Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Perdi a ponta do dedo no trabalho: quanto recebo de indenização?

Sim. Mesmo perdendo só a ponta do dedo no trabalho você tem direito a indenização — em caso real nosso, a trabalhadora recebeu R$ 140 mil por uma falange (a pontinha do dedo). Perder um pedaço pequeno não significa indenização pequena: depende de como o acidente aconteceu, da culpa da empresa e do tamanho da sequela na sua mão.

Fonte: Índice Ventura — levantamento próprio da Ventura Advogados Associados, construído a partir de mais de 3.000 casos de acidente de trabalho acompanhados em todo o Brasil, com R$ 41 milhões recuperados para trabalhadores. Dados atualizados em julho de 2026. Consulte os valores médios do seu estado em venturaadvogados.com/valores-por-estado.

A gente é ULTRAESPECIALISTA em acidente de trabalho: mais de 3.000 casos cuidados e mais de R$ 41 milhões já recuperados pra trabalhadores como você. E muita gente chega achando que “perdi só a ponta, não vale nada”. Vale, e muito.

Por que perder a ponta do dedo dá indenização tão alta?

Quando você se machuca na mão dentro do trabalho, três coisas entram na conta:

Por isso uma “pontinha” de dedo pode valer dezenas de milhares de reais. Não é o tamanho do pedaço — é o tamanho do prejuízo na sua vida e da falha da empresa.

Quer entender essa conta por dentro, passo a passo? Veja nosso guia de como calcular a indenização por acidente de trabalho.

Caso real: Patrícia perdeu a ponta do dedo e recebeu R$ 140 mil

Patrícia era operadora de máquina (coladeira) numa indústria de móveis. O disco da coladeira pegou a mão dela e amputou a falange — a ponta — do dedo médio da mão esquerda. Uma máquina sem a proteção certa na área de risco.

Resultado: ela recebeu R$ 140 mil de indenização (já pago).

Processo público nº 0000605-42.2024.5.09.0126 (Tribunal do Trabalho do Paraná). Qualquer um pode consultar.

Repara em dois pontos importantes do caso da Patrícia:

Quanto vale cada dedo? O que diz a tabela oficial

Existe uma tabela usada pelas seguradoras no Brasil (da SUSEP, o órgão que fiscaliza seguros) que dá uma ideia do peso de cada parte da mão. Por essa tabela, perder um dedo inteiro chega perto de 9% de invalidez. A falange (a ponta) tem um percentual menor que o dedo inteiro — mas ainda assim indeniza, e bem.

Situação Referência de valor
Ponta do dedo (falange) % de incapacidade menor que o dedo inteiro — mas indeniza, e bem
Dedo inteiro (tabela oficial usada pela perícia) cerca de 9% de incapacidade
Faixa comum por dedo na prática dos nossos casos R$ 42 mil a R$ 82 mil
Caso real da Patrícia (falange, máquina sem proteção) R$ 140 mil — processo público no Paraná

Na prática dos nossos casos, a faixa de indenização por dedo costuma ficar entre R$ 42 mil e R$ 82 mil — e pode subir bastante, como aconteceu com a Patrícia, quando a culpa da empresa é clara e a sequela é grande.

Perdeu o dedo inteiro, não só a ponta? Então leia o nosso guia nacional de quanto é a indenização por perda de um dedo e veja a tabela completa de valores dedo por dedo.

Quer ver o que costuma rolar no seu estado? Dá uma olhada nos valores por estado e entenda como a sua região costuma decidir esses casos.

A máquina que te machucou tinha proteção? Isso muda tudo

A maioria dos acidentes de mão acontece em máquina sem proteção. Existe uma regra de segurança no Brasil (a NR-12) que obriga a empresa a colocar proteção na área de risco da máquina — grade, sensor, dispositivo que para o equipamento antes da sua mão chegar perto da parte cortante.

No caso da coladeira da Patrícia, o disco que amputou o dedo dela estava acessível. Quando a empresa não cumpre essa segurança e você se machuca, a responsabilidade dela fica muito mais forte — e a sua indenização também.

Se a máquina que te pegou não tinha proteção, não tinha botão de emergência, ou você nem foi treinado pra operar, guarde isso. É a peça-chave do seu caso.

Perguntas frequentes

Perdi SÓ a pontinha do dedo, vale a pena correr atrás?
Vale muito. O caso da Patrícia foi exatamente isso: a ponta de um dedo, e R$ 140 mil de indenização. O que decide o valor não é o tamanho do pedaço, é a falha da empresa e a marca que ficou na sua mão. Não desista achando que é pouco.

E se a empresa não teve culpa nenhuma?
Em acidente com máquina, na maioria das vezes existe falha de segurança — falta de proteção, falta de treinamento, manutenção ruim. Cabe à empresa provar que fez tudo certo. Por isso vale a pena um especialista olhar seu caso antes de você concluir que “não tem nada a fazer”.

Já recebi o INSS, ainda tenho direito a essa indenização?
Tem. O dinheiro do INSS é uma coisa; a indenização que a empresa paga é outra, separada. Receber um não tira o direito do outro.

Quanto tempo eu tenho pra correr atrás?
Tem prazo, e ele corre. Quanto antes um especialista olhar seu caso, melhor — não deixe pra depois achando que dá tempo sempre.

Quanto custa pra começar?
A primeira conversa pra entender seu caso é sem compromisso. Você descobre se tem direito e quanto pode valer antes de decidir qualquer coisa.

Descubra agora quanto o seu caso pode valer

Não fique na dúvida achando que perder a ponta do dedo “não dá nada”. A Patrícia achava isso também — e recebeu R$ 140 mil. Faça o cálculo gratuito e veja uma estimativa do seu caso em 2 minutos.

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Quer entender melhor seus direitos antes? Veja nossa página completa sobre acidente de trabalho.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Sim. Se a máquina não tinha proteção e você perdeu um dedo no trabalho, a culpa é da empresa — e você tem direito a indenização. Os valores costumam ficar entre R$ 42 mil e R$ 82 mil por dedo, mais afastamento pago pelo INSS e estabilidade de 1 ano no emprego. Veja o que fazer agora, passo a passo:

Toda máquina perigosa é obrigada a ter proteção: grade, sensor, botão de duas mãos, dispositivo que trava antes de pegar seu dedo. Quando a empresa tira ou não coloca essa proteção e você se machuca, ela é a culpada. Não é azar. Não é “descuido seu”. É falha da empresa — e a Justiça entende assim.

Máquina sem proteção que amputou meu dedo: a culpa é da empresa?

Na quase totalidade dos casos, sim. Existe uma regra de segurança chamada NR-12. Ela manda que toda máquina com risco tenha proteção para o trabalhador não alcançar a parte que corta, prensa ou esmaga.

Quando a máquina está sem essa proteção e acontece o acidente, a empresa descumpriu a lei. Aí ela tem que pagar você. Mesmo que ninguém tenha “mandado” você colocar a mão lá — se a proteção existisse, o dedo não teria sido cortado.

O que a NR-12 obriga a empresa a ter na máquina?

Olhe a máquina onde você se machucou e veja se faltava alguma destas coisas. Cada item que faltava é uma prova a seu favor:

Faltou um desses? A empresa errou. E o erro dela vira o seu direito.

Quanto vale a perda de um dedo por máquina sem proteção?

O valor muda conforme o dedo, o tamanho do que você perdeu e o estado onde mora. Para você ter uma ideia, veja o peso de cada dedo (referência usada por seguradoras):

Lesão Peso na perícia (% de incapacidade)
Dedo comum (anelar, mínimo) 9%
Dedo indicador 15%
Polegar 20% a 25%
2 ou mais dedos 25% a 30%

Na prática, a indenização por um dedo costuma ficar entre R$ 42 mil e R$ 82 mil, dependendo do estado. Em casos mais graves — quando você não consegue mais fazer o seu trabalho de antes — o valor total pode chegar perto de R$ 100 mil, somando dano moral, dano estético e pensão.

Quer ver o valor dedo a dedo, sem mistério? Montamos uma tabela completa de valores dedo por dedo. E se o acidente pegou a mão inteira, não só o dedo, veja o guia completo de perda de mão no trabalho.

👉 Veja a tabela de valores por estado (Índice Ventura) para entender quanto seu caso vale na sua região.

Temos também um guia nacional explicando quanto é a indenização por perda de um dedo, com tudo o que entra na conta.

Caso real: máquina sem grade de proteção, dedo amputado

Um trabalhador estava limpando uma máquina ligada quando um pano enroscou na engrenagem e arrancou o dedo indicador da mão direita. A perícia descobriu que as engrenagens estavam sem grade de proteção — exatamente o que a NR-12 obriga a ter.

A Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul condenou a empresa a pagar R$ 25,5 mil de indenização mais uma pensão todo mês para o resto da vida. O tribunal entendeu que expor o trabalhador a esse risco era culpa da empresa.

(Caso julgado e divulgado pelo próprio Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região — notícia oficial: trt4.jus.br.)

O que fazer logo depois de perder o dedo na máquina?

  1. Vá ao hospital e guarde TODOS os papéis (atendimento, receitas, exames).
  2. Exija a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). A empresa é obrigada a fazer. Se ela não fizer, o sindicato, o médico ou você mesmo pode fazer.
  3. Tire foto da máquina sem a proteção, se conseguir. Foto do dedo machucado também ajuda muito.
  4. Anote nomes de colegas que viram o acidente.
  5. Não assine acordo nenhum oferecido pela empresa antes de falar com um advogado.
  6. Procure o INSS para receber o auxílio durante o afastamento.

E se a empresa apagar as provas ou trocar a máquina?

Acontece muito: depois do acidente, a empresa “corre” para botar a proteção e dizer que sempre teve. Não se preocupe. Tem outras provas que pegam a empresa:

Por isso é importante agir rápido e com um escritório que entende de acidente com máquina.

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Se quiser entender a conta antes, veja como calcular a indenização por acidente de trabalho passo a passo.

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Perguntas frequentes

Perdi o dedo mas foi um descuido meu. Ainda tenho direito?

Sim. Se a máquina tivesse a proteção certa, o seu “descuido” não teria arrancado o dedo — a proteção existe justamente para isso. A falta dela é responsabilidade da empresa, mesmo que você tenha errado na operação.

A empresa disse que vai me mandar embora se eu processar. Pode?

Não. Depois de um acidente de trabalho você tem estabilidade de 1 ano — a empresa não pode te demitir sem justa causa nesse período. E processar é um direito seu: demitir por causa disso é ilegal e dá direito a mais indenização.

Faz tempo que aconteceu. Ainda dá tempo de entrar com o processo?

Na maioria dos casos sim. Muita gente acha que “passou o prazo” e não passou. O melhor é mandar analisar seu caso de graça antes de desistir — quem te disse que prescreveu pode estar errado.

A empresa me ofereceu uma graninha pra eu não processar. Aceito?

Cuidado. Quase sempre esse valor é muito menor do que você tem direito. Antes de assinar qualquer coisa, mande analisar o caso. Depois de assinar, fica bem mais difícil cobrar o que falta.

Como sei se a máquina estava irregular?

Você não precisa provar isso sozinho. Um advogado pede a perícia e levanta os documentos da máquina. Se faltava grade, sensor ou botão de segurança, isso aparece — e vira prova a seu favor.

Por que o Ventura Advogados

Somos ULTRAESPECIALISTAS em acidente de trabalho. Já são mais de 3.000 casos e R$ 41 milhões recuperados para trabalhadores que se machucaram em máquina. A gente sabe exatamente como provar que a máquina estava sem proteção e fazer a empresa pagar.

Veja também: tudo sobre acidente de trabalho e os valores por estado.

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Esse tipo de acidente é rotina no polo moveleiro do Paraná — quem se machucou por lá pode conferir quanto vale a indenização no Paraná e como o TRT-9 tem decidido.

Atualizado em 9 de agosto de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Sim. Quem fratura costela no trabalho tem direito a indenização — casos do escritório passaram de R$ 30 mil (uma costela) a mais de R$ 65 mil, além de afastamento e estabilidade. Veja como funciona:

Você estava carregando peso. Saco, caixa, móvel, máquina, cilindro de gás, garrafão. Sentiu o estouro no peito. Doeu fundo. Foi pro pronto-socorro e a radiografia mostrou: fratura de costela. Agora você está em casa, deitado de lado, sem conseguir tossir sem chorar de dor.

A empresa disse que “passa em 30 dias”. Talvez nem tenha feito CAT. Talvez tenha falado em “atestado normal”. Talvez tenha pedido pra você voltar antes da hora.

Costela quebrada carregando peso É acidente de trabalho. Você tem direito a indenização, estabilidade no emprego e auxílio acidentário.

Por que costela quebrada conta como acidente

Carregar peso acima do limite, sem ajuda, sem equipamento adequado, sem treinamento de levantamento — é situação clássica de acidente de trabalho. A empresa é obrigada a:

Se faltou qualquer um — e quase sempre falta — a culpa é da empresa.

Funções que mais sofrem fratura de costela

Não é caso raro: o INSS concedeu 2,6 milhões de novos afastamentos por acidente entre 2012 e 2023, segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab/MPT-OIT), que também traz os números por setor e por estado.

Como provar a fratura no processo

  1. CAT — comunicado de acidente. Empresa tem 24h. Se não emitir, você emite no INSS, grátis.
  2. Radiografia e laudo — do pronto-socorro, da consulta, do ortopedista. Mostra a fratura.
  3. Atestado médico — com tempo de afastamento. Guarde todos.
  4. Testemunhas — colega que viu, que ajudou a levantar, que sabia do peso que você carregava.
  5. Foto do peso ou do equipamento que você carregava (se conseguir).
  6. Histórico de queixa anterior — se já tinha reclamado de dor nas costas, no peito, no peso, ainda mais forte.

Seus direitos com a fratura

As regras do benefício acidentário estão na página oficial do INSS sobre o auxílio por incapacidade temporária.

O que NÃO fazer

“Você só paga se ganhar — antes disso não sai nada do seu bolso.” — Dr. Welliton Ventura, advogado ultraespecialista em acidente de trabalho (OAB/PA 18.667-B)

É assim que a Ventura Advogados trabalha: honorário só no êxito.

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da quantidade de costelas, do tempo de afastamento, da sequela, do seu salário e do estado. Entenda como calcular a indenização passo a passo e calcule antes de aceitar qualquer oferta.

Valores médios por estado

O valor varia por região. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026.

Perguntas frequentes

1. Quebrei só 1 costela. Vale a pena processar?

Vale. Mesmo 1 costela quebrada gera afastamento, dor intensa, dano moral. Casos do escritório com 1 costela passaram de R$ 30 mil.

2. A empresa disse que eu peguei sozinho porque quis.

A empresa é obrigada a controlar e a ter ajudante disponível. Se você “pegou sozinho”, foi porque era do seu trabalho e não tinha quem ajudasse. A culpa continua sendo da empresa.

3. Já recebi alta mas ainda dói pra respirar. Tem direito?

Tem. Alta do INSS não é cura completa. Se sobrou dor crônica, perda de força, problema respiratório, dá pra processar e pedir nova perícia na Justiça.

4. INSS pôs B31 (não é acidentário). Posso mudar?

Pode. Dá pra entrar com pedido pra mudar B31 pra B91 (acidentário) na Justiça. Isso garante FGTS no afastamento e estabilidade de 12 meses.

5. Quanto tempo tenho pra processar?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos. Se o acidente já tem tempo, veja o guia de acidente de trabalho antigo.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Sim. Quem cai de altura ou do andaime no trabalho tem direito a indenização — em casos graves o valor chega perto de R$ 100 mil ou mais, além de afastamento e estabilidade. Veja como funciona:

Você estava lá em cima. Andaime, telhado, escada, laje, plataforma. De repente o chão sumiu. Você caiu. Quebrou a perna, a bacia, a coluna, a cabeça. Talvez tenha ficado meses na cama. Talvez não consiga mais subir, andar direito ou voltar pro mesmo serviço. E o chefe falou: “você não se segurou direito”. O cinto e a proteção eram obrigação da empresa. Você tem direito.

Pedreiro que caiu do andaime sem guarda-corpo. Pintor que escorregou da escada. Telhadista que pisou na telha frágil. Montador que caiu da estrutura sem cinto. Todos têm o mesmo direito — e muitos acharam que tinham sido descuidados, quando na verdade faltou segurança.

Queda de altura é o acidente que mais mata e mais machuca na construção — quando o pior acontece, a família tem os direitos explicados no guia de morte no trabalho. E queda paga indenização alta.

Por que a culpa é da empresa, não sua

Qualquer trabalho acima de 2 metros de altura é trabalho de risco. A empresa é obrigada por lei a proteger você. Ela tinha que ter dado:

Se faltou qualquer um desses — e na maioria das obras falta — a culpa é da empresa. Não importa se “você é experiente”, se “sempre subiu sem cinto”, ou se “a obra era pequena”. Quem responde pela sua segurança é a empresa.

Funções que mais sofrem queda de altura

O que fazer agora, logo depois da queda

  1. Procure o pronto-socorro na hora. Queda de altura pode ter fratura escondida, problema na coluna e na cabeça. Faça todos os exames.
  2. Exija a CAT. É o comunicado de acidente. A empresa tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Peça foto do lugar. Andaime sem guarda-corpo, escada quebrada, telhado sem proteção, falta de cinto. Tira a foto antes da empresa “arrumar tudo”.
  4. Guarde tudo. Atestado, receita, radiografia, laudo, conta de remédio, recibo de transporte.
  5. Anote os colegas que viram. Quem socorreu, quem sabia que faltava cinto, quem ouviu o encarregado mandar subir sem proteção.

Seus direitos depois da queda

O que NÃO fazer depois da queda

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da altura da queda, da gravidade da lesão, da sequela, do tempo de afastamento, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer oferta da empresa, veja como calcular a indenização passo a passo e calcule.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Eu subi sem cinto porque sempre subi assim. Perco o direito?

Não. A empresa é obrigada a dar o cinto, exigir o uso e não deixar você subir sem proteção. Se ela deixou, a culpa é dela.

2. A obra era pequena e o serviço rápido. Conta como acidente?

Conta. Não importa o tamanho da obra nem o tempo do serviço. Caiu de altura trabalhando, é acidente de trabalho e tem direito.

3. Eu era diarista da obra, sem carteira assinada. Tenho direito?

Tem. Mesmo sem carteira assinada, dá pra provar o vínculo e cobrar a indenização. Trabalhar sem registro não tira o seu direito.

4. Já tive alta mas ficou uma dor na coluna que não passa. Ainda dá?

Dá. Alta do INSS não é cura completa. Dor crônica, perda de movimento e dificuldade de carregar peso são sequela permanente e pagam pensão.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos. Queda que já faz tempo? Leia o guia de acidente de trabalho antigo.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

Atualizado em 9 de agosto de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Sim, você tem direito a indenização. Em casos de mão esmagada na prensa o valor vai de cerca de R$ 40 mil (perda de um dedo) a perto de R$ 100 mil ou mais, conforme a gravidade — além de afastamento e estabilidade. Veja como funciona:

A máquina desceu com a sua mão dentro. Prensa, rolo, injetora, calandra, esmagadeira. Em um segundo a sua mão ficou presa. Talvez tenha perdido um dedo. Talvez tenha esmagado os ossos. Talvez tenha ficado com a mão dormente, sem força, deformada. E o chefe falou: “foi descuido seu”. Não foi descuido seu. A máquina é que tinha que ter proteção. Você tem direito.

Operador de prensa que a máquina desceu sozinha. Trabalhador de plástico que prendeu a mão na injetora. Funcionário de gráfica que pegou o rolo da impressora. Operário que limpava a máquina ligada. Todos têm o mesmo direito — e muitos não cobraram porque acreditaram que a culpa era deles.

Esmagamento de mão em máquina é um dos acidentes mais graves que existe. E paga indenização alta. Se a sua mão ficou com sequela séria ou você perdeu parte dela, leia também o nosso guia completo de perda de mão no trabalho.

Por que a culpa é da empresa, não sua

Toda máquina que prensa, corta ou esmaga é obrigada a ter proteção. Isso está na lei de segurança de máquinas. A empresa tinha que ter:

Essas obrigações estão na NR-12 oficial no site do Ministério do Trabalho e Emprego (gov.br). A Ventura Advogados usa essa norma como base em todo caso de mão esmagada em máquina.

Se faltou qualquer um desses itens — e quase sempre falta — a culpa é da empresa. Não importa se você “estava com pressa”, se “tirou a proteção pra ir mais rápido” porque o chefe mandou produzir mais, ou se a máquina era velha. A responsabilidade de manter a máquina segura é da empresa.

Funções que mais esmagam a mão no trabalho

E não é pouca gente: o Brasil registrou 8,8 milhões de acidentes de trabalho entre 2012 e 2024 no emprego com carteira assinada, segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab/MPT-OIT), que mostra os números por setor e por estado.

O que fazer agora, logo depois do acidente

  1. Procure o pronto-socorro na hora. Mão esmagada precisa de cirurgia rápida pra salvar o que dá. Não espere.
  2. Exija a CAT. É o comunicado de acidente. A empresa tem 24 horas pra emitir. Se não emitir, você emite direto no INSS, de graça.
  3. Não deixe ninguém mexer na máquina. Peça pra alguém tirar foto da máquina sem proteção, com sangue, do jeito que ficou.
  4. Guarde tudo. Atestado, receita, radiografia, laudo, conta de remédio, recibo de táxi.
  5. Anote os colegas que viram. Quem socorreu, quem sabia que a proteção estava quebrada, quem ouviu o chefe mandar tirar a grade.

Seus direitos depois de esmagar a mão

O que NÃO fazer depois do acidente

Veja quanto vale o seu caso

O valor depende da gravidade do esmagamento, de quantos dedos foram afetados, da sequela, do tempo de afastamento, do seu salário e do estado. Antes de aceitar qualquer oferta da empresa, calcule.

Pra você entender por que a faixa vai do dedo (R$ 40 mil) até perto de R$ 100 mil na mão inteira, veja o peso que a perícia dá pra cada perda:

O que você perdeuPeso na perícia (% de incapacidade)
Um dedo comum (anelar, mínimo)9%
Dedo indicador15%
2 ou mais dedos25% a 30%
Perda total da mão65% a 70%

Perdeu dedo no esmagamento? Veja a tabela de valores de indenização dedo por dedo. E pra entender a conta completa, veja como calcular a indenização por acidente de trabalho.

Valores médios por estado

O valor das indenizações varia bastante de um estado pra outro. Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Eu tirei a proteção da máquina pra ir mais rápido. Perco o direito?

Não. A empresa é obrigada a fiscalizar e a não deixar trabalhar sem proteção. Se você tirou pra produzir mais, foi por causa da cobrança da empresa. A culpa continua sendo dela.

2. Perdi um dedo só. Vale a pena processar?

Vale, e muito. Um dedo a menos é perda permanente, dano estético e dano moral. Casos do escritório com perda de um dedo passaram de R$ 40 mil. No guia de quanto é a indenização por perda de um dedo mostramos tudo o que entra nessa conta.

3. A máquina era velha e sem proteção desde sempre. Conta?

Conta, e pesa contra a empresa. Manter máquina velha e sem proteção funcionando é falha grave. Isso reforça que a culpa é da empresa.

4. Minha mão sarou mas ficou sem força. Ainda tenho direito?

Tem. Perda de força, dormência, dificuldade de pegar peso: tudo isso é sequela permanente. Mesmo que a ferida tenha fechado, a sequela paga pensão e indenização.

5. Quanto tempo tenho pra entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Dentro desses 2 anos, dá pra cobrar os últimos 5 anos de direitos.


Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

“Somos o primeiro escritório ultra especializado em acidente no trabalho do Brasil.” — Dr. Welliton Ventura, advogado ultraespecialista em acidente de trabalho (OAB/PA 18.667-B)

🎥 Veja em 15 segundos: Esmagou a mão na prensa? A NR-12 obriga proteção

Atualizado em 11 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Vou ser direto, porque é assim que eu trabalho: se você tomou um choque no trabalho, levou um susto e no dia seguinte estava bem — provavelmente isso não vira indenização. Alguns juízes chamam choque sem consequência de “mero aborrecimento”. Não vou te enrolar prometendo dinheiro onde não tem.

Agora, presta atenção na segunda parte, porque ela muda tudo: se o choque te deixou MARCA — queimadura, cirurgia, dedo que não dobra, mão que treme, coração alterado, dias de hospital — a história é completamente outra. Choque elétrico com sequela é um dos acidentes que mais pagam na Justiça do Trabalho. E quem trabalha com eletricidade tem uma vantagem na lei que quase ninguém conhece. Eu já ganhei vários processos de eletricista — e vou te mostrar um deles, com número de processo público: mais de R$ 1 milhão pagos a um eletricista que tomou choque trocando um transformador no Pará.

Meu nome é Welliton Ventura. Há 15 anos cuido só de acidente de trabalho. Somos ULTRAESPECIALISTAS no assunto — mais de 3.000 casos atendidos e mais de R$ 41 milhões recuperados. O caso que você vai ler aqui foi nosso, do começo ao fim.

1 – Tomou choque e ficou bem? A resposta honesta

Todo mês chega gente no escritório dizendo: “tomei um choque na obra, posso processar?”. E a primeira pergunta é sempre a mesma: o que o choque deixou em você?

Se a resposta for “nada, só o susto”, sou honesto: dificilmente vale a pena. A Justiça olha para o dano. Choque que não machucou, não afastou, não deixou marca — em vários tribunais é tratado como aborrecimento do dia a dia, e o processo morre na praia.

Mas se a resposta for qualquer uma dessas, a conversa muda:

Isso é sequela. Sequela é dano. E dano de choque elétrico paga alto. É exatamente o tipo de caso que a Ventura ganha — e vou provar com um caso real, julgado, pago e encerrado.

E olha que o papel do processo conta só uma parte. O Dr. Welliton, que acompanhou o Valdeneis do dia do acidente até o dinheiro cair na conta, viu de perto o resto: a visão comprometida depois da descarga, os nervos atrofiando na perna e nos braços com o passar dos meses, a marca permanente na barriga de onde tiraram a pele pro enxerto. Choque de verdade não machuca um lugar só — ele percorre o corpo inteiro. É por isso que caso de choque com sequela precisa de perícia bem feita e de advogado que saiba PEDIR tudo: cada sequela esquecida no pedido é dinheiro que não volta mais.

2 – O caso real: o eletricista que ganhou mais de R$ 1 milhão (corrigido até o pagamento)

O nome dele é Valdeneis. Eletricista de rede de distribuição no Pará, contratado por um consórcio de energia para trabalhar nas obras do programa Luz para Todos, levando energia para a zona rural. Salário de R$ 2.314,90 por mês.

Em agosto de 2020, ele tomou uma descarga elétrica em cima de um poste. Ficou quase 2 meses internado, passou por duas cirurgias e nunca mais pôde trabalhar como eletricista de rede. A Justiça do Trabalho do Pará condenou a empresa — e também a dona da obra — a pagar:

Total: R$ 688.910 na data da sentença (2022) — que, com a correção e os juros correndo até o dia do pagamento em 2024, mais os 15% de honorários que a empresa teve que pagar por fora, passou de R$ 1 milhão. A empresa recorreu ao tribunal — e perdeu de novo. O tribunal manteve cada centavo. O dinheiro entrou na conta dele em 2024.

Isso não é história de propaganda. É processo público: nº 0000182-86.2021.5.08.0103, Justiça do Trabalho do Pará (Vara do Trabalho de Altamira). Qualquer pessoa pode consultar. E o advogado dele, do primeiro papel até o dinheiro na conta, fui eu. Agora deixa eu te contar como o acidente aconteceu — porque a história dele provavelmente parece com a sua.

3 – Como o acidente aconteceu: a chave que não podia ser religada

Naquela manhã, o serviço era trocar um transformador: tirar da rede velha e instalar na nova. Valdeneis fez tudo certo. Antes de subir no poste, desligou a rede, abrindo a chave, e ainda retirou o cartucho — a peça que precisa estar no lugar para alguém religar a energia.

Mas existia uma rede paralela, a uns 5 km dali. E Valdeneis sabia do risco. Ele pediu ao encarregado duas coisas: que desligassem também a outra rede, e que deixassem uma pessoa vigiando a chave desarmada, para ninguém religar a energia com ele lá em cima.

O encarregado negou. Disse que “não havia necessidade de tanto cuidado”.

Valdeneis subiu no poste acreditando que a rede estava morta. Quando soltou o cabo para cortá-lo, o cabo estava energizado. A descarga atravessou o corpo dele. Ele desmaiou ali mesmo, no alto do poste, e veio deslizando, preso pelo cinto de segurança. Os colegas o socorreram desacordado e o levaram para o hospital no carro do encarregado — o mesmo que tinha negado o vigia.

Esse detalhe importa: o trabalhador fez a parte dele. Desligou, tirou o cartucho, pediu o vigia. Quem falhou foi a empresa — e mesmo assim ela alegou que a culpa foi exclusivamente dele. A Justiça rejeitou essa conversa na sentença e de novo no tribunal.

4 – As sequelas que o choque deixou

O choque causou queimaduras de 2º e 3º grau na mão esquerda, no abdome e na coxa direita. E tinha um agravante cruel: Valdeneis é canhoto. A mão queimada era a que ele usava para tudo. O que veio depois:

A perita do processo foi categórica: incapacidade definitiva para o trabalho de eletricista montador de rede de distribuição. Nunca mais. Um homem de 41 anos, com a profissão na mão — literalmente — perdeu o ofício para sempre.

5 – Quanto a Justiça mandou pagar, parte por parte

A conta do caso, exatamente como saiu na sentença:

O que a Justiça mandou pagarValorPor quê
Pensão (dano material)R$ 588.910,5660% do salário × 424 meses (até os 76 anos), pago de uma vez só, em parcela única
Dano moralR$ 50.000,00A descarga, o desmaio no poste, 2 meses de hospital, a vida virada de cabeça pra baixo
Dano estéticoR$ 50.000,00Cicatrizes de queimadura e dedo deformado — dinheiro SEPARADO do moral
TotalR$ 688.910,56Mantido pelo tribunal, pago pelas duas empresas, dinheiro na conta em 2024

📊 Quer ver valor real, não minha palavra? Nossa página de valores por estado mostra os valores que a Justiça vem fixando — dado público, atualizado.

Como chegaram nos R$ 588 mil de pensão?

A conta é simples. A perícia disse que ele perdeu 100% da capacidade para a profissão de eletricista de rede. O pedido no processo era de 60% — e a Justiça respeitou o pedido. Então:

E o melhor: a Justiça mandou pagar tudo de uma vez, em parcela única — para a empresa não sumir no meio do caminho deixando a pensão sem pagar. Quer essa conta aplicada ao seu caso? Leia o guia de como calcular a indenização por acidente de trabalho ou vá direto na calculadora gratuita.

6 – A vantagem do eletricista: a lei joga a responsabilidade no patrão

Agora vem a parte que quase nenhum trabalhador de elétrica sabe — e que vale centenas de milhares de reais.

Na maioria dos acidentes, o trabalhador precisa mostrar que a empresa errou: faltou proteção, treinamento, EPI. Mas para quem trabalha com eletricidade, a lei nem exige provar que o patrão errou. Energia elétrica é atividade de risco — risco maior que o de qualquer pessoa comum. E quando a atividade é de risco, o risco da atividade já joga a responsabilidade em cima da empresa. Aconteceu no serviço? Ficou sequela? A empresa responde. Ponto.

Foi assim no caso do Valdeneis. A empresa gritou em todas as instâncias que a culpa era dele. Não adiantou. A Justiça do Pará disse com todas as letras: eletricista de rede trabalha exposto a um risco que os outros não correm, então a empresa responde — sem nem discutir de quem foi a culpa. E o tribunal confirmou.

E ainda tem mais: quem tem que provar segurança é a empresa

No processo, a empresa não conseguiu provar qual era a voltagem da rede em que o Valdeneis trabalhava, nem que os EPIs entregues eram os adequados. E a Justiça decidiu que esse era um problema dela — porque quem tem a obrigação de provar que o ambiente era seguro é a empresa, não o trabalhador.

Grava isso: se a empresa não consegue mostrar papel, ficha de EPI, certificado de treinamento — cada papel que falta pesa contra ela. Falta de EPI adequado é um dos caminhos mais fortes para a indenização.

7 – NR-10: a norma federal que protege quem mexe com eletricidade

Existe uma norma federal de segurança para trabalho com eletricidade, a NR-10. Não é sugestão, é obrigação — e cada item descumprido vira prova de culpa no processo. Em linguagem simples, a NR-10 obriga a empresa a garantir:

Faz o teste: no dia do seu choque, quantos desses itens existiam de verdade? Cada um que faltou é um tijolo no seu processo. E se o acidente foi com máquina (painel, exaustor, bomba), entra também a NR-12, a norma de segurança de máquinas — outra arma poderosa.

8 – EPI, treinamento e técnico de segurança: as três perguntas que derrubam a empresa

Quando pego um caso de choque, faço sempre três perguntas ao trabalhador:

1. Você chegou a ver o técnico de segurança no serviço? Não no escritório — no campo, na obra, no poste, acompanhando o trabalho de risco. Na imensa maioria dos casos, a resposta é não.

2. Você recebeu treinamento de verdade para aquele serviço específico? Assinar uma folha na contratação não é treinamento. Treinamento é curso, com carga horária, prova e reciclagem. Para eletricidade, é obrigatório.

3. Você ganhou o EPI certo, novo e testado — ou uma luva velha qualquer? EPI de eletricista tem validade, teste de isolação e ficha de entrega. Luva furada, bota gasta, capacete errado: é a empresa economizando na sua pele.

Se respondeu “não” para qualquer uma, a empresa está em falta. O Valdeneis até tinha certificados de treinamento — e mesmo assim a empresa perdeu, porque negou o vigia e não provou o EPI adequado. Imagina no seu caso, em que talvez nem o treinamento exista.

9 – Sequelas de choque elétrico que valem caso

Choque machuca de formas diferentes — e cada uma abre portas de indenização. Veja se você se encaixa:

Queimadura com enxerto ou cicatriz: o dano estético é dinheiro separado

A corrente elétrica queima por dentro e por fora. Queimadura de 2º e 3º grau costuma exigir cirurgia de enxerto — tiram pele de uma parte do corpo para cobrir a outra. Ficam cicatrizes permanentes. E aqui está um direito que quase ninguém cobra: cicatriz paga dano estético, indenização SEPARADA do dano moral. No caso do Valdeneis: R$ 50 mil de moral MAIS R$ 50 mil de estético. Dois cheques, não um.

Nervo lesado: mão fraca, tremor, dedo travado

A descarga destrói nervos no caminho. As consequências aparecem na mão e no braço: perda de força, formigamento que não passa, dedo que trava ou entorta, tremor involuntário. Tem exame que comprova (a eletroneuromiografia, o exame dos nervos — peça ao médico). Foi esse exame que confirmou a lesão grave do Valdeneis. Se a sua lesão é na mão ou no dedo, veja quanto vale a indenização por perda de um dedo e a tabela de valores de indenização por dedo.

Coração alterado: arritmia depois do choque

A corrente atravessa o corpo e pode desorganizar o ritmo do coração. Palpitação, arritmia, alteração no eletrocardiograma — tudo pode ter ligação direta com o choque. Regra de ouro: todo choque forte merece um eletrocardiograma no mesmo dia. Esse exame vale ouro no processo.

Queda do poste, da escada ou do andaime por causa do choque

Muitas vezes o estrago maior não é a queimadura — é a queda. O choque derruba o trabalhador do poste, da escada, do telhado. Fratura, traumatismo, lesão na coluna: tudo entra na mesma conta, porque a causa foi o choque. O Valdeneis só não despencou porque estava de cinto.

Amputação: o caso mais grave

Queimadura elétrica profunda pode matar o tecido do dedo ou da mão a ponto de exigir amputação. É a sequela mais devastadora — e a que gera as maiores indenizações, porque soma queimadura, perda do membro, dano estético e, quase sempre, o fim da profissão. Leia sobre indenização por perda da mão no trabalho.

“Fiquei aparentemente bem, mas piorou depois”

Acontece muito: a pessoa passa no atendimento, vai pra casa, e meses depois aparecem formigamento, tremor, fraqueza, arritmia. Lesão de nervo demora a dar as caras. Não desista por causa do tempo. Procure um médico AGORA, faça os exames e documente a ligação entre o choque e a lesão. Mesmo acidente de anos atrás pode virar processo — veja a página de acidente de trabalho antigo.

10 – Os 5 dinheiros que se somam num caso de choque com sequela

Trabalhador acha que indenização é um valor só. Errado. São cinco dinheiros diferentes, que se somam — e o caso do Valdeneis demonstra:

DinheiroO que éNo caso do eletricista do Pará
1. PensãoA parte do salário que a sequela levou, todos os meses até os 76 anos — ou tudo de uma vezR$ 588.910,56 em parcela única (60% do salário × 424 meses)
2. Dano moralO sofrimento: dor, hospital, medo, vida quebradaR$ 50.000,00
3. Dano estéticoCicatriz, deformidade, marca no corpo — separado do moralR$ 50.000,00
4. GastosRemédio, fisioterapia, transporte — tudo que saiu do seu bolso, com notaCobrável em todos os casos com comprovante
5. INSSAuxílio acidentário (e aposentadoria por invalidez nos casos graves)Corre POR FORA — não desconta da conta da empresa

Repara: o benefício do INSS não substitui a indenização da empresa. São bolsos diferentes. A empresa adora confundir o trabalhador — “você já recebe do INSS, não tem mais nada pra receber”. Mentira. A conta completa está no guia de cálculo da indenização por acidente de trabalho.

11 – Perda do ofício: quando o choque acaba com a profissão

O caso do Valdeneis é exemplo perfeito de perda do ofício — um dos argumentos que mais aumentam indenização.

A perícia não disse que ele perdeu 60% da capacidade de “trabalhar em geral”. Disse que perdeu 100% da capacidade de ser eletricista de rede de distribuição — a profissão que pagava as contas. Eletricista com a mão dominante queimada, dedo travado e tremor constante não sobe mais em poste. Nunca mais.

A Justiça não olha só para o dedo — olha para a vida profissional inteira que foi destruída. Operador de prensa que não opera mais prensa. Pedreiro que não segura mais ferramenta. Eletricista que não pode mais encostar em rede. Quando o ofício original morre, a capacidade perdida para aquele ofício é total, e a pensão é calculada em cima disso. É a diferença entre uma indenização pequena e uma que sustenta a família pelo resto da vida.

12 – A empresa te leva no hospital — e depois some

O roteiro é sempre o mesmo: a empresa te socorre, paga a primeira consulta, emite a CAT, te encosta no INSS — e desaparece. Não liga, não paga fisioterapia, não acompanha tratamento, não oferece readaptação. Quando o afastamento acaba, ainda dá um jeito de te mandar embora.

O Valdeneis viveu isso: depois da alta, ficou em casa fazendo fisioterapia por conta própria, sem receber benefício nenhum — e a empresa o demitiu. Um homem que quase morreu no poste da empresa, descartado como ferramenta quebrada.

E aqui vai o que joga a seu favor: esse abandono AUMENTA a indenização. O juiz vê a empresa que largou o trabalhador na própria sorte e pesa a mão no dano moral. Guarde tudo: mensagens não respondidas, boletos de fisioterapia. Cada prova de abandono vale dinheiro na sentença.

13 – “A empresa diz que a culpa foi minha”

É a defesa número 1 em caso de choque: “ele mexeu onde não devia”, “ele não seguiu o procedimento”. A empresa do Valdeneis disse que ele foi negligente porque “não percorreu toda a rede para verificar se existia ligação clandestina”. Percorrer quilômetros de rede, sozinho, para compensar o vigia negado.

A Justiça não engoliu. Primeiro, porque ele fez tudo que estava ao alcance dele. Segundo: como a atividade era de risco, a empresa responde mesmo sem se discutir culpa. Nem a tese de “culpa dividida” colou — o tribunal afastou as duas.

Se o RH está dizendo que a culpa foi sua, respira: quem organiza o serviço, compra o EPI e treina (ou não treina) a equipe é a empresa. O risco do negócio é dela. Se ela lucra com o serviço perigoso, paga pelo acidente do serviço perigoso.

14 – Duas empresas no processo: a empreiteira E a dona da obra pagam juntas

Outro detalhe que pode valer muito no seu caso: Valdeneis processou duas empresas ao mesmo tempo — o consórcio que o contratou e a gigante de energia dona da obra do Luz para Todos.

A dona da obra espernou: “eu só contratei a empreiteira, a obrigação é dela”. A Justiça respondeu que não funciona assim: todas as empresas que se beneficiam do trabalho respondem juntas pela segurança dele. Ela confessou em audiência que nem mandava engenheiro de segurança acompanhar o serviço. Resultado: as duas condenadas a pagar tudo, juntas — na prática, você pode cobrar o valor inteiro de qualquer uma das duas.

Para o trabalhador, isso é segurança de receber. Empreiteira pequena pode quebrar e sumir; a dona da obra — concessionária, indústria, construtora grande — tem patrimônio. Se você é terceirizado ou contratado de empreiteira, o processo pode (e geralmente deve) mirar as duas.

15 – Como provar o choque e a sequela: o passo a passo

  1. CAT — a empresa tem 24 horas para emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho. Se não emitir, você mesmo emite, de graça, no site do INSS. No caso do Valdeneis, a CAT da própria empresa virou prova central contra ela;
  2. Atendimento médico no dia — pronto-socorro, mesmo que você “esteja bem”. Peça eletrocardiograma: choque pode alterar o coração horas depois;
  3. Fotos — da queimadura, do local, do fio, da chave, do EPI velho. Tire antes que a empresa “conserte” tudo;
  4. Testemunhas — o colega que viu, que socorreu, que ouviu o encarregado negar o pedido de segurança;
  5. Todos os papéis — atestados, receitas, exames, notas de remédio e fisioterapia. Mesmo o atestado de 1 dia;
  6. Exames de sequela — eletroneuromiografia para os nervos, eletrocardiograma para o coração, laudo de cirurgia, fotos das cicatrizes.

E o que NÃO fazer: não aceite acordo do RH sem orientação — empresa oferece R$ 2 mil “pelo transtorno” para quem tem caso de centenas de milhares; não assine pedido de demissão sob pressão; não jogue fora nenhum papel.

16 – Quanto tempo você tem para entrar com a ação

Regra geral: até 2 anos depois de sair da empresa. Saiu, o relógio começa a correr. Dentro do processo, dá para cobrar os direitos dos últimos 5 anos.

Mas choque tem uma particularidade: a sequela pode se firmar muito depois — e em muitos casos o prazo conta da ciência da lesão, não do dia do choque. O Valdeneis se acidentou em 2020, entrou com a ação em 2021, ganhou na sentença e no tribunal em 2022 e recebeu em 2024. Se a sequela apareceu agora, não enterre o caso sem analisar — veja acidente de trabalho antigo antes de desistir.

E nos casos mais trágicos, em que o choque mata — eletrocussão é uma das principais causas de morte no trabalho no Brasil —, a família tem direito próprio: pensão, dano moral dos familiares, despesas.

17 – Perguntas frequentes sobre indenização por choque elétrico no trabalho

Tomei choque mas não fiquei com nada. Tenho caso?

Dificilmente. Sem sequela, sem afastamento e sem marca, muitos juízes tratam o choque como mero aborrecimento e negam indenização. Minha orientação honesta: faça eletrocardiograma e exame dos nervos para ter certeza de que não ficou nada escondido. Se vierem limpos, siga a vida — mas guarde os papéis, porque sequela de nervo pode aparecer depois.

Trabalho com eletricidade sem registro em carteira. Vale a pena processar?

Vale. O processo pode reconhecer o vínculo de emprego e a indenização ao mesmo tempo. Trabalhar sem registro é mais uma irregularidade da empresa — ela não pode usar a própria fraude para escapar de pagar. Testemunhas, mensagens, comprovantes e fotos no serviço provam o vínculo.

A empresa diz que eu deveria ter conferido a rede. Perco o direito?

Não. Quem garante a segurança é a empresa: desligamento, bloqueio da chave, vigia, EPI, treinamento. No caso real deste artigo, a empresa usou essa defesa — e perdeu na sentença e no tribunal. Para atividade de risco como eletricidade, a empresa responde mesmo sem discussão de culpa.

Sou terceirizado. Cobro da minha empresa ou da empresa onde o choque aconteceu?

Das duas, no mesmo processo. A que te contratou e a dona da obra ou tomadora respondem juntas. No caso do Pará, a empreiteira e a dona da obra foram condenadas a pagar a conta inteira juntas — o que aumenta muito a garantia de receber.

O choque me derrubou da escada e quebrei o braço. Isso entra na indenização?

Entra tudo. A queda foi consequência do choque, então a fratura, o tratamento e as sequelas da queda entram na mesma conta: pensão se ficou limitação, dano moral, dano estético se ficou cicatriz, e os gastos do tratamento.

Fiquei com cicatriz de queimadura. Isso paga separado mesmo?

Paga. Dano estético é indenização própria, somada ao dano moral. No caso deste artigo foram R$ 50 mil de moral MAIS R$ 50 mil de estético pelas cicatrizes e pela deformidade no dedo. Quem não pede o estético separado deixa dinheiro na mesa.

Tomei choque há 3 anos e a mão começou a tremer agora. Ainda dá tempo?

Pode dar. Sequela de nervo aparece tarde, e em muitos casos o prazo conta de quando você tomou ciência da lesão, não do dia do acidente. Procure um médico, faça a eletroneuromiografia e busque análise do caso imediatamente — o prazo de 2 anos depois da saída da empresa continua valendo como regra.

Recebo auxílio do INSS. A empresa ainda me deve indenização?

Deve. O benefício do INSS é um direito seu junto à Previdência; a indenização é uma dívida da empresa. Um não desconta do outro. O Valdeneis nem chegou a receber o benefício direito — e a empresa foi condenada mesmo assim.

18 – Choque com sequela é caso para ultraespecialista

Eu não pego divórcio, batida de carro nem cobrança. Há 15 anos faço uma coisa só: acidente de trabalho. Foi assim que aprendi onde a empresa erra, o que a perícia precisa ver e como transformar um eletricista abandonado com a mão queimada em um homem com mais de R$ 1 milhão recebido. Já fizemos isso mais de 3.000 vezes — mais de R$ 41 milhões recuperados em todo o Brasil, como o eletricista Edvaldo, que perdeu 3 dedos em um exaustor em Pernambuco e ganhou R$ 146 mil.

Se o choque te deixou marca, o caminho é este, nesta ordem:

1️⃣ Veja os valores reais por estado — dado público do que a Justiça vem pagando.

2️⃣ Calcule grátis quanto vale o seu caso em 2 minutos 👇 — estimativa na hora, sem pagar nada.

3️⃣ Conheça a página completa de acidente de trabalho — todos os seus direitos sem juridiquês.

O eletricista do Pará quase aceitou que aquilo “fazia parte do serviço”. A Justiça disse que não fazia — duas vezes. Se aconteceu com você, descubra agora quanto vale o seu caso.

🎥 Veja em 15 segundos: Levou choque? A NR-10 protege você

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Perder o movimento do braço vale caro: em casos do nosso escritório, a indenização passou de R$ 120 mil. E quando a sequela é grave, a empresa ainda paga um salário todo mês pra vida toda — soma que já passou de R$ 500 mil.

Você sofreu o acidente. O braço ficou pendurado, sem força, sem movimento. O médico falou um nome que você nunca tinha ouvido: “lesão de plexo braquial”. Foi explicado mais ou menos assim: os nervos do braço foram arrancados ou estirados, e talvez você nunca mais use ele igual antes. Isso é uma das sequelas mais sérias de acidente de trabalho. E uma das que mais paga.

Motoqueiro entregador que caiu e bateu no ombro. Operador de máquina pesada que teve o braço puxado. Mecânico esmagado pelo motor. Trabalhador que caiu de altura e bateu o pescoço. Todos podem ter essa lesão. E todos têm direito a indenização e pensão pesada, porque a perda é pra sempre.

O que é a lesão de plexo braquial

O plexo braquial é um feixe de nervos que sai do pescoço e vai pro braço inteiro. Quando esses nervos são estirados, arrancados ou cortados, o braço perde força, perde movimento, perde sensibilidade. Em casos graves o braço fica completamente paralisado.

Recuperação total raramente acontece. A maioria fica com sequela permanente — movimento limitado, força reduzida, dor crônica. Isso significa: você não vai mais conseguir fazer o serviço de antes, vai ter limitação pra vida toda — é o que a Justiça chama de perda do ofício, e isso pesa muito no valor. E é isso que a indenização e a pensão repõem.

Acidentes que mais causam essa lesão

Como provar a lesão e a gravidade

  1. Ressonância magnética e eletroneuromiografia — mostram o nervo lesado, o grau, o local. Guarde laudo e CD.
  2. CAT acidentária — a empresa é obrigada. Se não emitir, você emite no INSS, gratuito.
  3. Boletim de ocorrência — se foi acidente de trânsito ou com perícia.
  4. Atestados e relatórios médicos — todos. Cirurgia, fisioterapia, neurologista.
  5. Foto do braço, da posição, da limitação — vídeo curto mostrando que você não levanta, não pega objeto, não fecha a mão (quando a mão também perde função, veja o guia de indenização por perda de mão no trabalho).
  6. Testemunhas — colega que viu o acidente, que te socorreu.

Seus direitos com lesão de plexo braquial

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

Situação citada neste guia Valor
Indenização (dano moral, estético e material) — casos do escritório Mais de R$ 120 mil
Caso real de lesão de plexo (vs oferta de R$ 10-20 mil do RH) Mais de R$ 200 mil, fora a pensão
Pensão mensal vitalícia — soma projetada em casos graves Mais de R$ 500 mil ao longo da vida

Lesão de plexo braquial é dos casos que mais paga em acidente de trabalho. O valor depende do grau, do braço afetado, do salário, da idade, da capacidade restante. Antes de aceitar oferta, veja como calcular a indenização passo a passo e calcule.

Valores médios por estado

Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Como é calculada a pensão vitalícia?

É um percentual do seu último salário (varia conforme o grau de perda — perda total do braço gera percentual alto, perda parcial gera percentual menor). A empresa paga por mês até a sua morte. Soma ao longo da vida costuma ser muito alta.

2. A pensão pode ser paga em parcela única (pagamento em massa)?

Pode. Em muitos casos, o trabalhador prefere receber tudo de uma vez em vez de receber mensalmente. A Justiça aceita. O valor único costuma ser bem alto.

3. Eu era motoboy informal. A empresa responde?

Responde. A Justiça reconhece o vínculo na ação mesmo sem carteira. Os direitos passam a valer como se tivesse sido registrado.

4. Preciso pagar advogado antes pra entrar com o processo?

Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Não tem entrada, não tem mensalidade.

5. Já passei 1 ano depois do acidente. Ainda dá pra processar?

Dá. Tem até 2 anos depois de sair da empresa pra entrar com a ação. Dentro desses 2 anos, cobra os últimos 5 anos. Se o seu acidente já tem tempo, veja o guia de acidente de trabalho antigo.


O médico falou que não volta mais. É verdade?

Plexo braquial completo (avulsão) raramente volta. Plexo parcial pode recuperar 30-60% da função após cirurgia + fisioterapia de 1-2 anos. Em qualquer dos casos, a perda permanente já garante a indenização — o que volta depois é bônus.

Empresa diz que culpa foi minha (passei sinal vermelho na moto). Perco?

Não. Mesmo com culpa concorrente, a empresa responde se exigia velocidade pra cumprir rota, se não treinou direção defensiva, se não fornecia EPI (capacete, jaqueta). Reduz o valor mas não zera. E em alguns casos eleva (negligência da empresa em fiscalizar).

Tenho prótese do braço. Empresa paga manutenção?

Sim. Prótese, manutenção, troca por desgaste (a cada 3-5 anos), fisioterapia perpétua, transporte adaptado, casa adaptada — tudo entra como dano material. Pagamento mensal vitalício ou parcela única majorada.

Perdeu o movimento de vez? Isso é o que chamamos de perda do ofício — o grau mais alto de indenização. Conte o que aconteceu aqui — um familiar pode responder por você.

Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

A empresa grande paga. Quando o terceirizado morre no trabalho, a contratante (banco, indústria, construtora) responde junto com a empreiteira — mesmo que a pequena tenha sumido. A família pode processar direto a empresa grande; casos assim ficam entre R$ 600 mil e R$ 1,5 milhão.

Marido era terceirizado — limpeza, vigilância, manutenção, montagem, construção. Empresa direta dele era pequena (empreiteira, ME, prestadora). Mas trabalhava na empresa contratante — banco, indústria, grande comércio.

Aí ele morreu lá dentro. Empreiteira sumiu, empreiteiro fala que não tem dinheiro, jurídico do banco/indústria diz: “ele não era nosso, era da empreiteira.”

Aqui está o que ninguém te diz: a empresa contratante responde solidariamente em caso de morte. Isso muda tudo. A pequena pode ter sumido — a grande paga.

Súmula 331 do TST: a regra de ouro

“O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços, quanto àquelas obrigações…”
Tradução: se a empreiteira (empregadora direta) não paga, a contratante (tomadora dos serviços) paga. Em caso de morte com violação de NR, a jurisprudência consolidada eleva pra responsabilidade solidária — você processa as duas e qualquer uma paga integral, depois resolvem entre si.

Os 4 caminhos da execução

1. Empreiteira direta (empregadora formal): primeiro alvo. Mas geralmente sumiu, ou não tem patrimônio.
2. Sócios da empreiteira (desconsideração da personalidade): segundo alvo. Imóvel, veículo, conta corrente dos sócios.
3. Empresa contratante (responsabilidade subsidiária/solidária): TERCEIRO ALVO — e o que paga, porque tem patrimônio. Banco, indústria, grande comércio.
4. Grupo econômico: se a empresa contratante faz parte de grupo (holding, subsidiárias), todas respondem juntas.

Atividade-fim ou atividade-meio: regra mudou em 2017

Antes da Lei 13.467/2017, terceirização só era permitida em atividade-meio. Agora também em atividade-fim. Mas a responsabilidade solidária em caso de morte continua igual: contratante responde sempre.
Em alguns casos (terceirização ilícita, fraude, atividade-fim mal disfarçada), a Justiça reconhece vínculo direto com a contratante — aí você processa só ela, recebe como empregado dela.
Esse caminho exige análise do contrato entre as empresas e do dia a dia do trabalho.

Soma típica em morte de terceirizado

Casos reais que conduzi:
Pedreiro terceirizado morto em obra de incorporadora (queda de altura, NR-35 violada): R$ 1,2 milhão para família, pago pela incorporadora.
Vigilante terceirizado morto em assalto a banco: R$ 1,5 milhão, pago pelo banco.
Eletricista terceirizado morto por choque em indústria: R$ 800 mil, pago solidariamente.
Auxiliar de limpeza terceirizado morto em queda de andaime: R$ 600 mil.
Em todos os casos, a empreiteira direta tinha sumido ou não tinha patrimônio. Quem pagou foi a contratante. Pra entender como esses valores se formam (dano moral + pensão da família), veja como calcular a indenização.

Caso real Quem pagou Valor
Pedreiro terceirizado morto em obra (queda de altura) Incorporadora R$ 1,2 milhão
Vigilante terceirizado morto em assalto a banco Banco R$ 1,5 milhão
Eletricista terceirizado morto por choque em indústria Pago solidariamente R$ 800 mil
Auxiliar de limpeza morto em queda de andaime Contratante R$ 600 mil

O que fazer agora

O primeiro passo é simples. Calcule sua indenização na calculadora (2 minutos) ou fale comigo direto. Para ver quanto a Justiça vem condenando no seu estado, consulte os valores por estado.

Perguntas frequentes

Empreiteira fechou e contratante diz ‘não somos responsáveis, era de outra empresa’.

Argumento padrão e perde sempre. Súmula 331 TST + jurisprudência consolidada: contratante responde subsidiária ou solidariamente em caso de morte. A defesa é só pra ganhar tempo.

E se o contrato entre empreiteira e contratante diz que a contratante não responde por acidentes?

Cláusula nula. Nenhum contrato privado pode afastar responsabilidade legal por morte. Súmula 331 é regra de ordem pública.

Marido era MEI/PJ, contratado por empresa grande. Conta como terceirizado?

Pode contar. Se havia subordinação, exclusividade, horário fixo, pode-se reconhecer vínculo de emprego (PJ disfarçado). Reconhecido o vínculo, todos os direitos integrais valem — e a contratante responde diretamente.

Quanto tempo pra contratante pagar?

Sentença em 12-18 meses. Acordo em 6-10 meses (contratante grande prefere acordar pra evitar exposição). Tutela de urgência libera adiantamento em poucos meses.

Empreiteira não está mais existindo no CNPJ. Posso processar só a contratante?

Pode, e é o que recomendo. A jurisprudência permite quando a empregadora direta está extinta ou claramente sem patrimônio. Contratante paga integralmente, sem precisar tentar primeiro a empreiteira.

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

Procure o médico, exija o papel do acidente (a CAT) e guarde as provas: foto da máquina, atestados, nome de colegas. Açougueiro acidentado tem 4 direitos automáticos — e a perda de um dedo costuma valer de R$ 20 a 60 mil de indenização.

Você é açougueiro, ajudante de açougue, desossador de frigorífico. Trabalhou anos com serra-fita, faca, cutelo. Um dia a coisa virou: a peça escapou, a máquina pegou o dedo, a faca cortou fundo. Você foi parar no hospital, perdeu pedaço, ficou afastado. Saiba isso: você tem 4 direitos automáticos. E quase ninguém te conta.

Açougue e frigorífico são duas das atividades mais perigosas que existem. A máquina é potente, o ritmo é puxado, o piso é molhado. A lei sabe disso e exige proteção rigorosa. Quando o acidente acontece, na quase totalidade das vezes a empresa falhou. E paga.

Por que serra-fita e faca causam tantos acidentes

A serra-fita corta osso e carne em segundos. Não dá tempo de reagir. Quando falta proteção, treinamento, ou o ritmo é absurdo, o acidente vem. Os mais comuns:

A maioria desses acidentes acontece porque a serra estava sem dispositivo de segurança (anteparo, sensor de emergência) — proteções que a norma federal de segurança de máquinas, a NR-12, obriga a empresa a ter, porque a luva metálica não era oferecida, ou porque o trabalhador novo não foi treinado.

Como provar o acidente no processo

  1. CAT — comunicado de acidente. A empresa é obrigada em 24h. Se não emitir, você emite no INSS, gratuito.
  2. Boletim de pronto-socorro — guarde a via que te deram.
  3. Foto do dedo / corte / sequela — desde o primeiro dia. Não tem prova mais forte.
  4. Atestados e prontuário — todas as consultas, cirurgias, fisioterapias.
  5. Testemunhas — colegas que viram, que te socorreram.
  6. Foto da máquina e do EPI — mostra que faltava proteção (anteparo, sensor, luva metálica, capacete).

Os 4 direitos automáticos do açougueiro acidentado

O que NÃO fazer

Veja quanto vale o seu caso

Situação citada neste guiaValor
Perda de um dedo (faixa comum de indenização)R$ 20 mil a R$ 60 mil
Amputação — caso real do escritórioMais de R$ 80 mil
Amputação de dedo — caso real (vs oferta de R$ 5-10 mil do RH)Mais de R$ 110 mil

Cada acidente paga um valor diferente. Depende do dedo (qual e quanto perdeu — veja a tabela de valores por dedo), do tempo afastado, do salário, da sequela, do estado. Antes de aceitar oferta, entenda como calcular a indenização passo a passo e calcule.

Valores médios por estado

Veja a tabela de indenização por acidente de trabalho por estado em 2026, com base nos casos reais que acompanhamos.

Perguntas frequentes

1. Perdi só a pontinha do dedo. Mesmo assim tem indenização?

Tem. Amputação parcial gera dano moral, dano estético, dano material e pensão vitalícia. Mesmo “pontinha” muda a força e o movimento da mão pra sempre.

2. A empresa disse que eu não usei a luva direito. Perdi o direito?

Não. A empresa é responsável pelo treinamento, pela fiscalização do uso do EPI, pela manutenção da máquina. Mesmo se houve descuido seu, a empresa raramente fica isenta. A perícia analisa.

3. Já fiz cirurgia e voltei a trabalhar. Ainda tenho direito?

Tem. Cirurgia prova a gravidade. Voltar a trabalhar não tira direito a indenização e pensão pela sequela.

4. Preciso pagar advogado antes pra entrar com o processo?

Não. O advogado recebe um percentual no final, e só recebe se você ganhar. Não tem entrada, não tem mensalidade.

5. Já saí do açougue. Ainda dá pra processar?

Dá. Tem até 2 anos depois de sair pra entrar com a ação. Dentro disso, cobra os últimos 5 anos de direitos.


Trabalho num açougue pequeno, dono é pessoa física. Vale processar?

Vale. Pessoa física responde com patrimônio pessoal: imóvel, veículo, conta. Já recebemos R$ 200+ mil de empregador pessoa física em casos de acidente em açougue de bairro.

E se eu não tinha carteira assinada?

Justiça reconhece o vínculo de emprego (açougueiro contínuo, exclusivo, com horário fixo é empregado). Reconhecido o vínculo, todos os direitos integrais valem.

Estou afastado pelo INSS B91. Posso entrar agora?

Pode e deve. Não precisa esperar voltar. Inclusive durante o afastamento empresa fica nervosa e oferece acordo melhor.

Operei pelo SUS. Empresa paga prótese?

Sim. Mesmo que a cirurgia foi pelo SUS, prótese, manutenção, fisioterapia, medicação são dano material. Empresa repõe. Em alguns casos, a Justiça obriga plano de saúde vitalício.

Sobre o Ventura Advogados

Somos ultraespecialistas em acidente de trabalho. Já atendemos mais de 3.000 trabalhadores e recuperamos mais de R$ 41 milhões em indenizações. Atuamos em todos os estados de forma 100% online.

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🎥 Veja em 15 segundos: Açougueiro: dedo na serra fita? A culpa não é sua

Atualizado em 10 de junho de 2026 — por Dr. Welliton Ventura

A primeira pergunta que todo trabalhador faz no WhatsApp: “doutor, quanto o senhor cobra?”

Resposta direta: zero na frente. Nada antes do processo. Nada por consulta. Nada por análise do caso. Nada por entrar com a ação.

O modelo é honorário de êxito (também chamado ad exitum): você só paga se ganhar, e o pagamento sai do valor da indenização — não do seu bolso direto.

Aqui eu explico exatamente como funciona, qual o percentual padrão, e o que perguntar antes de fechar com qualquer advogado.

Modelo padrão: honorário ad exitum (de êxito)

Você assina contrato de honorários com o advogado. O contrato fixa um percentual sobre o valor que você efetivamente receber. Se ganhar zero (raro em acidente de trabalho), paga zero. Se ganhar R$ 100 mil, paga o percentual desses R$ 100 mil.
Esse modelo é regulamentado pela OAB (Estatuto da Advocacia, Art. 22, §4º) e é a forma mais comum em ações trabalhistas e de acidente.
Vantagem pro cliente: zero risco financeiro. Se o caso não der certo, você não paga nada. Se der certo, paga só uma parte do ganho. Antes de falar de percentual, vale saber o tamanho do caso — veja como calcular a indenização por acidente de trabalho.

Os percentuais usuais

Acidente de trabalho com indenização clara (NR violada, prova robusta): geralmente 20-30% sobre o valor recebido.
Caso de morte com responsabilidade complexa (empresa fechou, terceirização, grupo econômico): 30-35% pela complexidade da execução (os direitos da família estão no guia de morte no trabalho).
Casos de doença ocupacional com necessidade de perícia: 25-30%.
Casos pequenos (verbas trabalhistas comuns): pode ser menor, 15-20%, mas em acidente raramente.
Verifique o percentual exato no contrato antes de assinar. Cuidado com advogado que cobra mais que 35% sem justificar a complexidade.

Tipo de caso Percentual usual
Acidente de trabalho com indenização clara 20% a 30%
Morte com responsabilidade complexa 30% a 35%
Doença ocupacional com perícia 25% a 30%
Verbas trabalhistas comuns 15% a 20%
Honorários sucumbenciais (pagos pela empresa perdedora) 5% a 15%

Honorários sucumbenciais — outro nome no mesmo cofre

Em ações trabalhistas a Justiça também fixa honorários sucumbenciais — uma porcentagem (5-15%) que a empresa perdedora paga ao advogado vencedor. Esses honorários são do advogado, não saem do seu bolso. Soma ao êxito (em alguns contratos sim, em outros não — leia direito antes de assinar).
Em alguns escritórios o sucumbencial substitui parte do êxito. No meu, costuma ser somado, com transparência total no contrato.

O que NUNCA é cobrado de você (e o que cuidar)

NÃO existe:
• Taxa de consulta (primeira é gratuita).
• Cobrança por análise do caso.
• Adiantamento pra entrar com ação.
• Custas processuais (você é beneficiário da Justiça gratuita em ação trabalhista até 2 SM e em casos de acidente).
Cuidados:
• Leia o contrato — verifique o percentual exato e se cobre todas as instâncias (1ª, 2ª e TST).
• Peça que o contrato deixe claro que se você não receber, não paga.
• Desconfie de quem cobra adiantamento, taxa, mensalidade, qualquer coisa antes do trânsito em julgado.

O que fazer agora

O primeiro passo é simples. Calcule sua indenização na calculadora (2 minutos) ou fale comigo direto. Para ver quanto a Justiça vem condenando no seu estado, consulte os valores por estado.

Quanto a OAB diz que um advogado pode cobrar?

Cada estado tem uma Tabela de Honorários da OAB — é a referência oficial do mínimo que um advogado pode cobrar por tipo de serviço (no Pará, a tabela é da OAB/PA; no seu estado, é só buscar “tabela de honorários OAB” + a sigla). Em causa trabalhista de acidente, o costume nacional é o advogado ficar com um percentual do que VOCÊ ganhar — em geral entre 20% e 30% —, nunca um valor fixo pago do seu bolso.

E aqui vai o ponto mais importante pra quem se machucou e está sem dinheiro: em ação trabalhista séria não existe “entrada”. Advogado que pede dinheiro adiantado pra “dar andamento” num caso de acidente de trabalho é sinal de alerta. Na Ventura Advogados é assim: análise do caso grátis, ZERO entrada, e você só paga no final — se ganhar. Se não ganhar, não paga nada.

Posso trocar de advogado no meio do processo?

Pode — é um direito seu, a qualquer momento do processo. Se você sente que seu caso está parado, que ninguém te explica nada ou que o advogado não é especialista em acidente de trabalho, você pode passar o caso pra outro profissional sem precisar pedir permissão a ninguém.

O novo advogado assume de onde o processo parou, e o acerto de honorários do antigo é resolvido entre os advogados, na Justiça — você não paga duas vezes. É comum a Ventura Advogados receber casos que começaram com advogado generalista e travaram: acidente de trabalho é matéria de especialista, e a diferença aparece no valor final.

Perguntas frequentes

Advogado trabalhista pode cobrar entrada?

Em caso de acidente de trabalho, o padrão sério é não cobrar nada adiantado: o advogado recebe um percentual só do que você ganhar (a referência é a Tabela de Honorários da OAB do seu estado). Entrada em caso de acidente é sinal de alerta.

Estou insatisfeito com meu advogado. Posso trocar?

Pode, a qualquer momento — é direito seu. O novo advogado assume de onde parou e você não paga duas vezes: o acerto com o antigo é resolvido entre eles, na Justiça.

E se eu perder o caso, pago alguma coisa pro advogado?

Não. Honorário de êxito é zero risco. Você só paga se receber. Se a Justiça decidir contra você, advogado também perde — não cobra nada de você.

Tenho que pagar custas pro Tribunal?

Em ação trabalhista, se você ganha até 2 SM, é beneficiário automático da Justiça gratuita. Em ação civil de acidente também. Não há custas pra você.

E se a empresa entrar com recurso? Pago de novo?

Não. O contrato cobre todas as instâncias (1ª grau, 2ª grau, TST se necessário) sem novos honorários. O percentual continua sobre o valor final efetivamente recebido.

E se a empresa propõe acordo? O percentual incide sobre o acordo?

Sim. Acordo é “valor recebido” pra fins do cálculo. Se você aceitou R$ 80 mil em acordo, paga o percentual sobre esses R$ 80 mil.

Quanto custa em média na ponta — qual o líquido pro trabalhador?

Em caso típico de R$ 100 mil: você fica com cerca de R$ 70-80 mil líquidos (depende do contrato e dos sucumbenciais). Em caso de R$ 500 mil: fica com R$ 350-400 mil. Sempre mais do que o trabalhador receberia sozinho — geralmente, sem advogado, recebe R$ 0.