tinha que dar o equipamento certo, exigir o uso e ventilar o lugar.
Aí a culpa é dela. O soldador precisa de máscara com filtro, luva de raspa, avental, perneira e, em ambiente fechado, exaustor pra tirar a fumaça. Se faltou qualquer um desses itens, ou se eles estavam estragados, a empresa responde pelo acidente. A falta de equipamento de proteção é uma das provas mais fortes a seu favor — veja o guia completo de acidente de trabalho por falta de EPI.
O valor depende da gravidade da queimadura, da sequela na vista ou no pulmão, da insalubridade não paga, do tempo de afastamento, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer oferta, calcule.
O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.
Vale. Mesmo queimadura pequena gera dor, dano moral e, se deixou cicatriz, dano estético. E ainda dá pra cobrar a insalubridade não paga, que costuma ser valor alto.
Conta. Luz de solda repetida vai queimando a vista aos poucos. Faça exame oftalmológico. Se houver perda, paga pensão e indenização.
Pode. Soldador costuma ter direito ao adicional pelo calor, barulho e fumaça. Dá pra cobrar os últimos 5 anos que a empresa deixou de pagar.
Dá. Doença de pulmão por respirar fumaça de solda por anos é tratada como acidente de trabalho. Faça exame e guarde o laudo.
Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos, inclusive a insalubridade não paga.
Tem. Quem sofre acidente de trabalho tem estabilidade de 12 meses depois que volta do afastamento. Se te mandaram embora dentro desse prazo, a demissão foi irregular e você pode cobrar.
Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.
{ “@context”: “https://schema.org”, “@type”: “FAQPage”, “mainEntity”: [ {“@type”:”Question”,”name”:”A queimadura foi pequena e sarou. Vale processar?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Vale. Mesmo queimadura pequena gera dor, dano moral e, se deixou cicatriz, dano estético. E ainda dá pra cobrar a insalubridade não paga.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Minha vista arde sempre da luz da solda. Isso conta?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Conta. Luz de solda repetida vai queimando a vista aos poucos. Faça exame oftalmológico. Se houver perda, paga pensão e indenização.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”A empresa nunca pagou insalubridade. Posso cobrar?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Pode. Soldador costuma ter direito ao adicional pelo calor, barulho e fumaça. Dá pra cobrar os últimos 5 anos não pagos.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Trabalho com solda há anos e apareceu problema de pulmão. Dá?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Dá. Doença de pulmão por respirar fumaça de solda por anos é tratada como acidente de trabalho. Faça exame e guarde o laudo.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Quanto tempo tenho para entrar com a ação?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, é possível cobrar os últimos 5 anos de direitos, inclusive insalubridade não paga.”}} ] }Você se machucou no trabalho. Sabe que tem direito. Mas tem um medo travando tudo: “vou processar a empresa e nunca mais arrumo emprego”. O cunhado falou. O colega falou. Até a sua sogra falou. Que empresa pesquisa o nome, que aparece no Google, que entra numa lista preta.
Esse medo é o motivo número 1 pelo qual trabalhador acidentado deixa de receber o que é direito dele. Empresa sabe disso e usa a seu favor — oferece R$ 3 mil de “acordo” sabendo que você não vai brigar por causa do medo.
A verdade é direta: processar a empresa NÃO te marca. E aqui você vai entender por quê.
Lista que empresa consulta pra ver se você já processou alguém — isso é PROIBIDO por lei. Empresa que faz isso responde por dano moral e discriminação. Algumas grandes empresas tentaram no passado, foram processadas, perderam milhões e pararam.
O recrutador não tem acesso à lista de processos. O sistema da Justiça do Trabalho NÃO mostra publicamente o nome do trabalhador que processou. Aparece o nome da empresa (reclamada), mas o seu nome (reclamante) fica protegido — só dá pra ver o número do processo e o nome da empresa.
Processo trabalhista NÃO aparece em pesquisa de Google comum. Pra achar processo, precisa ir no site do tribunal (TRT da região), com seu nome completo. E mesmo lá, hoje em dia, dados pessoais ficam ocultos por lei de proteção (LGPD).
Quem realmente quer descobrir, descobre? Em tese sim. Mas RH grande NÃO faz esse tipo de pesquisa. É caro, dá trabalho, e o risco jurídico pra empresa é gigante.
No nosso escritório, atendemos mais de 3.000 trabalhadores. Pedreiro que processou e hoje é mestre de obra. Operador de máquina que processou e hoje trabalha em multinacional. Motorista que processou empresa de transporte e hoje dirige pra outra maior. Cozinheira que processou restaurante e hoje trabalha em hotel.
NENHUM deles foi “barrado” depois. A maioria nem precisou tocar no assunto na entrevista. Quem precisou, contou a verdade — me machuquei, fui ressarcido, tô curado — e arrumou emprego normal.
Ameaça do tipo “se você processar, eu te demito” é CRIME. E aumenta o valor da sua indenização. Empresa que pressiona ou demite trabalhador por causa de processo paga ainda mais — e a Justiça é firme com isso.
Se ouviu ameaça do chefe, do RH, do gerente — anote. Grava se conseguir (no Brasil, gravação de própria conversa vale como prova). Conta pra família. Não esquece.
Em casos parecidos com o seu, valores no escritório passaram de R$ 100 mil. Por causa de um medo que NÃO se confirma na prática.
Calcule antes de aceitar qualquer proposta da empresa. Vai te dar coragem ver o número real.
O valor varia por região. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026.
Não pode. Demissão por causa de processo é crime e gera indenização extra alta. Em muitos casos, dá pra processar com você ainda empregado, sem risco real.
Não. Sistema da Justiça do Trabalho não mostra publicamente nome de quem processou. Pesquisa no Google não acha. Lista negra é proibida e quase nenhuma empresa faz.
Em geral nem chega a saber. Se chegar (raro), a empresa que NÃO te contratar por isso pode ser processada por discriminação. Empresa que tem RH sério sabe disso e não se mete.
Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Sem entrada, sem mensalidade. Isso significa que o risco financeiro é ZERO.
Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro de 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos.
Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.
{ “@context”: “https://schema.org”, “@type”: “FAQPage”, “mainEntity”: [ {“@type”:”Question”,”name”:”Vou ser demitido se processar enquanto ainda trabalho lá?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não pode. Demissão por causa de processo é crime e gera indenização extra alta. Em muitos casos dá pra processar com você ainda empregado.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Próximo emprego vai descobrir?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não. Sistema da Justiça do Trabalho não mostra publicamente quem processou. Google não acha. Lista negra é proibida.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”E se acharem que processei outra empresa?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Em geral nem chega a saber. Se chegar, empresa que não te contratar por isso pode ser processada por discriminação.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Tenho que pagar advogado antes?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Não. O advogado recebe percentual no final e só recebe se você ganhar. Risco financeiro zero.”}}, {“@type”:”Question”,”name”:”Quanto tempo tenho?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro de 2 anos, é possível cobrar os últimos 5 anos.”}} ] }Atualizado em 11 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura
Tem um dinheiro no caso de dedo que quase ninguém te conta: o que pinga todo mês, pelo resto da vida. Não é o dano moral, que vem uma vez só. É a pensão. E é exatamente a verba que a empresa mais briga pra derrubar no processo — porque ela sabe fazer conta.
Eu sou o Welliton Ventura. Há 15 anos só faço uma coisa: acidente de trabalho. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados pra trabalhador. E nesta página eu vou te explicar só UMA coisa, com profundidade: quando a pensão por perda de dedo cabe, quando não cabe, como a Justiça calcula e até quando a empresa paga.
Se você ainda está no começo e quer entender o caso inteiro, comece pelo nosso guia completo da indenização por perda de dedo. Se você quer os números de cada dedo, vá direto na tabela de valores por dedo. Esta página aqui é o terceiro pedaço do quebra-cabeça: a pensão.
Quando o acidente deixa uma sequela que não volta mais — um dedo que não existe mais, uma mão que não fecha como fechava — você perdeu um pedaço da sua capacidade de trabalhar. Pra sempre.
A lei entende uma coisa simples: se a empresa causou uma perda que dura a vida inteira, a reparação também tem que durar a vida inteira. Por isso existe a pensão: um valor pago todo mês, proporcional ao pedaço da capacidade que você perdeu.
Repara na diferença entre as verbas do processo:
É por isso que, somando os anos, a pensão costuma ser a verba mais valiosa do caso — mesmo quando a parcela mensal parece pequena. Eu mostro essa conta mais pra frente, e ela costuma surpreender.
A pergunta que define tudo é essa: sobrou sequela permanente que reduziu sua capacidade de trabalho?
Se a resposta é sim, a pensão cabe. E no caso de dedo amputado, a resposta é sim por definição — dedo não nasce de novo. A perícia do processo dá um percentual de incapacidade pra cada dedo (o polegar é o que vale mais), e é esse percentual que vira pensão.
Cabe pensão mesmo que você:
Sendo honesto, como sempre: se você se recuperou 100%, sem sequela nenhuma, não há pensão. Machucou, tratou, voltou inteiro — pode haver outros direitos (o tempo parado, despesas, eventualmente dano moral), mas pensão é verba de sequela permanente.
Agora, cuidado com as conversas que aparecem no caminho. Eu ouço essas há 15 anos:
A fórmula é mais simples do que parece:
Pensão mensal = % de incapacidade (dado pela perícia) × seu salário
Com um salário de R$ 2.000, fica assim (os mesmos números da nossa tabela de valores por dedo):
| Dedo perdido | % de incapacidade (perícia) | Pensão mensal (salário R$ 2.000) |
|---|---|---|
| Polegar (dedão) | 20% a 25% | R$ 444 a R$ 556 |
| Indicador | 15% | R$ 333 |
| Médio, anular ou mindinho | 9% | R$ 200 |
| 2 ou mais dedos | 25% a 30% | R$ 556 a R$ 667 |
| Falange / ponta do dedo | Proporcional (menor que o dedo inteiro) | Proporcional |
Três detalhes que aumentam a conta — e que a empresa nunca lembra de mencionar:
Sim. Na Justiça do Trabalho, a regra pra sequela permanente é pensão vitalícia — enquanto você viver. Não é “até se aposentar”, como muita empresa tenta emplacar no processo. Aposentadoria é direito seu, que você pagou ao INSS a vida inteira. A pensão é dívida da empresa. Uma coisa não apaga a outra.
E se a empresa fechar? Por isso existe a opção da parcela única, que eu explico agora.
A lei permite pedir a pensão de dois jeitos:
Qual é melhor? Depende do caso. A parcela única te dá o dinheiro na mão agora — bom pra quitar dívida, abrir negócio, comprar a casa — e elimina o risco de a empresa quebrar daqui a dez anos. A mensal preserva o valor cheio, sem redutor. Essa escolha é estratégica e se decide olhando a saúde financeira da empresa, o tamanho do percentual e o seu momento de vida. É exatamente o tipo de decisão em que um advogado que só faz acidente de trabalho ganha o jogo.
Vamos usar o exemplo que já está no nosso guia do dedo: um trabalhador jovem, com pensão calculada sobre salário na faixa de R$ 2.000 e décadas de vida pela frente.
Em 420 meses (35 anos), o acumulado da pensão chega perto de R$ 277 mil — só de pensão. Fora o dano moral e o estético, que nos casos de dedo costumam ficar na faixa de R$ 35 mil a R$ 60 mil.
Agora você entende por que a empresa briga tanto contra essa verba. O dano moral é uma parcela; a pensão é um cofre. Quando alguém te oferece “uma graninha” pra assinar um acordo na primeira semana, é esse cofre que estão tentando fechar antes de você saber que ele existe.
No processo, a defesa da empresa ataca a pensão por três portas. Conhecer as três é meio caminho:
Os mesmos casos públicos que estão na nossa tabela — aqui olhando pelo ângulo da pensão:
Cada caso tem seu desenho — salário, idade, percentual, culpa. Por isso a faixa é larga. E por isso a única resposta séria pra “quanto eu vou receber?” é calcular o SEU caso, não o do vizinho.
Quando o acidente leva mais de um dedo, ou compromete o movimento de pinça, o caso começa a se aproximar de uma perda de mão — percentuais maiores, pensão maior, discussão de prótese. Temos um guia inteiro sobre isso: indenização por perda de mão no trabalho.
O básico que sustenta a verba:
Não tem tudo isso? Não trava por causa disso. Boa parte a gente consegue puxar no processo — inclusive da própria empresa.
Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho: 3.000+ casos, R$ 41 milhões+ recuperados. Não fazemos divórcio, não fazemos multa de trânsito — fazemos acidente de trabalho, todos os dias, no Brasil inteiro.
Sem custo inicial. Você só paga se ganhar. A análise do seu caso é grátis e começa com um cálculo de 2 minutos.
Sim. A pensão repara a perda permanente da capacidade, não a falta de emprego. Trabalhador na ativa recebe pensão acumulada com o salário — a Justiça decide assim todos os dias.
Pode. O benefício do INSS é um seguro público; a pensão é dívida da empresa pela culpa no acidente. São fontes diferentes e se acumulam.
Na sequela permanente, a regra é vitalícia — enquanto você viver. Não termina na aposentadoria: aposentadoria é direito previdenciário seu, a pensão é reparação da empresa.
Pode pedir em parcela única, somando os anos com um redutor. Vale a pena quando há risco de a empresa fechar ou quando o dinheiro agora muda sua vida. A escolha é estratégica — a gente analisa caso a caso.
Proporcional, sim. O percentual de incapacidade é menor que o do dedo inteiro, então a pensão sai menor — mas existe e é devida. E o dano moral não encolhe na mesma proporção.
Há prazos, e eles variam conforme o caso — mas a primeira coisa que a empresa torce é pra você ACHAR que perdeu o prazo. Se te falaram que “já passou”, desconfie: acidente antigo ainda dá caso em muitas situações. Verifique antes de desistir.
A Justiça do Trabalho funciona um pouco diferente em cada estado — valores, setores que mais machucam e tempo de processo. Temos guias específicos:
Agora você sabe o que a empresa esperava que você nunca descobrisse: além do dano moral, existe um dinheiro que pinga todo mês, pelo resto da vida — e ele costuma ser a maior parte da conta.
Faça na ordem:
Sem custo inicial. Você só paga se ganhar. A empresa tem advogado desde o dia do seu acidente. Está na hora de você ter o seu.
Resposta direta: em 2026, a indenização por perda de um dedo no trabalho no Brasil costuma somar três valores: dano moral (nos casos públicos, de R$ 35 mil a R$ 60 mil por um dedo, chegando a R$ 100 mil quando são vários), pensão mensal vitalícia calculada sobre o percentual de incapacidade da perícia, e dano estético. O polegar é o dedo que mais vale (20% a 25% de incapacidade), seguido do indicador (15%); médio, anular e mínimo ficam em torno de 9%. Para um salário de R$ 2.000, isso equivale a uma pensão de R$ 200 a R$ 556 por mês, paga pela empresa. Em processos reais que conduzimos, houve condenações de R$ 140 mil (ponta de dedo, indústria no Paraná) e R$ 587 mil (mão e dedo de carpinteiro em Santa Catarina, com perda do ofício reconhecida).
Fonte: Índice Ventura — levantamento próprio da Ventura Advogados Associados com base em mais de 3.000 casos de acidente de trabalho acompanhados em todo o Brasil. Atualizado em julho de 2026.
Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura
Você quer número. Aqui está. Logo abaixo tem a tabela com o valor de cada dedo: quanto a perícia considera de incapacidade, quanto dá de pensão por mês e quanto a Justiça costuma pagar de dano moral.
Mas antes, um aviso honesto — porque eu não trabalho com ilusão: essa tabela é ponto de partida, não é o valor final do seu caso. O número muda com o seu salário, com a gravidade da lesão e com o tamanho da culpa da empresa. Dois trabalhadores podem perder o mesmo dedo e receber valores bem diferentes. A tabela te mostra a base. O resto da conta, eu te ensino neste artigo.
Eu sou o Welliton Ventura. Há 15 anos só faço uma coisa: acidente de trabalho. Mais de 3.000 casos, mais de R$ 41 milhões recuperados pra trabalhador. Mão e dedo são onde eu mais atuo — não por acaso: cerca de 60% a 70% dos acidentes graves com máquina no Brasil pegam a mão ou os dedos. Prensa, serra, esmeril, dobradeira. Todo dia.
Este artigo é a versão direto-ao-ponto. Se você quer entender o assunto inteiro, do começo ao fim, leia também o nosso guia completo da indenização por perda de dedo.
A tabela abaixo usa três informações que a Justiça do Trabalho usa de verdade:
| Dedo perdido | % de incapacidade (perícia) | Pensão mensal (salário R$ 2.000) | Pensão mensal (salário R$ 3.000) | Dano moral típico na Justiça |
|---|---|---|---|---|
| Polegar (dedão) | 20% a 25% | R$ 444 a R$ 556 | R$ 667 a R$ 833 | Lesão grave: até 20 salários. Em casos públicos, R$ 35 mil a R$ 60 mil |
| Indicador | 15% | R$ 333 | R$ 500 | Lesão grave: até 20 salários. Casos públicos na faixa de R$ 35 mil a R$ 60 mil |
| Médio, anular ou mínimo | 9% | R$ 200 | R$ 300 | Caso público: R$ 35 mil (anular em prensa, Justiça da Bahia) |
| 2 ou mais dedos | 25% a 30% | R$ 556 a R$ 667 | R$ 833 a R$ 1.000 | Casos públicos: R$ 50 mil (2 dedos, RS) a R$ 100 mil (4 dedos em parte, Campinas/SP) |
| Falange / ponta do dedo | Abaixo do % do dedo inteiro (proporcional) | Proporcional — menor que os valores acima | Proporcional — menor que os valores acima | Menor que a perda do dedo inteiro, mas existe e é devido |
Importante: a pensão da tabela é todo mês, pelo resto da vida — ou paga de uma vez, somando os anos. E ela é só UM dos dinheiros que você pode receber. Tem mais quatro, e eu mostro todos no tópico 7.
📊 Quer ver valor real, não minha palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando em cada canto do Brasil — dado público, atualizado.
A pensão mensal não é chute. A Justiça usa uma fórmula, e ela é mais simples do que parece:
Pensão = (salário + 13º dividido por 12 + terço de férias dividido por 12) × % de incapacidade
Vamos fazer a conta juntos, com um exemplo real. Trabalhador que ganha R$ 2.000 e perdeu o dedo indicador (15%):
Não quer fazer conta na mão? Nossa calculadora de indenização faz tudo isso por você, de graça, em 2 minutos.
R$ 333 parece pouco? Agora soma os anos. Um trabalhador de 30 anos vai receber isso por décadas. Somando tudo ao longo da vida, essa pensão “pequena” vira um valor enorme acumulado. Por isso a empresa briga tanto nesse ponto — e por isso você precisa de quem sabe fazer essa conta.
Quer entender a conta completa do processo, com todos os pedidos? Está no nosso artigo sobre como calcular a indenização por acidente de trabalho.
Olha pra sua mão e tenta pegar um copo sem usar o dedão. Não dá.
O polegar é o dedo que faz a “pinça” — é ele que segura ferramenta, martelo, parafuso, caneta, celular. Sem polegar, a mão perde a função principal dela. Por isso a tabela da perícia dá 20% a 25% de incapacidade pro polegar, contra 9% de um dedo mínimo.
Na prática:
O indicador vem logo atrás (15%), porque é o dedo da precisão: apontar, acionar gatilho de ferramenta, passar linha, digitar. Médio, anular e mínimo ficam nos 9% — menos função individual, mas ainda assim incapacidade real e indenizável.
E se a lesão foi maior que dedo — pegou a mão inteira ou boa parte dela — o cenário muda completamente. Aí o % de incapacidade salta pra outra faixa. Leia nosso artigo sobre indenização por perda de mão no trabalho.
Tem. E muita empresa usa exatamente esse argumento pra te convencer do contrário: “foi só a pontinha, não dá nada”.
Mentira. A perda de uma falange (a ponta ou um pedaço do dedo) entra na tabela da perícia como incapacidade proporcional — menor que a do dedo inteiro, mas existente. O perito mede quanto da função daquele dedo foi perdida e fixa o percentual.
E tem um detalhe que quase ninguém te conta: ponta de dedo esmagada em máquina é o acidente mais comum do Brasil. Prensa que desce, engrenagem sem proteção, serra sem anteparo. Se a máquina não tinha a proteção que a norma federal exige (falo disso no tópico 8), a culpa da empresa está desenhada — e a indenização sobe.
Além da pensão proporcional, a ponta do dedo amputada gera dano estético (a marca fica pra sempre) e dano moral (a dor, o susto, o trauma). Esses dois não dependem do tamanho do pedaço perdido — dependem do que você passou.
Tabela teórica é uma coisa. Sentença é outra. Aqui vão casos reais, públicos, decididos pela Justiça do Trabalho — em linguagem simples:
| Caso real | O que aconteceu | Quanto a Justiça mandou pagar |
|---|---|---|
| Justiça da Bahia | Prensa amputou o dedo anular do trabalhador | R$ 35 mil (R$ 20 mil de dano moral + R$ 15 mil de dano estético) |
| Justiça do Rio Grande do Sul | Trabalhador perdeu 2 dedos | R$ 50 mil |
| Justiça de Minas Gerais | Dedo decepado em serra de madeira | R$ 60 mil |
| Justiça de Campinas/SP | Perdeu 4 dedos em parte | R$ 100 mil |
Repara numa coisa: nenhum desses valores inclui a pensão mensal. É dano moral e estético. A pensão vem por cima, todo mês. É por isso que olhar só “o cheque” engana — o caso vale mais do que parece.
E repara em outra: os valores mudam de estado pra estado. A Justiça de cada região tem o seu padrão. Confira o seu na nossa página de valores por estado.
Essa parte é a mais importante do artigo. Lê com calma.
A tabela do topo mostra a base. Mas três situações tiram o seu caso da tabela e jogam ele pra cima:
Mão com dedo faltando chama atenção pra sempre. No aperto de mão, na praia, na foto. A lei paga por isso, separado do dano moral. No caso da Bahia que mostrei acima, foram R$ 15 mil só de estético — quase metade do total.
Aqui a conta muda de patamar. Se o dedo que você perdeu era essencial pra sua profissão, a Justiça não olha só pro dedo — olha pra sua vida profissional inteira destruída.
Operador de prensa que não opera mais prensa. Pedreiro que não pega mais ferramenta. Costureira que não passa mais linha. Nesses casos, a incapacidade pro SEU ofício é de 100% — e a pensão deixa de ser um percentual e passa a ser calculada sobre o salário cheio. Em vez de R$ 333 por mês, R$ 2.223 por mês. Pelo resto da vida.
Esse é o pedido que mais muda o resultado de um processo de dedo, e é o que a maioria dos advogados esquece de fazer. Entenda em detalhe no nosso artigo sobre perda do ofício no acidente de trabalho.
Você conhece o roteiro. A empresa te leva pro hospital, paga a primeira consulta, emite a CAT, te afasta pelo INSS — e depois some. Não acompanha o tratamento, não paga fisioterapia, não liga, não cuida de readaptação.
Isso não é só sacanagem. Isso é prova. A Justiça enxerga o abandono pós-acidente como agravante e majora o dano moral por causa dele. Guarda as mensagens sem resposta, os pedidos ignorados. Cada silêncio da empresa vale dinheiro no processo.
A tabela mostra dois (pensão e dano moral). O caso completo tem cinco:
Na minha experiência de 15 anos: caso de dedo bem montado, com os cinco pedidos no lugar, fica em geral na faixa de R$ 60 mil a R$ 100 mil — mais a pensão mensal correndo por fora. Acima disso existe, como você viu nos casos públicos, mas aí depende da gravidade e do caso concreto.
Se o seu dedo foi pego por máquina, guarda esse nome: NR-12.
É uma norma federal de segurança de máquinas que obriga a empresa a ter, em TODA máquina:
Se faltava UM item desses na máquina que pegou o seu dedo, a culpa da empresa está provada. E culpa provada faz duas coisas: garante a condenação e empurra o dano moral pra cima. Quase nenhuma máquina de chão de fábrica no Brasil cumpre a NR-12 inteira. Por isso quem processa com prova ganha.
Se puder, consiga foto da máquina — sua ou de um colega. Foto de prensa sem proteção é a prova mais forte que existe num caso de dedo.
Responde mentalmente, agora:
Cada “não” dessas três perguntas é mais um tijolo na culpa da empresa. EPI vencido, treinamento que não houve, técnico de segurança fantasma — tudo isso vira prova e aumenta o valor do dano moral.
E atenção: se o acidente aconteceu porque faltou o equipamento de proteção, o caso tem um caminho próprio. Leia nosso artigo sobre acidente de trabalho por falta de EPI.
A fórmula do tópico 2 deixa claro: a pensão é um percentual do seu salário. Quem ganha R$ 3.000 recebe 50% mais de pensão que quem ganha R$ 2.000, pro mesmo dedo. Por isso a tabela tem duas colunas.
Três detalhes que jogam a seu favor:
Ou seja: salário baixo diminui só uma das cinco verbas. As outras quatro continuam inteiras.
A tabela te deu a base. Agora falta o que só o seu caso tem: seu salário real, seu dedo, sua profissão, a culpa da sua empresa, o abandono que você sofreu.
Pra isso eu montei uma calculadora. Você responde perguntas simples — qual dedo, qual máquina, qual salário, como a empresa agiu — e ela te devolve a estimativa do SEU caso, com a mesma lógica que eu uso no escritório.
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Depende do dedo e do seu salário. O polegar vale mais (20% a 25% de incapacidade na perícia); os demais variam de 9% a 15%. A tabela acima mostra a estimativa pra cada dedo — e cada caso depende das provas. Calcule grátis o seu.
A tabela de incapacidade da perícia vale pra todo mundo — o dedo é o mesmo. Mas o caminho do processo muda: com carteira assinada, o caso corre na Justiça do Trabalho com todas as cinco verbas. PJ e informal também podem processar e receber, só que a montagem do caso é diferente e exige provar a relação real de trabalho. Não desista antes de perguntar.
Em muitos casos, sim. O prazo pra processar conta de um jeito que surpreende: em regra, são 2 anos depois de SAIR da empresa — não 2 anos depois do acidente. Se você ainda trabalha lá, o prazo nem começou. Veja sua situação no nosso artigo sobre acidente de trabalho antigo.
Paga, e é separado. O auxílio-acidente do INSS é um benefício próprio, que não desconta nada da indenização da empresa. Você pode receber o benefício do INSS E todas as verbas da tabela ao mesmo tempo. Um não anula o outro.
Pode ser dos dois jeitos. Todo mês, pelo resto da vida, ou de uma vez só, somando os anos numa parcela única (com um redutor). Somando tudo ao longo dos anos, o acumulado de uma pensão pode passar muito do valor do dano moral — por isso ela é a verba que a empresa mais briga pra derrubar. Explicamos tudo — quando cabe, a conta, vitalícia até quando e o redutor da parcela única — no guia da pensão vitalícia por perda de dedo.
Recebe proporcionalmente menos de pensão, porque o % de incapacidade é menor. Mas dano moral e estético não encolhem na mesma proporção — o trauma e a marca existem do mesmo jeito. Ponta de dedo dá caso, sim.
Os percentuais sobem pra faixa de 25% a 30% — e, dependendo dos dedos, a mão pode perder a função de pinça inteira, o que aproxima o caso de uma perda de mão. Veja nosso artigo sobre indenização por perda de mão. Nos casos públicos: 2 dedos saíram por R$ 50 mil no RS e 4 dedos em parte por R$ 100 mil em Campinas.
Não — e desconfie de quem garantir. A tabela é a base que a perícia e a Justiça usam, mas o resultado depende da prova, da culpa da empresa e do seu caso concreto. O que eu garanto é o método: 15 anos só nisso, mais de 3.000 casos, e a conta feita do jeito certo, com as cinco verbas no lugar. Pra profundidade total, leia o guia completo da indenização por perda de dedo.
A Justiça do Trabalho funciona um pouco diferente em cada estado — valores, setores que mais machucam e tempo de processo. Temos guias específicos:
A tabela te mostrou a base. Os casos reais te mostraram que a Justiça paga. Agora só falta o SEU número.
Faça na ordem:
Sem custo inicial. Você só paga se ganhar. Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho: 3.000+ casos, R$ 41 milhões+ recuperados. A empresa tem advogado desde o dia do seu acidente. Está na hora de você ter o seu. Veja o que muda quando o caso está com um advogado especialista em acidente de trabalho.
Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura
Sim. Quem perde a mão — ou parte dela — no trabalho tem direito a indenização. Na nossa experiência, os casos graves de mão ficam na faixa de R$ 60 mil a R$ 120 mil só de dano moral e estético, mais uma pensão todo mês pro resto da vida. E se a Justiça reconhecer que você perdeu o seu ofício, a pensão é sobre o salário CHEIO. Vou te explicar tudo, com a conta na frente.
Fonte: Índice Ventura — levantamento próprio da Ventura Advogados Associados, construído a partir de mais de 3.000 casos de acidente de trabalho acompanhados em todo o Brasil, com R$ 41 milhões recuperados para trabalhadores. Dados atualizados em julho de 2026. Consulte os valores médios do seu estado em venturaadvogados.com/valores-por-estado.
A prensa desceu antes da hora. Ou a serra puxou a luva. Ou o rolo da máquina pegou os dedos e não soltou mais. Em um segundo, a mão que sustentava sua casa virou outra coisa. Você olhou pra ela e soube, na hora, que sua vida tinha mudado.
Agora o fato duro: a mão é a parte do corpo mais atingida em acidente com máquina no Brasil. Mão e dedo somam algo entre 60% e 70% dos acidentes graves de máquina no país. Prensa, serra, guilhotina, injetora, rolo, esteira — todas pegam a mão primeiro. Você não é o único. E você não é o culpado.
Eu sou o Welliton Ventura. Há 15 anos eu cuido de uma coisa só: acidente de trabalho. Não faço divórcio, não faço multa de trânsito. Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho: mais de 3.000 casos e mais de R$ 41 milhões recuperados pra trabalhadores como você. Mão esmagada, dedo decepado, mão amputada — é o que eu vejo todo dia. E vou te mostrar, ponto por ponto, o que a empresa te deve.
Se o acidente acabou de acontecer, faz isso na ordem:
E não importa se o acidente foi semana passada ou anos atrás. Quem perdeu a mão tempo atrás e nunca processou ainda pode ter direito — explico o prazo na nossa página de acidente de trabalho antigo.
CAT é a Comunicação de Acidente de Trabalho. É o papel que registra oficialmente que você se machucou trabalhando. A empresa tem até o primeiro dia útil depois do acidente pra emitir. É obrigação, não favor.
Só que muita empresa não emite. Sabe por quê? Porque a CAT abre a porta dos seus direitos: o INSS te reconhece como acidentado, você ganha estabilidade, e fica provado que o acidente foi no trabalho. Sem CAT, a empresa finge que nada aconteceu.
Se a empresa não emitiu, calma: você mesmo pode emitir a CAT. O médico pode. O sindicato pode. Qualquer um desses vale. E a empresa que escondeu a CAT fica em situação ainda pior na Justiça — porque tentou apagar o acidente.
Perdeu a mão e a empresa “esqueceu” a CAT? Anota isso. É mais um tijolo no seu processo.
Aqui está o que quase ninguém te conta: a indenização por perda da mão não é um valor só. São cinco, e eles se somam:
Na nossa experiência, só o moral + estético em caso de mão fica na faixa de R$ 60 mil a R$ 120 mil. A pensão mensal vem POR FORA — e acumulada ao longo da vida, ela costuma ser o maior dinheiro de todos.
📊 Quer ver valor real, não minha palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando — dado público, atualizado.
A perícia da Justiça usa uma tabela oficial de incapacidade. É ela que define o tamanho da sua pensão mensal. Veja como fica pra quem ganha R$ 2.000 por mês (com 13º e férias na conta, a base sobe pra cerca de R$ 2.222):
| Tipo de perda | % de incapacidade (tabela da perícia) | Pensão mensal estimada (salário R$ 2.000) | O que mais se soma |
|---|---|---|---|
| Mão inteira (amputação) | 65% a 70% (perda total do membro superior) | ~R$ 1.444 a R$ 1.555/mês, vitalício | Dano moral gravíssimo + estético + prótese vitalícia |
| Mão dominante (a que você trabalha) | 65% a 70% — mas com perda do ofício, a Justiça pode mandar pagar sobre o salário CHEIO | Pode chegar a ~R$ 2.222/mês (100% da base), vitalício | Dano moral gravíssimo + estético + prótese + readaptação |
| Parte da mão (3+ dedos) | 25% a 30% (2 ou mais dedos) — ou mais, conforme a perícia | ~R$ 555 a R$ 666/mês, vitalício | Dano moral grave + estético + possível perda do ofício |
| Esmagamento com sequela (sem amputação) | 5% a 15% (fratura com sequela) | ~R$ 111 a R$ 333/mês, vitalício | Dano moral + estético se houver deformidade |
| Perda de movimento/força da mão | 5% a 15% — a perícia mede o quanto a mão deixou de funcionar | ~R$ 111 a R$ 333/mês, vitalício | Dano moral + perda do ofício se a mão era sua ferramenta |
Repara numa coisa: pensão vitalícia acumula. R$ 1.444 por mês, durante 35 anos (420 meses), dá mais de R$ 606 mil somando tudo ao longo da vida. Não é um cheque de uma vez — é o acumulado. Mas é dinheiro que entra todo mês, sem falhar, porque a empresa tirou sua mão.
A pensão tem regras próprias — quando cabe, até quando dura, mensal ou parcela única. Detalhamos tudo no guia da pensão vitalícia (vale pra dedo e pra mão).
Quer a conta do SEU caso, com o seu salário? Calcule grátis em 2 minutos na nossa calculadora. E se quiser entender a fórmula por trás, temos um guia completo de como calcular a indenização por acidente de trabalho.
Você é destro e perdeu a mão direita? Ou canhoto e perdeu a esquerda? Então presta atenção: seu caso vale mais. E não é detalhe — é um dos pontos que mais pesam na sentença.
O motivo é simples: a mão dominante é a mão do seu ganha-pão. É ela que segura a ferramenta, aperta o parafuso, opera a máquina, assina o nome. Quando a perícia avalia um destro que perdeu a mão direita, ela não vê “uma mão a menos”. Ela vê um trabalhador que não consegue mais exercer a profissão dele.
Na prática, isso muda três coisas:
Se alguém te disser que “mão é mão, tanto faz qual” — essa pessoa não entende de acidente de trabalho. A Justiça faz diferença, e faz diferença grande.
Essa é a parte MAIS IMPORTANTE do artigo. Lê devagar.
A perícia pode dizer que você perdeu “65% da capacidade”. Mas pergunta de verdade: o operador de prensa que perdeu a mão consegue operar prensa de novo? Não. Nunca mais. Pra prensa, ele não perdeu 65%. Perdeu 100%.
É isso que a Justiça chama de perda do ofício: quando o acidente acaba com a SUA profissão, a profissão que você construiu a vida inteira. E quando isso acontece, a regra muda: a pensão deixa de ser uma porcentagem e passa a ser sobre o salário CHEIO. Não é 65% de R$ 2.222 — é R$ 2.222 inteiro, todo mês, pro resto da vida. Em 35 anos, isso soma mais de R$ 933 mil acumulados — e é a conta da Justiça, não promessa minha.
“Ah, mas você pode ser vigia, pode ser porteiro.” A Justiça não aceita esse argumento da empresa. Ela olha pra sua vida profissional inteira destruída, não só pra mão. Esse tema é tão decisivo que tem página própria: perda do ofício no acidente de trabalho — leia se a sua profissão dependia da mão.
Pouca gente sabe disso, e as empresas rezam pra você nunca descobrir: quem causou o acidente paga a prótese. Não é o SUS, não é você — é a empresa.
E não é uma prótese só, uma vez na vida. Prótese desgasta, quebra, perde o encaixe, e a tecnologia melhora. A condenação certa inclui:
Uma prótese de mão boa custa caro — e trocando várias vezes ao longo da vida, vira um valor enorme que sai do bolso da empresa, não do seu. Por isso a empresa tenta te empurrar acordo rápido ANTES de você saber disso. Quem assina acordo de balcão abre mão da prótese pro resto da vida sem nem saber.
Amputação de mão quase nunca é uma cirurgia só. É reimplante (quando dá), depois limpeza, depois enxerto, depois fisioterapia por meses. E, em muitos casos, prótese.
Quando a empresa teve culpa no acidente — máquina sem proteção, falta de treinamento, falta de EPI — é ela quem paga esse tratamento. Cirurgias, internação, fisioterapia, remédios, adaptação da casa e a prótese.
E aqui tem um detalhe que quase ninguém conta: prótese não é gasto único. Ela desgasta, quebra, perde o encaixe e precisa ser trocada ao longo da vida. Isso significa que a conta da empresa não é “uma prótese” — é prótese pra vida inteira. Um trabalhador de 30 anos vai trocar de prótese muitas vezes até o fim da vida, e cada troca custa caro. Esse custo vitalício entra no processo.
Importante: colocar prótese não diminui sua indenização. A prótese ajuda no dia a dia, mas você perdeu a mão de verdade. O direito continua inteiro.
Existe uma norma federal de segurança de máquinas, a NR-12. Ela é a lei da máquina. E ela diz, preto no branco, o que TODA máquina precisa ter pra você operar:
Agora pensa na máquina que pegou a sua mão. Ela tinha proteção fixa? Tinha botão de emergência perto? Você recebeu treinamento com certificado? Se a resposta for “não” pra qualquer uma dessas, a culpa do acidente é da empresa — e é isso que a Justiça vai enxergar.
Máquina sem proteção não é azar. É economia da empresa em cima do seu corpo.
Quando o caso chega na minha mesa, eu faço três perguntas. Responde elas aí na sua cabeça:
Se você respondeu “não” em qualquer uma, a empresa falhou. E falha de segurança comprovada é culpa da empresa no processo. EPI vencido, treinamento de mentira e técnico de segurança fantasma são o trio que mais aparece nos meus 3.000+ casos.
E atenção: mesmo a luva certa não livra a empresa quando a máquina não tinha proteção — EPI não substitui proteção de máquina, a norma é clara nisso. Se o seu acidente envolveu equipamento de proteção errado ou ausente, leia nossa página sobre acidente de trabalho por falta de EPI.
O roteiro é sempre o mesmo. Eu já vi centenas de vezes:
A empresa te leva pro hospital. Paga a primeira consulta. Emite a CAT (quando emite). Te afasta pelo INSS. E depois… some. Não liga pra saber da cirurgia. Não paga a fisioterapia. Não pergunta da dor. Não oferece readaptação. Você, que deu seus anos pra ela, vira um número desligado da folha.
Guarda essa informação: o abandono depois do acidente AUMENTA a sua indenização. A Justiça enxerga isso como um segundo dano — a empresa te machucou e ainda te largou machucado. O dano moral sobe quando fica provado que a empresa:
Então anota tudo: as ligações que não vieram, as mensagens sem resposta, a fisioterapia que saiu do seu bolso. Cada recibo de remédio que VOCÊ pagou é prova do abandono — e dinheiro de volta no processo.
Depois que você volta do afastamento do INSS por acidente, a empresa não pode te demitir por 12 meses. É garantia de lei, não favor de patrão.
E o que as empresas fazem? Esperam você voltar e te mandam embora na primeira semana, apostando que você não vai atrás. Com quem não procura advogado, dá certo. Com quem procura, a conta chega:
E olha o detalhe que muita gente perde: a estabilidade é um direito SEPARADO da indenização. Você pode receber a indenização pela mão E os salários da estabilidade. Um não desconta o outro. Foi demitido depois do acidente? Não assina nada e guarda o papel da demissão — isso vai junto no processo.
Esse é o engano que mais rouba dinheiro de trabalhador: achar que, se o INSS paga, a empresa não deve nada. Mentira. São dois direitos diferentes, e você pode receber os dois ao mesmo tempo.
O INSS te deve (porque você contribuiu):
A empresa te deve (porque causou o acidente):
O INSS é seguro social. A indenização é responsabilidade de quem te machucou. Um não anula o outro, um não desconta do outro. A empresa adora dizer “você já recebe do INSS, não tem mais nada pra receber”. Quando ouvir isso, sorri — porque a pessoa acabou de confessar que sabe que te deve.
Muita gente com a mão esmagada acha que “como não perdeu nada, não tem direito”. Errado. Sequela é dano — com ou sem amputação.
Esmagamento de mão costuma deixar exatamente o tipo de sequela que a perícia reconhece:
Na tabela da perícia, fratura com sequela fica entre 5% e 15% de incapacidade — o que, pra um salário de R$ 2.000, significa pensão mensal vitalícia de R$ 111 a R$ 333, fora o dano moral e o estético se ficou marca. E se a sequela te tirou do SEU ofício (o mecânico que perdeu a força da mão, por exemplo), entra a regra da perda do ofício e a conta muda de patamar.
Mão esmagada que “ficou boa mas nunca mais foi a mesma” é caso de indenização. Ponto.
Vou ser direto, porque você merece a verdade e não promessa de vendedor:
E aqui vai o que importa: quem espera “pra ver se melhora” só perde. Testemunha esquece, máquina é consertada às pressas, documento some. O processo do trabalhador que agiu rápido é sempre mais forte que o de quem deixou pra depois. Quanto antes começa, antes o dinheiro chega.
Não precisa ter tudo — eu consigo muita coisa pela Justiça. Mas quanto mais você tiver, mais rápido e mais forte o caso:
Sem carteira assinada? Ainda há caso — o vínculo se prova com testemunha, mensagem, foto no serviço. Não deixa de buscar seu direito por isso.
Processo de acidente com máquina se ganha com duas armas: imagem e gente.
Fotos e vídeos da máquina. Uma foto da prensa sem proteção fixa vale mais que dez páginas de argumento. Se você ainda tem acesso ao local, fotografa. Se não tem, pede pra um colega de confiança. Foto da máquina, do botão de emergência longe (ou inexistente), da placa de identificação. As empresas costumam “arrumar” a máquina dias depois do acidente — a foto de ANTES da arrumação é ouro puro. E se a máquina foi consertada depois, testemunha conta isso ao juiz: o conserto às pressas é quase uma confissão.
Testemunhas. O colega que viu o acidente. O que trabalhava na mesma máquina e sabia que a proteção tinha sido tirada. O que nunca recebeu treinamento, igual a você. A Justiça do Trabalho ouve trabalhador — e colega que conta a verdade na audiência derruba o papelório bonito do RH.
E tem a prova que a própria empresa entrega: documento de treinamento que não existe, ficha de EPI sem assinatura, manutenção da máquina sem registro. No processo, a empresa é obrigada a mostrar esses papéis. Quando não tem — e quase nunca tem — a culpa dela fica escancarada.
Pra você ver que não é teoria, um caso público, que qualquer pessoa pode conferir:
Campinas/SP: um trabalhador perdeu 4 dedos em parte, numa máquina. A Justiça do Trabalho de Campinas condenou a empresa a pagar R$ 100 mil de indenização.
Quatro dedos em parte: R$ 100 mil. Agora pensa: a mão INTEIRA é mais grave que isso. Na tabela da perícia, 2 ou mais dedos são 25-30% de incapacidade — a mão inteira é 65-70%. Mais que o dobro. E em outros casos públicos, a Justiça da Bahia fixou R$ 35 mil por um dedo na prensa, a do RS R$ 50 mil por dois dedos, a de MG R$ 60 mil por um dedo em máquina de madeira. A régua sobe com a gravidade — e perda de mão está no topo da régua.
Esses números são de dano moral e estético. A pensão mensal vitalícia vem por fora — e somada ao longo dos anos, como mostrei na tabela, costuma passar dos valores acima. Se o seu caso for de dedo e não de mão, temos páginas específicas: quanto é a indenização por perda de um dedo e a tabela de valores de indenização por dedo.
É o discurso padrão de toda empresa — e quase nunca cola na Justiça. Quem é obrigada a garantir máquina protegida, treinamento e EPI é a empresa, não você. Se a máquina deixou sua mão chegar na área de risco, a falha de segurança é dela. “Culpa do trabalhador” sem prova de treinamento e proteção é conversa pra você desistir.
Tem. Sequela é dano: perda de força, dedo que não dobra, dor crônica, deformidade. A perícia mede a incapacidade (em geral 5% a 15% em fratura com sequela) e isso vira pensão mensal vitalícia, além do dano moral. Não precisa ter amputado pra ter direito.
É o caso mais valioso de todos. Mão dominante perdida costuma significar perda do ofício — e aí a pensão pode ser sobre o salário cheio, vitalícia, e não só uma porcentagem. Somando dano moral, estético, pensão acumulada e prótese, é um caso de centenas de milhares de reais ao longo da vida. Calcule o seu na calculadora grátis.
Tem — e não é só uma. A condenação correta inclui a prótese adequada, as trocas pela vida inteira, a manutenção e a fisioterapia pra adaptação. Quem causou o dano paga o reparo do dano, pra sempre.
Em muitos casos, sim — o prazo tem regras e exceções que dependem da data, da CAT e do afastamento, e muita gente acha que “perdeu o prazo” sem ter perdido. Antes de desistir, leia nossa página de acidente de trabalho antigo e confira sua situação.
Não, por 12 meses depois que você volta do afastamento do INSS — é a estabilidade acidentária. Se a empresa demitir nesse período, deve te reintegrar ou pagar todos os salários do período, com FGTS e multa. E isso não desconta da indenização: são direitos separados.
Pode — e deve, se houve culpa da empresa. O INSS é seguro social que você pagou; a indenização é responsabilidade da empresa que causou o acidente. Os dois se acumulam, um não desconta do outro.
Tem. O vínculo de trabalho se prova com testemunhas, mensagens, fotos no serviço, controle de ponto. Na mesma ação, dá pra reconhecer o vínculo E cobrar a indenização pelo acidente. Trabalho sem registro não apaga seu direito — agrava a situação da empresa.
Não assina nada antes de saber quanto seu caso vale. Acordo de balcão costuma ser uma fração do direito — e vem com “quitação total”, ou seja, você abre mão da pensão vitalícia e da prótese sem saber. Primeiro calcula, depois decide: faça o cálculo grátis em 2 minutos.
Não. A prótese ajuda no dia a dia, mas a perda é real e permanente. O direito continua — e a empresa ainda pode ter que pagar a prótese e as trocas dela ao longo da vida.
A Justiça do Trabalho funciona um pouco diferente em cada estado — valores, setores que mais machucam e tempo de processo. Temos guias específicos:
Você leu até aqui. Então agora você sabe mais sobre o seu direito do que 90% dos trabalhadores que perdem a mão — e do que muito chefe de RH que vai tentar te enrolar.
A mão que a máquina levou não volta. Mas a conta disso não é sua. É da empresa que economizou na proteção, no treinamento, no técnico de segurança — e agora vai pagar pelo que economizou.
Faz assim, na ordem:
15 anos, 3.000+ casos, R$ 41 milhões+ recuperados. A gente resolve o que ninguém resolve. Sua mão valia muito — e o seu direito também vale.
Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura
Você é motorista de caminhão. Sua patroa diz que você “só dirige”. Mas a verdade é outra: você carrega, descarrega, amarra, cobre lona, troca pneu na beira de estrada, dorme na cabine, come fora de hora. E aí veio o acidente. Foi nas costas amarrando carga. Foi joelho descendo da boleia. Foi mão no portão lateral. Foi coluna depois de meses na estrada.
Ou foi pior: foi colisão na estrada. Capotagem. Outro veículo. Você ficou em casa, em afastamento, com prejuízo subindo a cada mês.
Esse texto é direto: motorista de caminhão acidentado tem direitos automáticos e altos. Mais do que a empresa quer admitir.
Tudo isso conta como acidente de trabalho. Não importa se “foi rapidinho”, se “passa logo” ou se “outro motorista que bateu”. Você estava trabalhando. A empresa responde.
Se você caiu, bateu ou se machucou no caminho de casa pro trabalho — ou voltando — é acidente de trajeto. Conta como acidente de trabalho. Mesma proteção, mesmos direitos. Não importa se foi de moto, ônibus, a pé ou no caminhão da empresa.
Se a sequela te impede de continuar dirigindo caminhão (coluna travada, joelho que não dobra, perda de visão, problema cardíaco causado por estresse e jornada), você ganha um direito EXTRA: indenização por perda do ofício.
Você passou anos aprendendo a função, tirou categoria especial (D, E, MOPP), conhece estrada. Se perdeu isso, a Justiça paga uma indenização extra grande. Em casos de motorista que perdeu CNH categoria E por acidente, indenizações no escritório passaram de R$ 250 mil.
O valor depende da lesão, do tempo de afastamento, da sequela, do salário, da categoria do caminhão e do estado. Entenda como calcular a indenização passo a passo e calcule antes de aceitar qualquer oferta.
O valor varia por região. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026.
Tem. Você estava em serviço. A empresa responde pelo acidente de trabalho mesmo que outro condutor tenha causado. E ainda dá pra cobrar separado do causador do acidente.
Pode valer. Se você dirigia exclusivamente pra uma empresa, com rota dela, em uniforme dela, sob ordens dela — dá pra reconhecer vínculo de emprego na Justiça. Aí todos os direitos voltam.
Não interessa o “tinha ou não tinha”. O que importa é a vida real: você descarregava, era exigido, sem ajudante. Testemunhas e prática diária provam isso. A empresa responde.
Conta. Hérnia de disco em motorista é doença causada por vibração, jornada longa, esforço repetido. A Justiça reconhece como doença ocupacional. Mesmos direitos do acidente.
Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro de 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos. Acidente que já tem tempo? Veja o guia de acidente de trabalho antigo.
Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.
Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura
Você tem direito a indenização, afastamento pago e 1 ano de emprego garantido na volta. Perder a visão de um olho é sequela permanente: casos do escritório passaram de R$ 80 mil, mais um salário da empresa todo mês pela sequela que ficou.
Alguma coisa entrou no seu olho no trabalho. Um estilhaço de ferro. Um respingo de produto químico. A luz da solda sem máscara. Uma fagulha da esmerilhadeira. Doeu, ardeu, escureceu. Hoje você enxerga embaçado, vê manchas, ou perdeu a visão de um olho. E o chefe falou: “você não usou o óculos”. O óculos de proteção era obrigação da empresa. Você tem direito.
Esmerilhador que pegou estilhaço no olho. Soldador que ficou com a visão queimada da luz. Trabalhador da limpeza que respingou produto químico. Operário de torno que não tinha óculos. Todos têm o mesmo direito — e muitos perderam visão calados, achando que “foi azar”.
Acidente no olho é dos mais graves, porque a visão não volta. E paga indenização alta.
Todo serviço que solta fagulha, estilhaço, poeira ou respingo é risco pros olhos. A empresa é obrigada por lei a proteger você. Ela tinha que ter dado:
Se faltou qualquer um — e quase sempre falta — a culpa é da empresa. Não importa se “você não estava usando o óculos”. Era a empresa que tinha que dar o óculos certo, exigir o uso e não deixar você trabalhar sem ele — veja o guia de acidente de trabalho por falta de EPI.
O valor depende do quanto de visão você perdeu, da sequela, do tempo de afastamento, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer oferta da empresa, veja como calcular a indenização passo a passo e calcule.
O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.
Não. A empresa é obrigada a dar o óculos certo, exigir o uso e fiscalizar. Se ela deixou você trabalhar sem, a culpa é dela.
Vale, e muito. Perder a visão de um olho é sequela permanente, paga pensão vitalícia e indenização alta. Casos do escritório passaram de R$ 80 mil.
Tem. Mesmo que tenha melhorado, houve afastamento, dor e dano moral. E luz de solda repetida deixa sequela escondida na vista. Faça o exame.
Dá. Sequela no olho pode aparecer ou piorar com o tempo. O acidente entra como causa, mesmo passados meses. Procure médico e guarde o laudo.
Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos. Acidente que já faz tempo? Leia o guia de acidente de trabalho antigo.
Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.
Atendemos Santa Catarina inteira — conheça também a nossa página completa de indenização por acidente de trabalho em SC.
Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura
Quem trabalha em frigorífico do oeste catarinense, fábrica de móveis de São Bento do Sul, polo metal-mecânico de Joinville, têxtil de Blumenau ou obra do litoral sabe: mão e dedo são o maior volume de acidente de trabalho do Brasil. Em Santa Catarina, serra-fita de frigorífico, prensa de marcenaria e estampadora de metalúrgica são as máquinas que mais mordem mão.
A Justiça do Trabalho de Santa Catarina é uma das que mais paga indenização por acidente no Brasil: nos nossos casos, o valor médio em SC chega a R$ 132 mil e a taxa de sucesso bate 83% — os números mais altos do país. Empresa que viola norma de segurança e atinge a mão do trabalhador catarinense costuma ser condenada.
Meu nome é Welliton Ventura. Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho, com 3.000+ casos e R$ 41 milhões+ recuperados pros nossos clientes. Atuamos em todos os TRTs do Brasil, e Santa Catarina está entre os estados de maior volume — principalmente frigorífico, móveis e metal-mecânica.
| Tipo de lesão (nossos casos em SC) | Valor |
|---|---|
| Valor médio geral em Santa Catarina | R$ 132 mil |
| Um dedo amputado | Em torno de R$ 70 mil |
| Lesão de braço | Em torno de R$ 148 mil |
| Lesão de perna | Em torno de R$ 135 mil |
| Lesão de coluna | Em torno de R$ 190 mil |
| Caso real — 3 dedos esmagados em prensa (TRT-SC) | R$ 48 mil |
Valor médio dos nossos casos em Santa Catarina: R$ 132 mil. SC tem uma das maiores médias do país.
Um dedo amputado: em torno de R$ 70 mil — veja o guia completo de quanto é a indenização por perda de um dedo e a tabela de valores por dedo. Polegar paga mais, indicador vem logo atrás. Mais de um dedo soma dano moral + estético + material.
Lesão de braço: em torno de R$ 148 mil, conforme a perda de movimento e força.
Lesão de perna: em torno de R$ 135 mil, com pensão mensal quando há sequela permanente.
Lesão de coluna: em torno de R$ 190 mil — é a faixa mais alta, por afetar a vida inteira e a capacidade de trabalho.
Perda da capacidade para o ofício: operador de serra, marceneiro, faqueiro de frigorífico, soldador que não volta à função — pensão mensal cheia, vitalícia.
📊 Quer ver valor real, não a minha palavra? Consulte nossa página de valores por estado — valor médio, taxa de sucesso, duração do processo e número de casos em Santa Catarina, em tempo real.
Sim. Atendemos todo o estado de Santa Catarina, de forma 100% online. Você manda os documentos pelo celular, conversa com a gente sem sair de casa, e a presença física só acontece nos dias de audiência e perícia. Não importa se você é de Joinville, Chapecó, Blumenau, Criciúma, Lages ou de uma cidade pequena do interior.
Já, e várias vezes. Um exemplo real: a 5ª Câmara do Tribunal do Trabalho de Santa Catarina condenou uma empresa a pagar R$ 48 mil a um trabalhador que teve três dedos da mão esquerda esmagados numa prensa de chapas de compensado.
O ponto central foi a falta de treinamento específico: o trabalhador só tinha recebido treinamento geral, e não capacitação pra operar aquela máquina. A relatora deixou claro que a culpa recai inteira sobre a empresa quando ela não prova que treinou o trabalhador direito. (Processo nº 0000215-09.2019.5.12.0015, 5ª Câmara do TRT-SC.)
É exatamente esse tipo de falha — máquina sem proteção e trabalhador sem treinamento real — que faz a gente ganhar caso em Santa Catarina.
A NR-12 cobre prensa, serra-fita, serra esquadrejadeira, estampadora, tupia, torno. O que as empresas mais violam:
Obriga pausa pra descanso, ritmo de linha controlado, luva metálica, rodízio de função e treinamento. Quase todo processo contra frigorífico do oeste catarinense parte da violação dessa norma.
Nas obras do litoral. Obriga cinto de segurança, linha de vida, análise de risco e treinamento. Faltou? A culpa da queda é da empresa.
Também entram a norma do EPI (NR-6), a da construção (NR-18) e a da empilhadeira (NR-11).
Responda com sinceridade:
Um “não” em qualquer uma dessas = a empresa violou norma de segurança. Isso derruba a defesa dela — foi exatamente assim no caso julgado em SC.
É um padrão que se repete em Santa Catarina, principalmente em frigorífico e metalúrgica: a empresa leva no ambulatório, estabiliza, encaminha pro hospital, emite a CAT, afasta pelo INSS — e some. Não acompanha o tratamento, não paga fisioterapia longa, não custeia prótese boa, não oferece readaptação.
Isso é ilegal. A empresa é obrigada a prestar socorro continuado:
Abandonar o trabalhador depois do acidente aumenta o valor da indenização. A Justiça de SC valoriza muito essa tese.
Era operador de prensa, faqueiro de frigorífico, marceneiro, soldador, costureira? E hoje sua mão não responde mais como antes, não dá mais pra voltar à função?
Essa é a chamada perda do ofício — e é a tese que mais paga. A Justiça olha pra sua vida profissional inteira que foi interrompida e fixa pensão mensal vitalícia sobre o salário cheio. É o que mais transforma a vida do trabalhador catarinense.
Em torno de 13 meses é a duração média dos nossos processos em Santa Catarina até a primeira decisão — mais rápido que a média nacional.
Quanto vale meu caso de acidente de trabalho em Santa Catarina? Depende da lesão, da culpa da empresa e da sua função. A média dos nossos casos em SC é R$ 132 mil. Um dedo gira em torno de R$ 70 mil, braço R$ 148 mil, perna R$ 135 mil e coluna R$ 190 mil. Em exemplos sérios o valor pode passar de R$ 100 mil. Use a calculadora pra ter uma estimativa do seu.
Sou de cidade pequena do interior de SC. Vocês atendem? Sim. Atendemos Santa Catarina inteira, 100% online. Você não precisa ir até um escritório — resolve tudo pelo celular, e a presença só acontece nos dias de audiência.
A empresa não emitiu a CAT. Perdi meu direito? NÃO. A falta da CAT prejudica a empresa, não você. Prontuário do hospital, atestado, testemunha e até mensagem no celular bastam pra provar o acidente.
Sou terceirizado no frigorífico. Posso processar a empresa dona? Pode. Em atividade de risco, como abate e linha de produção, a empresa que contratou a terceirizada responde junto pela indenização.
Fui demitido depois do acidente. Isso é legal? Não. Quem se acidenta tem estabilidade de 12 meses depois da alta do INSS. Se te mandaram embora, você tem direito a voltar ou a ser indenizado por isso.
Três coisas pra fazer hoje:
Depois disso, se o seu caso se encaixa, a gente leva pra Justiça de Santa Catarina. Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho — é só isso que a gente faz.
Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura
Machucou a coluna numa queda ou levando peso no trabalho? Você tem direito a indenização da empresa, pensão mensal e benefícios do INSS. Quando a lesão na coluna deixa limitação ou paralisia parcial, esses casos costumam ficar entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, podendo passar de R$ 100 mil nos casos mais graves.
Atenção: aqui a gente fala de lesão na coluna por acidente — uma queda, um tombo, uma carga que caiu em cima, um esforço que travou tudo na hora. Não é a dor que aparece devagar com o tempo. É o trauma de uma hora pra outra. Esse tipo de caso vale muito, e vamos explicar por quê.
Dá, e dos altos. Quando você cai, é atingido por um peso ou se machuca de forma brusca e isso lesiona sua coluna, a empresa é responsável. A coluna comanda o movimento do corpo inteiro — uma lesão ali pode deixar a pessoa sem força nas pernas, sem conseguir abaixar, levantar peso, ou até andar.
Quanto maior a limitação, maior a indenização. Nos casos mais graves, com paralisia, os valores chegam a centenas de milhares de reais.
| Situação citada neste guia | Valor |
|---|---|
| Lesão na coluna com limitação (faixa da nossa experiência) | R$ 72 mil a R$ 155 mil |
| Casos mais graves | Pode passar de R$ 100 mil |
| Caso real — gari paraplégico após queda (Justiça do Ceará) | R$ 425 mil + pensão vitalícia |
Pela nossa experiência em mais de 3.000 casos, a faixa para lesões com limitação fica entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, somando dano moral, dano estético e o valor pela perda da capacidade de trabalho.
Um caso real e grave: a Justiça do Trabalho do Ceará condenou uma empresa a indenizar em R$ 425 mil um gari que ficou paraplégico depois de cair de cerca de 3 metros enquanto podava uma árvore, somando danos morais, estéticos e existenciais, além de pensão vitalícia (veja a reportagem da decisão). Quanto mais grave a sequela na coluna, mais alto o valor.
Aí o caso fica entre os mais sérios que existem. Além do dano moral e estético, a empresa tem que pagar:
Tem. A pensão é paga pela empresa, e o INSS é um benefício seu. São coisas separadas. Numa lesão de coluna que te afasta do trabalho, você costuma ter direito ao auxílio por incapacidade ou à aposentadoria pelo INSS, somados à indenização e à pensão da empresa.
Quer saber quanto o seu caso pode valer? Veja como calcular a indenização passo a passo ou use nossa calculadora de indenização gratuita e descubra em 2 minutos.
Esse texto é sobre lesão por acidente (trauma de uma hora pra outra). Dor que vem aos poucos pelo esforço é outro assunto e segue regras diferentes. Se você não tem certeza do seu caso, vale a pena conferir com quem entende.
Conta. Até queda de pequena altura pode causar lesão grave na coluna. O que importa é a sequela que ficou, não de quão alto você caiu.
A empresa é obrigada a oferecer ambiente seguro, cinto, andaime firme e treinamento. Se faltou segurança, a responsabilidade é dela, mesmo que digam que você foi descuidado.
Sim. O INSS é um direito, a indenização da empresa é outro. Você tem direito aos dois.
Nada adiantado. Os honorários só são cobrados se você ganhar.
A Ventura Advogados é ULTRAESPECIALISTA em acidente de trabalho, com mais de 3.000 casos e R$ 41 milhões+ recuperados para trabalhadores em todo o Brasil. Veja também os valores de indenização por estado e conheça seus direitos em caso de acidente de trabalho.