Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Perdeu a visão de um olho num acidente de trabalho? Você tem direito a uma indenização alta da empresa, pensão mensal e os benefícios do INSS. Casos assim costumam ficar entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, e podem passar de R$ 100 mil quando a empresa não deu óculos de proteção ou treinamento de segurança.

Um respingo de solda, uma fagulha, um estilhaço, um produto químico no olho. Em segundos a visão vai embora — e não volta. Se isso aconteceu com você no trabalho, a empresa tem que pagar. E o valor é alto, porque perder um olho é perder pra sempre. Vamos explicar tudo em linguagem simples.

Quanto vale a indenização por perda de visão de um olho no trabalho?

Situação citada neste guia Valor
Perda de visão de um olho (faixa da nossa experiência) R$ 72 mil a R$ 155 mil
Empresa sem óculos de proteção ou treinamento Pode passar de R$ 100 mil
Caso real — perda do olho direito (Justiça de MG, Juiz de Fora) R$ 190 mil

Pela nossa experiência em mais de 3.000 casos, a faixa fica entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, somando dano moral, dano estético e o valor pela perda da capacidade de trabalho. Perder um olho reduz muito a profundidade da visão e a segurança pra trabalhar, e a Justiça leva isso a sério.

Um caso real: a Justiça do Trabalho de Minas Gerais condenou um empregador a pagar R$ 190 mil a um trabalhador de Juiz de Fora que perdeu a visão do olho direito (veja a decisão oficial aqui). Em outro caso, no Rio Grande do Sul, a Justiça condenou a empresa porque os óculos de segurança que ela deu eram inadequados — não tinham proteção embaixo.

A culpa é da empresa se eu não estava usando óculos de proteção?

Na maioria das vezes, sim — e isso é o que muita gente não sabe. A empresa é obrigada a:

Se a empresa não deu o óculos, deu um óculos errado, ou nunca cobrou o uso, a culpa é dela. Mesmo que você estivesse sem o óculos na hora, a responsabilidade de fiscalizar era da empresa — veja o guia de acidente de trabalho por falta de EPI.

Tenho direito a pensão todo mês?

Tem. Perder a visão de um olho reduz sua capacidade de trabalho, e por isso a empresa deve pagar uma pensão mensal. O valor é calculado pelo seu salário e pela redução da sua capacidade. Dependendo da gravidade, essa pensão pode ser vitalícia.

E o INSS, recebo também?

Recebe. A perda de visão de um olho costuma dar direito ao auxílio-acidente do INSS, que é um valor pago todo mês por causa da sequela. E isso é independente da indenização da empresa — você tem direito aos dois.

O que fazer agora se você perdeu a visão de um olho no trabalho?

  1. Guarde laudos e exames do oftalmologista que comprovam a perda.
  2. Veja se a CAT foi emitida pela empresa. Se não foi, isso pesa contra ela.
  3. Anote se a empresa dava ou não os óculos de proteção e se cobrava o uso.
  4. Não aceite acordo na correria. Esses casos valem alto.

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Perguntas frequentes

Perdi só parte da visão, ainda tenho direito?

Tem. Mesmo a perda parcial da visão gera indenização e, muitas vezes, auxílio do INSS. O valor depende do quanto você perdeu.

O acidente foi com produto químico, não com objeto. Muda algo?

Não muda o direito. Respingo de produto químico, solda, fagulha, estilhaço — qualquer um que tire sua visão no trabalho dá direito à indenização.

A empresa diz que me deu o óculos. E se ela mentir?

A empresa tem que provar que entregou o equipamento certo e que cobrava o uso. Sem essa prova, a responsabilidade fica com ela.

Já recebo o INSS. Ainda posso processar a empresa?

Sim. O benefício do INSS não impede a indenização da empresa. São direitos diferentes.

Quanto custa entrar com o processo?

Nada adiantado. Os honorários só são cobrados se você ganhar, sobre o que receber.


A Ventura Advogados é ULTRAESPECIALISTA em acidente de trabalho, com mais de 3.000 casos e R$ 41 milhões+ recuperados para trabalhadores em todo o Brasil. Veja também os valores de indenização por estado e entenda seus direitos em caso de acidente de trabalho.

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Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Sofreu uma fratura exposta no trabalho? O valor da sua indenização tende a ser maior do que numa fratura comum, justamente porque a fratura exposta é mais grave, tem risco de infecção, exige cirurgia e o afastamento é longo. Na nossa experiência, esses casos costumam ficar entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, podendo passar de R$ 100 mil quando fica sequela permanente.

Fratura exposta é quando o osso quebra e rompe a pele, ficando à mostra. É um dos acidentes mais sérios que acontecem em fábrica, obra e máquina. E sim: por ser mais grave, ela vale mais. Vamos te explicar o porquê em linguagem simples.

Por que a fratura exposta vale mais que uma fratura normal?

A diferença está na gravidade e nas consequências. Numa fratura exposta:

Quanto maior a sequela e mais longo o afastamento, maior a indenização. É a lógica que a Justiça segue: quem sofreu mais, recebe mais.

Quanto vale uma indenização por fratura exposta no trabalho?

Pela nossa experiência em mais de 3.000 casos, a faixa fica entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, somando dano moral, dano estético (a cicatriz da cirurgia conta) e o valor pela perda de capacidade de trabalho.

Um caso real: a Justiça do Trabalho de Campinas condenou uma empresa a pagar R$ 30 mil por danos morais e estéticos, mais pensão vitalícia, a um trabalhador que sofreu fratura exposta do tornozelo e esmagamento da perna ao descarregar tubos (leia a decisão oficial aqui). E esse era um caso de sequela menor — quando a limitação é grande, o valor sobe bastante.

O que aparece neste artigo Valor / referência
Faixa comum na experiência Ventura (fratura exposta) R$ 72 mil a R$ 155 mil
Caso real — Justiça do Trabalho de Campinas (fratura exposta no tornozelo) R$ 30 mil + pensão vitalícia
Peso da fratura com sequela na perícia (% de incapacidade) 5% a 15%

Foi fratura exposta na mão ou nos dedos? Então veja também o guia completo de perda de mão no trabalho e quanto é a indenização por perda de um dedo.

A cicatriz da cirurgia também dá direito a indenização?

Dá sim. A cicatriz grande, a perna mais fina, o jeito de andar diferente — tudo isso entra no chamado dano estético, que é pago à parte do dano moral. Ou seja, são dois valores que se somam.

E se eu fiquei com sequela permanente?

Se você ficou mancando, com dor crônica, ou perdeu força e não consegue mais trabalhar como antes, a empresa tem que pagar uma pensão mensal. Essa pensão é calculada pelo seu salário e por quanto da sua capacidade você perdeu, e pode ser vitalícia. A conta dessa pensão está explicada, passo a passo, no nosso guia de como calcular a indenização por acidente de trabalho.

Além disso, todo o tratamento — cirurgias, fisioterapia, remédios, próteses internas — também é responsabilidade da empresa.

O que fazer agora se você teve uma fratura exposta no trabalho?

  1. Guarde os exames e laudos que mostram a gravidade da fratura.
  2. Confira se a CAT foi emitida. Se a empresa não fez, você ou o sindicato podem fazer.
  3. Não feche acordo barato. Fratura exposta vale mais — não aceite valor de fratura comum.

Antes de conversar com qualquer um, descubra quanto o seu caso vale. Use nossa calculadora gratuita e veja em 2 minutos.

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora pra receber?

Cada caso é diferente, mas o trabalho começa rápido. O importante é não perder o prazo: em geral são até 2 anos depois de sair da empresa.

Tive infecção depois da cirurgia. Isso aumenta o valor?

Aumenta. Complicações como infecção, novas cirurgias e tratamento prolongado tornam o caso mais grave, e isso pesa no valor da indenização.

A empresa diz que a culpa foi minha. E agora?

Na maioria dos acidentes com máquina, equipamento ou falta de segurança, a responsabilidade é da empresa. Falta de EPI e de treinamento joga muito a seu favor.

Recebo o INSS e a indenização ao mesmo tempo?

Sim. O benefício do INSS é um direito, e a indenização da empresa é outro. Você tem direito aos dois.

Tenho que pagar algo pra entrar com o processo?

Não. Você não paga nada adiantado. Os honorários só são cobrados se você ganhar.


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Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Motorista que não pode mais dirigir depois de um acidente tem direito a uma indenização alta. Quando você perde a capacidade de tocar a profissão que sempre fez, isso se chama perda do ofício, e o valor sobe bastante: casos assim costumam ficar entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, mais uma pensão todos os meses, porque você perdeu seu ganha-pão.

O que é “perda do ofício”?

Perda do ofício é quando o acidente te deixa sem poder mais exercer a profissão que você sabe fazer. Pra um motorista, isso acontece quando uma lesão impede de dirigir com segurança: perdeu força no braço, no pulso ou na perna, teve problema na coluna, ficou com a visão comprometida ou não pode mais ficar horas sentado guiando. Você até pode trabalhar em outra coisa, mas perdeu o trabalho da sua vida, e a Justiça enxerga isso como um prejuízo grande.

Por isso, a indenização de quem perde o ofício é maior que a de uma lesão comum. Entenda melhor a perda do ofício aqui.

Quais acidentes tiram o motorista da direção?

Quanto vale a indenização de um motorista que não pode mais dirigir?

Segundo o Índice Ventura, casos de perda do ofício costumam fechar entre R$ 72 mil e R$ 155 mil. Mas o ponto mais importante pra você é a pensão mensal: como você perdeu a profissão, a empresa pode ser obrigada a te pagar um valor todo mês, às vezes por muitos anos. Pra entender a conta por trás desses valores, veja como calcular a indenização passo a passo.

Um caso real mostra isso: um motorista que ficou 100% incapaz para a função de motorista, segundo laudo médico, conseguiu na Justiça uma pensão mensal no valor do último salário, até completar 76 anos. A decisão foi do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (veja a notícia oficial do TRT-23).

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E se eu arrumar outro emprego? Perco o direito?

Não. Você pode arrumar outro trabalho pra se sustentar e mesmo assim continuar recebendo a pensão pela perda do ofício de motorista. O direito é por ter perdido a SUA profissão, não por estar parado em casa. A empresa costuma tentar usar isso pra não pagar, mas não procede.

Recebo do INSS. Posso cobrar a empresa?

Pode. O INSS paga um benefício à parte. A empresa paga porque falhou na segurança (caminhão sem manutenção, jornada exagerada, falta de equipamento). São direitos diferentes e um não anula o outro.

Quais provas ajudam no seu caso?

Perguntas frequentes

Perdi força no braço e não consigo mais dirigir caminhão. Tenho direito?

Tem. Se a lesão te impede de exercer a profissão de motorista, isso é perda do ofício, e a indenização é mais alta, normalmente com pensão mensal.

Consegui outro emprego mais leve. Ainda recebo pensão?

Sim. A pensão é por ter perdido sua profissão de motorista, não por estar desempregado. Trabalhar em outra coisa não tira esse direito.

O acidente foi no trajeto pra casa. Conta?

Em muitos casos sim. Acidente no caminho do trabalho pode ser considerado acidente de trabalho. Vale consultar pra confirmar o seu caso.

Fui demitido depois que me afastei. Posso reclamar?

Pode. Quem se acidenta tem estabilidade de 12 meses após voltar do afastamento. Demissão nesse período é irregular.

Faz mais de um ano. Ainda dá tempo?

Na maioria dos casos sim. O prazo é maior do que muita gente pensa. Não deixe de consultar por causa disso — veja o guia de acidente de trabalho antigo.

O que fazer agora

A Ventura Advogados é ULTRAESPECIALISTA em acidente de trabalho, com mais de 3.000 casos atendidos e R$ 41 milhões já recuperados para trabalhadores. A perda do ofício é um dos casos que mais dominamos, justamente porque é onde o trabalhador mais é prejudicado.

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Veja também: tudo sobre perda do ofício, valores de indenização por estado e acidente de trabalho.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Sofreu acidente com empilhadeira no trabalho? A culpa quase sempre é da empresa, e você tem direito a indenização. Quem foi atropelado, prensado ou ficou com sequela por causa de empilhadeira pode receber entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, além do que o INSS paga. Em muitos casos a empresa ainda precisa pagar uma pensão todo mês.

De quem é a culpa no acidente com empilhadeira?

Na grande maioria das vezes, da empresa. A empilhadeira é uma máquina pesada e perigosa, e a lei exige que só dirija quem tem treinamento e autorização (a chamada NR-11) — além da NR-12, a norma federal de segurança de máquinas. Quando a empresa deixa qualquer um operar, não separa a área das pessoas que andam a pé, ou não faz a manutenção do equipamento, ela está falhando na segurança, e responde pelo acidente.

Os acidentes mais comuns com empilhadeira são:

O operador precisa de treinamento?

Precisa, obrigatoriamente. Empilhadeira só pode ser dirigida por quem fez o curso e foi autorizado pela empresa. Se você ou o colega que causou o acidente não tinham esse treinamento, isso é falha grave da empresa. Foi exatamente o que aconteceu num caso real: a empilhadeira era operada por alguém sem preparo, com o supervisor sabendo, e a empresa foi condenada.

Quanto vale a indenização de um acidente com empilhadeira?

Segundo o Índice Ventura, casos com sequela costumam fechar entre R$ 72 mil e R$ 155 mil. Quando sobra alguma limitação (mancar, perder força no pé, não conseguir mais ficar de pé o dia todo), entra também a pensão mensal vitalícia — e se a sequela te tirar da função de antes, vale ler o guia de perda do ofício. Pra entender a conta, veja como calcular a indenização passo a passo.

Num caso real, um trabalhador atropelado por um colega que dirigia empilhadeira sem preparo teve esmagamento e fratura no tornozelo, perdendo parte da capacidade de trabalho de forma definitiva. A empresa foi condenada a pagar dano moral e pensão mensal vitalícia. A decisão foi do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (veja a notícia oficial do TRT-4).

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Recebo do INSS. Posso cobrar a empresa também?

Pode. São dinheiros diferentes. O INSS paga porque você está afastado. A empresa paga porque deixou faltar segurança. Um não cancela o outro.

E se a culpa foi de um colega?

Mesmo assim a empresa responde. Quem coloca a pessoa pra trabalhar, treina e fiscaliza é a empresa. Se um colega sem preparo te atropelou, foi a empresa que permitiu aquele colega dirigir. A responsabilidade continua sendo dela.

Quais provas ajudam no seu caso?

Perguntas frequentes

Fui atropelado por empilhadeira no galpão. Tenho direito?

Tem. Se a área não separava as pessoas a pé das máquinas, ou se o operador não tinha treinamento, a empresa responde pelo acidente.

A empilhadeira tombou comigo dentro. E agora?

Tombamento costuma indicar máquina mal conservada, sobrecarga ou falta de cinto. Tudo isso é responsabilidade da empresa. Você tem direito a indenização.

Perdi força no pé depois do esmagamento. Recebo pensão?

Pode receber. Quando fica uma limitação permanente, a empresa pode ser obrigada a pagar pensão mensal, às vezes por muitos anos.

Fui demitido depois do acidente. Posso reclamar?

Pode. Quem se acidenta tem estabilidade de 12 meses após voltar do afastamento. Demissão nesse prazo é irregular.

A empresa diz que a culpa foi minha por andar no caminho da empilhadeira. Procede?

Quase nunca. A obrigação de organizar o espaço com segurança e separar pessoas de máquinas é da empresa. Essa desculpa costuma não se sustentar.

O que fazer agora

A Ventura Advogados é ULTRAESPECIALISTA em acidente de trabalho, com mais de 3.000 casos atendidos e R$ 41 milhões já recuperados para trabalhadores. Sabemos exatamente como provar a falha da empresa em acidentes com empilhadeira.

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Veja também: valores de indenização por estado e tudo sobre acidente de trabalho.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Se machucou na metalúrgica? Você tem direito a indenização. Quem perde um dedo na prensa, esmaga a mão no torno ou fica com sequela trabalhando com máquina pode receber da empresa entre R$ 72 mil e R$ 155 mil, além do que o INSS já paga. O valor cresce quando a lesão é grave ou deixa você sem poder trabalhar como antes.

Por que a metalúrgica tem tantos acidentes?

Dentro de uma metalúrgica você convive o dia inteiro com máquina pesada, peça cortante e metal em movimento. Prensa, torno, guilhotina, esmeril e dobradeira são equipamentos que, sem proteção, arrancam dedo e esmagam mão em segundos. A maioria desses acidentes acontece porque a máquina estava sem a proteção certa ou porque empurraram o trabalhador a produzir rápido demais.

Os acidentes mais comuns na metalúrgica são:

O que a lei diz sobre máquina sem proteção?

Existe uma regra de segurança chamada NR-12 que obriga toda máquina a ter proteção pra mão do trabalhador não chegar na parte que corta ou prensa. Toda prensa, por exemplo, tem que ter um sistema que para a máquina se a mão estiver na zona de perigo. Quando o acidente acontece numa máquina sem essa proteção, a culpa é da empresa, ponto. Isso é uma das provas mais fortes a seu favor.

Quanto vale a indenização de quem se machuca na metalúrgica?

Situação citada neste guia Valor
Acidente com sequela (faixa do Índice Ventura) R$ 72 mil a R$ 155 mil
Caso real — mão amputada em máquina (Justiça de MG) R$ 50 mil de dano moral + prótese + pensão mensal
Amputação com marca visível Dano estético somado por fora

Segundo o Índice Ventura, casos com sequela costumam fechar entre R$ 72 mil e R$ 155 mil. Quando há amputação, entra também o dano estético (um valor a mais pela perda do dedo ou da perda da mão) e a pensão mensal, que é um dinheiro todo mês porque você perdeu parte da sua capacidade de trabalho.

Um caso real mostra isso: um trabalhador que teve a mão amputada numa máquina de metalurgia conseguiu na Justiça R$ 50 mil de dano moral, prótese de mão e pensão mensal. A decisão foi do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (veja a notícia oficial do TRT-MG).

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A empresa pode pagar pensão todo mês?

Pode e é comum. Quando você perde parte da capacidade de trabalho (por exemplo, ficou sem um dedo importante pra sua função), a empresa pode ser obrigada a pagar uma pensão mensal, às vezes até você ficar mais velho. Isso é separado da indenização de uma vez só e do benefício do INSS.

Recebo do INSS. Ainda posso cobrar a empresa?

Pode sim. São direitos diferentes. O INSS paga porque você está afastado. A empresa paga porque ela falhou na segurança e te deixou sem proteção na máquina. Receber um não tira o direito do outro.

Quais provas ajudam no seu caso?

Perguntas frequentes

Perdi um dedo na prensa. Quanto recebo?

Depende de qual dedo e do quanto isso atrapalha seu trabalho — confira a tabela de valores de indenização por dedo —, mas casos assim costumam ficar na faixa de R$ 72 mil a R$ 155 mil, somando dano moral, estético e pensão. O cálculo gratuito mostra o valor do seu caso.

A máquina estava sem proteção. Isso ajuda?

Ajuda muito. Máquina sem a proteção exigida é falha clara da empresa e uma das provas mais fortes pra ganhar o processo.

Fui demitido depois do acidente. Tenho direito?

Tem. Quem se acidenta no trabalho tem estabilidade de 12 meses após voltar do afastamento. Demissão nesse período é irregular.

O acidente foi há mais de um ano. Ainda dá pra processar?

Na maioria dos casos sim. O prazo é maior do que muita gente imagina. Vale consultar antes de desistir — leia o guia de acidente de trabalho antigo.

A empresa disse que fui eu que coloquei a mão errado. E agora?

Essa é a desculpa mais comum das empresas. A obrigação de deixar a máquina segura é dela. Na maioria das vezes essa alegação não se sustenta.

O que fazer agora

A Ventura Advogados é ULTRAESPECIALISTA em acidente de trabalho, com mais de 3.000 casos atendidos e R$ 41 milhões já recuperados para trabalhadores. Atendemos muitos casos de acidente em metalúrgica e sabemos exatamente como usar a regra das máquinas a seu favor.

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Veja também: valores de indenização por estado e tudo sobre acidente de trabalho.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Cortei o tendão da mão no trabalho: tenho direito a indenização?

Sim. Quem corta o tendão ou um nervo da mão num acidente de trabalho tem direito a indenização, mesmo sem perder o dedo. Isso porque a mão pode ficar com menos força, sem sentir ou sem mexer direito — e isso atrapalha o trabalho do mesmo jeito. Casos assim costumam ficar na faixa de R$ 42 mil a R$ 82 mil, podendo passar disso quando a sequela é grande e perto do teto que costumamos trabalhar, de R$ 100 mil.

Cortar tendão ou nervo é acidente de trabalho?

É, sim — quando acontece de repente, no serviço: a faca escorregou, a chapa cortou, o vidro estourou, a serra pegou. Esse é o que chamamos de acidente de verdade (um trauma, uma pancada, um corte na hora). É diferente de uma doença que vem devagar com o tempo.

Mesmo que o dedo continue no lugar, o estrago pode ser grande: tendão cortado significa que o dedo não dobra ou não estica direito; nervo cortado significa que a mão fica dormente ou sem força. Tudo isso conta na hora da indenização.

Quanto vale a indenização por tendão ou nervo cortado?

Não tem valor fixo. O que pesa é o quanto a mão ficou comprometida depois do conserto (cirurgia e fisioterapia). Pra ter uma ideia das faixas:

Sequela na mão Faixa de indenização que costumamos ver
Sequela leve a média (perda parcial de força ou movimento) R$ 42 mil a R$ 82 mil
Sequela maior (perda importante de movimento ou de força) R$ 72 mil a R$ 155 mil somando tudo

Quando a sequela compromete a mão inteira — não só um tendão —, vale ler o nosso guia completo de perda de mão.

Num caso julgado pelo TRT da 4ª Região, um trabalhador que teve a mão lesionada por uma máquina foi indenizado pela empresa, mesmo nos casos em que parte da mão foi preservada (veja a notícia oficial do TRT-4).

Quer a estimativa do seu caso? Use a calculadora de indenização por acidente de trabalho. É grátis e leva 2 minutos.

Se o corte levou parte do dedo, veja a tabela completa de valores dedo por dedo. E pra entender o passo a passo da conta, veja como calcular a indenização por acidente de trabalho.

O que você pode receber?

Como provar que cortou no trabalho?

Junte tudo que puder:

Se a empresa se recusar a emitir a CAT, isso pesa contra ela. Veja mais no guia de acidente de trabalho e na página de valores por estado.

Perguntas frequentes

1. O dedo ficou no lugar. Mesmo assim tenho direito?
Tem. O que importa é a perda de função (força, sensibilidade, movimento), não só perder o dedo.

2. Fiz cirurgia e melhorou. Ainda recebo?
Pode receber. Mesmo melhorando, costuma ficar alguma sequela, e você passou pela dor, pela cirurgia e pelo tempo parado.

3. E se foi uma doença de esforço, não um corte?
Aí é outra situação. Este texto fala de corte de repente (acidente). Se for desgaste com o tempo, fale com a gente que avaliamos separado.

4. Recebo do INSS. Posso processar a empresa também?
Pode. O INSS é uma coisa; a indenização da empresa é outra. Uma não cancela a outra.

5. Quanto custa pra começar?
Em geral nada. O acerto é feito sobre o que você ganhar no final.

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Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Perdi o polegar no trabalho: por que a indenização é maior?

Perder o polegar no trabalho costuma dar uma indenização maior do que perder qualquer outro dedo. O motivo é simples: sem o polegar você quase não consegue segurar, apertar ou pegar nada. As tabelas usadas na Justiça contam o polegar como 20% a 25% da mão, enquanto um dedo comum vale por volta de 9%. Por isso os valores nesses casos costumam ficar entre R$ 42 mil e mais de R$ 80 mil, podendo chegar perto do teto que costumamos trabalhar, de R$ 100 mil.

Por que o polegar vale mais que os outros dedos?

Pense em qualquer coisa que você faz com a mão: pegar uma chave, abrir uma garrafa, segurar uma ferramenta, escovar os dentes. Quase tudo depende do polegar fazendo “pinça” com os outros dedos. Quando ele some ou para de funcionar, a mão inteira perde força e jeito — em casos assim, vale ler também o guia de indenização por perda de mão no trabalho.

É por isso que as tabelas de invalidez (as mesmas que as seguradoras usam, conhecidas como tabela SUSEP) dão um peso bem maior pro polegar — montamos uma tabela de valores de indenização por dedo completa:

Ou seja: na conta, perder o polegar pode valer mais que perder dois ou três outros dedos juntos.

Quanto vale a indenização por perda do polegar?

Situação citada neste guiaValor / percentual
Polegar (peso na tabela usada pela perícia)20% a 25% da mão
Dedo indicadorcerca de 15%
Outros dedos (anular, médio, mínimo)em torno de 9% cada
Perda de um dedo (faixa de casos reais)R$ 42 mil a R$ 82 mil
Casos mais graves, somando tudoR$ 72 mil a R$ 155 mil
Caso real — polegar decepado (Justiça de Campinas/SP)R$ 60 mil só de moral + estético

Não existe um valor fixo, mas dá pra ter uma noção pelas faixas que aparecem nos casos reais. A perda de um dedo costuma render algo entre R$ 42 mil e R$ 82 mil. Casos mais graves, com perda de movimento ou sequela maior, chegam à faixa de R$ 72 mil a R$ 155 mil somando tudo (dano moral, dano estético, pensão e despesas).

Como o polegar pesa mais na conta, ele tende a ficar na parte de cima dessas faixas. Num caso julgado pelo TRT da 15ª Região (Campinas), um operador de máquina que teve o polegar decepado recebeu R$ 60 mil só de danos moral e estético, fora os outros valores do processo (veja a notícia oficial do TRT-15).

Para ter uma estimativa do seu caso, veja como calcular a indenização passo a passo ou use a nossa calculadora de indenização por acidente de trabalho. É grátis e leva menos de 2 minutos.

O que entra no valor que você pode receber?

Quando o polegar é perdido num acidente de trabalho, normalmente você pode somar mais de um tipo de indenização:

O valor final depende do quanto a mão ficou comprometida, de quem teve culpa no acidente e do tamanho da empresa.

O que faz o valor subir ou descer?

Alguns pontos que pesam muito:

Quer entender melhor todos os seus direitos? Veja nosso guia completo sobre acidente de trabalho e a página de valores por estado.

Perguntas frequentes

1. Perdi só uma parte do polegar (a ponta). Tenho direito?
Sim. Mesmo a perda de parte do polegar gera indenização, porque já atrapalha o movimento de pinça. O valor é menor que na perda total, mas existe.

2. O acidente foi um pouco por culpa minha. Ainda recebo?
Na maioria das vezes sim. Se a empresa deixou de cumprir regras de segurança (máquina sem proteção, sem treinamento), ela responde mesmo que você tenha falhado em algo. A culpa dela continua.

3. Já recebo benefício do INSS. Posso processar a empresa também?
Pode. O dinheiro do INSS é uma coisa; a indenização que a empresa paga é outra. Uma não cancela a outra.

4. Quanto tempo tenho pra entrar com o processo?
Não deixe parado. Os prazos correm e quanto antes você procurar um advogado, melhor pra juntar provas (CAT, fotos, laudos).

5. Quanto custa pra começar?
Em geral, nesse tipo de caso você não paga nada pra começar. O acerto é feito sobre o que você ganhar no fim.

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🎥 Veja em 15 segundos: Vigilante perdeu o polegar: a empresa também responde

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Amputação de perna no trabalho dá direito a indenização?

Sim. Quem perde a perna num acidente de trabalho tem direito a uma indenização alta — e a uma pensão pro resto da vida. Num caso real nosso, o trabalhador recebeu mais de R$ 700 mil, mesmo o acidente sendo antigo, de quase 10 anos atrás. Perder uma perna tira parte da sua capacidade de trabalhar pra sempre, e a Justiça reconhece isso com indenização pela dor, pensão mensal e até o pagamento da prótese.

Se você ou alguém da sua família passou por isso, este texto explica de forma simples o que dá pra receber — e por que mesmo um acidente de muitos anos atrás ainda pode virar um processo ganho.

Por que a amputação de perna vale tanto?

A perna é o que te mantém de pé e em movimento. Quando ela é amputada, você perde parte da sua capacidade de trabalhar — e isso não volta. Se a sequela te tirar de vez da profissão que você sempre fez, vale ler também o guia de perda do ofício. Por isso a indenização costuma ser uma das mais altas dentro dos acidentes de trabalho.

Em geral, um trabalhador que perde a perna no serviço tem direito a:

Para se ter uma ideia, lesões na perna na nossa experiência costumam ficar na faixa de R$ 72 mil a R$ 155 mil. Mas quando é amputação grande, com pensão vitalícia e prótese, o valor sobe muito — como o caso de mais de R$ 700 mil que contamos abaixo.

🏆 Caso real Ventura Advogados — vitória de mais de R$ 700 mil

O seu Everaldo era operador de trator. Em 2015, um galho furou o tornozelo dele no serviço. Ele tratou por 8 anos sem melhorar e, em 2023, teve o pé e parte da perna esquerda amputados.

O acidente tinha quase 10 anos. Muita gente diria que “já passou o prazo”. Mas nós derrotamos a prescrição: a pensão é um direito que se renova mês a mês (é um direito de sustento, como comida), e a conta do prazo vale a partir da hora em que a perda ficou definitiva — ou seja, da amputação, não do galho de 2015.

Resultado: sentença de mais de R$ 700 mil. Processo público, CNJ 0001421-09.2024.5.23.0005 (Justiça do Trabalho de Mato Grosso). É a prova de que acidente antigo não é caso perdido.

E se o meu acidente foi há muitos anos?

Esse é o medo mais comum — e o que mais faz gente boa perder dinheiro por achar que “já era”. Não é bem assim.

Como aconteceu com o seu Everaldo, quando o acidente vai piorando com o tempo e só termina em amputação anos depois, a contagem do prazo costuma valer a partir do momento em que a perda ficou definitiva, e não do dia do acidente lá atrás. Além disso, a pensão é um direito que se renova todo mês.

Por isso a regra de ouro é simples: não desista sem antes mostrar o seu caso pra quem entende. O que parece perdido pode estar dentro do prazo. Veja mais detalhes na nossa página sobre acidente de trabalho antigo.

De quem é a culpa quando a máquina amputa a perna?

Na maioria das amputações com máquina ou equipamento (trator, esteira, prensa, serra), a empresa tem responsabilidade. Existem regras de segurança obrigatórias — a norma federal de segurança de máquinas, a NR-12, exige proteção, sensores e parada de emergência, e o trabalhador precisa ser treinado.

Quando o trator, a colheitadeira ou a máquina não tinha a proteção certa, ou quando faltou treinamento e EPI, a empresa responde pelo acidente. No caso do seu Everaldo, foi exatamente isso: trabalho com máquina sem a segurança que a lei exige.

Guarde tudo o que puder: a CAT (comunicação do acidente), fotos do local e da máquina, laudos médicos, nomes de colegas que viram o que aconteceu. Isso fortalece muito o seu processo.

As situações que mais amputam perna e pé no trabalho

Em todas essas situações existe uma regra de segurança que a empresa tinha que cumprir — proteção na máquina, sinalização, treinamento. Quando ela não cumpre, a culpa é dela.

Quanto pode valer o seu caso?

Situação citada neste guia Valor
Lesão na perna (faixa da nossa experiência) R$ 72 mil a R$ 155 mil
Amputação de pé e parte da perna — caso real do seu Everaldo (Justiça do Trabalho de MT) Mais de R$ 700 mil

Cada caso é único — o valor depende da sua idade, do seu salário, do tamanho da perda e da culpa da empresa. Entenda como calcular a indenização passo a passo — e dá pra ter uma ideia em poucos minutos.

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Você também pode ver os valores por estado e entender melhor todos os seus direitos no acidente de trabalho.

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Perguntas frequentes

Perdi a perna no trabalho. Tenho mesmo direito a indenização?

Sim. Quem tem a perna amputada num acidente de trabalho tem direito a indenização pela dor, pensão mensal (muitas vezes pra sempre) e ao pagamento da prótese. É uma das indenizações mais altas dentro dos acidentes.

E se o acidente foi há muitos anos? Ainda dá pra processar?

Pode dar, sim. Quando o acidente vai piorando e só termina em amputação anos depois, a contagem do prazo costuma valer a partir da hora da amputação, não do dia do acidente original. Num caso nosso, ganhamos mais de R$ 700 mil mesmo com o acidente tendo quase 10 anos. Não desista antes de mostrar o caso pra quem entende.

Recebo uma indenização só ou também uma pensão todo mês?

Normalmente os dois. Tem a indenização pela dor e pelo sofrimento, paga de uma vez, e a pensão mensal, porque a sua capacidade de trabalhar diminuiu. Em muitos casos a pensão é pro resto da vida.

A empresa tem que pagar a minha prótese?

Sim, quando a empresa teve responsabilidade no acidente. Além da indenização e da pensão, ela pode ser obrigada a pagar a prótese e os tratamentos que você vai precisar.

Amputaram só o pé, não a perna inteira. Também tenho direito?

Tem, e muito. Perda de pé — mesmo parcial — é sequela permanente grave, com dano estético e moral. O valor costuma ser alto mesmo quando a amputação é parcial.

Eu pulei uma barreira de segurança. Perco o direito?

Não. A empresa é obrigada a fiscalizar e a impedir que se trabalhe de forma insegura. Se você pulou pra dar conta da produção que cobram de você, a culpa continua sendo dela.

Vou poder me aposentar por causa da amputação?

Em muitos casos, sim. Perda de perna ou pé reduz muito a capacidade de trabalho e pode dar direito à aposentadoria por invalidez no INSS — além da pensão paga pela empresa, que se soma.

Vou ter que pagar advogado adiantado?

Não. Você só paga se ganhar. A primeira conversa é de graça.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Sim, quem teve o dedo decepado ou cortado na serra circular dentro do trabalho tem direito a indenização — e não é pouco. Em casos reais nossos, com a perda da profissão, a Justiça chegou a condenar a empresa em R$ 587 mil. Na maioria das situações o valor fica entre algumas dezenas de milhares de reais e mais de cem mil, dependendo do dedo, da sequela e da falha da máquina.

Aqui você vai entender, em palavras simples, por que a empresa quase sempre é obrigada a pagar quando a serra te machuca, quanto vale o seu caso e como provar tudo. Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho, com mais de 3.000 casos e R$ 41 milhões já recuperados pros nossos clientes.

Perdi o dedo na serra circular. A empresa tem que me pagar?

Na grande maioria das vezes, sim. A serra circular é uma das máquinas que mais machucam mão e dedo no Brasil. E a lei é clara: a empresa é obrigada a entregar a máquina com proteção e com trava de segurança funcionando. Quando a serra está sem proteção, com a trava quebrada ou sem treinamento, e o acidente acontece, a culpa é da empresa — e ela tem que indenizar.

Essa indenização da empresa é diferente do que o INSS paga. Você pode receber o benefício do INSS e ainda cobrar a empresa pela dor, pelo dedo perdido e pelo prejuízo no seu trabalho. Um não tira o outro.

Caso real: carpinteiro que ganhou R$ 587 mil

O Deivid era carpinteiro. Estava desdobrando madeirite numa serra circular quando a trava de proteção falhou e a serra cortou a mão direita dele. Resultado: ficou com o dedo indicador torto pra sempre (sequela permanente, CID S61.0).

Ele pediu R$ 386 mil na Justiça. Mas a perícia reconheceu uma coisa importante: carpinteiro sem o dedo funcionando não consegue mais exercer a profissão. Isso se chama perda do ofício. Por causa disso, a Justiça condenou a empresa em R$ 587 mil — 52% a mais do que ele tinha pedido.

É processo público, qualquer um pode conferir: CNJ 0000634-56.2024.5.12.0014 (Santa Catarina). Esse é o tipo de resultado que a gente busca pra cada cliente: não só o dedo, mas a profissão que você perdeu.

Quanto vale um dedo decepado na serra?

Não existe um valor único — depende do dedo, da gravidade e da falha da empresa. Mas dá pra ter uma noção pelas tabelas de seguro:

Situação Referência
Dedo comum (tabela usada pela perícia e pelos seguros) cerca de 9% de incapacidade
Dedo indicador em torno de 15%
Faixa comum por dedo nesse tipo de cálculo R$ 42 mil a R$ 82 mil
Caso real do Deivid (indicador torto + perda do ofício, Santa Catarina) R$ 587 mil — processo público

Mas atenção: isso é só uma parte. Quando entra a dor que você passou, a sequela permanente e principalmente a perda da profissão, o valor sobe muito — foi assim que o caso do Deivid chegou a R$ 587 mil. Calcule grátis quanto vale o seu caso aqui 👇

Quer comparar dedo por dedo? Veja a tabela completa de valores dedo por dedo e o nosso guia nacional de quanto é a indenização por perda de um dedo. Pra entender o passo a passo da conta, veja como calcular a indenização por acidente de trabalho.

A serra estava sem proteção. Isso muda meu caso?

Muda, e muito. Existe uma norma de segurança chamada NR-12 que obriga toda serra circular a ter:

Se faltou qualquer uma dessas coisas — e na hora do acidente quase sempre faltou —, isso é prova forte de que a empresa errou. A NR-12 vira a sua principal arma: mostra que o acidente não foi culpa sua, foi descuido da empresa com a máquina.

O que fazer agora pra garantir seu direito

Guarde tudo que conseguir: foto do dedo e da máquina, nome de quem viu o acidente, o papel do acidente (a CAT), exames e receitas. Quanto mais cedo você procurar ajuda, mais fácil é provar — testemunha esquece e documento some.

Veja também os valores de indenização no seu estado e entenda melhor como funciona o acidente de trabalho. Depois, é só calcular o seu caso — leva 2 minutos.

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Perguntas frequentes

Cortei o dedo na serra circular no trabalho. Tenho direito a indenização?

Sim. Acidente com serra circular dentro do serviço dá direito a indenização da empresa, fora o que o INSS paga. O valor depende do dedo perdido e da sequela. Em casos nossos, com perda do ofício, chegou a R$ 587 mil.

Quanto vale um dedo decepado na serra?

Pelas tabelas de seguro, um dedo gira em torno de R$ 42 mil a R$ 82 mil, e o indicador pesa mais (cerca de 15% da mão). Mas na Justiça o valor pode ser bem maior quando você perde a profissão ou fica com o dedo torto pra sempre.

A serra não tinha proteção. Isso ajuda no meu caso?

Ajuda muito. A norma de segurança (NR-12) obriga a serra circular a ter proteção e trava. Se a máquina estava sem proteção, ou a trava falhou, a culpa é da empresa — e isso aumenta a sua indenização.

Sou autônomo / não tinha carteira assinada. Posso processar?

Pode. Mesmo sem carteira assinada, se você provar que trabalhava pra empresa (testemunha, pix, conversa de WhatsApp, foto no serviço), dá pra reconhecer o vínculo e cobrar a indenização do acidente.

Vou ter que pagar advogado adiantado?

Não. Você só paga se ganhar. A primeira conversa é de graça e a gente já te diz se o caso vale a pena.

No Sul, o setor moveleiro e o metalúrgico puxam esse tipo de acidente — se o seu foi no Rio Grande do Sul, veja os valores de indenização no Rio Grande do Sul.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Perdi 2 ou 3 dedos no trabalho: tenho direito a indenização?

Sim. Quem perde 2 ou 3 dedos no trabalho tem direito a indenização — e o valor não é pequeno. Em um caso real nosso, um eletricista que perdeu 3 dedos da mão recebeu R$146 mil na 1ª instância, e ainda estamos recorrendo pra aumentar. Quanto mais dedos você perde, maior fica a conta, porque a mão perde mais força e função. Aqui você vai entender, em palavras simples, quanto pode receber, por que a empresa quase sempre tem culpa quando uma máquina arranca os dedos, e o que fazer agora.

Fonte: Índice Ventura — levantamento próprio da Ventura Advogados Associados, construído a partir de mais de 3.000 casos de acidente de trabalho acompanhados em todo o Brasil, com R$ 41 milhões recuperados para trabalhadores. Dados atualizados em julho de 2026. Consulte os valores médios do seu estado em venturaadvogados.com/valores-por-estado.

Nós da Ventura Advogados somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho: mais de 3.000 casos e R$41 milhões recuperados pros nossos clientes. Acidente de mão e de dedo é o que a gente mais vê — operário trabalha com a mão, e é a mão que se machuca.

Caso real: 3 dedos arrancados por uma hélice — R$146 mil

O Edvaldo é técnico eletricista. Ele estava instalando um exaustor quando a hélice arrancou 3 dedos da mão esquerda — o segundo, o terceiro e o quarto dedo — e ainda quebrou o osso da perna (a fíbula). Foi um acidente grave, do tipo que muda a vida.

A gente entrou na Justiça por ele e ganhou: R$146 mil em 1ª instância. E não paramos aí — estamos recorrendo pra aumentar esse valor, porque entendemos que a perda de 3 dedos vale ainda mais. O processo é público: número 0001856-18.2024.5.06.0211 (Tribunal do Trabalho de Pernambuco).

O caso do Edvaldo mostra duas coisas importantes. A primeira: eletricista não se acidenta só com choque — máquina também pega a mão. A segunda: uma hélice exposta, sem proteção, é falha da empresa. Máquina que arranca dedo quase sempre estava sem a proteção que a lei manda ter.

Quanto vale cada dedo perdido?

Existe uma tabela usada pelos seguros no Brasil (a da SUSEP) que dá uma ideia de quanto cada dedo “pesa” quando some. Não é a conta final da Justiça, mas ajuda a entender por que perder mais de um dedo aumenta muito a indenização:

Dedo perdido Peso na incapacidade (tabela usada pela perícia)
Polegar (o dedão) 20% a 25%
Indicador 15%
Cada um dos outros dedos cerca de 9%
2 ou mais dedos juntos 25% a 30%

Na prática, quando você perde 2 ou 3 dedos juntos, esses pesos somam — e a mão inteira perde muito mais função do que a soma simples sugere, porque os dedos trabalham em conjunto. Em valores de Justiça do Trabalho, é comum ver indenizações na faixa de R$42 mil a R$82 mil por dedo, dependendo do dedo, da idade da pessoa, do tipo de trabalho e da gravidade. Some isso por 2 ou 3 dedos e você entende como o caso do Edvaldo chegou em R$146 mil — e por que ainda pode subir.

Quer comparar os números um a um? Veja o valor de cada dedo da mão na tabela completa e o nosso guia nacional de quanto é a indenização por perda de um dedo. E se a sua mão perdeu boa parte da função, vale ler também o guia completo de perda de mão.

Por que a empresa quase sempre tem culpa quando a máquina pega o dedo?

Existe uma regra de segurança chamada NR-12. Em palavras simples, ela obriga toda máquina perigosa a ter proteção: uma grade, uma capa, um sensor que para a máquina quando a mão chega perto. Hélice de exaustor, prensa, serra, esmeril, engrenagem — tudo isso tem que ter barreira.

Quando o dedo é arrancado, na imensa maioria das vezes é porque essa proteção não existia ou tinham tirado. E aí a culpa é da empresa, não sua. Não importa se “você que colocou a mão” — a lei diz que a máquina tinha que estar protegida pra impedir exatamente isso. Máquina sem proteção = responsabilidade da empresa = indenização.

E se eu já recebi do INSS ou fui mandado embora?

Duas coisas que assustam muita gente, mas que jogam a seu favor:

Pra entender como cada uma dessas partes entra na conta final, veja como calcular a indenização por acidente de trabalho.

Perguntas frequentes

Quem perde 2 ou 3 dedos no trabalho tem direito a quanto?

Depende de quais dedos e de como ficou a mão. Em caso real nosso, um eletricista que perdeu 3 dedos recebeu R$146 mil na 1ª instância — e estamos recorrendo pra aumentar. Cada dedo soma na conta da incapacidade, então quanto mais dedos, maior a indenização.

A empresa pode me mandar embora depois de perder os dedos?

Na maioria das vezes, não. Se você se afastou pelo INSS por causa do acidente e voltou, tem 1 ano de emprego garantido. Demissão nesse período costuma ser ilegal — dá pra pedir a volta ao emprego ou a indenização.

Foi a máquina que cortou meus dedos. Isso muda alguma coisa?

Muda muito. Máquina sem proteção (sem aquela grade ou capa que impede a mão de chegar na parte que corta) é falha da empresa. A regra de segurança chamada NR-12 obriga a proteção. Sem ela, a culpa é da empresa e a indenização tende a ser maior.

Recebi do INSS. Ainda posso processar a empresa?

Pode. O que o INSS paga é uma coisa; a indenização da empresa é outra. Receber um não tira o direito do outro. São contas separadas.

Quanto tempo eu tenho pra entrar na Justiça?

Em regra, até 2 anos depois que você sai da empresa, podendo cobrar os últimos 5 anos. Mas não deixe pra última hora: testemunha esquece e documento some.